Esse período iniciou-se sob a presidência de José Sarney, em um clima de intensa expectativa democrática após a morte de Tancredo Neves. O ápice desse processo foi a Assembleia Nacional Constituinte, que resultou na Constituição de 1988. Conhecida como "Constituição Cidadã", a nova Carta consagrou direitos sociais inéditos e universalizou serviços como saúde e educação.
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O fim da ditadura militar (1985) inaugurou uma profunda reconfiguração no campo midiático brasileiro. Os tradicionais jornais impressos integraram-se a robustos conglomerados que passaram a controlar, simultaneamente, rádio, televisão e revistas, expandindo e consolidando sua influência sobre a opinião pública nacional. Esse cenário de concentração de poder, no entanto, foi confrontado por polos de resistência fundamentais: a imprensa sindical e os movimentos sociais.
Entre 2003 e 2016, os governos de Lula e Dilma focaram na inclusão social e soberania nacional, com avanços em educação e infraestrutura impulsionados por programas como o Bolsa Família e Cisternas, e uma gestão desenvolvimentista. Esse ciclo foi interrompido pelo impeachment de 2016 e pela Operação Lava-Jato (cujas ilegalidades foram posteriormente comprovadas), abrindo caminho para uma agenda de austeridade sob Michel Temer e, em 2018, para a eleição de Jair Bolsonaro.
Entre 2003 e 2016, a relação entre os governos populares e os grandes conglomerados foi marcada por tensões; a cobertura midiática tradicional foi decisiva no desgaste político que culminou no impeachment de Dilma Rousseff.
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