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pontinhos_edicao_338.txt

Atualizado em 25/11/2022 15h39

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Conteúdo do arquivo

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<F->
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        PONTINHOS         o
                            o
    Ano L -- n.o 338     o
   janeiro-maro de 2011   o       
       Instituto           o
   Benjamin Constant      o      
 Diretora-Geral do IBC  o
    Sra. Maria Odete     o
      Santos Duarte       o
  Fundador de Pontinhos   o
     Prof. Renato         o
    M. G. Malcher        o
    Responsvel por        o
       Pontinhos           o 
    Kate Q. Costa        o
   Imprensa Braille       o
        do IBC            o
                            o
  Av. Pasteur, 350-368  o
  Urca, Rio de Janeiro,  o
      RJ -- Brasil       o
        22290-240         o
  Tel.: (21) 3478-4457  o
                            o
 Brasil um Pas de Todos o
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<F+>
          Sumrio

<F->
          Seo Infantil
A Vov Conta Histrias:
  Maria do Cu ::::::::: 1
  Dois Amigos e um 
  Urso :::::::::::::::::: 2
  A Pedra e o Metal ::: 3
Divertimentos:
  O que , o que ? ::: 4
  S Rindo ::::::::::::: 7
Vamos Aprender:
  O Planeta Azul ::::::: 8
Para voc Recitar:
  Morro Azul ::::::::::: 9
Zoologando:
  Mamferos Des-
  dentados ::::::::::::::: 10
Historiando:
  Muro das La-
  mentaes :::::::::::::: 14
  
          Seo Juvenil
Narrando a Histria:
  A Ascenso Oto-
  mana ::::::::::::::::::: 15
  Haiti Livre :::::::::: 17
  D. Joo :::::::::::::: 19
  Carlota Joaquina ::::: 20
O Poder da Lngua ::::: 21
Conhecendo nossos
  Escritores: 
  Humberto de Campos ::: 25 
Como Era o Ritual de 
  Canibalismo ::::::::::: 26
Do Lquido ao Choco-
  late ::::::::::::::::::: 30
Nosso Brasil:
  Prdios Barrocos ::::: 34
Museus do Mundo :::::::: 37
Curiosidades:
  O Caju ::::::::::::::: 39
O Menino que Domou 
  o Vento ::::::::::::::: 40
Ecoando:
  Vida Selvagem :::::::: 45
A Vida na Estrada ::::: 47
Conhecendo o Mundo:
  Maurcio :::::::::::::: 48
Declogo do Leitor ::::: 50
Ameno e Instrutivo:
  Por que o Focinho dos 
  Ces  Gelado? :::::: 52
  Quantos Litros de 
  Sangue o Corpo Humano 
  Tem? :::::::::::::::::: 53
Presidentes ao Redor do
  Mundo ::::::::::::::::: 54
 til Saber
  Soneto a Louis 
  Braille ::::::::::::::: 56
  Notcias do 
  Himalaia :::::::::::::: 57
  Origem do Amor Remonta 
  a 1 Milho de 
  Anos :::::::::::::::::: 62
  Como Servir a 
  Deus :::::::::::::::::: 64
  Viva a Mulher :::::::: 65
O Dicionrio
  Esclarece ::::::::::::: 66
Fontes de Pesquisa ::::: 68 
<F+>
         ::::::::::
<T+1>
          Seo Infantil
          A Vov Conta Histrias
          Maria do Cu

  Maria do Cu escorregou num raio de lua at a Terra. 
  Era um momento em que todos dormiam mesmo nas casas. 
  Ningum viu a fada entrar.
  Na manh seguinte, Maria do Cu acordou com o sol. Saiu sozinha e cedo  para saber em que cidade estava. Andou pelas ruas e pelas praas, no meio do povo.
  Maria confundia a todos. Uns diziam:  bailarina,  artista de circo que anda no arame,  moa de novela de televiso.
  Outros teimavam que ela era resto de carnaval, garota-propaganda, cigana que tira sorte. 
  O mundo mudou -- pensou Maria, que veio do cu. 
<P>
Nem os meninos mais conhecem as fadas e seus poderes.
 ***
          Dois Amigos e um Urso
         
  Certo dia, dois homens viajavam juntos quando um urso se atravessou no caminho. Um deles subiu a uma rvore e escondeu-se nos seus ramos. O outro, percebendo que ia ser atacado a qualquer momento, deitou-se no cho.
  Quando o urso comeou a cheir-lo, o homem susteve a respirao fingindo-se de morto. Ao fim de algum tempo, o urso foi-se embora.
  Certificando-se de que o urso no voltava, o outro viajante desceu da rvore e, com ar brincalho, perguntou ao amigo:
  -- Afinal o que  que o urso te segredou ao ouvido?
  -- Deu-me este conselho: 
  -- Nunca viajes com um companheiro que te abandone diante do perigo -- respondeu-lhe o amigo.
  Moral da histria: Os amigos conhecem-se nos momentos difceis.
 ***
          A Pedra e o Metal

  Certo dia o metal comeou a bater numa pedra; ela, sur-
 presa e indignada, virou-se e lhe disse:
  -- Que  isso? Voc deve estar me confundindo com algum, porque no conheo voc. Deixe-me em paz, pois nunca fiz mal a ningum!
  O metal olhou para a pedra, sorriu e, em seguida, respondeu: 
  -- Se voc tiver um pouco de pacincia, ver que coisa maravilhosa posso fazer voc produzir.
  A estas palavras, a pedra conformou-se e suportou, com grande pacincia, os golpes que o metal lhe infligia. por fim, de repente, fez-se uma fasca, que acendeu um fogo maravilhoso, com o poder de fazer coisas fantsticas.
  Esta fbula  dedicada queles que iniciam seus estudos de m vontade, apesar dos incentivos para prosseguirem, mas que, se forem pacientes e persistentes, obtero resultados magnficos.
 :::::::::
          Divertimentos
          O que , o que ?

  1. Qual  a diferena entre a namorada tmida e a chata? 
  R: A tmida pega na mo, a chata pega no p.
  2. O que  que, em vez de dormir, fica correndo no leito?
  R: O Rio.
  3. Qual o nome completo de um homem que est armando um prespio na igreja?
  R: Armando Nascimento de Jesus.
  4. Qual a palavra que nunca fala a verdade? 
  R: Somente.
  5. Qual  o pas que a gente s come a metade? 
  R: Japo.
  6. O que o manual do computador disse ao estudante? 
  R: O que voc acha de fazermos um programa?
  7. O que  que  sempre o ltimo, mas sempre chega antes do primeiro? 
  R: O ltimo dia de cada ms.
  8. O que  que cinco tm sobrenomes e dois no tm?
  R: A semana.
  9. Quem  que matou lampio?
  R: A luz eltrica.
  10. Quem  que sempre estende a mo ao prximo?
  R: O mendigo.
  11. Qual a semelhana entre um pirata e uma cadeira? 
  R: A perna de pau.
  12. O que tudo ouve e nada fala?
  R: O ouvido.
  13. Quais os pares que esto sempre no carrossel?
  R: Os "rr" e "ss".
  14. So sete irms, cada uma tem um irmo; quantos filhos so ao todo na famlia?
  R: Oito.
  15. Minha tia tem uma irm que no  minha tia, quem ?
  R: Minha me.
  16. Qual a parte do seu corpo que voc s pode tocar com uma das mos? 
  R: O cotovelo.
  17. Colocaram um ovo na linha do trem, o trem passou e no o quebrou; em que estao estava o trem?
  R: Cascadura.
  18. Como  que se pronuncia o nome da capital dos Estados Unidos: Nova Iorque ou New York?
  R: Washington.
  19. Qual  a semelhana entre um desempregado e um peixe?
  R: Nada.
  20. Enxugar  com "x" ou com "ch"?
  R:  com a toalha.
  21. Qual  a letra que v a outra?
  R: U V X.
  22. Por que a letra "i"  infeliz?
  R: Porque est em dvida, nunca est fora de perigo e nunca est em paz.
 ***
          S Rindo

  -- Como se pode conhecer se uma galinha  nova? 
  -- Pelos dentes.
  -- Ora! O Senhor no sabe que a galinha no tem dentes?
  -- Sei, perfeitamente, mas tenho os meus.
  
  -- Minha irm est no time de futebol do colgio. Todos os meus colegas dizem que, quando ela joga,  garantia de gol.
  -- Que bom! Em que posio ela joga?
  --  goleira...

  Num salo de beleza terminam de lavar o cabelo de uma menina e lhe perguntam:
  -- Querida, enrolo sua cabea com a toalha?
  -- No, obrigada, eu levo assim mesmo!

  Como se faz para afogar uma garota? Colocando um espelho no fundo da piscina...
 ::::::::::
          Vamos Aprender
          O Planeta Azul

  Vamos falar do mundo; deste planeta azul e belo, que viaja silencioso pelo cu, com suas florestas, rios, lagos, montanhas e oceanos; com seus bichos grandes e pequenos, baleias e formigas, beija-flores e lees.
  Este planeta viaja h milhes de anos pelo cu: sempre a mesma viagem, cheia de beleza e de silncio.
  A Terra, com sua natureza,  a casa do homem.  este planeta que ele habita,  a que constri sua vida e seus sonhos.  neste planeta Terra que o homem nasce, cresce e morre, como toda e qualquer semente.  a que o homem ama e faz seus filhos, e foi assim desde sempre.         
 ::::::::::
          Para voc Recitar
          Morro Azul
          Edna Fernandez

<R->
 O trem cansado
 Abraa morros,
 Espuma fumaa,
 Solta os cachorros.
 Vem chegando... vem... vem.

 Puf!
 ltimo gemido. 
 Morre a viagem. 
 Nasce a vida. 
  Morro Azul.
 Cidadezinha dos meus amores.

 Neblina mgica
 envolve tudo. 
 O morro verde 
 j  azul.

 Passa gente,
 passa boi,
 passa boiada.
 L est a namorada
 de vestido novo
 e sandlia dourada.
 ::::::::::
          Zoologando
          Mamferos Desdentados

  Os tatus, tamandus e preguias so bichos bem brasileiros e praticamente s vivem na Amrica do Sul. Apesar de parecerem to diferentes, os cientistas colocaram esses animais num mesmo grupo: os desdentados, que quer dizer sem dentes. Na verdade, s os tamandus  que no tm dentes. Os tatus e as preguias tm dentes pequenos e iguais.
  Todos eles tm unhas muito compridas e curvas, em forma de garras.
  Os tatus -- Tm o corpo coberto de placas duras que formam uma carapaa, como uma armadura. A carapaa dos tatus tem umas "dobras", onde  mais mole, permitindo que o animal dobre o corpo. O tatu-bola chega a se enrolar como uma verdadeira bola, sempre que  perturbado.
  Os dentes dos tatus so redondos e iguaizinhos!
  Como vivem? -- Usam as garras, principalmente das patas da frente, para cavar, com grande rapidez, as tocas onde moram. Comem insetos, minhocas e at carnia.
  Voc sabia?
  -- Que o tatu-bola est desaparecendo dos Cerrados e Caatingas do Brasil?
  -- Que o maior tatu do mundo  o tatu-canastra? Ele tem mais de um metro de comprimento e pode pesar 60 quilos!
  Os tamandus -- Parentes dos tatus, os tamandus tambm tm grandes unhas, que usam para cavar os cupinzeiros, formigueiros e cascas de rvores, atrs de cupins e formigas. Para com-los, os tamandus usam a lngua comprida e grudenta.
  Como vivem? -- Vivem nos campos, cerrados e florestas. O tamandu-bandeira vive no cho, e o tamandu-de-colete e o tamandua, nas rvores. Geralmente so vistos  tardinha, quando saem para procurar comida, usando para isso o seu olfato, que  muito bom.
  Voc sabia? 
  -- Que a lngua do tamandu-bandeira pode ter mais de meio metro?
  -- Que o tamandu-bandeira  o maior do Brasil? S a sua cauda tem mais de um metro!
  As preguias -- As preguias andam lentamente, penduradas pelos braos e pernas, nos galhos das rvores, comendo principalmente folhas. Os dentes das preguias vo-se gastando e crescendo a vida toda!
  Como vivem? -- S moram nas florestas e vivem no alto das rvores. A comida de que mais gostam so as folhinhas novas da embaba, muito comum nas nossas matas.
  Voc sabia?
  -- Que o pelo das preguias nasce ao contrrio, da barriga para as costas, para a gua da chuva poder escorrer?
  -- Que algas verdes crescem no pelo das preguias, para ajudar a disfar-las no meio da folhagem?
 ::::::::::
          Historiando
          Muro das Lamentaes

  O  local  o que restou do templo de Jerusalm -- De todos os diversos lugares sagrados da capital de Israel, o Muro das Lamentaes  um dos mais significativos. Sua histria comea em 957 a.C., com o Templo de Jerusalm. Erguido pelo rei Salomo, teria abrigado a Arca da Aliana e as tbuas com os Dez Mandamentos. "O templo simbolizava o elo com Deus", diz Andr Chevitarese, professor da UFRJ.
  Em 586 a.C., o prdio foi derrubado pelos babilnios. Aps cinco dcadas, os judeus o reergueram. A obra ficou intacta at Roma dominar a cidade e, em 40 a.C., Herodes assumir o controle sobre a regio. A mando do rei da Judeia, comeou ento uma grande ampliao, que demorou 46 anos.
  Mas o esplendor durou pouco. No ano 70, uma revolta contra os romanos levou a nova destruio do templo. Os judeus iniciaram uma grande dispora e, no sculo VII, construes islmicas surgiram no local, como o Domo da Rocha. Da grandiosa obra de Herodes s restou uma pequena 
 parte da parede que a rodeava: 
o atual Muro das Lamentaes.
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          Seo Juvenil
          Narrando a Histria
          A Ascenso Otomana

  O sulto Maom II tinha apenas 21 anos quando tomou Constantinopla dos cristos, em 1453. A batalha marcou o colapso do imprio bizantino e a ascenso do imprio otomano, que iria florescer por meio milnio, estendendo sua influncia a boa parte da Europa e do mundo rabe.
  "Inspira medo, em vez de reverncia", diria um visitante veneziano de Maom II, que transformou Constantinopla de uma cidade decrpita em centro de comrcio e criatividade, um m para os mais ambiciosos e talentosos intelectuais, poetas, artistas e arquitetos do Isl. Eles escreveram ali algumas das melhores obras da poca e construram mesquitas espetaculares.
  A influncia otomana no foi s benigna. Dominando o Bsforo, estreito entre a 
 sia e a Europa, Constantinopla foi o trampolim perfeito para as conquistas militares do imprio. Expandiu-se no rumo oeste, at Marrocos. Para o norte, at a Hungria. A leste chegou a Damasco, Bagd e s cidades santas de Meca e Medina. A ocupao de Constantinopla forou a Europa crist a procurar novas rotas de comrcio para o Oriente, levando  circunavegao da frica. O imprio acabou depois da Primeira Guerra Mundial, quando Mustafa Kemal Atatuk fundou a moderna Repblica da Turquia 
e mudou o nome da velha capital imperial para Istambul.
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  Haiti livre -- Eles simplesmente no aguentavam mais. Em 1791, meio milho de homens e mulheres negros esfalfavam-se nas plantaes de caf, anil e cana-de-acar nessa ilha colonial francesa. As massas ouviram, em agosto daquele ano, quando Boukman Dutty, um sacerdote de vodu nascido na Jamaica, mandou "jogar fora os pensamentos do Deus branco que tem sede de nossas lgrimas". Armadas de machetes e de vingana, incendiaram as plantaes e ceifaram milhares de vidas na luta pela liberdade. Um ex-escravo autodidata chamado Franois-
 -Dominique Toussaint-
 -L'Ouveiture formou um exrcito que resistiu s tentativas da Frana de retomar o controle, at 1802, quando se rendeu s tropas de Napoleo Bonaparte. A insurreio incomodou o imperador a tal ponto que ele vendeu aos Estados Unidos, no ano seguinte, o territrio da Louisiana, enclave francs no continente, encerrando o sonho de expanso territorial no hemisfrio ocidental. Tous-saint no sobreviveu para ver o sonho realizado, mas no Ano-Novo de 
 1804, os rebeldes finalmente cumpriram sua vontade: o Haiti tornou-se a primeira repblica negra livre do mundo. As ondas de liberdade propagaram-se pela Inglaterra e pelos Estados Unidos, onde as notcias da revolta deram flego novo s lutas abolicionistas.
  Esta velha fazenda perto de Les Cayes, Haiti,  uma ironia: o que foi a colnia mais rica da Frana  hoje 
uma das repblicas mais pobres do mundo.
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  D. JOO: Feio, covarde, deprimido e indeciso. D. Joo era tudo isso. E a despeito disso tudo, foi o nico monarca que enganou Napoleo. Se por mrito prprio ou de seus ministros e dos ingleses,  motivo de discusso. Mas muito da imagem de D. Joo est contaminada pela historiografia dos primeiros tempos da Repblica, que o caricaturou como um rei gorducho, bobo e com franguinhos na algibeira. Estes ltimos so verdadeiros. Mas D. Joo no era bobo nem bonacho. Soube se equilibrar no poder numa poca turbulenta, em que reis eram mortos ou encarcerados. Governou um reino religioso, corrupto, conservador e escravagista. Mas trouxe para o Brasil -- onde ficou at 1821 -- os elementos da civilizao. Morreu em 1826, dois meses antes de completar 59 anos.
  Carlota Joaquina: Como o marido, ela virou caricatura. A rainha era desprovida de qualquer trao de beleza e possua um gnio terrvel. E as muitas histrias de infidelidade conjugal tinham indcios fortes. Carlota Joaquina jamais gostou do Brasil. Nascida na corte espanhola, ela no se habituou ao provincianismo da colnia. Mas a rainha tambm foi uma mulher inteligente, apaixonada por poltica e defensora dos interesses de sua terra natal, a Espanha. Ela nunca se conformou com o papel de consorte do rei com o qual se casara aos 10 anos. Tentou, por mais de uma vez, tomar as rdeas do poder e isso a indisps no s com D. Joo e o filho Pedro, mas principalmente com os seus ministros. Morreu empobrecida e sozinha em 1830, aos 54 anos.
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          O Poder da Lngua

  Existe um provrbio japons relatando que a lngua tem 8 centmetros de comprimento, mas consegue matar um homem de 2 metros de altura. J o provrbio rabe adverte: "Cuidado para que a lngua no corte o seu prprio pescoo." 
  A lngua  um msculo achatado; com ela salivamos, comemos e engolimos. Vejamos como uma lngua maldosa pode causar perigos e males como:
  A lngua  o rgo favorito do Diabo para destruir pessoas, famlias e causar srias dificuldades  Igreja. Apreciemos as declaraes de Tiago na carta que leva seu nome: "Vede quo grande bosque um pequeno fogo incendeia. A lngua tambm  um fogo; como mundo de iniquidade, a lngua est posta entre os nossos membros, e contamina todo o corpo, e inflama o curso da natureza, e  inflamada pelo inferno" (Tg 3:5-6). 
 Existe um provrbio popular com os seguintes dizeres: "Caveira, quem te matou? Foi a lngua, meu senhor."
  A lngua provoca insegurana e desconfiana entre pessoas. So as fofocas, comentrios maldosos, crticas infundadas e destrutivas, contendas entre irmos, palavras torpes e grosseiras, mentiras e outras realidades deletrias, deixando, assim, feridas na alma. Configura, no corao, sentimento de vingana.
  A lngua provoca mgoa, raiz de amargura nas pessoas. O mau uso da lngua pode gerar contendas e desconforto a outrem. Lngua de pais que exortam os filhos a ler a Bblia, ir  igreja. Todavia, ao chegar em casa, falam mal do pastor, da liderana da igreja e de outras pessoas. Lngua de pregadores que pregam e ensinam, mas no vivem o que pregam. Um dos efeitos mais desastrosos da lngua  a calnia, a injria e a difamao, que constitui crime no cdigo penal. Leia Provrbios 26:20-24. Portanto, que medidas se devem tomar para se usar bem a lngua: 
  1. Seguir o exemplo de 
 Isaas expondo a lngua para que Deus a purifique (Is 6:5 -- "Ento disse eu: Ai de mim, que vou perecendo porque eu sou um homem de lbios impuros, e habito no meio dum povo de impuros lbios, e os meus olhos viram o Rei, o Senhor dos Exrcitos!").
  2. Refletir antes de falar. Procurar verbalizar palavras agradveis. "Favo de mel so as palavras suaves, doces para a alma, e sade para os ossos" (Pv 16:24.
  "Sejam agradveis as palavras da minha boca e a meditao do meu corao perante a tua face, Senhor, Rocha minha e Libertador meu!" (SL 19:14). "A vossa palavra seja sempre agradvel, temperada com sal, para que saibais como vos convm responder a cada um" (Cl 4:6.
  3. Proferir palavras certas na hora certa. "Como mas de ouro em salvas de prata, assim  a palavra dita a seu tempo" (Pv 25:11. Se fizermos bom uso da lngua, seremos abenoados e abenoaremos os outros.
  Como o Salmo 19:14: "Sejam agradveis as palavras da minha boca e a meditao do meu corao perante a tua face, Senhor, Rocha minha e Libertador meu!"
  Concluo com o seguinte pensamento: "Cuidado em dizer alguma coisa. Cuide-se para que as suas palavras no sejam piores do que o seu silncio."
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          Conhecendo nossos 
          Escritores
          Humberto de Campos

  Humberto de Campos Veras (1886-1934), contista, poeta, crtico, bigrafo, ensasta e memorialista, nascido e criado at os 7 anos na cidade maranhense de Miritiba, amava a leitura, talvez o nico prazer do menino rfo e pobre. Foi lavador de garrafas e aprendiz de tipgrafo. Comeou a escrever para jornais, e sua obra abrange todos os gneros da literatura. Fez parte da Academia Brasileira de Letras (1920). Faleceu em 5-12-1934, aps ser operado na Casa de Sade Dr. Eiras, no Rio de Janeiro.
  Obras: "A Serpente de Bronze" (1921); "A Bacia de Pilatos" (1924); "Pombos de Maom" (1926); "Gros de Mostarda" (1926); "O Monstro e Outros Contos" (1932) e "Memrias 1886-1900" (1933).
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          Como Era o Ritual 
          de Canibalismo

  Praticada por vrias tribos nas Amricas, a cerimnia antropofgica tupinamb se tornou um "sucesso" mundial com os relatos do alemo Hans 
 Staden, que viveu de 1553 a 1555 com esse povo e quase foi devorado por ele.  poca do Descobrimento, os tupinambs habitavam todo o litoral, desde o Par at So Paulo. E, nas muitas guerras que disputavam, transformavam em iguarias os ndios, os mamelucos e os brancos que capturavam. Para os nativos, ser comido era uma honra reservada a guerreiros. Mas, aos olhos dos colonizadores europeus, nada poderia ser to diablico.
  Ao chegar  aldeia, o prisioneiro tinha que dizer uma frase ritual -- Aqui chegou a sua comida! As mulheres raspavam sua sobrancelha e danavam de alegria. Depois, o cativo podia passar meses vivo, at chegar o momento propcio do sacrifcio.
  A data do ritual era definida pelos ancios da tribo. Para "abrilhantar" a cerimnia, na vspera do sacrifcio, diversas aldeias eram convidadas e se reuniam para beber o cauim, uma bebida alcolica feita de milho e mandioca fermentados.
  Chegado o dia, os tupinambs pintavam a testa do prisioneiro e o amarravam pela cintura com uma corda. O carrasco provoca: "Vou matar voc, pois sua gente matou e comeu meus amigos." 
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          No custa Saber

  Uma artista de novela est vivendo o papel de uma menina ftil que quer se tornar famosa a qualquer preo.
  Num captulo em que a personagem est na praia, a atriz disse: 
  -- Os trofis vo diminuindo.
  O plural de trofu  trofus.
  Confraternizao -- "Os alunos se confraternizaro no fim do ano numa churrascaria".
  Garanto que o encontro no ser legal.
  No existe o verbo pronominal confraternizar-se;  sempre confraternizar. Logo, o pronome oblquo (se)  dispensvel.
  Frase correta: "Os alunos confraternizaro no fim do ano numa churrascaria".
  Curiosidade -- Segundo os leitores que atenderam a nossa solicitao, a maior palavra da Lngua Portuguesa  pneumoultramicroscopicossilicovulcanoconitico 46 letras).  uma doena rara provocada pela aspirao de cinzas e gases vulcnicos.
  Locuo -- "Maria casou com Jorge acerca de vinte anos e so felizes at hoje." S acertou no marido! A lngua portuguesa no est feliz, porque a locuo prepositiva acerca de est mal colocada. 
  O certo : h cerca de. 
  Acerca de -- a respeito de. 
  H cerca de -- faz aproximadamente.
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          Do Lquido ao Chocolate

  Muito antes de ser descoberto pelos europeus, o cacau j seduzia as civilizaes.
  Quando queriam comemorar um acontecimento especial, como o nascimento de uma criana ou um casamento, os maias preparavam uma bebida com as sementes de kakw. Passavam o lquido, geralmente aromatizado com pimenta ou baunilha, de uma jarra para outra, o que fazia levantar uma desejada espuma. Bebiam-na quente durante opulentos banquetes e a ofertavam aos deuses. Outra importante civilizao da Mesoamrica pr-colombiana tam-
 bm elaborava a tal bebida. Segundo Alan Davidson, autor da enciclopdia britnica "The Oxford Companion to Food" (1999), os astecas preferiam sabore-la fria. Chamavam-na de chocolatl e era consumida por guerreiros e representantes da elite. Esse lquido espumoso ocupava o centro das cerimnias sociais e dos rituais maias e astecas, sendo oferecido por aqueles que buscavam prestgio social e poltico.
  A fonte do chocolatl  o fruto do cacaueiro, uma planta tropical, originalmente nativa das florestas quentes e midas que se estendem desde o norte da Bacia Amaznica ao sul do Mxico. O naturalista sueco Carlus Linneu classificou-a de Theobroma cacao, o alimento dos deuses. rvore melindrosa, cresce  sombra de outras mais altas, pois no tolera sol forte nem vento. Quando adulta, chega a 6 metros de altura. Os frutos pendem dos galhos e do tronco, tm forma ovalada e a casca de cor amarelo-aafro ou avermelhada. Em seu interior, esto as gordurosas sementes envoltas por uma polpa macia e esbranquiada.
  A domesticao e o cultivo do cacaueiro so obras das populaes mesoamericanas que se estabeleceram na Pennsula de Yucatn e por toda a Amrica Central e sua utilizao no se restringiu apenas s sementes. Em 2007, um estudo do Departamento de Arqueologia da Cornell University, nos Estados Unidos, revelou uma nova descoberta. Analisando quimicamente fragmentos de utenslios de cermica recolhidos num stio arqueolgico em Honduras, os pesquisadores concluram que o cacau j era usado na elaborao de bebidas desde 1100 a.C. pelo menos. Baseando-se na diferena de jarras encontradas, apresentaram como hiptese mais provvel a de que os locais fermentavam a polpa, e no as sementes, para produzir um tipo de cerveja. Ao fermentar, secar e eventualmente torrar as amndoas, para depois mo-las e mistur-las  gua, astecas e maias desenvolveram um estilo prprio para obter o lquido divino. Um preparado amargo que no inspirou de incio os conquistadores espanhis no sculo XVI.
  O ciclo de produo do cacau ocorre em dois perodos: temporo, de abril a agosto, e safra, entre setembro e maro. Depois de colhido, ele  aberto e o contedo -- polpa e sementes -- retirado e submetido a duas fermentaes responsveis pelo aparecimento dos precursores do aroma e sabor tpicos da fruta. Em seguida, as amndoas so colocadas para secar sob o sol.  dessa forma que so exportadas para as fbricas, onde passaro pelo complexo processo de manufatura do chocolate.
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          Nosso Brasil
          Prdios Barrocos
          Ney Soares Filho

  Belo Horizonte -- A cidade histrica de Congonhas, a 80 quilmetros de Belo Horizonte, reconstruiu e acaba de reinaugurar uma das principais construes de seu conjunto arquitetnico. A Romaria, que rene quatro alas de casas em crculo e um imponente portal com duas torres, ocupando uma rea de mais de 50 mil metros quadrados, est novinha em folha.
  A Romaria foi erguida para abrigar os romeiros -- principalmente os mais pobres -- que lotam a cidade para as festividades do jubileu do Bom Jesus de Matosinhos desde 1770. Por isso era chamada de "curral dos pobres". Embora seja do incio deste sculo, ela foi construda em estilo barroco, para no destoar do casario e das igrejas, que datam do sculo XVIII. Na dcada de 60, as casas da Romaria foram demolidas para dar lugar a um hotel, que nunca foi construdo. Restou apenas o portal. A reconstruo respeitou as linhas originais, recuperadas atravs do estudo de plantas e fotos.
  Porm, a Romaria no servir mais como pousada para os romeiros. Ser transformada num centro histrico e cultural, abrigando um museu de mineralogia e outro de memria da cidade; uma galeria de arte; um auditrio e um anfiteatro com capacidade para 400 pessoas. Tambm ter uma oficina de arte e uma loja para a venda de artesanato e produtos tpicos, alm de um restaurante e uma lanchonete. E ainda vai abrigar a Fundao Municipal de Cultura, Lazer e Turismo.
  Quem for a Congonhas, alm da Romaria, tem obrigatoriamente que visitar o Santurio Bom Jesus do Matosinhos, que rene o mais importante conjunto artstico criado pelo Aleijadinho. Foi l que o gnio do barroco brasileiro esculpiu em pedra-sabo as figuras dos 12 profetas que, ao ar livre, ornamentam o adro da Baslica Senhor Bom Jesus.
  Integram o conjunto seis capelas onde esto mais 66 figuras esculpidas em cedro pelo Aleijadinho, que contam os Passos da Paixo e Morte de Cristo. As esculturas, em tamanho natural, foram pintadas por Francisco Xavier Carneiro e pelo mestre Manoel da Costa Atade, outro grande expoente da arte barroca nacional.
  Outras igrejas -- como a de So Jos e a Matriz de Nossa Senhora da Conceio, ambas com frontispcio de 
 Aleijadinho e pinturas dos melhores artistas da poca barroca -- tambm valem uma visita.
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          Museus do Mundo
          Kelly Alves

  Prdio abriga maior museu de miniaturas do Mundo -- 
  Inaugurado em 15 de maio de 2007 na cidade espanhola de Valncia, o Lber  o maior museu de miniaturas do mundo. Por enquanto, ele tem 76.500 figuras, montadas em cenrios que reproduzem guerras e passagens picas da Histria, em especial a da Espanha. Mas a coleo ainda est longe de ficar completa. Quando o museu estiver totalmente pronto, em 2011, o nmero de personagens dever passar de 1 milho.
  Tudo isso  resultado das pesquisas de dom lvaro Noguera Gimnez, um empresrio espanhol que esteve entre os fundadores do jornal "El Pas". Ao morrer, em 2006, Gimnez deixou milhares de miniaturas, compradas em leiles ao redor do mundo e tam-
 bm fabricadas sob encomenda, especialmente para o museu que ele pretendia criar. O prprio dom lvaro desenhou os cenrios onde foram encaixados os personagens.
  Os dioramas, como so chamadas as maquetes, foram construdos pela equipe de historiadores do museu. Foi um trabalho detalhista, em que cada figura foi criada graas a uma reconstituio cuidadosa da poca. O prdio onde esto as atuais dez salas da exposio tambm vale a visita: trata-se do palcio do marqus de Malferit, uma casa construda entre o fim do sculo XIV e o comeo do XV. O edifcio, de estilo gtico e fachada neoclssica, est localizado na Calle Caballeros, que foi a via principal da cidade medieval espanhola.
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          Curiosidades

  Caju -- O maior cajueiro do mundo, em Pirangi do Norte, cobre 7.500 metros quadrados, tem 500 metros de permetro 95 por cento do parque) e foi plantado em 1888 por um pescador, Luiz Incio (de Oliveira?), que morreu aos 93 anos, sob suas sombras.
  O ovo do caju -- "Um ovo de pata": assim Andr Thevet, em 1558, fez a primeira descrio do fruto. Depois, Nassau protegeu os cajueiros por decreto e fez seu doce chegar em compotas s melhores mesas da Europa.
  O pseudocaju -- Ao contrrio do tomate, que  uma fruta quando todos pensam que no , o caju, que todo mundo pensa que  fruta, no : trata-se de um "pseudofruto". Fruta, mesmo,  a castanha.
  A plula do caju e o caju arbico -- Na casca da castanha h um corante dito anticoncepcional. No tronco, uma resina, a goma arbica, repele insetos e serve para preservar livros.
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          O Menino que Domou o Vento

  Uma seca terrvel no ano 2000, deixou grande parte da populao do Malau em situao desesperadora. Com as colheitas reduzidas drasticamente, as pessoas comearam a passar fome. "Meus familiares e vizinhos foram forados a cavar o cho pra achar razes, cascas de banana ou qualquer outra coisa pra forrar o estmago", diz Kamkwamba. A misria o impediu de continuar na escola, que exigia a taxa anual de 80 dlares. Se seguisse a lgica que vitima muitos rapazes na mesma situao, o destino dele estava definido: "Se voc no est na escola, vai virar um fazendeiro. E um fazendeiro no controla a prpria vida; ele depende do sol e da chuva, do preo da semente e do fertilizante", diz Kamkwamba.
  Para escapar dessa sentena, comeou a frequentar uma biblioteca comunitria a 2 quilmetros de sua casa. No meio de trs estantes com livros doados pelo Reino 
 Unido, EUA, Zmbia e Zimbbue, Kamkwamba encontrou obras de cincias. Em particular, duas de fsica. A primeira explicava como funcionam motores e geradores. "Eu no entendia ingls muito bem, ento associava palavras e imagens e aprendi fsica bsica." O outro livro se chamava "Usando Energia", tinha moinhos na capa e afirmava que eles podiam bombear gua e gerar eletricidade. "Bombear um poo significava irrigar, e meu pai podia ter duas colheitas por ano. Nunca mais passaramos fome! Ento decidi construir um daqueles moinhos."
  "Voc est fumando muita maconha. T ficando maluco." Era isso que Kamkwamba ouvia enquanto carregava sucata e canos para seu projeto. "No consegui encontrar todas as peas para uma bomba d'gua, ento passei a produzir um moinho que gerasse eletricidade." Seu primo Geoffrey e seu amigo Gilbert o ajudaram, e aps dois meses as ps giravam. O gerador era um dnamo de bicicleta que produzia 12 volts, suficientes para acender uma lmpada. As pessoas prximas a ele s acreditaram em sua conquista quando ele ligou um rdio, que na hora tocou reggae nacional. "Fiquei muito feliz. Finalmente as pessoas reconheceram que eu no estava louco."
  "Conseguimos energia para quatro lmpadas, e as pessoas comearam a vir carregar seus celulares", diz. No Malau, a companhia telefnica se recusou a fornecer infraestru-
 tura para as vilas, e as empresas de celulares chegaram com torres de transmisso e baratearam os aparelhos. Por isso, hoje h mais de um milho de aparelhos celulares no pas, uma mdia de oito para cada cem habitantes.
  A histria chegou aos ouvidos do diretor da ONG que mantinha a biblioteca. Ele trouxe a imprensa, e o menino foi destaque no jornal local. E da alcanou o diretor do programa TED-Global, uma organizao que divulga ideias criativas e inovadoras que convidou Kamkwamba para uma conferncia na Tanznia. O jovem aumentou o primeiro moinho para 12 metros de altura e construiu outro que bombeia gua para irrigao. "Agora posso ler  noite, e minha famlia pode irrigar a plantao", diz.
  Depois de cinco anos, com ajuda daqueles que descobriram sua histria, Kamkwamba voltou  escola. Passou por duas instituies no Malau, estudou durante as frias no Reino Unido e agora cursa o segundo ano da African Leadership Academy, instituio em Johannesburgo que rene estudantes de 42 pases com o intuito de formar a prxima leva de lderes da frica.
  Apesar de no ter mudado em nada a sua humildade, o sucesso e as oportunidades de estudo tornaram mais ambiciosos os planos de Kamkwamba: "Quero voltar ao Malau e botar energia barata e renovvel nas vilas. E implementar bombas d'gua em todas as cidades. Em vez de esperar o governo trazer a eletricidade, vamos construir moinhos de vento e faz-la ns mesmos".
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          Ecoando
          Vida Selvagem
     
  Cu sem pardais -- Nativo da Europa, da sia e do norte da frica, o pardal sempre esteve ligado s pessoas. 
 Eles se alimentam de nossas migalhas e encontram abrigo nos beirais de casas e prdios. Mas a populao dessas aves vem diminuindo -- e talvez por nossa causa. Na Europa Ocidental, mudanas nas prticas agrcolas resultaram em menor desperdcio de sementes e gros -- e em uma diminuio dos pardais na zona rural. Depois se registrou tambm reduo nas populaes urbanas dessas aves. Em Londres, em que a Real Sociedade para Proteo das Aves vem estudando a questo, sabe-se que, dos 2.603 ninhos de pardal identificados nos Kensington Gardens em 1925, restavam apenas oito em 2000. Segundo recente estudo, os pardais no esto capturando insetos suficientes para manter seus filhotes no vero. Para alguns ambientalistas, isso talvez se deva ao aumento 
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das reas pavimentadas e  reduo de reas verdes. 
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          A Vida na Estrada

  No h uma prova cabal sobre o lugar de onde os ciganos partiram em dispora pelo mundo. Mas o estudo das razes lingusticas do romani, o principal dialeto desse povo nmade, deu a pista de que suas primeiras correntes migratrias teriam sado das regies do Punjab e do Rajasto, na ndia. As semelhanas entre o romani e o hindustani foram apontadas em 1782 pelo pesquisador Johan Christian Rdiger, e so at hoje a melhor explicao para a trajetria cigana. Acredita-se que as levas pioneiras de ciganos deixaram a ndia por volta do ano 1050, estabelecendo-se na Europa e no norte da frica.
  Na Europa, os ciganos ergueram seus acampamentos inicialmente na Grcia, Turquia, Hungria, Rdiger e Bomia. Ao longo do sculo XV, entraram na Alemanha, Frana, Sua e Espanha. Em 1500, desembarcaram na Inglaterra. A populao cigana, distribuda entre dezenas de pases,  calculada em cerca de 7 milhes de pessoas. As naes com mais representantes so a Turquia (entre 500 mil e 2 milhes de descendentes), a Bulgria (de 70 mil a 800 mil), a Espanha (de 600 mil a 800 mil) e o Brasil (com cerca de 680 mil).  
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          Conhecendo o Mundo
          Maurcio 

  Port Louis  a capital e o principal centro comercial. Possui o nico porto da ilha, o qual se encontra protegido do vento sudeste em um semicrculo de montanhas, tendo em um dos seus lados instalado o terminal de cana-de-acar.  uma cidade com caractersticas to peculiares quanto as demais partes da ilha. A arquitetura predominante  bastante rudimentar, onde o emprego de chapas de zinco ou madeira  muito comum, assim como so as casas espalhadas pelo interior da ilha, nas quais acrescentam pedras nos telhados para que os esperados ciclones no os carreguem.
  O jardim de Pamplemousses  um dos mais lindos do mundo. rvores raras e variadas podem ser admiradas nesse incrvel jardim botnico, como  o caso das palmeiras do tipo "Talipot", que florescem simplesmente a cada 60 anos e ento morrem. Em seus lagos h vitrias-rgias gigantescas 
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e tartarugas com mais de 100 anos de idade.
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          Declogo do Leitor
          Alberto Mussa

  1. Nunca leia por hbito. Leia por vcio. A leitura amplia a compreenso do mundo, aprimora a capacidade de expresso, diminui a ansiedade. Mas  essencialmente ldica, como devem ser as coisas que nos do prazer.
  2. Comece a ler desde cedo. E comece pelos clssicos.
  3. Nunca leia sem dicionrio. Se estiver fora de casa, anote as palavras que voc no conhece, para consultar depois. Elas nunca so escritas por acaso.
  4. Perca menos tempo diante do computador, da televiso e estabelea metas. Se puder ler um livro por ms, dos 16 aos 75 anos, voc ter lido 720 livros.
  5. Faa do livro um objeto ntimo. Escreva nele; assinale as passagens emocionantes. O livro  o mais interativo dos objetos. Voc pode avanar e recuar, folheando, e ele vai com voc a todos os lugares.
  6. Leia sempre literatura brasileira: ela est entre as grandes.
  7. Das letras europeias e da Amrica do Norte vem a maioria dos nossos grandes mestres. A literatura hispano-americana  indispensvel. Busque tambm o diferente: h grandezas literrias na frica e na sia. Volte  Idade Mdia, ao mundo rabe, aos clssicos gregos e latinos. Chegue, finalmente, s mitologias dos povos grafos, mergulhe na poesia selvagem. So eles que esto na origem de tudo;  por causa deles que estamos aqui.
  8. Tente evitar a repetio de temas, estilos e autores. A grande literatura est espalhada por romances, contos, crnicas, poemas e peas de teatro. Nenhum gnero , em tese, superior a outro.
  9. No tenha pena de abandonar pelo meio os livros desinteressantes.
  10. Forme o seu prprio cnone. Se no gostar de um clssico, no se sinta menos inteligente. E faa o seu prprio declogo: neste momento, voc ser um leitor.
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          Ameno e Instrutivo 
          Por que o Focinho dos Ces  Gelado?
          Felipe Miotto

  Na verdade, o focinho dos ces no  gelado, mas, sim, bastante mido. Isso acontece porque os ces possuem uma quantidade pequena de glndulas sudorparas -- glndulas que liberam o suor para auxiliar o corpo a eliminar calor. Para controlar a temperatura interna, o melhor amigo do homem precisa transpirar pela boca e pelo focinho. Isso explica por que os ces andam com a boca aberta, respirando como se estivessem ofegantes. O ato no significa necessariamente cansao, mas, sim, um processo de eliminao de calor do corpo: o ar quente sai e o frio entra. Essa mesma troca ocorre no focinho. Quando o ar quente interno sai por ali e entra em contato com o ar ambiente mais frio, ele sofre o processo de condensao e ganha a forma lquida, molhando e resfriando o focinho.
             ***
  Quantos litros de sangue o corpo humano tem? -- No corpo de um adulto circulam, em mdia, cinco litros de sangue, variando de acordo com o peso. O sangue  formado por uma parte lquida (plasma), formada por gua, sais, vitaminas e fatores de coagulao, em que esto misturadas as partes slidas; hemcias, leuccitos e plaquetas.
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          Presidentes ao Redor 
          do Mundo

  Qual foi o primeiro Presidente? -- Foi o americano George Washington. De 1776, com a independncia dos Estados Unidos da Inglaterra, a 1789, o ttulo "presidente dos Estados Unidos" era aplicado a quem presidia as sesses do Congresso Continental. A promulgao da nova Constituio do pas criou a Presidncia dos Estados Unidos, e seu primeiro ocupante foi George Washington, que ficou no poder de 1789 a 1797. 
  Presidente mais Jovem -- Aos 30 anos, Joseph Kabila se tornou o chefe de Estado mais jovem do mundo ao substituir o pai, assassinado, na Repblica Democrtica do Congo. Aos 35 anos, foi eleito presidente.
  Presidente mais Velho -- Robert Mugabe, 84 anos, preside o Zimbbue. Antes de ser presidente do pas, foi primeiro-ministro, em 1980, e continuou no poder quando o pas mudou para o presidencialismo.
  Primeira Presidenta -- A primeira mulher a ocupar um cargo de presidente foi Maria Estela Martinez de Pern, conhecida como Isabelita Pern. Ela substituiu o marido, Juan Pern, na Argentina em 1974.
  Primeiro presidente do Brasil -- O Brasil, assim como a maioria dos pases da Amrica Latina, adota o presidencialismo como sistema de governo. Deodoro da Fonseca foi o primeiro presidente, em 1889.
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           til Saber
          Soneto a Louis Braille

<R+>
 Aquele Menino genial 
  inquieto, 
 dos Cegos transmudou a prpria Vida 
 quando em sua Alma a glria foi concebida 
 na grandeza de um ttil 
  alfabeto!

 Louis Braille, Pedagogo ou Arquiteto, 
 se teve um dia sua viso 
  perdida 
 buscou em sua Alma brava e destemida 
 seu tesouro real e predileto.

 Sistema de pontos bem ordenados 
 representam os sinais convencionados: 
 outra forma de ler e escrever.

 Sistema novo de escrita e 
  leitura 
 tirou os cegos da vida obscura 
 que levavam  margem do 
  Saber!
<R->
  "Nascimento de Louis Braille -- 4 de janeiro"
             ***
  Notcias do Himalaia -- Um carteiro hindu conta como  seu dia-a-dia -- Vale de Ani, ndia, maro 2000.
  Eu me chamo Saug Mausaram. Todos os dias s 5 horas e 30 minutos, enquanto caminho sozinho pelo Vale de Ani em direo ao posto do correio, sou eu quem primeiro sada o sol, cumprindo um ritual hindu do amanhecer. Aos poucos vislumbro a silhueta imponente dos picos eternamente nevados do Srikhandi Mahadeo, com seus 5.227 metros. Apuro os ouvidos. O ronco do brao do Rio Sutlej, que corta nossa pequena vila, me impressiona menos com a luz e os sons do dia. Respiro a pureza do ar e, sozinho, rendo homenagens silenciosas s montanhas Himachal-Pradesh, que batizam nossa regio. A 1.300 metros de altitude, sei que marcho na borda da ndia alm do Himalaia; meus olhos por vezes alcanam terras chinesas. A manh traz frescor, mesmo sendo fim da primavera.  minha espera esto as cartas vindas de nibus de Simla, a capital de nosso Estado. Vou separ-las e coloc-las em minha sacola. So 6 horas e 45 minutos e inicio a primeira peregrinao do dia, parte dos 20 quilmetros que, subindo e descendo pelas montanhas, percorro pelas vilas de nosso distrito, levando de mo em mo a esperana de boas notcias. Sou um Dak Harkara, ou melhor, um carteiro, um mensageiro do Himalaia. Pode ser trabalhoso, mas igualmente gratificante. Acredito que cada um deva ter seu lugar no mundo e, com o meu trabalho, sei que tenho o meu.
  Saindo da vila, o asfalto s cobre algumas centenas de metros, dando lugar ao caminho de terra que se divide em dois: em frente, margeando o rio, chego a Khanag, a 2.692 metros de altitude. Chowai fica  esquerda, trs quilmetros adiante. Tenho que passar pelos dois lugares. Enquanto decido o roteiro, me permito uma pausa, a primeira de muitas ao longo do dia, para fumar um *beedi*, cigarro muito popular na ndia. Estudantes com seus uniformes azuis e amarelos me sadam a caminho da escola e pessoas comuns do povoado puxam conversa ou, por no saberem ler ou escrever, me pedem que leve mensagens de viva voz. E sigo o meu destino, por trilhas que meus ps j percorrem sem sentir. Hoje escolhi comear por Chowai. A primeira casa desse caminho  a da famlia Gupta. Baixa, de paredes grossas e portas de madeira, ainda est em construo. 
 Acompanho diariamente todos os familiares trabalhando para terminar a obra at a chegada do vero. Sinto saudade de minha famlia, que est a duas horas de nibus e mais uma de caminhada daqui, em minha vila natal, que visito apenas nos fins de semana. Pensar neles ajuda a passar o tempo. Quando vejo, j so 11 horas e meu primeiro lote de cartas chega ao final. Hora de ir  vila de Ani apanhar e tirar o segundo lote de cartas do dia e comear tudo novamente, depois do almoo. Volto para minha casa e, morando s, tenho que cozinhar: arroz, dal, uma espcie de lentilha indiana, chapati, um tipo de po caseiro e legumes. O sol j est muito forte. Na volta para o trabalho, s 14 horas, vejo pelas trilhas o desfile de guarda-chuvas pretos que eu e meus colegas carregamos para nos proteger do sol, da chuva ou da neve. A cada encontro, uma nova pausa: fumamos um *beedi* e conversamos sobre o tempo, rezando por chuva. E nesse ritmo ditado pela entrega das cartas, que muitas vezes tenho que ler e ajudar a responder, a jornada termina. Na volta para casa sempre visito Pradup, um Dak Harkara aposentado que em 31 anos de servio percorreu, inclusive nas extintas rondas noturnas, o equivalente a mais de quatro vezes a volta  Terra. Como sabemos? Dois carteiros quando se encontram, tm como diverso calcular quanto caminham trabalhando. Por isso sei que, com a jornada de hoje, chego mais perto dos 5.760 quilmetros que tenho para cumprir neste ano. Uma rotina de seis dias por semana na minha vida e na de meus 329 companheiros de profisso, que percorrem as 354 linhas de correios espalhados pelo Himalaia por um salrio de 50 dlares por ms. Amanh, tudo se repetir com novas notcias.
  "Dia do carteiro -- 25 de janeiro"
             ***
  Origem do amor remonta a 1 milho de anos -- Sentimento no  um fenmeno cultural, revela um estudo -- Ningum sabe ao certo quando o amor romntico surgiu. Mas especialistas concordam num ponto: no se trata de um fenmeno cultural, criado h apenas alguns sculos. Estudos cada vez mais sofisticados, realizados na Universidade de Rutger pelo grupo da antroploga Helen Fisher, vm demonstrando que o amor remonta a, pelo menos, um milho de anos, como mostra uma reportagem da edio nmero 89 da revista "Scientific American Brazil".
  As pesquisas sugerem que, por trs da manifestao do sentimento, existe uma poderosa qumica cerebral talhada pela evoluo com o nico objetivo de perpetuar os genes humanos, ou seja, de deixar descendentes. Os circuitos cerebrais ligados ao amor, observam os especialistas, no podem ter sido criados em pouco tempo, mas sim ao longo da evoluo humana e antes mesmo do surgimento do homem moderno.
  Em reportagem especial sobre origens -- do Universo  fita adesiva, passando pelo amor --, a revista revela que o advento de um crebro humano maior, h mais de um milho de anos, teria determinado tambm um aumento significativo nas relaes monogmicas. Entre outras coisas porque foi a expanso do crebro que determinou o bipedalismo. Andando sobre os dois ps, as mes passaram a ter que levar os bebs no colo, e no mais nas costas. Com as mos ocupadas, a presena de um parceiro para ajudar na criao do rebento se tornou imperativa.
   "Dia do Amor -- 14 de fevereiro"
             ***
  Como servir a Deus -- O monge Chu Lai descansava perto de um riacho, quando um jovem aproximou-se.
  -- Quero saber qual a melhor maneira de servir a Deus -- pediu.
  -- Orao -- respondeu o monge. 
  -- E qual a pior maneira?
  -- Ofensas ao prximo.
  -- Pensei que fossem as ofensas a Deus.
  -- Est enganado -- respondeu Chu Lai -- Deus est em toda parte, e voc poder encontr-lo sempre que se arrepender. Mas o prximo pode viajar para um lugar distante, e voc no ter oportunidade de pedir perdo.
  "Dia Mundial da Orao -- 7 de maro"
             ***
  Viva a Mulher -- A mulher no precisa de um dia especfico, de uma data preestabelecida; o seu dia, so todos os dias, pois ela est sempre atuante.
  A mulher sabe transformar a rotina do seu dia-a-dia numa sucesso de novidades e descobertas, nunca desistindo dos seus sonhos.
  Ser mulher  viver mil vezes em apenas uma vida,  lutar por causas perdidas e sempre sair vencedora,  estar antes do ontem e depois do amanh,  desconhecer a palavra recompensa apesar dos seus atos.
  Viva a mulher, no somente no dia 8 de maro, no somente no segundo domingo do ms de maio (dia das mes), no somente no dia das avs (que so mes e mulheres duas vezes), mas viva a mulher todos os dias, todas as horas, todos os minutos e todos os segundos, porque a "mulher"  sempre "mulher" todo o tempo.
  "Dia Internacional da Mulher -- 8 de maro"
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          o Dicionrio Esclarece

<R+>
 grafos -- que no esto escritos
 antropofagia -- ato de comer carne humana
 cnone -- forma de imitao polifnica
 carapaa -- casco de tartaruga e outros animais de casco
 colapso -- falncia de funo, de fora, ou estado geral; esgotamento; situao anormal e grave; crise
 contendas -- debates, controvrsias, pelejas
 corruptela -- modo errado de escrever ou pronunciar as palavras ou locues
 decrpita -- muito idosa ou gasta
 dispora -- disperso dos judeus, no decorrer dos sculos
 esfalfaram-se -- extenuaram-se
 estratgia -- arte de traar os planos de uma guerra
 infligia -- aplicava pena, castigo, repreenso
 iniquidade -- injustia; crueldade; perversidade; ruindade
 interativos -- aqueles que exercem aes ou influncias recprocas
 ldica -- relativa a jogos; brinquedos e divertimentos
 notria -- sabida de todos; pblica
 perecendo -- morrendo; acabando
 peregrinao -- romaria
 sofisticados -- requintados ao extremo
 tdio -- enfado; aborrecimento
 torpes -- desonestos; infames
 transmudou -- transformou
<R->
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          Fontes de Pesquisa

<R+>
 Jornal do Brasil
 Jornal O Dia
 Jornal O Fluminense
 Jornal O Globo
 Jornal Pr-do-Sol
 Livro Desafios
 Livro De Mos Dadas com a Natureza
 Livro de Fbulas
 Revista Aventuras na 
  Histria
 Revista Caminhos da Terra
 Revista Galileu
 Revista Histria Ilustrada
 Revista National Geographic
 Revista Nossa Lngua em Letras e Msicas
 Revista Viagem
 Revista Ganesha
<R->
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