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25/11/2022 16h51
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Conteúdo do arquivo
<t->
PONTINHOS
Ano LV, n.o 351,
Outubro/Dezembro de 2014
Ministrio da Educao
Instituto Benjamin Constant
Publicao Trimestral de
Educao, Cultura e
Recreao
Editada na Diviso de
Pesquisa, Documentao e Informao
Impressa na Diviso de
Imprensa Braille
Fundada em 1959 por
Renato M. G. Malcher
Av. Pasteur, 350/368 -- Urca
Rio de Janeiro-RJ
CEP: 22290-240
Tel.: (55) (21) 3478-4458
E-mail: ~,pontinhos@ibc.~
gov.br~,
Site: ~,http:www.ibc.~
gov.br~,
<p>
Livros Impressos em Braille: uma Questo de
Direito
Pas Rico Pas
sem Pobreza
<p>
I
Diretora-Geral do IBC
Maria Odete Santos Duarte
Comisso Editorial
Ana Paula Pacheco da Silva
Joo Batista Alvarenga
Leonardo Raja Gabaglia
Reviso
Victor Luiz da Silveira
Colaborao
Eduarda Bayma Milfont
Marlene Maria da Cunha
<p>
Transcrio conforme as
Normas Tcnicas para a
Produo de Textos em Braille, MEC/SEESP, 2006. Distribuio gratuita consoante a Portaria
Ministerial n.o 504, 17 de Setembro de 1949.
Arquivo da revista disponvel para impresso em Braille: ~,http:www.ibc.gov.~
br?itemid=381~,
<p>
<F->
III
Sumrio
Seo Infantil
Cantigas de Roda ::::::: 1
Trava-Lnguas :::::::::: 5
Cordel :::::::::::::::::: 7
Histrias para Ler e
Contar
O Pato Poliglota :::::: 9
Nascer sabendo :::::::::: 11
Leio, logo escrevo :::::: 14
Seo Juvenil
Quebra-Cuca :::::::::::: 17
Voc Sabia? :::::::::::: 27
Vamos Rir? ::::::::::::: 37
Historiando
Diretas j! ::::::::::::: 40
Leitura Interessante
As trs perguntas ::::::: 45
Cuidando do Corpo e
da Mente
Os jovens e as drogas ::: 53
Tome Nota
Letras :::::::::::::::::: 60
Leio, logo escrevo :::::: 64
Espao do Leitor ::::::: 65
Vocabulrio ::::::::::::: 67
<F+>
<Tpontinhos 351>
<t+1>
<R+>
<S->
Seo Infantil
Cantigas de Roda
A barata diz que tem
A barata diz que tem 7 saias de fil
mentira da barata, ela tem uma s
Ha, ha, ha, ho, ho, ho
Ela tem uma s
Ha, ha, ha, ho, ho, ho
Ela tem uma s
A barata diz que tem um sapato de fivela
mentira da barata, o sapato da me dela
Ha, ha, ha, ho, ho, ho
O sapato da me dela
Ha, ha, ha, ho, ho, ho
O sapato da me dela
A barata diz que tem um anel de formatura
mentira da barata, ela tem casca dura
Ha, ha, ha, ho, ho, ho
Ela tem casca dura
Ha, ha, ha, ho, ho, ho
Ela tem casca dura
A barata diz que tem
Uma saia de cetim
mentira da barata, ela tem de capim
Ha, ha, ha, ho, ho, ho
Ela tem de capim
Ha, ha, ha, ho, ho, ho
Ela tem de capim
A barata diz que tem um sapato de veludo
mentira da barata, ela tem o p peludo
Ha, ha, ha, ho, ho, ho
Ela tem o p peludo
Ha, ha, ha, ho, ho, ho
Ela tem o p peludo
A barata diz que tem sete saias de balo,
mentira da barata, no tem no, nem dinheiro pra sabo
Ha, ha, ha, ho, ho, ho
Nem dinheiro pra sabo
Ha, ha, ha, ho, ho, ho
Nem dinheiro pra sabo
A barata diz que tem um vestido de babado
mentira da barata, o vestido t rasgado
Ha, ha, ha, ho, ho, ho
O vestido t rasgado
Ha, ha, ha, ho, ho, ho
O vestido t rasgado
A barata sempre diz que viaja de avio,
mentira da barata, ela vai de "buso"
Ha, ha, ha, ho, ho, ho
Ela vai de "buso"
Ha, ha, ha, ho, ho, ho
Ela vai de "buso"
Fonte: ~,http:www.~
vagalume.com.brsucessos-~
da-minha-escolinha~
a-barata-diz-que-tem.html~,
No atire o pau no gato
No atire o pau no gato (to)
Porque isso (so)
No se faz (faz faz)
gatinho (nho)
nosso amigo (go)
No devemos maltratar
Os Animais
Miau!!!
Fonte: ~,http:letras.mus.~
brcantigas-populares~
870902~,
Lavar os dentes
Um copo com gua
Uma escova e pasta
Pra lavar os dentes
o que me basta
Esfrego, esfrego, esfrego
Muito esfregadinho
<p>
Com os dentes lavados
Que rico cheirinho
(Bis)
Fonte: ~,http:letras.mus.~
brcantigas-populares~
989746~,
::::::::::::::::::::::::
Trava-Lnguas
O original no se desoriginaliza.
O original no se desoriginaliza.
O original no se desoriginaliza.
Se desoriginalizssemo-lo original no seria!
No sei se fato ou se fita,
No sei se fita ou fato.
O fato que voc me fita
E fita mesmo de fato.
<p>
O tempo perguntou ao tempo qual o tempo que o tempo tem.
O tempo respondeu ao tempo que no tem tempo para dizer ao tempo que
o tempo do tempo o tempo que o tempo tem.
(Verbo Tagarelar no Futuro do Pretrito)
Eu tagarelaria
Tu tagarelarias
Ele tagarelaria
Ns tagarelaramos
Vs tagarelareis
Eles tagarelariam
Larga a tia, largatixa!
Lagartixa, larga a tia!
<p>
S no dia em que a sua tia
Chamar a largatixa de lagartixa.
Fonte: ~,http:www.~
qdivertido.com.br~
verfolclore.php?codigo=22~,
::::::::::::::::::::::::
Cordel
Navegantes da Literatura
Meus queridos amiguinhos
Venho aqui lhes convidar
Pra divertida aventura
Que agora vai comear
Pelas pginas dos livros
Vamos todos viajar
Todo o conhecimento
Nos livros ns encontramos
E no navio da leitura
Bem juntinhos navegamos
Em busca desse tesouro
De braos dados ns vamos
<p>
Nas letrinhas e figuras
Vemos todo o universo
Seja l qual for a pgina
Escrita em prosa ou verso
Podemos seguir em frente
Ou fazer caminho inverso
Quem l fica mais esperto
No vira cabea dura
Respeitando o aprendizado
Com lealdade e bravura
Torna-se o capito
Dessa nau literatura
Vamos ler todos os dias
No h limites enfim
A leitura pra voc
E com certeza pra mim
Uma histria que comea
Mas que nunca chega ao fim
<S+>
<R->
Fonte: ~,http:tarciocosta.~
com.br~,
oooooooooooo
<p>
Histrias para Ler e Contar
O Pato Poliglota
A menina ficou muito alegre quando ganhou o cachorro de presente.
Ela no suspeitava que ia dar confuso.
Acontece que j havia um gato na casa. E os bichos juntos
brigaram feito co e gato.
A menina no demorou a descobrir que o desentendimento entre os
dois se devia ao fato de falarem lnguas diferentes.
Procurou um meio de modificar a situao. Quem procura, acha.
Descobriu a Escola do Pato Poliglota, onde se ensinavam muitas
lnguas.
O Pato Poliglota era capaz de conversar com os perus em glu-glu
com rara perfeio.
Falava o piu-piu to bem com os pintinhos que Dona Galinha quis
tomar umas lies e, assim, se entender ainda melhor com os filhos.
O Pato Poliglota falava correntemente o qu-qu (sua lngua
original), o ron-ron, o miau, o au-au, o glu-glu, o piu-piu, o m,
alm de se fazer entender em outras tantas lnguas.
Conversava com os sapos, em noites de serenata, como se fosse um
deles.
Muito estudioso, havia feito um curso na mesma escola da serra
tico-tico, para poder papear com as cigarras.
A menina matriculou cachorro e gato na Escola do Pato Poliglota.
O resultado foi assombroso. Em pouco tempo o gato falava o au-au
(com sotaque) e o cachorro falava o miau (um pouco rouco).
Da pra frente se entretinham em longos papos, a ponto de haver
uma pontinha de cimes na menina.
Ela, ento, se matriculou tambm na Escola do Pato Poliglota,
onde aprendeu as lnguas dos seus dois amigos.
Hoje -- que engraado! -- cada qual pode falar sua prpria lngua
sem problemas, pois os outros vo entender perfeitamente.
<R+>
Fonte: *O Pato Poliglota*. COELHO, Ronaldo Simes. So Paulo: Editora
tica S.A, 1994.
<R->
::::::::::::::::::::::::
Nascer sabendo
Eu ficava olhando as outras crianas e pensava que tinham nascido
sabendo tudo: nadar, pular corda, escrever, ler, danar.
Acho que sou uma boboca, nariz de pipoca!
Quando eu nasci, no sabia andar, no ? S que era pequenininha
e no ligava.
Depois que fiquei assim. Se no sabia uma coisa, pensava que
era defeito meu.
Um dia, estava pelejando para abotoar a blusa e consegui.
Mame perguntou quem tinha me ajudado.
Quando eu falei vesti sozinha, ela fez uma cara tima.
Papai fez uma cara igual, quando lhe pedi que batesse corda para
mim.
Ele batia, e eu entrava, e saa, e girava, e pulava num p s, e
dizia: agora de abacaxi, de rei-rainha, passa-zero.
Papai me olhava. Ficou espantado ao ver que meu irmo, menor do
que eu, j fazia as mesmas coisas.
C pra ns, eu tambm estava surpresa. Havia poucos dias que no
sabia pular corda e, de tanto errar, estava acertando tudo, at mais
de trinta vezes.
bom a gente no nascer sabendo. Como gostoso aprender! Andar
de bicicleta, nadar, tudo!
Outro dia, aconteceu uma coisa engraada. H uma poro de livros
aqui em casa. De uns eu gosto mais, de outros eu gosto
menos.
Dos que eu gosto, estou sempre pedindo pro papai e pra mame
lerem para mim.
Pois nesse dia eu que li para eles.
Vocs precisavam de ver a cara deles!
Eu cheguei a bater palmas.
<p>
Sabem o que estou pensando? Mame boboca, e o papai, nariz de
pipoca.
<R+>
Fonte: *Nascer sabendo*. COELHO, Ronaldo Simes. So Paulo: FTD, 1999.
<R->
oooooooooooo
Leio, logo escrevo
<R+>
com alegria que comeamos a receber e selecionar textos dos alunos
da primeira e da segunda fases do IBC. Esta nova coluna uma
parceria entre o Departamento de Educao e a Coordenao da
Pontinhos e tem o objetivo de incentivar o prazer de escrever. Ela
ser dividida na Seo Infantil e na Juvenil. Quem disse que os
leitores que no so alunos do Instituto esto de fora? Jamais! Vocs
tambm podem enviar seus textos, que podero ser selecionados e
publicados na coluna Espao do Leitor, seja na *Pontinhos* ou na
*RBC*,
conforme o contedo.
<R->
Primeira fase
<R+>
Nome: Juliana Galdino Proena
Data de nascimento: 16/01/2000
Local de nascimento: Rio de
Janeiro, RJ
Turma: 503
<R->
O meu aniversrio
No dia do meu aniversrio eu fico muito feliz. um dia especial.
Eu gosto de ganhar muitas coisas. Quando as pessoas da minha
famlia me do parabns, eu fico toda prosa. Isso muito bom.
quase a mesma coisa quando o dia das crianas.
Alm disso eu gosto de brincar, festa surpresa, entre outras coisas.
<R+>
Nome: Giovana Pereira
Ferreira Costa
Data de nascimento: 29/04/2004
Local do nascimento: Rio de Janeiro, RJ
Turma: 201
<R->
Meu cachorro Bidu
O nome do meu cachorro Bidu. O meu cachorrinho veio para a minha
casa muito pequeno. Ele um cachorrinho muito levado, inteligente,
carinhoso e sapeca.
Quando eu e minha me chegamos em casa, ele faz muita festa e fica
muito feliz. Ele no gosta de ficar sozinho; quando ele fica muito
tempo
<p>
sozinho, ele faz muita besteira e minha me fica brava. Eu
defendo muito o meu co. O Bidu meu heri.
oooooooooooo
Seo Juvenil
Quebra-Cuca
Caa-palavras
Desafio 1
Localize as seguintes palavras: manga, tatu, lobo,
foca, cama, futebol, TV, gaivota, raio, papel, jaqueta, pneu,
secador, transporte e oceano. Lembre-se de que a busca pode ser
tanto na vertical quanto na horizontal.
<p>
khhfcmnzturrpyq
rgqsstskrbsozqb
zdpxqgffawvlhgc
buxlcsqenmwsogx
nfpapeldshmjcuc
spnxukldpayveuf
rcevmgoaovpdazu
lauokfbbrogcngt
nmpexoohtwbooae
tatvfcsoejsmkib
wmqfiasecadorvo
hcbnrjixzkhfhol
ldbuuauhsfznktu
gemvhqtatuqvsav
nzaacupfapqdqoj
rwnrzelagccraio
trgfrtxkzkisywv
rkahuajawrnweyr
Desafio 2
Localize as seguintes capitais brasileiras: Aracaju, Natal, Belm, Cuiab,
<p>
Salvador, Braslia,
Goinia, Teresina,
Vitria,
Palmas, Macei, Manaus, Macap, Recife e Curitiba. Lembre-se de que a
busca deve ser feita na horizontal, vertical e diagonal (nas duas
direes).
Em tinta, os caa-palavras sempre se apresentam em caixa alta; se
fizssemos assim em Braille, o jogo no s sairia do formato como
tambm perderia toda a graa. Por isso, so transcritos com letras
minsculas.
<p>
fjktkyvngzwarsb
teqrpiubhlnvoeo
qhcgtrecifeuleu
ucuiecamylnka
jprtztpfwfmwgsi
ciianiseretfzpq
azteacosyuxdori
apisvuchlglvxhs
iebamihlwousaxl
lsalnaegoiniaa
vnvmbcamanaust
snxanqasamlapa
ashdhivdpukumtn
rjnozzxufvaoua
bysrhaaracajuks
::::::::::::::::::::::::
Jogo dos erros de portugus
Qual a forma correta?
1) Iogurte ou iorgute?
Resposta: Iogurte.
2) Lantejola ou lantejoula?
Resposta: Lantejoula.
3) Crescente ou crecente?
Resposta: Crescente.
<p>
4) Mortandela ou mortadela?
Resposta: Mortadela.
5) Rinxa ou rixa?
Resposta: Rixa.
6) Descaso ou discaso?
Resposta: Descaso.
7) Feicho ou fecho?
Resposta: Fecho.
8) Salchicha ou salsicha?
Resposta: Salsicha.
<R+>
9) Trfego areo ou trfico
areo?
<R->
Resposta: Trfego areo.
<R+>
10) Esteritipo ou esteretipo?
<R->
Resposta: Esteretipo.
11) Disjuntor ou dijuntor?
Resposta: Disjuntor.
<R+>
12) Acumputura ou acupun-
tura?
<R->
Resposta: Acupuntura.
<R+>
13) Vossa Eminncia ou Vossa Iminncia?
<R->
Resposta: Vossa Eminncia.
<R+>
<p>
14) Retificar o motor ou
ratificar o motor?
<R->
Resposta: Retificar o
motor.
<R+>
15) Quadricpide ou quadricpite?
<R->
Resposta: Quadricpite.
<R+>
Fonte: ~,http:~
educarparacrescer.abril.~
com.brcomo-se-escreve~
index.shtml~,
<R->
Jogo do hfen
1) Tio-av ou tio av?
Resposta: Tio-av. Usa-se o hfen quando duas palavras com
identidade e significado prprios se juntam e formam um terceiro
significado.
<R+>
2) Guarda-noturno ou guarda
noturno?
<R->
Resposta: Guarda-noturno. Usa-se o hfen quando duas palavras
com identidade e
<p>
significado prprios se juntam e formam um terceiro
significado.
<R+>
3) Conta gotas ou conta-
-gotas?
<R->
Resposta: Conta-gotas.
Usa-se o hfen quando duas palavras com
identidade e significado prprios se juntam e formam um terceiro
significado.
<R+>
4) Bem me quer ou bem-me-quer?
<R->
Resposta: Bem-me-quer.
Usa-se o hfen em todos os nomes
compostos de espcies de animais e vegetais.
Ateno: Exceto quando denominam espcies vegetais e animais ou
em casos consagrados, as locues no so escritas com hfen. Exemplo:
Mo de obra, dia a dia, caf da manh, p de moleque. Cheque as
excees nos dicionrios atualizados conforme o novo Acordo
Ortogrfico.
Exceo: Quando se perde a noo de que a palavra composta por
duas outras, no h hfen. Exemplo: Paraquedas, paraquedista,
paraquedismo, passatempo, rodap.
<R+>
5) Mal-intencionado ou mal intencionado?
<R->
Resposta: Mal-intencionado. Usa-se o hfen se o primeiro
elemento de uma palavra composta for "mal" e o segundo se iniciar com
uma vogal ou com a letra h. Caso contrrio, o prefixo "mal" deve se unir ao
segundo elemento numa nica palavra, como no caso de
malvisto,
malquisto e malcheiroso.
<R+>
6) Bem-afortunado ou bem afortunado?
<R->
Resposta: Bem-afortunado. Usa-se o hfen sempre que o prefixo
"bem" formar com o segundo elemento um adjetivo ou substantivo.
Ateno: Se o segundo elemento for um derivado de "fazer" ou
"querer", no se usa hfen e os componentes se juntam. Exemplo: Benfeito,
benfeitor, benfazejo, benfeitoria, benquerer, benquisto, benquerena,
etc.
<R+>
7) Pseudo organizado ou pseudo-organizado?
<R->
Resposta: Pseudo-organizado. Usa-se o hfen quando o primeiro
elemento terminar com a mesma vogal com que o segundo elemento se
inicia.
Exceo: Nas palavras compostas formadas pelos prefixos "re,
pre, pro" e "co", os elementos se juntam. No se usa o hfen mesmo
quando h o encontro de vogais iguais. Exemplo: Coordenar, reescrever,
cooptar, preexistncia, reencontrar, proativo etc.
<R+>
8) Seminconsciente ou
semi-inconsciente?
<R->
Resposta: Semi-inconsciente. Usa-se o hfen quando o primeiro
elemento terminar com a mesma vogal com que o segundo elemento se
inicia.
Exceo: Nas palavras compostas formadas pelos prefixos "re,
pre, pro" e "co", os elementos se juntam. No se usa o hfen mesmo
quando h o encontro de vogais iguais. Exemplo: Coordenar, reescrever,
cooptar, preexistncia, reencontrar, proativo etc.
<R+>
9) Interresistente ou
inter-resistente?
<R->
Resposta: Inter-resistente. Usa-se o hfen quando o primeiro
elemento for "hiper,
<p>
inter" e "super" e o segundo comear com a
letra r.
Fonte: ~,http:~
educarparacrescer.abril.~
com.brregras-hifen~
index.shtml~,
oooooooooooo
Voc Sabia?
<R+>
Conhea os dinossauros que habitaram o Brasil (Parte II)
<R->
*Staurikosaurus pricei*
Foi um dos primeiros dinossauros e o primeiro a ser descrito no
Brasil, em 1970. O estauricossauro era um pequeno terpode, com 1
metro de altura e 2,5 metros de comprimento, que viveu no Brasil
durante o perodo Trissico, cerca de 227 milhes de anos atrs.
Carnvoro, ele pesava apenas 30 quilos. Os fsseis do dinossauro
foram encontrados no Rio Grande do Sul (RS), em Santa Maria. O nome
*Staurikosaurus* significa lagarto cruzeiro do sul, em referncia
constelao de estrelas de nome homnimo, enquanto o nome da
espcie, *pricei*, homenageia o paleontlogo brasileiro que o descobriu
no ano de 1936: Llewellyn Ivor Price.
*Saturnalia tupiniquim*
Esse dinossauro viveu no perodo Trissico, cerca de 225 milhes de
anos atrs. Provavelmente carnvoro, ele media 70 centmetros de
altura e 2 metros de comprimento, e pesava 50 quilos. Seus fsseis
foram encontrados no RS, na cidade de Santa
Maria. No entanto, novas
descobertas foram feitas, durante o perodo de carnaval, que deu
origem ao nome da espcie, descrita em 1999. Acredita-se que o
Carnaval tenha origem na festa do solstcio do inverno romano,
Saturno, enquanto a palavra tupiniquim veio do portugus e guarani.
As caractersticas misturadas de sauropodomorpha e terpode, alm da
sua natureza primitiva, tornam difcil classificar o *Saturnalia*.
*Amazonsaurus maranhensis*
O *Amazonsaurus* pertence superfamlia de saurpodes,
chamada *Diplodocoidea*, e viveu na Amrica do Sul h 100 milhes de
anos, no perodo Cretceo. Com 3 metros de altura e 10 metros de
comprimento, esse dinossauro herbvoro pesava cerca de 10 toneladas.
O *Amazonsaurus maranhensis* foi descrito em 2003, e o nome lembra a
regio onde os fsseis foram encontrados, na Regio Amaznica, no
Maranho.
*Gondwanatitan faustoi*
O *Gondwanatitan faustoi* um dinossauro saurpode que viveu no
perodo Cretceo, h 70 milhes de anos. O dinossauro herbvoro
pesava 10 toneladas e tinha em torno de 2 metros de altura e 8 metros
de comprimento. O Tit de Gondwana recebeu esse nome por ter vivido
no continente cretceo Gondwana (que engloba os continentes atuais da
Amrica do Sul, frica, Antrtica, Austrlia, ndia e Madagascar).
Como de costume, o nome da espcie, descrita em 1999, faz referncia
a um dos coletores dos fsseis, o paleontlogo do Museu Nacional,
Fausto Cunha. Os fsseis foram encontrados na regio de lvares
Machado, So Paulo.
*Pycnonemosaurus nevesi*
O *Pycnonemosaurus* um dinossauro carnvoro que viveu na Chapada
dos Guimares, no perodo Cretceo, h 70 milhes de anos. Seu
tamanho estimado de 3,5 metros de altura e 9 metros de comprimento,
e o peso de 2 toneladas. O *Pycnonemosaurus* provavelmente se
alimentava de dinossauros maiores que ele, como o *Maxakalisaurus*,
saurpode que viveu na mesma regio. A espcie foi descrita em 2002 e
o nome, da palavra pycnos (do Grego, denso, grosso) e nemus (do
Latim, vegetao, floresta), fazem referncia a Mato Grosso, local
onde os fsseis foram encontrados.
*Irritator challengeri*
O *Irritator*, do grupo *Spinosauridae*, viveu no perodo Cretceo,
h 100 milhes de anos. Com 3 metros de altura e 8 metros de
comprimento, esse dinossauro carnvoro pesava cerca de 2 toneladas. O
nome irritante foi dado em 1996 e se refere dificuldade de
recuperar o nico fssil conhecido, um crnio de cerca de 80
centmetros que havia sido vendido ilegalmente, e alterado, por
traficantes de fsseis. J o nome da espcie,
*challengeri*, faz
referncia ao personagem do professor Challenger, criado pelo
escritor Arthur Conan Doyle, no romance O Mundo
Perdido.
<p>
*Angaturama limai*
Esse dinossauro do grupo *Spinosauridae* viveu no perodo Cretceo,
h 110 milhes de anos. Com 2,5 metros de altura, 6 metros de
comprimento e cerca de 700 quilos, esse carnvoro teve parte do seu
crnio encontrado em rochas sedimentares na Chapada do Araripe, no
Cear. A palavra
*Angaturama*, na cultura tupi, significa esprito
protetor. Identificado em 1996, semanas depois do *Irritator
challengeri*, o *Angaturama limai* considerado hoje, por alguns
autores, como sendo da mesma espcie do *Irritator challengeri*. Se
isso for comprovado, o nome *Irritator Challengeri* ter prioridade,
pois foi registrado antes.
<p>
*Santanaraptor placidus*
O *Santanaraptor placidus* foi um dinossauro pequeno que viveu 110
milhes de anos atrs, no perodo Cretceo. Esse dinossauro carnvoro
de apenas 80 centmetros de altura, 2 metros de comprimento e pesando
20 quilos considerado um parente distante do famoso *Tyrannosaurus
rex* americano. O nome dado ao dinossauro, em 1999, faz referncia
Formao Santana, na regio da Bacia do
Araripe, no Cear, onde foi
encontrado o fssil. Por ser um predador, surgiu o *raptor*, do latim,
e, por fim, o nome especfico,
*placidus*, uma homenagem ao Professor
Plcido Cidade Nuvens, da
Universidade
Regional do Cariri (CE).
<p>
*Teyuwasu barberenai*
O *Teyuwasu barberenai* viveu no perodo Trissico, h 223 milhes
de anos. O tamanho estimado desse dinossauro bpede de 60
centmetros de altura, 1,5 metro de comprimento e peso de 5 quilos.
Seus fsseis foram encontrados no Rio Grande do Sul, nos anos de 1938
e 1942, mas s em 1999 que ele foi identificado. O nome do gnero
(Teyuwasu), em tupi-
-guarani, significa lagarto grande, e o da espcie
(barberenai) uma homenagem ao paleontlogo gacho M. C. Barberena.
*Guaibasaurus candelariensis*
*Guaibassauro* um gnero de dinossauro basal que viveu no perodo
Trissico, h 225 milhes de anos. Carnvoro, ele tinha 80
centmetros de altura, 1,8 metro de comprimento e pesava 75 quilos.
O nome foi dado em homenagem ao Rio Guaba, devido ao Projeto
Pr-Guaba, que d apoio cientfico pesquisa de fsseis do perodo
Trissico. J o nome especfico,
*candelariensis*, faz referncia
cidade de Candelria, no Rio Grande do Sul, que fica prxima do local
onde os fsseis foram encontrados. A espcie foi identificada em 1999.
*Mirischia asymmetrica*
O *Mirischia asymmetrica* um dinossauro carnvoro de apenas 50
centmetros de altura e cerca de 2 metros de comprimento. Ele viveu
no perodo Cretceo, h 110 milhes de anos. A espcie encontrada no
Araripe, Cear,
<p>
e apresentada em 2004, ainda pouca conhecida.
Fonte: ~,http:noticias.~
terra.com.breducacao~
dinossauros-do-brasil~,
oooooooooooo
Vamos Rir?
Era uma vez, numa terra muito distante, uma princesa linda,
independente e cheia de autoestima.
Ela se deparou com uma r enquanto contemplava a natureza e pensava
em como o maravilhoso lago do seu castelo era relaxante e ecolgico.
Ento, a r pulou para o seu colo e disse:
-- Linda princesa, eu j fui um prncipe muito bonito. Uma bruxa
m lanou-me um encanto e transformei-me nesta r asquerosa. Um beijo
teu, no entanto, h de me transformar de novo num belo prncipe e
poderemos casar e constituir lar feliz no teu lindo castelo. A tua
me poderia vir morar conosco, e tu poderias preparar o meu jantar,
lavar as minhas roupas, criar os nossos filhos e seramos felizes
para sempre.
Naquela noite, enquanto saboreava pernas de r *saute*, acompanhadas
de um cremoso molho acebolado e de um finssimo vinho
branco, a
princesa sorria, pensando consigo
mesma:
-- Eu, hein?... Nem morta!
Luiz Fernando Verssimo
Fonte: ~,http:pensador.~
uol.com.brtextos{-para{-~
levantar{-auto{-estima~,
Pedrinho e a me sobem no nibus. Ao ler a placa avisando que
menores de 10 anos no pagam passagem, a mulher cochicha:
-- Pedrinho, se o cobrador perguntar, diga que tem 10 anos, t?!
E no d outra:
-- Quantos anos voc tem, menino?
-- Dez -- responde
Pedrinho.
-- E quando voc faz 11?
-- Quando eu descer do nibus.
O que , o que ?
A semelhana entre o trem e uma pessoa direita?
R: Os dois andam na linha.
O prato favorito dos gulosos?
R: O prato cheio.
O bicho que no caro?
R: Barata.
O tipo de cachorro que no morde e no late?
R: O cachorro-quente.
A parte do corpo mais importante para o poeta?
R: A veia potica.
A semelhana entre o folio e o sapo?
R: Ambos adoram pular.
oooooooooooo
Historiando
Diretas j!
Em 1983, o governo militar estava nas ltimas. Aumentavam a
inflao, a recesso e o desemprego. A moratria e os acordos com o
FMI paralisaram a economia. As foras democrticas do pas se
lanaram, ento, num grande movimento para apressar a
redemocratizao: a campanha das Diretas j.
No segundo semestre de 1983, as oposies se uniram e promoveram
grandes comcios pela aprovao da Emenda Dante de Oliveira, que
restabelecia o voto direto para presidente da Repblica (as eleies
para governador j tinham sido restabelecidas). Em um desses
comcios, na cidade do Rio de Janeiro, um milho de pessoas foi
Candelria exigir o voto direto. No ltimo comcio, em 16 de abril
de 1984, na cidade de So Paulo, o nmero chegou a um milho e meio
de manifestantes. A campanha foi o maior movimento cvico e popular
da histria do pas, havendo registro de quase 40 comcios, de norte
a sul do Brasil.
Mas aprovar uma emenda constitucional no era tarefa fcil; no
bastava obter maioria simples, eram necessrios dois teros dos votos
do plenrio. A emenda conseguiu a maioria, mas acabou derrotada,
frustrando enormemente a sociedade brasileira. Mas os nmeros da
votao no deixavam dvida: o regime militar tinha se tornado
extremamente impopular e no teria como se manter por muito tempo.
A partir da, os partidos polticos de oposio passaram a conduzir
a transio para a democracia. O PMDB lanou Tancredo Neves para a
sucesso presidencial. O PDS lanou a candidatura do empresrio Paulo
Maluf, ex-governador do estado de So
Paulo, que no contava com o
apoio do general Figueiredo. Muitos parlamentares do partido do
governo tomaram a deciso de apoiar o candidato do PMDB, abandonando
o regime.
Assim, formou-se uma chapa denominada de Aliana Democrtica, com
Tancredo
Neves para presidente e Jos Sarney como vice-presidente. Em
15 de janeiro de 1985, Tancredo foi eleito no
<p>
Colgio Eleitoral. A
ditadura estava derrotada.
Nova Repblica
Na noite de 14 de maro de 1985, vspera da posse, ocorreu uma
tragdia. Tancredo foi acometido de uma misteriosa doena, cuja causa
no foi informada de imediato, o que deu margem a diversos rumores,
inclusive o de que ele teria sido vtima de um atentado. O impasse
no era fcil de resolver, pois, no impedimento de Tancredo, e tendo
expirado o mandato de Figueiredo, a presidncia devia ser assumida
pelo presidente da Cmara, Ulysses Guimares. Se assumisse a
presidncia, e no caso de falecimento de Tancredo, a funo
constitucional de Ulysses seria a de convocar novas eleies.
Que tipo de eleies ele convocaria? Eleies diretas no podia
convocar sem a aprovao de uma emenda constitucional. Eleies
indiretas? Dificilmente. Com grande prudncia, Ulysses articulou a
posse do vice-presidente eleito, que substituiu um presidente que
sequer havia sido empossado no cargo. Na verdade, Ulysses Guimares
quis garantir que a redemocratizao no corresse risco e por isso
trabalhou para empossar Sarney.
Comeava assim a chamada Nova Repblica, que despertava grandes
esperanas na populao brasileira. Tancredo Neves faleceu no dia 21
de abril, dia de Tiradentes, de uma infeco causada por crise aguda
no aparelho digestrio.
<p>
Esta a verso oficial de sua morte.
<R+>
Fonte: VAINFAS, Ronaldo *et al. Histria: o mundo por um fio: do
sculo XX ao XXI*, volume 3. So Paulo: Saraiva, 2010.
<R->
oooooooooooo
Leitura Interessante
As trs perguntas
Era uma vez um menino chamado Nikolai, que, s vezes, no sabia
muito bem como agir.
-- Quero ser uma boa pessoa -- ele dizia aos amigos --, mas nem
sempre sei a melhor maneira de fazer isso.
Os amigos de Nikolai o entendiam e queriam ajud-lo.
-- Se eu conseguisse encontrar as respostas para minhas trs
perguntas -- Nikolai continuava --, eu sempre saberia o que fazer.
Qual o melhor momento para fazer as coisas?
Quem mais importante?
Qual a coisa certa a ser feita?
Os amigos de Nikolai refletiram sobre a primeira pergunta.
Ento Snia, a gara, falou:
-- Para saber o melhor momento de fazer as coisas, preciso
planejar com antecedncia.
Gogol, o macaco, que andava procurando entre as folhas alguma
coisa para comer, disse:
-- Voc saber quando fazer as coisas se observar e prestar
muita ateno.
Pushkin, o cachorro, que estava descansando, revirou-se e disse:
-- Voc no pode prestar ateno em tudo sozinho. Precisa de
companheiros para vigiar e ajud-lo a resolver quando fazer as
coisas. Por exemplo: Gogol, um coco vai cair na sua cabea.
Nikolai pensou por um instante. Depois fez sua segunda pergunta:
-- Quem mais importante?
-- Quem est mais perto do cu -- disse Snia, rodopiando rumo
ao cu.
-- Quem sabe curar os doentes -- disse Gogol, esfregando o
cocoruto machucado.
-- Quem faz as leis -- rosnou Pushkin.
Nikolai pensou um pouco mais. Depois fez a terceira pergunta:
-- Qual a coisa certa a ser feita?
-- Voar -- disse Snia.
-- Divertir-se o tempo todo -- riu Gogol.
-- Brigar -- latiu Pushkin na mesma hora.
O menino refletiu longamente. Gostava de seus amigos. Sabia que
todos tentavam fazer o possvel para ajud-lo a responder a suas
perguntas. Mas suas respostas no pareciam corretas.
Ento, teve uma ideia.
J sei, ele pensou. Vou perguntar a Leo, a tartaruga. Ela j
viveu muito tempo. Com certeza sabe responder s minhas perguntas.
Nikolai subiu ao alto da montanha, onde a velha tartaruga
morava sozinha.
Ao chegar, o menino encontrou-a cavoucando um jardim. A
tartaruga era muito velha, e cavoucar era um servio difcil para ela.
-- Tenho trs perguntas para responder e vim pedir sua ajuda --
disse Nikolai. -- Qual o melhor momento para fazer as coisas? Quem
mais importante? Qual a coisa certa a ser feita?
Leo ouviu com ateno e
<p>
sorriu. Depois continuou
cavoucando.
-- Voc deve estar cansada -- disse Nikolai, finalmente. --
Deixe-me ajud-la.
A tartaruga agradeceu e lhe entregou a p. E, como aquele
trabalho era mais fcil para o menino do que para uma velha
tartaruga, Nikolai cavoucou at todas as covas estarem prontas.
No entanto, assim que ele terminou, soprou uma ventania e a
chuva despencou das nuvens escuras.
Enquanto caminhavam s pressas para se abrigar na casa da
tartaruga, Nikolai ouviu um grito de socorro.
O menino desceu correndo por uma trilha e encontrou uma panda,
com a perna machucada por uma rvore que tinha cado.
Com todo o cuidado, Nikolai levou a panda at a casa de Leo e,
com um pedao de bambu, fez uma tala para a perna dela.
A tempestade continuava, batendo nas portas e janelas. A panda
acordou.
-- Onde estou? -- perguntou. -- Onde est minha filha?
O menino saiu correndo. O rugido da tempestade era
ensurdecedor. Lutando contra o vendaval e a chuva, ele avanava pela
floresta. L encontrou a filhinha da panda, deitada no cho, tremendo
de frio.
A pequena panda estava encharcada e assustada, mas viva.
Nikolai levou-a para a casa da tartaruga, enxugou-a e a aqueceu.
Ento, colocou-a nos braos da me.
Ao ver o que Nikolai tinha feito, a tartaruga sorriu.
Na manh seguinte, o sol estava quente, os passarinhos cantavam
e tudo no mundo ia bem. A perna da panda tinha melhorado e ela
agradeceu a Nikolai por ajud-la e por salvar sua filhinha da
tempestade.
Naquele instante, Snia, Gogol e Pushkin chegaram para ver como
iam as coisas.
Nikolai sentia uma paz muito grande em seu interior. Tinha
amigos maravilhosos. Tinha salvado a panda e sua filhinha da
tempestade. Mas tambm estava decepcionado, pois no havia encontrado
as respostas que procurava. Ento perguntou novamente a Leo.
A velha tartaruga olhou para o menino.
-- Muito bem, voc encontrou a resposta para suas perguntas! --
ela disse.
-- Como assim? -- perguntou o menino.
-- Ontem, se voc no tivesse ficado para me ajudar a cavoucar o
jardim, no teria ouvido os gritos da panda pedindo socorro.
Portanto, o melhor momento foi aquele em que voc me ajudou a
cavoucar o jardim. Naquele momento, quem foi mais importante fui eu,
e a coisa mais certa a se fazer foi me ajudar. Depois, quando voc
encontrou a panda machucada, o momento mais importante foi aquele em
que voc tratou da perna dela e salvou sua filhinha. Quem era mais
importante era a panda e sua filha. E a coisa mais importante a fazer
foi cuidar delas e salv-las. Ento, lembre-se de que h s um
momento mais importante, e esse momento agora. Quem mais
importante quem est com voc. E a coisa mais certa a ser feita
fazer o bem a quem est a seu lado. Isso responde, querido menino, s
perguntas sobre o que mais impor-
<p>
tante no mundo. Por isso estamos
aqui.
<R+>
Fonte: *As trs perguntas: baseado numa histria de Leon Tolstoi*.
MUTH, Jon J. So Paulo:
Martins Fontes, 2004.
<R->
oooooooooooo
Cuidando do Corpo e da
Mente
Os jovens e as drogas
A adolescncia uma fase do desenvolvimento humano em que
ocorrem muitas mudanas; uma fase conflituosa da vida devido s
transformaes fsicas e emocionais vividas. Surge a curiosidade, os
questionamentos, a vontade de conhecer, de experimentar o novo mesmo
sabendo dos riscos, e um sentimento de ser capaz de tomar as prprias
decises. o momento em que o adolescente procura sua identidade,
no mais se baseando nas orientaes dos pais, mas tambm nas
relaes que constri principalmente com o grupo de amigos.
Para a grande maioria dos jovens, ter experincias novas
(lugares, msicas, amigos e tambm drogas) no necessariamente trar
problemas permanentes, e muitos se tornaro adultos saudveis. Mas h
jovens que passam a ter problemas a partir dessas experincias e, por
conta disso, a adolescncia um perodo de risco para o envolvimento
com as drogas. Ao menos em parte, os riscos podem ser atribudos s
prprias caractersticas da adolescncia tais como: necessidade de
aceitao pelo grupo de amigos; desejo de experimentar comportamentos
vistos como de adultos; sensao de onipotncia (comigo isso no
acontece); grandes mudanas comportamentais, gerando insegurana;
aumento da impulsividade.
A curiosidade natural dos adolescentes um dos fatores de maior
influncia na experimentao de lcool e outras drogas, assim como a
opinio dos amigos. Essa curiosidade o faz buscar novas sensaes e
prazeres: o adolescente vive o presente e, em sua busca por
realizaes imediatas, o efeito das drogas vai ao encontro disto,
proporcionando prazer imediato.
O modismo outro aspecto importante relacionado ao uso de
substncias entre adolescentes, pois reflete a tendncia do momento,
e os adolescentes so particularmente vulnerveis a estas
influncias. Afinal, esto saindo da infncia e comeando a sentir o
prazer da liberdade nas pequenas coisas, desde a escolha de suas
prprias roupas e atividades de lazer, at a definio de qual ser
seu estilo.
<R+>
O papel da famlia na
formao do adolescente
<R->
A famlia, por sua vez, pode atuar como um fator de risco ou
protetor para o uso de substncias psicoativas. Filhos de dependentes
de lcool e drogas apresentam risco quatro vezes maior de tambm se
tornarem dependentes. Mas o desenvolvimento da dependncia ir
depender da interao de aspectos genticos, de caractersticas de
personalidade e de fatores ambientais, que podero ser protetores ou
at mesmo de risco para o uso de drogas.
de fundamental importncia o papel da famlia na formao do
adolescente. funo da famlia fazer com que a criana aprenda a
lidar com limites e frustraes.
Crianas que crescem em um ambiente com limites e regras claras
geralmente so mais seguras e sabem o que podem e o que no podem
fazer. Quando se deparam com um limite, sabem lidar com a frustrao.
Crianas criadas sem regras claras buscam testar os limites
dentro de casa, adotando um comportamento desafiador com os pais e,
posteriormente, ao entrar na adolescncia, repetem esse mesmo
comportamento desafiador fora de casa. Alm disso, por no estarem
acostumados a regras e limites, no aceitam quando estes lhe so
impostos.
Alguns estudiosos afirmam que adolescentes desafiadores e que no
sabem lidar com frustraes, apresentam maior risco para o uso de
drogas. Por outro lado, o monitoramento por parte dos pais, e um bom
relacionamento entre eles, um importante fator de proteo em
relao ao uso de drogas.
Fatores internos
Dentre os fatores internos que podem facilitar o uso de lcool e
drogas pelos adolescentes destacam-se: insatisfao, insegurana e
sintomas depressivos.
Os jovens precisam sentir que so bons em alguma atividade, sendo
que este destaque representar sua identidade e sua funo dentro do
grupo. O adolescente que no consegue se destacar, seja nos esportes,
nos estudos, nos relacionamentos sociais, dentre outros, ou que se
sente inseguro quanto ao seu desempenho, pode buscar nas drogas a sua
identificao, alm de ser empurrado para experimentar atividades nas
quais ele se sinta mais seguro.
Os sintomas depressivos na adolescncia so por um lado normais,
em virtude das grandes mudanas biolgicas e psquicas, mas muitas
vezes podem apresentar fator de risco. O jovem que est triste,
ansioso ou desanimado pode buscar atividades ou coisas que o ajudem a
se sentir melhor. Neste sentido, as drogas podem proporcionar, de
forma imediata, uma melhora ou alvio a esses sintomas. Quanto mais
impulsivo e menos tolerante frustrao for o adolescente, maior
ser esse risco.
<R+>
Fonte: ~,www.oestadoce.~
com.brnoticiaos-jovens-~
e-drogas~,
<R->
oooooooooooo
<p>
Tome Nota
Letras
o estudo da lngua portuguesa e de idiomas estrangeiros e de
suas respectivas literaturas. O profissional de Letras pesquisa e
ensina o portugus e idiomas estrangeiros e a literatura brasileira e
de outros povos. Em geral, ele se especializa em uma lngua moderna,
como ingls, espanhol, francs e alemo, mas tambm pode dedicar-se a
lnguas clssicas, como latim e grego. Essa uma rea em que
preciso estudar sempre, a fim de manter o domnio dos idiomas e estar
atualizado com as novas expresses idiomticas. O principal campo de
trabalho para o licenciado est nas escolas de ensinos fundamental e
mdio ou de idiomas. Mas tambm h espao em editoras, para fazer a
preparao de originais e para revisar e traduzir textos, e nas reas
de interpretao e secretariado bilngue.
Mercado de trabalho
H grande procura pelo aperfeioamento do aprendizado em lngua
portuguesa, em suas modalidades oral e escrita, bem como pela
aprendizagem de lnguas estrangeiras em geral, diz Adriana Nogueira
Accioly Nbrega, coordenadora do curso na PUC-Rio. Isso aquece o
mercado. Escolas, pblicas e privadas, so os principais empregadores
do licenciado. E o ensino do espanhol j oferecido por muitas
escolas desde o ensino fundamental. Esto aquecidas, tambm, a
produo de texto tcnico e acadmico e a traduo para legendagem de
filmes e *softwares*. As regies Sul e Sudeste concentram as maiores
oportunidades, mas o
Norte, Nordeste e Centro-
-Oeste carecem de um
nmero grande de profissionais.
Salrio inicial: R$1.567,00 o piso para o magistrio, por 40
horas semanais (fonte: MEC)
Curso
Anlise literria, produo de textos, traduo e pesquisa sobre
a evoluo e o uso dos idiomas ocupam boa parte da carga horria.
Entre as matrias tericas esto teoria literria, semntica e
fonologia, alm de lngua portuguesa e literaturas portuguesa e
brasileira. Em algumas universidades, o aluno opta logo no vestibular
por um ou mais idiomas; em outras, ele escolhe aps o ciclo bsico.
H escolas que oferecem as duas formaes, a de bacharel e a de
licenciado -- titulao obrigatria para dar aulas. Essa ltima exige
o estgio obrigatrio.
O que voc pode fazer
Carreira acadmica -- Realizar pesquisas em reas como estudos
literrios.
Editorao -- Trabalhar na preparao de textos, da seleo dos
originais traduo e padronizao.
Ensino -- Lecionar em classes de ensinos fundamental, mdio e
superior (este, com ps-graduao) ou em escolas de idiomas em
empresas, treinar a fluncia de funcionrios em idiomas estrangeiros.
Reviso -- Fazer a reviso ortogrfica e gramatical de textos.
Traduo -- Verter textos do portugus para lnguas
<p>
estrangeiras,
ou vice-versa, em editoras, agncias de publicidade.
<R+>
Fonte: ~,http:~
guiadoestudante.abril.~
com.brprofissoesciencias-~
humanas-sociaisletras-~
686491.shtml~,
<R->
oooooooooooo
Leio, logo escrevo
<R+>
Como j mencionamos na Seo Infantil, aqui esto os primeiros
textos dos alunos da segunda fase do IBC.
Segunda fase
Nome: Joo Marcos Isaas de Souza
Data de nascimento: 11/02/1999
Local de nascimento:
Campinas-SP
Turma: 702
<R->
A vida
<R+>
<S->
Vida, o que essa palavra significa?
Vida a alegria, a paz
Vida amor.
Uns vivem a vida em perigo
Outros vivem a vida na calma
A vida corrida, muitas coisas para fazer
E pouco tempo pra correr.
A vida de cada um importante,
Por isso, vamos viver a vida enquanto ainda a temos;
Porque ela uma s...
<S+>
<R->
oooooooooooo
Espao do Leitor
O Natal de Paulinho
Paulinho estava feliz da vida! Havia sido aprovado; a famlia
estava toda reunida
<p>
para o Natal e a virada do ano.
Ele havia ganhado muitos brinquedos e coisas gostosas, porm o
brinquedo de que mais gostou foi um cavalinho de pau.
No dia 24 de dezembro, noite, foi com os pais visitar um
orfanato e encontrou um menino chamado Renato aos soluos. Cheio de
compaixo perguntou-lhe:
-- Por que voc chora tanto?
Renato lhe respondeu:
-- Sou um pobre rfo. At agora no ganhei nenhum presente de
Natal e nem sei se vou ganhar.
-- Ganhou sim, meu amiguinho. Est l em casa o seu presente.
Voltou casa, pegou o cavalinho de pau, levou-o ao orfanato e o
entregou a Renato, que no coube em si de tanto contentamento.
Maior foi a alegria de Paulinho por fazer feliz o menino.
Como Paulinho, aprendamos que ser feliz fazer feliz a algum.
Se praticarmos o bem com amor, ser grande a paz interior. dando
que se recebe. Paulinho no pensou s em si mesmo, deixou que o amor
falasse mais alto.
<R+>
Colaborao da leitora Luzia Paulinelli Bambu-MG
<R->
oooooooooooo
Vocabulrio
<R+>
-- A
Acometido: adj. Que apresenta ou sofre os sintomas ou efeitos de
uma doena.
Acupuntura: s. f. Med. Terapia chinesa mundialmente conhecida que
consiste em inserir agulhas muito finas em pontos precisos do
paciente.
Articulou: v. Combinou, coordenou medidas com algum para
determinado fim.
Asquerosa: adj. Nojenta, repugnante.
Assombroso: adj. Espantoso, assustador.
-- B
Bacharel: s. m. Aquele que concluiu os estudos em uma faculdade ou
universidade.
Bilngue: adj. Relativo a quem domina duas lnguas.
Bpede: adj. Relativo ao animal que se desloca utilizando dois ps.
Bravura: s. f. Coragem, valentia.
-- C
Cavoucar: v. Abrir buracos, cavar.
Cocoruto: s. m. Alto ou topo da cabea.
<p>
Comcios: s. m. pl. Reunies de cidados, geralmente ao ar
livre, para discutir assuntos eleitorais,
polticos ou de interesse geral.
Contemplava: v. Olhava com ateno, admirava.
Crise aguda no aparelho digestrio: dor abdominal intensa, de
incio repentino, que pode ser causada por uma doena infecciosa do
aparelho digestrio.
-- D
Descaso: s. m. Falta de ateno ou de cuidado, desprezo.
Desoriginaliza: v. Perde a originalidade, deixa de ser original.
Desentendimento: s. m. Falta de entendimento, compreenso ou acordo.
Dinossauro basal: Paleont. Dinossauro que d origem a outras
espcies.
Disjuntor: s. m. Interruptor que controla a liberao da energia
eltrica.
-- E
Empossado: adj. Relativo a quem tomou posse de um cargo.
Engloba: v. Inclui, envolve, abrange.
Ensurdecedor: adj. Que faz ensurdecer, muito barulhento.
Esteretipo: s. m. Ideia, conceito ou modelo que se estabelece como
padro.
Entretinham: v. Distraiam, divertiam.
Expirado: v. Fig. Terminado, finalizado, encerrado.
-- F
FMI: Sigla de Fundo Monetrio Internacional, fundo que presta
assistncia a economias em dificuldade.
<p>
Fonologia: s. f. Parte da Gramtica que estuda os sons da fala
(fonemas).
Folio: s. m. Quem gosta de folias, festas, farras.
-- H
Homnimo: adj. Que tem o mesmo nome.
-- I
Impopular: adj. Que no popular; que desagrada ao povo.
Inter-resistente: adj. Fs. Referente alavanca cuja resistncia
fica entre o ponto de apoio (fulcro) e a fora aplicada.
-- L
Lantejoula: s. f. Pequeno crculo brilhante que serve para enfeitar
roupas.
Legendagem: s. f. Conjunto de legendas de programa ou filme.
<p>
Locues: s. f. pl. Gram. Conjunto de palavras equivalente a uma s,
em nvel de sentido e de funo gramatical.
-- M
Modalidades: s. f. pl. Diferentes modos ou tipos.
Modismo: s. m. Aquilo que est na moda e, portanto, passageiro,
efmero.
Moratria: s. f. Adiamento do prazo de vencimento de uma dvida.
-- N
Nau: s. f. Embarcao de grande porte e de longo curso.
-- O
Onipotncia: s. f. Poder absoluto.
-- P
Papear: v. Bater papo,
conversar.
Pelejando: v. Lutando, insistindo, esforando-se.
Perodo Cretceo: Paleont. Perodo da Era Mesozica, quando
surgiram os primeiros mamferos e plantas.
Perodo Trissico: Paleont. Perodo da Era Mesozica, caracterizado
pela presena dos grandes surios (lagartos), aquticos e terrestres.
Poliglota: adj. Relativo quele que fala vrias lnguas.
PMDB: Sigla de Partido do Movimento Democrtico Brasileiro.
Prosa: s. f. Nome que se d forma de um texto escrito em
pargrafos.
Pseudo-organizado: adj. Que no verdadeiramente organizado.
<p>
-- Q
Quadricpite: s. m. Anat. Msculo da parte anterior da coxa que,
acima, se divide em quatro partes que se unem abaixo por um tendo
comum.
-- R
Ratificar: v. Confirmar, validar, autenticar.
Recesso: s. f. Econ. Reduo do ndice de crescimento econmico em
um ou vrios pases, acarretando a queda de produo e,
consequentemente, o desemprego.
Redemocratizao: s. f. Ao de tornar novamente democrtico.
Retificar: v. Mec. Desmontar, limpar e remontar um motor, ajustando
ou substituindo peas.
Rixa: s. f. Disputa, briga.
Rugido: s. m. Fig. Som grave e spero, estrondo.
-- S
Saurpodes: s. m. pl. Grandes dinossauros quadrpedes e herbvoros
dos perodos Jurssico e Cretceo.
Sauropodomorpha: s. m.
Paleont. Grupo de dinossauros herbvoros com
pescoo longo, e que se tornaram os maiores dos animais que j
caminharam sobre a Terra.
*Saute*: adj. Em culinria, diz-se do alimento que ligeiramente
frito, que salta na frigideira.
Sedimentares: adj. pl. Geol. Rochas produzidas por deposio de
sedimentos, isto , lama, partculas e restos de animais e vegetais.
Semntica: s. f. Estudo dos significados das palavras de uma lngua.
Semi-inconsciente: adj. Quase inconsciente.
<p>
*Softwares*: s. m. pl. Inform. Parte lgica do computador, programas.
Substncias psicoativas: Med. Substncias qumicas que agem
principalmente no sistema nervoso central.
-- T
Tagarelar: v. Falar em excesso, geralmente sobre assuntos pouco
importantes.
Teoria literria: consiste no estudo de todo o processo que envolve
as obras literrias, isto , o autor, o leitor e o texto literrio.
Terpode: s. m. Grupo de dinossauros bpedes, carnvoros e
onvoros, que utilizavam as patas anteriores para capturar, dominar e
matar suas presas.
Tupiniquim: s 2g. Referente a quem nasceu ou habita o Brasil.
<p>
-- V
Vendaval: s. m. Vento forte, de tempestade.
Veia potica: Expresso referente inspirao para escrever poesia.
Vossa Eminncia: pron. Pronome de tratamento referente a cardeais,
isto , bispos conselheiros e colaboradores do Papa.
Vulnerveis: adj. pl. Que tm poucas defesas, fracos.
Verter: v. Traduzir.
<R->
xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxo
Fim da Obra
<R+>
Transcrio: Diogo Silva Mller Dunley
Reviso: Joo Batista
Alvarenga e Chyene Kelen
<R->