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pontinhos_edicao_341.txt

Atualizado em 25/11/2022 15h41

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Conteúdo do arquivo

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        PONTINHOS         o
                            o
   Ano LII -- n.o 341   o
  outubro-dezembro de 2011 o       
       Instituto           o
   Benjamin Constant      o      
 Diretora-Geral do IBC  o
    Sra. Maria Odete     o
      Santos Duarte       o
  Fundador de Pontinhos   o
     Prof. Renato         o
    M. G. Malcher        o
    Responsvel por        o
       Pontinhos           o 
    Kate Q. Costa        o
   Imprensa Braille       o
        do IBC            o
                            o
  Av. Pasteur, 350-368  o
  Urca, Rio de Janeiro,  o
      RJ -- Brasil       o
        22290-240         o
  Tel.: (21) 3478-4457  o
                            o
     Pas Rico  Pas   o
       sem Pobreza         o
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          Sumrio
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          Seo Infantil
A Vov Conta Histrias:
  O Sapo e a Cobra :::: 1
  Cachorro Velho ::::::: 3
  Como Surgiu a 
  Noite ::::::::::::::::: 6
Divertimentos:
  O que , o que ? ::: 8
  S Rindo ::::::::::::: 11
Vamos Aprender:
  Trava-Lnguas :::::::: 13 
Para voc Recitar:
  Orao do Burrinho ::: 14
Zoologando:
  Como a Lagarta se 
  Transforma em Bor-
  boleta ::::::::::::::::: 15
Historiando:
  O Reino do Sol :::::: 17

          Seo Juvenil
Narrando a Histria:
  O Homem que Salvou a 
  Ptria :::::::::::::::: 21
  Helen Keller ::::::::: 22
  Um novo Egito no 
  Paquisto ::::::::::::: 23
A Lenda do Tsuru :::::: 26
Conhecendo nossos 
  Escritores:
  Hlio Pellegrino ::::: 32
Um Benfeitor da Huma-
  nidade ::::::::::::::::: 33
No custa Saber :::::::: 36
Moedas que Contam 
  Histrias ::::::::::::: 38
Nosso Brasil:
  So Lus do Mara-
  nho ::::::::::::::::::: 43
Sapatos ::::::::::::::::: 46
Curiosidades :::::::::::: 50
O Beijo :::::::::::::::: 53
Ecoando:
  A Terra est com 
  Febre ::::::::::::::::: 55
Como fazamos sem 
  Sabo ::::::::::::::::: 57
Conhecendo o Mundo:
  Em Colmar, Histria 
  contada pela arqui-
  tetura ::::::::::::::::: 60
Ameno e Instrutivo:
  Por que Temos que 
  Tomar Vacina? :::::::: 62
A Histria do Futebol 
  no Brasil ::::::::::::: 64
 til Saber:
  Tucky ::::::::::::::::: 66
  Nossa Senhora 
  Aparecida ::::::::::::: 69
  Proclamao dos Direi-
  tos da Criana :::::::: 71
  O Pndulo da Vida ::: 75
  Conscincia Negra :::: 77
  Msica, Forma de ex-
  presso para Enaltecer 
  Sentimentos ::::::::::: 79
  De onde Veio o 
  Natal? :::::::::::::::: 80
O Elefante Amarrado ::: 86
O Dicionrio 
  Esclarece ::::::::::::: 88
Fontes de Pesquisa ::::: 90
Ao Leitor :::::::::::::: 91
<F+>
         ::::::::::    
<T+1>
          Seo Infantil
          A Vov Conta Histrias
          O Sapo e a Cobra

  Era uma vez um sapinho que encontrou um bicho comprido, fino, brilhante e colorido deitado no caminho.
  -- Ol! O que voc est fazendo estirada na estrada?
  -- Estou me esquentando aqui no sol. Sou uma cobrinha e voc?
  -- Um sapo. Vamos brincar?
  E eles brincaram a manh toda no mato.
  -- Vou ensinar voc a subir na rvore se enroscando e deslizando sobre o tronco -- disse a cobra.
  E eles subiram.
  Ficaram com fome e foram embora, cada um para a sua casa, prometendo se encontrar no dia seguinte.
  -- Obrigada por me ensinar a pular.
  -- Obrigado por me ensinar a subir na rvore.
  Em casa, o sapinho mostrou para a sua me que sabia rastejar.
  -- Quem ensinou isso a voc?
  -- A cobra, minha amiga.
  -- Voc no sabe que a famlia da cobra no  gente boa? Eles tm veneno. Voc est proibido de brincar com cobras. E tambm de rastejar por a. No fica bem... 
  Em casa, a cobrinha mostrou  me que sabia pular.
  -- Quem ensinou isso a voc?
  -- O sapo, meu amigo.
  -- Que besteira! Voc no sabe que a gente nunca se deu com a famlia do sapo? Pare de pular e... bom apetite. Ns, cobras, no fazemos 
 isso.
  No dia seguinte, cada um ficou no seu canto.
  -- Acho que no posso rastejar com voc hoje. -- pensou o sapo.
  A cobrinha olhou, lembrou do conselho da me e pensou: 
  -- Se chegar perto, eu pulo e o devoro.
  Mas lembrou-se da alegria da vspera e dos pulos que tinha aprendido com o sapinho. Suspirou e deslizou para o mato.
  Daquele dia em diante, o sapinho e a cobrinha no brincaram mais juntos. Mas ficaram sempre no sol, pensando no nico dia em que foram amigos.
 ***
          Cachorro Velho

  Uma velha senhora foi para um safri na frica e levou seu velho vira-lata com ela. Um dia, caando borboletas, o velho co, de repente, sentiu-se perdido. Vagando a esmo, procurando o caminho de volta, o velho co percebeu que um jovem leopardo o vira e caminhava em sua direo, com inteno de conseguir um bom almoo.
  O cachorro pensa:
  -- Oh! oh! Estou mesmo enrascado! Olhou  volta e viu ossos espalhados no cho por perto. Em vez de apavorar-se mais ainda, ajeitou-se junto ao osso mais prximo, e comeou a ro-lo, dando as costas ao predador.
  Quando o leopardo estava a ponto de dar o bote, o velho cachorro exclamou bem alto:
  -- Cara, este leopardo estava delicioso! Ser que h outros por a?	
  Ouvindo isso, o jovem leopardo, com um arrepio de terror, suspendeu seu ataque, j quase comeado, e se esgueirou na direo das rvores.
  -- Caramba! pensou o leopardo, essa foi por pouco! O velho vira-lata quase me pegou!
  Um macaco, numa rvore ali perto, viu toda a cena e logo imaginou como fazer bom uso do que viu: em troca de proteo para si, informaria ao predador que o vira-lata no havia comido leopardo algum...
  E assim foi, rpido, em direo ao leopardo. Mas o velho cachorro o v correndo na direo do predador em grande velocidade, e pensou:
  -- A tem coisa!
  O macaco logo alcanou o felino, cochichou-lhe o que interessava e fez um acordo com o leopardo. O jovem leopardo ficou furioso por ter sido feito de bobo, e disse:
  -- A, macaco! Suba nas minhas costas para voc ver o que acontece com aquele cachorro abusado! Ento o cachorro viu um leopardo furioso, vindo em sua direo, com um macaco nas costas, e pensou:
  -- E agora, o que  que eu posso fazer?
  Mas, em vez de correr (sabia que suas pernas dodas no o levariam longe), o cachorro sentou, mais uma vez dando as costas aos agressores e, fazendo de conta que ainda no os tinha visto, e quando estavam perto o bastante para ouvi-los, o velho co disse:
  -- Cad o safado daquele macaco? Estou com fome! Eu o mandei buscar outro leopardo para mim! Bem, o cachorro safou-se mais uma vez; quanto ao macaco, pergunte ao leopardo.
  Moral da histria: No mexa com cachorro velho...
  Idade e habilidade se sobrepem  juventude e  intriga. Sabedoria s vem com idade e experincia.
 ***
          Como Surgiu a Noite

  Para algumas tribos, no comeo dos tempos, a Lua vivia na Terra. Era uma moa branquinha, to branca, que brilhava. Chamava-se Capei, vivia nas matas e,  noite, acendia as luzes dos vaga-lumes. Conhecia todas as coisas e punha ordem em tudo o que existia, desde mars at nascimento de crianas. Todos iam consult-la antes de fazerem qualquer coisa, porque ela sabia de tudo.
  Certo dia ela foi ofendida por um feiticeiro; ento decidiu buscar outros caminhos. Resolveu ir para o cu e, para isso, construiu uma grande escada de cips. Mas tinha de haver algum para segurar a ponta l de cima, e a coruja fez esse favor.
  Capei subiu at chegar ao cu e l ficou, instruindo suas filhas estrelas sobre como brilhar para ensinar os caminhos aos homens. Capei continua brilhando no cu e mantendo a ordem das coisas na Terra.
  Sua grande ajudante  a coruja, que enxerga  noite e tornou-se o smbolo da sabedoria, a ponto de conseguir aconselhar os homens.
 ::::::::
          Divertimentos
          O que , o que ?

  1. Rapaz para para descansar e senta em um cachorro. Qual o nome do filme?
  R: Sento em um Dlmata.
  2. Voc sabe por que os homens tm a conscincia limpa?
  R: Porque no a usam.
  3. Por que a sala de aula se parece com o mar?
  R: Os professores navegam, os alunos boiam e as notas afundam.
  4. Por que o elefante guarda a sua namorada na geladeira?
  R: Porque ela  fanta.
  5. Qual  a diferena entre a galinha e o tecido?
  R: A galinha bota e o tecido desbota.
  6. Por que a loura fala ao telefone deitada?
  R: Para no cair a ligao.
  7. O que  uma pimenta no alto da torre do castelo?
  R: Pimenta do reino. 
  8. O que a ostra nova falou para a ostra velha?
  R: Voc j est ostragada.
  9. Qual o pas que s vende hambrgueres de luxo?
  R: Luxem-burgo.
  10. O que  um caloteiro?
  R: Um vendedor de calotas.
  11. Qual parte do automvel  feita no Egito?
  R: Os farais.
  12. Qual  o cmulo da pacincia?
  R: tomar sopa de garfo.
  13. Qual  a parte do corpo que, perdendo uma letra, fica leve?
  R: A perna. Sem o "R" fica, pena.
  14. O que um cogumelo disse para o outro?
  R: We are the champignons.
  15. Qual  o pas em que tudo se acabou?
  R: Finlndia.
  16. Voc sabe por que a planta quando pequena no fala?
  R: porque ela  muda.
  17. Como o tomo costuma atender o telefone?
  R: Prton.
  18. O que se pode encontrar debaixo do tapete de um manicmio?
  R: Um doido varrido.
  19. O que um prdio falou para o outro?
  R: Voc tem um andar lindo.
  20. O que  arteso?
  R: Um ventinho gostoso.
             ***
<P>
          S Rindo

  A famlia est reunida na sala, quando Joozinho chega para seu avozinho e faz um pedido:
  -- V, fecha os olhos... por favor.
  -- Mas para qu, meu netinho? -- pergunta o av. 
  -- Fecha os olhos, vai!
  -- Est bem... 
  E o senhor fecha os olhos.
  -- Xii!... no aconteceu nada! -- diz Joozinho, decepcionado.
  -- O que voc esperava que acontecesse? -- pergunta a me.
  --  que ouvi o papai dizer que quando o vov fechasse os olhos a gente nadaria em dinheiro.

   Piada Chorar  Feio

  Durante uma aula na escola, Joozinho recebe seu boletim:
  -- T aqui, Joozinho... Voc foi muito mal esse ano, hein!	-- diz a professora decepcionada.
  O menino v suas notas, comea a chorar e entra em desespero. A professora, que no aguenta mais o menino chorando, diz:
  -- No chora, porque menino que chora fica feio quando cresce!
  O moleque ento enxuga as lgrimas e responde:
  -- , Fessora, a senhora deve ter sido uma pssima aluna, hein?
  -- E voc est suspenso!

  A Tia de Joozinho e a 
 Afirmao

  Num belo dia, a tia de Joozinho estava se preparando para uma festa, na esperana de despertar a ateno de algum pretendente. Observando-a  fazer a maquiagem, com uma poro enorme de cremes, ps, tintas e outros utenslios femininos misteriosos, Joozinho pergunta:
  -- Tia, para que serve tudo isso?
  Ela, orgulhosa, responde:
  --  para a titia ficar mais bonita!
  Joozinho fica imerso em seus pensamentos durante alguns instantes, e ento dispara:
  -- E quando  que comea a fazer efeito?

  Galileu, quando afirmou que o mundo girava, apenas confirmou o que os bbados j sabiam.
 ::::::::::
          Vamos Aprender
          Trava-Lngua 

  Os trava-lnguas so frases folclricas criadas pelo povo.  uma espcie de brincadeira, onde se fala uma frase difcil de pronunciar como um desafio para a outra pessoa.
  Estas frases tornam-se difceis, pois possuem muitas slabas parecidas (exigem movimentos repetidos da lngua) e devem ser faladas rapidamente.
  Exemplo: Gato escondido com rabo de fora t mais escondido que rabo escondido com gato de fora.
 ::::::::::
          Para voc Recitar
          Orao do Burrinho

  Meu Deus, que me criastes para que eu caminhe pela estrada, sempre, e carregue fardos pesados, sempre, e viva sempre apanhando! Dai-me bastante coragem e mansido. Fazei que um dia me compreendam, e j no tenha vontade de chorar porque no sei me exprimir e caoam de mim. Fazei que eu encontre, e tenha tempo de colher, um belo ramo de capim. Fazei que eu possa juntar-me um dia ao meu irmozinho do Prespio. Amm.
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          Zoologando
          Como a Lagarta se 
          Transforma em Borboleta?

  A transformao acontece em quatro fases: o ovo, a larva, a pupa e o estgio adulto. O incio do ciclo comea com os ovos, postos pelas borboletas geralmente em folhas de plantas. "Esse perodo dura de alguns dias at um ms."
  Um mecanismo no corpo do inseto faz o embrio permanecer inativo no ovo at as condies do clima e do crescimento da planta se tornarem favorveis.
  Ele se transforma, ento, em larva (lagarta). Nessa fase, com durao de meses at mais de um ano, o animal come mais, geralmente folhas, para crescer e guardar energias. Durante esse estgio, a larva produz fios de seda ou semelhantes, que se prendem  superfcie onde ela est.
  Apesar de ainda no ser o casulo, esses fios servem como abrigo contra os predadores. Ao atingir a fase de pupa, depois de vrias mudanas de pele, o animal usa esses fios para construir o verdadeiro casulo.  nessa terceira fase que acontecem as grandes mudanas. A larva fica em estado de total repouso por um perodo que varia de uma semana a um ms, e os tecidos do seu corpo vo se modificando. Quando a borboleta est pronta, ela rompe o casulo e libera as asas. A principal atividade na fase adulta, que dura de uma semana a alguns meses,  a reproduo. 
  1. A borboleta adulta pe os ovos nas folhas.
  2. Dos ovos saem as larvas, tambm conhecidas como lagartas.
  3. A lagarta libera fios de seda, mais tarde usados para construir o casulo.
  4. Dentro do casulo, ela se transforma em borboleta.
  5. Aps abrir as asas. est pronta para voar e se reproduzir.
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          Historiando
          O Reino do Sol

  Era uma vez um grande reino cujo povo habitava as montanhas. Vestiam-se com belssimas tnicas bordadas pelas virgens do reino, e usavam sandlias e ornamentos feitos com ouro e prata. Eram chamados Incas.
  As colheitas de batata, cevada e milho dos Incas eram sempre abundantes, porque eles adoravam a luz do sol. O astro-rei, ento, orgulhoso dessa devoo dos Incas por ele, transformava o metal do reino em ouro. Os Incas acreditavam que esse ouro fosse o prprio suor do sol, e assim, construram centenas de castelos e palcios espalhados pelo reino todo.
  Levavam a vida trabalhando durante o dia nos campos, e prestando homenagens ao deus Sol depois do servio. Viviam bastante felizes com as feiras e as festas que aconteciam durante o ano. Alm de trocarem mercadorias nessas ocasies, bebiam e danavam at se cansarem. Retornavam s suas casas exaustos e adormeciam, sonhando com futuras oportunidades para se divertirem tanto.
  As moas mais belas e talentosas se tornavam princesas e iam morar nos castelos e palcios construdos de ouro. L aprendiam a bordar, a modelar, a tecer e a pintar. Levavam essa vida at se casarem.
  E dessa maneira os Incas viveram por muitos sculos, expandindo o seu imprio para alm das montanhas, conquistando o deserto e a selva para que houvesse lugar suficiente para todas as famlias que aumentavam de ano para ano.
  Um belo dia, quando o sol brilhava muito forte na praa do reino, os Incas viram chegar alguns homens barbudos a cavalo, e outros com tnicas escuras e crucifixos. Os ingnuos Incas foram logo pensando que esses forasteiros eram deuses, pois nunca tinham visto gente como aquela.
  Mas, infelizmente, em vez de conversar, esses homens a cavalo possuam armas de fogo. Todas as vezes que desejavam alguma coisa que no podiam obter, iam logo disparando suas armas, independente de onde estivessem.
  Quando esses cavaleiros viram todo aquele brilho nos castelos do reino do Sol, desejaram imediatamente possu-lo. Mas como no sabiam dialogar, apertaram o gatilho de suas armas. Quem estava na praa, no teve tempo para fugir ou como reagir. Caram todos no sono mais profundo que a histria jamais ouviu falar.
  Dentre os Incas que no se encontravam na praa na hora do disparo, estavam as virgens mais belas do reino. Sabendo da terrvel exploso, rezaram e pediram ao deus Sol que as protegessem. O Sol, ento, fiel s suas seguidoras, transformou-as nas lhamas que hoje vemos correndo pelos campos.
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          Seo Juvenil
          Narrando a Histria

  O homem que salvou a ptria -- Uhuru significa liberdade em kiswahili, a lngua nativa do Qunia. Uhuru tambm foi, por muitos anos, o grito de revolta dos quenianos sob o taco dos colonizadores. O pas s conquistou sua independncia graas  determinao de um homem: Jommo Kenyatta, o "pai" (mzee, no idioma local) da nao. Nascido Johnstone Kemaus, filho de camponeses kikuyus, Kenyatta participou de movimentos clandestinos desde que mudou para Nairobi, na adolescncia. Entre 1931 e 1946, como estudante na Inglaterra, defendeu a tese da independncia. De volta  frica, foi reconhecido como lder natural dos movimentos nacionalistas e, durante a chamada Revolta Mau-mau (um movimento libertrio que resultou em 20 mil prises e quase 14 mil mortes), acabou preso por sete anos. De volta s ruas, engajou-se na Unio Democrtica Africana do Qunia (KANU), obteve a independncia do pas em 1963 e foi seu primeiro-ministro at morrer, em 1978.
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  Helen Keller -- Escritora e conferencista americana, nasceu em 1880 no estado do Alabama. Com 19 meses de idade, HELEN KELLER foi vtima da febre escarlate que a deixou cega e surda. A sua grande fora de vontade na superao das prprias deficincias, a tornou um smbolo mundial.
  Orientada por Anne Sullivan, a partir de 1887, por meio do mtodo Braille, Helen Keller aprendeu a ler e a escrever e, posteriormente, a falar. Ela estudou muito durante sua vida e chegou a diplomar-se com louvor no Redliffe College de Cambrigde, em 1904.
  Helen Keller escreveu 13 livros, entre eles "A Histria da Minha Vida", alm de contribuies para jornais e revistas sobre cegueira, surdez, assuntos sociais e direitos da mulher. No Brasil, foi condecorada com a medalha da Ordem do Cruzeiro do Sul. Helen Keller morreu aos 88 anos e continua viva at hoje na mente das pessoas por seu importante trabalho e atravs do Helen Keller International. A biografia completa dessa grande personalidade mundial pode ser vista em ~,http:www.hki.org~,
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  Um novo Egito, no Paquisto -- O ltimo grande enigma da Antiguidade est na escrita de uma civilizao imponente, que desapareceu por volta de 1300 a.C.  o que sustenta o pesquisador Mayank Vahia, do Institute of Fundamental Research, de Mumbai, na ndia. A civilizao que ocupou a regio, hoje dividida entre ndia e Paquisto, teve 5 milhes de habitantes. Surgiu por volta de 3300 a.C. e atingiu o auge entre 2600 e 1900 a.C. -- nessa poca, no devia nada aos povos contemporneos.
  Os indo-arianos ergueram cidades planejadas e praticaram a agricultura recorrendo a sistemas de drenagem muito eficientes. Entre eles estavam os primeiros dentistas conhecidos. Artesos, teceles e metalrgicos tambm se destacavam, assim como os comerciantes. Suas rotas de comrcio chegaram ao golfo Prsico e as feiras que eles realizavam na poca sobrevivem, com pouqussimas mudanas, at hoje. Entre 1300 e 1000 a.C, os harappianos (como so hoje conhecidos por causa da sua capital, Harappa) simplesmente sumiram. As runas das cidades da civilizao esto cheias de vasos e selos de argila com desenhos de animais e figuras geomtricas, tudo disposto da direita para a esquerda. Ali esto registradas transaes comerciais e informaes administrativas, acredita-se. Mas ainda falta uma Pedra de Roseta, como a que revelou a escrita egpcia porque tinha a mesma inscrio em grego. A prpria existncia de Harappa era desconhecida do Ocidente at 1842. "Sabemos que esse povo era pacfico e, possivelmente, prezava a igualdade econmica", diz o arquelogo Jonathan Kenoyer, professor da Universidade de Wisconsin. "Mas, enquanto no decodificarmos a escrita dele, vamos continuar fazendo mais suposies do que afirmaes." Sobre o desaparecimento da civilizao, faltam dados e sobram opinies. H quem defenda que os governantes foram incapazes de lidar com tantos habitantes. Como no caso dos maias, tambm existem os defensores das causas climticas -- mudanas bruscas de temperatura, aliadas ao desmatamento, teriam provocado longas secas e migraes. Uma terceira linha considera que os harappianos foram derrotados militarmente e incorporados pelos indo-
 -arianos.
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          A Lenda do Tsuru

  A ave tsuru simboliza sade, fortuna, boa sorte e felicidade (alm de ser considerada como ave-smbolo do Origami).
  A lenda do tsuru diz que quem fizer mil dobraduras desse pssaro, com o pensamento voltado para aquilo que deseja alcanar, ter bons resultados.
  Costuma-se dizer que esta ave  o smbolo da longevidade.
  A figura do tsuru (grou) em origami  uma das mais populares e tambm considerada a dobradura mais perfeita, pois sua forma principal serve de base para outras figuras de papel, desde animais at plantas.
  Antigamente costumava-se pendurar estas aves de papel no teto para distrair as crianas, especialmente bebs que no sabiam andar. Os grous de papel tambm eram oferecidos nos templos e altares, juntamente com as oraes para pedir proteo. Acredita-se que, originalmente, eles tinham apenas funo decorativa, e s mais tarde foram associadas s oraes, sorte e fortunas.
  Atualmente no Japo, nas festas de ano novo, casamento, nascimento e em comemoraes festivas de modo geral, a figura do tsuru aparece presente na decorao ou nas embalagens de presentes simbolizando sade e fortuna.
  Quando uma pessoa se encontra hospitalizada, oferecem-se mil grous (senbazuru) para que ela se restabelea o quanto antes. Ao dobrar cada figura, as pessoas depositam nela toda a f e esperana na recuperao do doente.
  No Monumento da Paz em Hiroshima, onde caiu a bomba atmica, h vrios conjuntos de mil grous, vindos de todas as partes do Japo. So feitos por alunos de escolas, enfim por pessoas que se uniram para pedir uma coisa: a paz mundial. Para a confeco destes mil grous  preciso f, unio e esforo de muitas pessoas, formando-se assim uma corrente de pensamento positivo.
  Expresses: Tsuru wa sennen kame wa mannen: tsuru (grou) vive mil anos, kame (tartaruga) vive dez mil anos. Exprime uma longa vida com alegria e satisfao.
  Conta a histria que Sadako Sasaki tinha quase dois anos quando a bomba atmica explodiu a cerca de uma milha de sua casa em Hiroshima. 
 Aparentemente ilesa, ela escapou com a me e o irmo mais velho em direo ao Rio Oto. Na fuga foram encharcados pela chuva preta radioativa que caiu ao longo do dia.
  At a idade de doze anos, Sadako aparentava estar normal, uma menina saudvel, quando desenvolveu leucemia, decorrente da radiao recebida pela descarga da bomba.
  Sua melhor amiga, em uma visita ao hospital, contou-lhe da lenda do tsuru, propondo que dobrasse os mil tsurus, na inteno de obter a cura. E a menina comeou ento a dobrar Tsurus; porm sua enfermidade se agravava a cada dia. Sadako disse aos tsurus: "Eu escreverei paz em suas asas e vocs voaro o mundo inteiro."
  Mas Sadako no teve fora para dobrar os mil pssaros... Dobrou 964 tsurus at 25-10-1955, quando morreu.
  Seus amigos de classe completaram os tsurus de papel que faltavam a tempo para seu enterro, iniciando uma campanha nacional para construir um monumento em sua memria, e de todas as crianas feridas ou mortas pelo efeito da bomba.
  Estudantes de mais de 3 mil escolas no Japo e em 9 outros pases contriburam, e em 5 de maio de 1958, o Monumento da Paz das Crianas foi inaugurado no parque da Paz de Hiroshima. Todos os anos no Dia da Paz (06-08) pessoas do mundo inteiro enviam tsurus de papel para o Parque. Desde ento o tsuru de papel tornou-se um smbolo internacional do movimento para desarmamento nuclear.
  A corajosa luta de Sadako para ter o seu desejo concedido, terminou antes que ela dobrasse os mil pssaros, mas ilustra pacincia, coragem, esperana e ativismo criativo em face da dor e da morte.  uma histria do poder de crianas, que trabalhando juntas por uma causa comum, abriram um canal criativo para a expresso pacfica do medo, 
sobre a guerra e sobre a esperana por um mundo melhor.
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          Conhecendo nossos Escritores
          Hlio Pellegrino

  Mineiro, filho e neto de italianos, s ntimos sabiam que o psicanalista Hlio Pellegrino 1924-1998, sete filhos, era poeta; publicou em edio reduzida: "Poema do Prncipe Exilado", alguns poemas em jornais e revistas, e parou. No entanto, sempre fez versos sobre suas paixes: psicanlise, socialismo, paisagens, amor, revolta contra a represso poltica. No cotidiano, defensor da liberdade e dos direitos humanos, seu senso de humor produziu cenas antolgicas. Numa passeata antes do Ato Institucional n.o 5 (AI-5), em 1968, no Rio, ao falhar o jato de gua do veculo que dispersava manifestantes, gritou: "O brucutu brochou!" Esteve preso no incio de 1969.
  Na Sociedade Psicanaltica do Rio de Janeiro, que o expulsou e teve de readmiti-lo, denunciou o analista didata Leo Cabernite, acobertador do cliente Amlcar Lobo, que dava assistncia mdica a torturadores em ao. Segundo o professor de Literatura e escritor Antonio Candido, "ningum, como ele, sabia falar e escrever a palavra mais certa... Foi luminoso e  insubstituvel". Do seu nico livro, "Minrios Domados", editado pela Rocco em 1993, dois de seus poemas foram denncias polticas: "A Clera-Esperana", sobre o golpe de 1964; "As Rosas 
Possveis", a dor pela amiga torturada.
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          Um Benfeitor da Humanidade

  O nome dele era Fleming e era um pobre fazendeiro escocs. Um dia, enquanto trabalhava para ganhar a vida e o sustento de sua famlia, ele ouviu um pedido desesperado de socorro vindo de um pntano nas proximidades. Largou suas ferramentas e correu para l. Ao chegar, encontrou um menino, imerso numa lama negra at a cintura, gritando e tentando safar-se da morte. O fazendeiro Fleming salvou o rapaz de uma morte lenta e terrvel.
  No dia seguinte, uma carruagem riqussima chegou  humilde casa do escocs. Um nobre elegantemente vestido saiu e se apresentou como o pai do menino que o fazendeiro Fleming tinha salvo.
  -- Quero recompens-lo -- disse o nobre. -- Voc salvou a vida do meu filho. 
  -- No, eu no posso aceitar pagamento para o que eu fiz --, respondeu o fazendeiro escocs, recusando a oferta. Naquele momento, o filho do fazendeiro veio  porta do casebre.
  --  seu filho?! -- Perguntou o nobre.
  -- Sim. -- O fazendeiro respondeu orgulhosamente.
  -- Eu lhe farei uma proposta: Deixe-me lev-lo e dar-lhe uma boa educao. Se o rapaz for como seu pai, crescer e ser um homem do qual voc ter muito orgulho. 
  E foi o que ele fez.
  Tempos depois, o filho do fazendeiro Fleming se formou no St. Mary's Hospital Medical School de Londres, ficou conhecido no mundo como o notvel Senhor Alexander Fleming, o descobridor da Penicilina. Anos depois, o filho do nobre estava doente com pneumonia. O que o salvou? Penicilina.
  O nome do nobre? Senhor Randolph Churchill.
  O nome do filho dele? Senhor Winston Churchill.
  Algum disse uma vez que a gente colhe o planta.
  Trabalhe como se voc no precisasse do dinheiro. 
  Ame como se voc nunca tivesse tido uma decepo.
  Dance como se ningum o estivesse assistindo.
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          No custa Saber

  Mais de uma pessoa "participou" ou "participaram" do evento?
  Toda vez que formamos frases com expresses do tipo "mais de", "menos de", "cerca de", "perto de" etc, o verbo combinar com o numeral que aparecer depois dessas expresses. Assim, "Mais de uma pessoa participou", j que 
 "uma"  numeral singular.
  O exemplo de respeito  Lngua Portuguesa deve comear pelas autoridades constitudas. Isto no vem ocorrendo. Numa obra da prefeitura, na Rua do Riachuelo, foram colocadas as placas:
  "Ateno obras a 100 mts" e, mais  frente, outra: "Ateno obras a 50 mts!". Lamentvel! O que  mts? A abreviatura de metros  "m" minsculo. Muito mais simples! Por que complicar?
  Prejuzo -- "Antnio perdeu um cheque ao portador de cincoenta reais." Bem feito! No deveria escrever assim. A palavra "cincoenta" no existe. O numeral cardinal 50 deve ser escrito por extenso com "que".
  Frase correta: "Antnio perdeu um cheque ao portador de cinquenta reais."
  M ideia -- "D. Joana mandou enladrilhar a cozinha do seu apartamento."
  No deve ter ficado satisfeita. No existe o verbo "enladrilhar". Cobrir com ladrilhos  "ladrilhar".
  Frase correta: "D. Joana mandou ladrilhar a cozinha do seu apartamento."
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          Moedas que Contam Histrias

  Com a exceo dos comerciantes, que necessitam delas para troco, as moedas no gozam de muito prestgio entre o restante da populao. Os argumentos do time do contra so variados: barulhentas, volumosas, pesadas, fceis de serem perdidas, enfim, no faltam justificativas para fugir  sua adeso. J as cdulas, estas no enfrentam problemas, j que dificilmente so rejeitadas. Mas o que poucas pessoas percebem  que as moedas, por serem feitas de material de difcil deteriorao, tm servido ao longo dos sculos de suporte para estampar smbolos e anotaes que ajudam a recontar o passado de civilizaes, atuais ou j extintas.
  Prova disso  o luxuoso e detalhado catlogo com cerca de 1.750 moedas cunhadas pela civilizao grega -- mas tambm por romanos e outros povos que viveram sob sua influncia.
  As peas, que integram o acervo do museu, foram organizadas aps um minucioso trabalho de pesquisa realizado pela especialista em Epigrafia e Arqueologia greco-romana Maric Martins Magalhes.
  A historiadora do Instituto de Histria da Universidade Federal do Rio de Janeiro (IH-UFRJ) passou quatro anos debruada sobre a importante coleo de numismtica greco-romana do museu, cujo acervo, o maior da Amrica do Sul, conta com quase 150 mil peas.
  O material rene moedas de regies de trs continentes, que, do fim do sculo VII a.C. at o fim do sculo III d.C., estiveram diretamente sob a influncia grega ou sob o domnio romano: Europa, sia Menor e Central, e norte da frica. "Na Antiguidade, moedas de ouro, prata e bronze comearam a ser usadas no lugar de objetos de escambo. Essas pequenas chapas de metal tinham diferentes padres e se difundiram desde a costa atlntica europeia at o noroeste da ndia.
  Em um dos artigos que pu-
 blicou no boletim da Sociedade Numismtica Brasileira, sobre a colnia grega de 
 Elea, na Magna Grcia, a pesquisadora destaca, por exemplo, as informaes histricas contidas em moedas cunhadas entre 465 e 440 a.C. Nessa poca, foram fundidas as primeiras moedas com os tipos Ninfa e Coruja em suas duas faces, e onde a Ninfa aparece com touca nos cabelos. A data aproximada, anterior ao surgimento desse perodo,  a derrota dos etruscos por Hieron I de Siracusa, em 474 a.C., o que deve ter dado incio a um perodo de prosperidade e maior expanso para Elea e outras cidades gregas. Esta maneira de representar divindades femininas, no incio do sculo V a.C., caracterizou as moedas cunhadas nas cidades da Magna Grcia e da Siclia. 
  A coruja, por sua vez, funciona como um pr-anncio da oficialidade que o culto da deusa Athena assumiria a partir do incio do sculo V a.C.
  O trabalho, extremamente minucioso, incluiu a anlise detalhada de cada uma das 1.916 peas classificadas como "gregas". 
  Chamam a ateno algumas relquias encontradas. Entre elas, esto uma moeda da sia Menor, cunhada no fim do sculo VII a.C.; as esplndidas colees da Pennsula itlica, da Siclia e da Grcia; moedas provinciais romanas, como o busto de Clepatra VII ou o perfil de Antnoo, favorito do imperador Adriano, do sculo II d.C.; e exemplares de Alexandria, da poca do imperador Augusto at Diocleciano, no sculo III d.C. No entanto, todas elas, sem exceo, tm inestimvel valor histrico e artstico.
  Podemos observar que as figuras impressas na superfcie das moedas mostram as caractersticas socioeconmicas daquelas civilizaes, em representaes bem realistas. Pelas moedas,  possvel observar como as pessoas da poca se vestiam e como eram seus penteados. Os romanos no usavam barba at a poca do imperador Adriano, no sculo II d.C. Depois dele, todos os imperadores passaram a ter barba. 
  Da prxima vez que receber uma moedinha, pense duas vezes antes de reagir negativamente. No futuro, quem sabe, esse pequeno pedao de metal pode servir para contar tambm um pouco da sua histria.
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          Nosso Brasil
          So Lus do Maranho

  Estamos em So Lus do Maranho, cidade fundada h 385 anos pelos franceses (batizada em homenagem a Saint Louis), cobiada pelos holandeses, que dali pretendiam dominar os mares do sul, e colonizada por ciumentos lusitanos, que a transformaram na mais portuguesa das cidades brasileiras.
  Tombada pelo Patrimnio Histrico Nacional, So Lus aguarda homologao oficial da UNESCO, que anunciar sua incluso no seleto grupo de cidades declaradas patrimnios da humanidade. No   toa que coleciona vrios ttulos, como: Atenas Brasileira, bero de grandes poetas e escritores; Ilha do Amor, pelas belezas das praias e romantismo das ruas; e o modernssimo Capital Brasileira do Reggae, o nico lugar onde o ritmo jamaicano  danado agarradinho, como manda o chamego maranhense.
  A porta de entrada de So Lus  o Centro Histrico, onde esto concentradas mais de trs mil edificaes em estilo arquitetnico portugus dos sculos XVIII e XIX. Em cada sobrado h uma histria para se contar. E se ouvir. Paredes guardam segredos como os da negra Catarina Mina, que comprou sua alforria e escravizou bares em seu leito de amor. Gratos pelos caprichos e preocupados com o silncio da ex-escrava, estes senhores mandaram construir uma escada de 32 degraus em pedra de lis, para que ela no cansasse as belas pernas.
  Vale a pena conhecer a Rua do Trapiche ou Rua de Portugal, a mais azulejada da 
 Amrica Latina. A Praa do Comrcio, feita aos moldes do Largo do Comrcio, em Lisboa, era um smbolo da linha de negcios entre So Lus e a capital lusitana, sem intermedirios. Naquela poca, o maranhense era o primeiro a consumir produtos europeus, antes do que qualquer outro brasileiro.
  Um passeio pelas Praias, do Calhau, Olho d'gua e Araagi tambm  obrigatrio. Arrematando o prazer com arroz cux, camares grados e uma cervejinha bem gelada, que ningum  de ferro.
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          Sapatos

  Eles surgiram para proteo, mas logo j indicavam o status de quem os calava. Enquanto chinesas eram obrigadas a deformar seus ps para conseguir us-los, novos modelos foram criados para se adequar  forma de um rei europeu. 
 Odiados como ostentao por revolucionrios filipinos ou eleitos smbolo de emancipao por escravos brasileiros, os sapatos deixaram pegadas alm da moda.
  3500 a.C. -- O modelo mais antigo j encontrado  da Armnia, feito de uma nica pea de couro de boi com palha dentro para esquentar os ps. Pinturas rupestres indicam seu uso em 10000 a.C.
  3150 a 30 a.C. -- Os egpcios usavam sandlias com ponta levantada, que apontava  divindade Sol e facilitava o movimento do p na areia quente. As dos faras eram de ouro; as dos plebeus, de palha, papiro ou palmeira.
  753 a 476 a.C. -- Em Roma, o calceus, um tipo de bota de pelica, cobria o p inteiro e indicava a classe social. A cor prpura era usada pelo imperador e o branco, associado  limpeza, pelos senadores.
  Sculo XI -- Um fetiche do imperador chins obriga chinesas a quebrar os dedos e arquear os ps para torn-los do tamanho de uma flor. O "sapato de ltus" foi usado at o sculo XX.
  1305 -- O rei Eduardo I, da Inglaterra, cria a primeira padronizao. Um sapato receberia a numerao de acordo com a quantidade de gros de cevada correspondentes ao seu comprimento.
  1370 a 1400 -- Na Frana, quanto maior o tamanho dos bicos dos sapatos *poulaine*, mais alto o nvel social. Alguns bicos chegavam a 60 centmetros de comprimento e ficavam presos  perna por uma corda.
  A parte vertical entre os degraus das escadas era inclinada para trs para que coubesse o bico do *poulaine*. Por ter seis dedos em cada p, o rei francs Carlos VIII no conseguia usar os *pouaines* e lanou sapatos largos de bico achatado.
  1553 -- Uma das precursoras do salto alto foi a rainha da Frana, Catarina de Mdici. Por ter baixa estatura, usou o artifcio durante seu casamento, influenciando as damas de sua corte.
  1643 a 1715 -- Na Frana, o rei Lus XIV j usava saltos que lembravam uma ampulheta para ficar mais alto. Mas foi com Lus XV que eles ficaram famosos. Tanto que o rei d nome ao modelo at hoje.
  1808 -- A corte portuguesa traz sapatos mais elaborados ao Brasil (antes s eram usados por militares e jesutas). Escravos eram impedidos de us-los e, quando alforriados, compravam um par.
  1876 -- Sapatos especiais feitos para o jogo de crquete so os precursores dos tnis. Usavam uma nova tecnologia de vulcanizao da borracha.
  1890 -- Franca (SP) tem as primeiras oficinas brasileiras de sapatos. A primeira fbrica aparece oito anos depois, em Novo Hamburgo (RS).
  1940 -- Carmen Miranda usa salto plataforma em Hollywood para ficar mais alta.
  1962 -- A Alpargatas, de So Paulo, lana as Havaianas, inspiradas nas sandlias de dedo de "palha de arroz" usadas pelos agricultores japoneses.
  1986 -- A primeira dama das Filipinas, Imelda Marcos, passa a ser conhecida como "a mulher dos 3 mil pares de sapatos" aps fugir de uma revoluo e deixar para trs a sua coleo.
  2009 --  lanado o tnis biodegradvel BIO-D. Feito de materiais orgnicos, contm milhes de micrbios que fazem com que ele se decomponha aps jogado no lixo.
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          Curiosidades

  De onde vem o nome montanha-russa? -- Conta-se que no sculo XV os russos subiam em montanhas geladas, sentavam-se em cobertores e desciam em alta velocidade. Com o tempo, a brincadeira se sofisticou e passou a ser feita com trens de madeira. No sculo XIX, a moda se espalhou pela Europa e pelos Estados Unidos, onde foi se transformando at chegar s montanhas-russas de hoje em dia.
  Quem inventou o ferro de passar? -- No sculo IV, chineses usavam uma espcie de panela de lato com cabo, contendo brasa, para alisar roupas. No Ocidente, o precursor do ferro de passar foi o alisador, feito de madeira, vidro ou mrmore, usado sempre a frio, porque at o sculo XV o hbito de engomar as roupas impedia trabalhos a quente. No sculo XIX, era um ferro de lavanderia que se esquentava no fogo. O ferro eltrico foi inventado pelo americano Henry W. Seely em 1882. O ferro a vapor apareceu em 1926.
  Multa de seis mil e quinhentos -- Vietnamita muda de nome -- O ttulo a de cima  o significado do nome do vietnamita Mai Phat Sau Nghin Riou. Ou pelo menos era. Depois de 19 anos de sofrimento, o pobre homem conseguiu a autorizao de seu pai para mudar o fardo que ele carregava em sua certido de nascimento. O motivo de tanta inspirao na hora de batizar o rebento? A multa de 6,5 mil dongs para casais que tm mais que dois filhos.
  Qual o ser mais pesado do mundo? --  a baleia-azul *Balaenoptera musculus*. As fmeas tm em mdia 26,2 metros de comprimento e pesam cerca de 29 toneladas. Os recm-nascidos pesam trs toneladas. Em 1947, uma baleia-azul medindo 27,6 metros foi capturada na Antrtica.
  Quantos ossos tem o corpo, qual o maior e qual o menor? -- Um adulto tem 206 ossos. Dos pequenos, o estribo, no sistema auditivo, tem 0,25 centmetro. Um dos grandes  o fmur, que fica na coxa e tem at 50 centmetros.
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          O Beijo

  Seu significado mudou, mas ele existe desde antes da humanidade -- Um sinal de afeto, um simples cumprimento ou a prova de que o clima a dois est esquentando, o beijo teve e tem diferentes significados conforme a cultura e o perodo histrico -- j serviu para Judas trair Jesus Cristo, para selar acordos na Idade Mdia e, mais recentemente, para que jogadores de futebol da Europa Central e Oriental demonstrassem sua alegria na hora do gol (com um ligeiro selinho).
  O que  certo  que ele est h muito tempo entre ns. Um dos registros mais antigos est nas paredes do templo de Khajuraho, na ndia, onde escritos de 1500 a.C. falam de pessoas se beijando. Segundo o livro "A Histria ntima do Beijo", de Julie Enfield, antroplogos afirmam que esse  um ato instintivo do ser humano e que ele pode derivar da alimentao infantil -- as mes mastigavam os alimentos para dar de comer aos filhos, como fazem animais de outras espcies.
  Outra teoria  a de que o beijo vem unicamente do prazer ttil. "A paixo pelo contato pode ter evoludo das primeiras experincias de reproduo sexuada praticada por organismos unicelulares", diz a autora. Ou seja, antes do beijo, j fazamos sexo, e o prazer sexual acabou sendo cada vez mais atrelado a outras sensaes e experincias, entre elas o beijo. H ainda pesquisadores que afirmam ser o beijo originrio das mordidas que algumas espcies de macacos trocam em ritos pr-sexuais -- os bonobos, geneticamente os animais mais prximos do homem, so populares por darem muitos beijos, sem distino de sexo. J os antigos egpcios, por exemplo, preferiam esfregar os narizes (o hoje chamado beijo de esquim). Portanto, antes da inveno do beijo na boca, provavelmente os casais apaixonados se mordiam ou trocavam leves narigadas. 
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          Ecoando
          A Terra Est com Febre

  Como  possvel controlar chuva e neve, calor e frio plantando rvores? Normalmente, isso no faria muito sentido, mas, hoje, a Terra no est atravessando um perodo de normalidade climtica. Est doente e com febre.
  A temperatura do planeta est em alta devido ao lanamento constante de gases poluentes na atmosfera. Esses gases tm a capacidade de armazenar calor. Hoje, esse efeito de armazenar calor  agravado sobretudo pelo gs carbnico o {c{o;, eliminado pela queima de conbustveis. Estamos entupindo o ar com cerca de nove bilhes de toneladas de {c{o; ao ano, quase trs milhes de toneladas todos os dias. 
  O problema : o que fazer diante dessa situao? No h sadas simples, isso  certo. Especialmente levando em conta que a poluio pelo {c{o; comeou com a revoluo industrial, h cerca de 150 anos, e que, uma vez l em cima, o gs demora em torno de um sculo para sair.
  Se h uma coisa que as florestas podem fazer para atenuar o aquecimento global,  engolir gs carbnico. Esse  o prato principal dos vegetais, que, alm de gs carbnico, s precisam da energia que absorvem do Sol, e de vitaminas e sais minerais, extrados do solo pelas razes.
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          Como Fazamos sem... Sabo

  gua, esptula, paninho ou perfume. Tudo valia para se livrar do bodum -- A humanidade descobriu o sabo h milnios -- escavaes na regio da antiga Babilnia encontraram cilindros de argila datados de 2800 a.C. com resduos de um material saponceo. Em um deles est gravada sua receita -- uma mistura de gordura animal fervida com cinzas de madeira. Mas desde ento foi um produto de extremo luxo (afinal, mais urgente era usar a gordura na comida) que s se popularizaria com a Revoluo Industrial.
  Em Roma, os cidados se esbaldavam na gua. A partir do sculo II a.C., o Imprio comeou a construir banhos pblicos, onde ricos e pobres podiam se exercitar, tomar banho, fechar negcios, fazer compras e eventualmente usar os servios de prostitutas. Nesses verdadeiros spas, passavam por saunas, piscinas quentes, frias e pela exfoliao com o estrgil -- uma esptula de ferro que raspava a pele untada com leo e coberta de areia ou barro.
  J na Idade Mdia, a Igreja encafifou com o erotismo dos banhos pblicos. A soluo era se limpar com um pano mido -- e de tempos em tempos trocar de camisa. Mesmo passada a idade das trevas, o sabo continuou sendo um artigo extico -- tanto que a aristocracia francesa do sculo XVII partia para os perfumes para disfarar seus cheiros.
  Ao chegar s Amricas, os viajantes europeus encontraram nativos surpreendentemente apegados  gua. Eles podiam no conhecer o sabo, mas, com tanto calor, banhavam-se vrias vezes ao dia.
  O momento decisivo para o sabo foi o sculo XIX. Discutia-se se suas propriedades emulsificantes eram essenciais para a higiene ou se s irritavam a pele. O sabo saiu vencedor num momento estratgico: descobriu-se o processo para obter a soda, usada no lugar de cinzas, e novas mquinas levaram sua produo do fundo dos quintais para as indstrias. Foi assim que ele entrou para nosso dia-a-dia. 
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          Conhecendo o Mundo      

  Em Colmar, Histria Contada pela Arquitetura -- No  raro ouvir que Colmar, com 67 mil habitantes, parece cenrio de filme. Ela  a mais preservada cidade da Alscia, com mais de 500 casas da 
 Idade Mdia e dos sculos XVI e XVII em perfeito estado, entremeadas por canteiros floridos e belas praas. quela poca, os bairros dividiam-se segundo guildas (associaes de artesos): dos mercadores de peixe, dos curtumes, dos aougueiros... A antiga vizinhana dos peixeiros, *Quai de la Poissonnerie*, por exemplo,  agora uma valorizada rea batizada de Pequena Veneza, por causa dos canais que a cortam. Era por esses rios que se escoava a produo de vinho da regio -- branco, fresco e delicioso. O movimento era tamanho que, no sculo XVI, Colmar foi um importante porto.
  Impossvel perder-se nesse simptico centro histrico alsaciano, de ruas com nomes que mesclam alemo e francs. Em pouco tempo se conhecem as principais atraes. O essencial? Das sete igrejas destacam-se duas: a Dominicana e a de Saint Martin, cuja construo comeou no sculo XIII e levou 150 anos. Os museus mais bacanas tambm so dois: o Unterlinden, instalado num antigo convento, e o Bartholdi, na casa onde nasceu Frdric Auguste Bartholdi, o escultor da Esttua da Liberdade.
   noite, as ruas ganham uma aura ainda mais mgica. Um projeto especial de iluminao reala o patrimnio histrico com 1.500 pontos de luz. Mas o ponto alto do turismo por l  o fim do ano. Por cinco semanas, entre novembro e 31 de dezembro, as ruas so tomadas por cinco mercados natalinos ~,www.noel-colmar.com~, com perfumados biscoitinhos, lmpadas decorativas, castanhas assadas, caixas de msica, guirlandas, vinho quente... Deu gostinho de "quero mais", no?
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          Ameno e Instrutivo
          Por que Temos que 
          Tomar Vacina?

  No instituto criado h mais de cem anos para produzir vacinas e remdios, FIOCRUZ, aprendemos sobre a vida do mdico Oswaldo Cruz. Ele combateu doenas como febre amarela, varola e peste bubnica, que mataram milhares de pessoas no Rio, no incio do sculo passado. 
  A doena que deu mais trabalho foi a varola, que  transmitida por um vrus. E vrus so invisveis a olho nu.
  Os vrus s so visveis por microscpios e a nica forma de combater a varola era a vacina.
  Mas no pense que bastava tomar duas gotinhas, como hoje, ou uma injeo comum. Naquela poca, a vacina era muito mais dolorosa que as atuais. Como a vacina era pastosa, era necessrio fazer um corte na pele para injetar a substncia. Doa tanto que era preciso chamar a polcia para forar as pessoas que se recusavam a se vacinar.
  Como a vacina era obrigatria e, muitas vezes aplicada sob violncia, o povo saiu s ruas para protestar, destruindo tudo que via pela frente. Esse protesto, em 1904, conhecido como Revolta da Vacina, durou cerca de 15 dias at ser controlado com ajuda do Exrcito.
  As pessoas s se convenceram da importncia da vacinao a partir de 1907, quando houve um surto de varola e s quem tinha se vacinado no ficou doente.
  Mais de cem anos depois, h quem ainda tenha medo de vacina.
  A substncia da vacina, conhecida como antgeno, produz anticorpos em nosso organismo, que so como soldadinhos que nos defendem das doenas. Algumas so de gotinhas, e outras, injetveis. A FIOCRUZ estuda um mtodo sem agulha, s encostando na pele.
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          A Histria do Futebol 
          no Brasil

  Nascido no bairro paulistano do Brs, Charles Miller viajou para a Inglaterra aos nove anos de idade para estudar. L tomou contato com o futebol e, ao retornar ao Brasil, em 1894, trouxe na bagagem a primeira bola de futebol e um conjunto de regras.
  Podemos considerar Charles Miller como sendo o precursor do futebol no Brasil.
  O primeiro jogo de futebol no Brasil foi realizado em 15 de abril de 1895 entre funcionrios de empresas inglesas que atuavam em So Paulo. Os funcionrios tambm eram de origem inglesa.
  O primeiro time a se formar no Brasil foi o So Paulo Athletic, fundado em 13 de maio de 1888.
  No incio, o futebol era praticado apenas por pessoas da elite, sendo vedada a participao de negros em times de futebol.
  Em 1950, a Copa do Mundo foi realizada no Brasil, sendo que a seleo brasileira perdeu o ttulo, em pleno Maracan, para a seleo do Uruguai por 2 a 1. Em 2014, a Copa do Mundo de Futebol ser realizada novamente no Brasil.
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           til Saber
          Tucky, o Co Assassino

  O Tucky deve ter sido o pior cachorro que passou pela face da Terra. No mnimo, foi o mais barulhento: ele latia um latido agudo sempre que eu chegava de uma noitada, ou que uma visita passava pela porta da sala. Perdi a conta das vezes em que me mordeu o dedo -- porque era mordendo que ele respondia ao cafun que eu fazia para agrad-lo. Meus amigos o apelidaram de Chucky, injustia com o Brinquedo Assassino, nem de longe to agressivo quanto nosso poodle toy. Tucky tambm era um animal inteligente, a ponto de saber que no deveria fazer xixi pela casa, e fazia mesmo assim, s para provocar. Era comum deitar para dormir e sentir um cheiro estranho no meu travesseiro. Xixi. Certa vez, encontrei montinhos em cima do colcho. Coc.
  E ento um dia aconteceu de o Tucky morrer. Foi em grande estilo: deu seu ltimo suspiro enquanto toda a famlia estava  mesa para o jantar de sexta-feira. Minha irm encontrou o defunto quando se levantou para ir ao banheiro. Foi um dos dias mais tristes da histria l de casa. O pessoal chorou de verdade -- eu inclusive. Porque com o Tucky no tinha esse papo de ser o melhor amigo do homem. Todos ns sabamos que ele era um de ns, membro integral da famlia. O que sentamos era amor incondicional, desses que sobrevivem a qualquer obstculo. E amor assim a gente s entrega aos familiares. Fosse o Tucky um amigo, eu j teria deixado de ligar para ele h anos. Ir ao enterro? Sem chance. Isso para no falar nos outros animais que dividiram a casa conosco. O dia que nossos periquitos "fugiram" foi igual a qualquer outro. O peixinho foi parar no lixo menos de 5 minutos aps deixar este mundo, e ningum derramou uma lgrima. Os jabutis, eu no sei que fim levaram. Mas a morte do Tucky foi diferente. Para a famlia, ela  nosso 11 de Setembro, nossa morte do Tancredo, nossa chegada  Lua. O dia que jamais esqueceremos. Tudo isso por um cachorro que mordia quem tentava lhe fazer cafun. Um abrao.
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  "Dia Mundial dos Animais -- 5 de outubro" 
             ***
  Todo dia 12 de outubro  comemorado o dia de Nossa Senhora Aparecida, padroeira do Brasil. No ano de 1717, o Rio Paraba, que nasce em So Paulo e desgua no litoral fluminense, era o local de onde muitas pessoas tiravam seu sustento. Um dia, os pescadores estavam tristes porque no conseguiam pescar nada. Eles eram Domingos Garcia, Joo Alves e Felipe Pedroso, que decidiram jogar a rede uma ltima vez, antes de ir para casa. Ao pux-la, trouxeram junto o corpo de uma imagem sem cabea e resolveram jogar a rede mais uma vez, encontrando, assim, a cabea da pea. O dia terminou de uma maneira surpreendente para eles: o rio, se encheu e os pescadores voltaram para suas casas com as canoas lotadas de peixes. A imagem, feita de terra cozida, era de Nossa Senhora da Conceio. Os pescadores construram um oratrio para a santa na margem do rio e no levou muito tempo para que o lugar se transformasse em um ponto de peregrinao de fiis da regio, que passaram a chamar a santa carinhosamente de Aparecida. A quantidade de pessoas era tamanha, que logo construiu-se uma capela no morro dos Coqueiros, em 1745. Em torno dessa capela, surgiu a cidade de Aparecida, no Vale do Paraba, em So Paulo, transformado no maior centro de peregrinao e f do pas, que anualmente recebe cerca de 500 mil pessoas. Durante uma visita ao Brasil, em 1980, o Papa Joo Paulo II esteve em Aparecida do Norte, onde consagrou a Baslica numa cerimnia que emocionou os fiis. Todas as rplicas da imagem original representam uma Nossa Senhora negra, a nica em todo o Brasil.
  "Dia de Nossa Senhora 
 Aparecida -- 12 de outubro"
             ***
  No dia 20 de outubro comemoramos o Dia da Proclamao dos Direitos da Criana, data que foi adotada pela Assembleia Geral das Naes Unidas no ano de 1959. Esta declarao traz os direitos e as liberdades de que todas as crianas necessitam para desfrutar uma vida normal e sadia. Muitos desses direitos j faziam parte da Declarao Universal dos Direitos Humanos, de 1948, mas chegou-se  concluso de que seria preciso uma declarao especfica para a criana. Veja o que diz a Declarao Internacional dos Direitos da Criana: 
  1. A criana desfrutar todos os direitos enunciados nesta Declarao. Esses direitos sero outorgados a todas as crianas, sem qualquer exceo, distino, discriminao por motivos de raa, cor, sexo, idioma, religio, opinies polticas ou de outra natureza, nacionalidade ou origem social, posio econmica, nascimento ou outra condio que seja inerente  prpria criana ou  sua famlia.
  2. A criana gozar de proteo especial e dispor de oportunidade e servios, a serem estabelecidos em lei ou por outros meios, de modo que possa desenvolver-se fsica, mental, moral, espiritual e socialmente de forma saudvel e normal, assim como em condies de liberdade e dignidade. (...)
  3. A criana tem direito, desde o seu nascimento, a um nome e a uma nacionalidade.
  4. A criana deve gozar dos benefcios da Previdncia Social. Ter direito a crescer e desenvolver-se em boa sade (...). Ter direito a desfrutar de alimentao, moradia, lazer e servios mdicos adequados.
  5. A criana que possua deficincia fsica ou mental ou aquela que sofra de algum impedimento social deve receber o tratamento, a educao e os cuidados especiais que requeira o seu caso particular.
  6. A criana necessita de amor e compreenso, para o desenvolvimento pleno e harmonioso de sua personalidade. Sempre que possvel, dever crescer com o amparo e sob a responsabilidade de seus pais, mas, em qualquer caso, em um ambiente de afeto e segurana moral e material. (...)
  7. A criana tem direito a receber educao escolar, a qual ser gratuita e obrigatria, ao menos nas etapas elementares. Ser dada  criana uma educao que favorea sua cultura geral e lhe permita, em condies de igualdade de oportunidades, desenvolver suas aptides e sua individualidade, seu senso de responsabilidade social e moral, chegando a ser um membro til  sociedade. (...)
  8. A criana deve, em todas as circunstncias, figurar entre os primeiros a receber proteo e auxlio.
  9. A criana deve ser protegida contra toda forma de abandono, crueldade e explorao. No ser objeto de nenhum tipo de trfico. No se dever permitir que a criana trabalhe antes de uma idade mnima adequada. (...).
  10. A criana deve ser protegida contra as prticas que possam fomentar a discriminao racial, religiosa, ou de qualquer outra ndole. Deve ser educada dentro de um esprito de compreenso, tolerncia, amizade entre os povos, paz e fraternidade universais e com plena conscincia de que deve consagrar suas energias e aptides ao servio de seus semelhantes.
  "Dia da Proclamao dos Direitos da Criana -- 20 de outubro"
 ***
          O Pndulo da Vida

  "A vida  a infncia da nossa imortalidade." Goethe

<R+>
 Dormem os olhos, dormem os ouvidos, 
 Dormem o olfato e todos os sentidos.

 Dormem tambm o crebro, a razo; 
 Dormem a lngua, o canto, a exclamao.

 Dormem prazer e dor como criana, 
 A lgrima, o riso e a 
  esperana.

 S o corao no pode 
  repousar, 
 Pulsando dia e noite sem 
  parar!

 Marcando sempre, batida a 
  batida, 
 O ritmo iscrono da Vida!

 Existem para todos noite e dia, 
 Sono e viglia, em suave 
  harmonia.

 Mas para o corao s est presente 
 O Sol no znite, perptuo e quente!

 Tudo adormece, exceto o 
  corao, 
 Santurio do Amor e do 
  Perdo.

  o pndulo da Vida e da Bondade, 
 Sempre a oscilar por toda a Eternidade!
<R->
  "Dia Nacional da Cultura -- 5 de novembro"
             ***
  Consagrado como data de sensibilizao nacional para conquista de direitos e de valorizao da histria e cultura da populao negra, o 20 de Novembro  festejado em todo o pas h 36 anos. Mais de 260 municpios j decretaram o dia de reverncia a Zumbi dos Palmares como feriado municipal. Com inmeras atividades de reflexes, debates e mobilizaes, o Dia Nacional da Conscincia Negra envolve grande parcela da sociedade brasileira em torno dos ideais de igualdade racial e respeito  diversidade.
  Em 2007, quilombolas do Piau e Maranho receberam das mos do presidente Lula e da ministra Matilde Ribeiro ttulos de posse de nove comunidades, em cerimnia realizada tambm no Dia Nacional da Conscincia Negra. 
  Resistncia negra -- O Dia Nacional da Conscincia Negra lembra o dia em que Zumbi dos Palmares foi assassinado, em 1695. A Repblica de Palmares  um dos principais smbolos da resistncia negra  escravido.
  Em 1971, ativistas do Grupo Palmares, do Rio Grande do Sul, constataram a data da execuo de Zumbi e iniciaram uma srie de comemoraes anuais, elevando-a como data de referncia negra. Sete anos depois, o Movimento Negro Unificado contra a Discriminao Racial incorporou a data como celebrao nacional.
  "Dia da Conscincia Negra -- 20 de novembro"
             ***
  A palavra msica tem origem grega e significa "as foras das musas".
  As musas eram ninfas que ensinavam s pessoas as verdades dos deuses, semideuses e heris, usando a poesia, a dana, o canto lrico, o canto coral, o teatro, entre outros.
  No dia 22 de novembro, comemora-se o "Dia da Msica", porque tambm  dia de "Santa Ceclia", conhecida como a "padroeira da msica e dos msicos".
  A tradio conta que Santa Ceclia cantava com tal doura que um anjo desceu do cu para ouvi-la. A msica , sem dvida alguma, uma forma nica de expresso, para enaltecer a palavra e o sentimento humano, que utiliza a voz como instrumento artstico.
  "Dia da Msica -- 22 de novembro"
             ***
  De onde veio o Natal -- Fim de ano  poca de festas, e talvez a mais aguardada delas seja o Natal. Voc sabe o que essa palavra significa? Natal quer dizer nascimento. No caso, comemora-se o nascimento de Jesus Cristo. Se o Natal  a comemorao do nascimento de Jesus Cristo, de onde foi que surgiu aquele velhinho de barbas brancas e roupas vermelhas que dizem levar presentes para as crianas?
  Antes do nascimento de Cristo j existia o costume de se trocarem presentes. Isso acontecia numa festa realizada dois dias depois do solstcio de inverno, o dia com a mais longa noite do ano no Hemisfrio Norte. Os povos que celebravam a data, como celtas e babilnios, sabiam que o dia marcava o incio da volta da fertilidade. O inverno iria ficar menos rigoroso at chegar a primavera e depois, o vero. Assim, eles se reuniam para homenagear o Sol, numa celebrao que resistiu ao tempo. Mais tarde, a data foi adotada pela Igreja para marcar a comemorao do aniversrio de Jesus. O significado mudou, mas o costume de trocar presentes permaneceu.
  Papai Noel no existia. As pessoas simplesmente presenteavam-se umas s outras. At que escolheram um santo para ser patrono da data. O eleito foi So Nicolau, que viveu no sculo IV e foi bispo de uma cidade da Europa, localizada numa regio onde hoje  a Turquia. Sua fama de generoso ia longe. Se era dia de ganhar presentes, nada mais justo que o patrono ter sido uma pessoa que gostava de distribu-los.
  A lenda comeou a se espalhar. Todo Natal, So Nicolau surgia para presentear a adultos e crianas. Mais tarde, as crianas passaram a ser as nicas beneficiadas. Foi quando a essa lenda misturou-se outra, vinda da Escandinvia -- a regio que engloba atualmente Noruega, Sucia, Finlndia e Dinamarca. L, existia a histria de um feiticeiro que vivia no gelo e punia as crianas levadas e presenteava as que se comportavam bem. Como o tempo acaba confundindo as pessoas, misturando significados e apagando lendas, o feiticeiro logo se juntou com o santo e dessa mistura surgiu o Papai Noel.
  Desde ento, ele aparece todo Natal vestindo sua roupa vermelha. Para ns, ela  muito calorenta. Mas no poderia ser diferente, j que a lenda veio de pases onde faz muito frio. Se Papai Noel tivesse nascido no Brasil, talvez vestisse uma roupa mais fresca. Mas como importamos a tradio vinda de lugares frios, os papais nois que circulam por aqui sofrem um bocado com o calor.
  Como Natal  a comemorao do nascimento de Jesus, apenas as culturas crists celebram a data. As demais no do a mesma importncia. S que, mesmo entre os pases cristos, ainda existem lugares em que as comemoraes so diferentes. Os cristos da Nigria, por exemplo, costumam presentear quem no tem dinheiro para comprar as coisas.
  Na Noruega, os costumes so ainda mais diferentes. No interior do pas, as famlias preparam vrias comidas especiais e arrumam as casas para a festa. L, em vez do Papai Noel, h o Nisse, um duende que habita as florestas geladas. Na vspera de Natal, as famlias deixam para ele uma tigela de mingau do lado de fora das casas. Em troca, ele traz presentes para as crianas. Os presentes so dados ao redor de uma rvore, detalhe que no existia at h pouco mais de cem anos.
  Tambm no havia rvores de Natal at cerca de 20 anos atrs na Turquia, a terra de So Nicolau, que inspirou a lenda do Papai Noel.  nessa data que so trocados os presentes. Mas por que isso?  que nesse pas, o Natal no  uma festa muito importante. A maior parte da populao  da religio islmica. Por isso, a celebrao do nascimento de Jesus no faz muito sentido por l, embora seja respeitada.
  J em outro pas islmico, a Arbia Saudita, outras religies no so permitidas e o Natal no  comemorado. Perto dali, em Israel, tambm no se comemora o Natal. Apesar de essa ser a regio onde nasceu Jesus, as principais tradies locais so judaicas.
  Em Israel, celebra-se na mesma poca o Hanuk, ou Festa das Luzes. Ela comemora uma vitria dos judeus muitos sculos atrs, quando conseguiram tomar de volta um templo que lhes havia sido roubado e transformado em santurio grego. Quando os judeus conseguiram apagar todos os smbolos gregos, acenderam a lmpada de leo que deve estar sempre acesa nos templos judeus. Apesar de conter leo suficiente para apenas um dia, a lmpada permanece acesa por oito dias. A partir de ento, em todo o ms de dezembro tem incio uma grande festa. Por oito dias consecutivos, os judeus acendem uma vela em um candelabro especial. Apesar do significado diferente, a comemorao judaica inclui comidas tpicas e troca de presentes, como no Natal. 
  Muitas culturas podem at nem conhecer os smbolos da festa, como Jesus, Papai Noel, rvores e presentes. Mas as tradies de outros povos, mesmo diferentes, so to importantes quanto as nossas e devem ser respeitadas.
  "Natal -- 25 de dezembro"
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          Elefante Amarrado

  Voc j observou elefante no circo? Durante o espetculo, o enorme animal faz demonstraes de fora descomunais. Mas, antes de entrar em cena, permanece preso, quieto, contido somente por uma corrente que aprisiona uma de suas patas a uma pequena estaca cravada no solo. A estaca  s um pequeno pedao de madeira. E, ainda que a corrente fosse grossa, parece bvio que ele, capaz de derrubar uma rvore com sua prpria fora, poderia, com facilidade, arranc-la do solo e fugir.
  Que mistrio! Por que o elefante no foge?
  H alguns anos descobri que, por sorte minha, algum havia sido bastante sbio para encontrar a resposta: o elefante do circo no escapa porque foi preso  estaca ainda muito pequeno.	
  Fechei os olhos e imaginei o pequeno recm-nascido preso: naquele momento, o elefantinho puxou, forou, tentando se soltar. E, apesar de todo o esforo, no pde sair. A estaca era muito pesada para ele. E o elefantinho tentava, tentava e nada. At que um dia, cansado, aceitou o seu destino: ficar amarrado na estaca, balanando o corpo de l para c, eternamente, esperando a hora de entrar no espetculo.
  Ento, aquele elefante enorme no se solta porque acredita que no pode. Para que ele consiga quebrar os grilhes  necessrio que ocorra algo fora do comum, como um incndio, por exemplo. O medo do fogo faria com que o elefante em desespero quebrasse a corrente e fugisse.
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          O Dicionrio Esclarece

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 antolgicas -- notveis; memorveis; que merecem ser lembradas
 antgenos -- substncia que, injetadas em algum, podem produzir anticorpos especficos
 antroplogos -- pessoas que estudam a espcie humana
 bodum -- mau cheiro; fedor
 camuflagem -- disfarce; dissimulao
 cobiceis -- ambicioneis
 descomunais -- que so fora do comum; colossais; extraordinrias
 emulsificantes -- que formam emulses
 estratgico -- refere-se  arte de traar o plano de uma guerra
 fetiche -- amuleto
 homologao -- confirmao, ratificao
 iscrono -- realizado com intervalos iguais, ou ao mesmo tempo 
 mandbula -- maxilar inferior
 bvio -- evidente
 oscilar -- mover-se alternadamente em sentidos opostos; movimentar-se em vaivm
 outorgados -- concedidos e facultados
 patrimnio histrico -- herana histrica
 prpura -- substncia corante vermelha
 rplicas -- argumentos para refutar uma afirmao
 solstcio -- poca do ano em que o sol est mais afastado do equador
 temtica -- que se refere a uma composio a ser desenvolvida
 znite -- o ponto mais elevado; ponto em que uma linha perpendicular ao solo encontra a esfera celeste.
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          Fontes de Pesquisa

<R+>
 Caderno de Apoio Pedaggico da Lngua Portuguesa 
 Jornal O Dia
 Jornal O Globo
 Livro Moral da Histria
 Livro Orao dos Bichos
 Livro Os Japoneses
 Revista Aventuras na Histria
 Revista Galileu
 Revista Mundo Animal
 Revista Mundo Estranho
 Revista Rio Pesquisa
 Revista Superinteressante
 Revista Veja
<R->
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          Ao Leitor

  Solicitamos aos leitores de Pontinhos abaixo mencionados, que nos enviem seus endereos completos, para evitar que suas revistas voltem.
  Favor verificar se esto retidas no correio.

<R+>
 Ctia Santos Ribeiro
 Carlos Srgio Melo
 Crismara Aparecida Crispim
 Francisco Pedro Silva
 Fundao Educacional do F. Ensino Especial 
 Ivone Moreno Avils Ocete
 Jos Ricardo Camacho
 Sociedade Bblica do Brasil -- Ana Paula Ado
<R->
         ::::::::::
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