Pontinhos_379.txt
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24/11/2022 08h57
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Pontinhos_379.txt
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Conteúdo do arquivo
<T->
PONTINHOS
Ano LXII, n.o 379,
outubro/dezembro de 2021
Ministrio da Educao
Instituto Benjamin Constant
Publicao Trimestral de
Educao, Cultura e
Recreao
Editada e Impressa na
Diviso de Imprensa Braille
Fundada em 1959 por
Renato M. G. Malcher
Av. Pasteur, 350/368
Urca -- Rio de Janeiro-RJ
CEP: 22290-250
Tel.: (55) (21) 3478-4531
~,pontinhos@ibc.gov.br~,
~,http:www.ibc.gov.br~,
<p>
Diretor-Geral do IBC
Joo Ricardo Melo
Figueiredo
Comisso Editorial
Geni Pinto de Abreu
Heverton de Souza Bezerra da Silva
Hyla de Camargo Vale
Fernandes Lima
Joo Batista Alvarenga
Maria Ceclia Guimares Coelho
Rachel Ventura Espinheira
Colaborao
Carla Maria de Souza
Daniele de Souza Pereira
Leida Maria de Oliveira Gomes -- Ilustradora da
Histria em Quadrinhos do
Superbraille
Regina Celia Caropreso
Reviso
Hyla de Camargo Vale
Fernandes Lima
<tpontinhos 379>
<t*1>
Livros Impressos em Braille: uma Questo de
Direito
Governo Federal: Ptria
Amada Brasil
Transcrio autorizada pela alnea *d*, inciso I, art. 46, da Lei n.o 9.610, de 19/02/1998.
Distribuio gratuita.
Arquivo da revista disponvel para impresso em Braille:
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<p>
<R+>
Pontinhos: revista infanto-
juvenil para cegos / MEC/Instituto Benjamin Constant. Diviso de
Imprensa Braille. n. 1 (1959) --. Rio de Janeiro: Diviso de Imprensa Braille, 1959 --. V.
<R->
Trimestral
Impresso em braille
ISSN 2595-1017
1. Infantojuvenil --
Cego. 2. Pessoa cega. 3. Cultura -- Cego. 4.
Revista -- Peridico. I. Pontinhos. II. Revista
infantojuvenil para cegos. III. Ministrio da Educao. IV. Instituto Benjamin Constant.
<F->
CDD-028.#ejhga
<F+>
<p>
<R+>
Bibliotecrio -- Edilmar Alcantara dos S. Junior -- CRB/7 6872
<R->
<p>
<F->
Sumrio
Seo Infantil
Cantiga Infantil ::::::: 1
Pinheirinhos que
alegria :::::::::::::::: 1
O Velhinho ::::::::::::: 2
O Natal Existe :::::::: 3
Trava-lnguas ::::::::::: 4
Cordel
A greve dos bichos :::::: 6
A peleja do Cego
Aderaldo com
Z Pretinho :::::::::: 7
Ai se sesse ::::::::::::: 8
As Misrias da
poca ::::::::::::::::: 9
O romance do pavo
misterioso ::::::::::::: 10
Histrias para Ler
e Contar
Lenda da vela de
Natal ::::::::::::::::: 11
Histria do sonho do
Papai Noel ::::::::::: 13
Lenda do pinheiro de
Natal ::::::::::::::::: 15
Seo Juvenil
Quebra-cuca ::::::::::::: 16
Voc sabia?
Como surge o ferro? ::::: 18
Quem inventou o jogo de
xadrez? :::::::::::::::: 19
Qual foi o primeiro jogo
de futebol do mundo? ::: 20
Vamos rir?
Dinheiro no bolso ::::::: 21
Encontrados elefantes ::: 22
Furos ::::::::::::::::::: 22
Pai e filho ::::::::::::: 23
Pintinhos ::::::::::::::: 23
Zezinho ::::::::::::::::: 24
Historiando
Os irmos que dedicaram
suas vidas luta pela
causa indgena ::::::::: 25
<p>
Leitura Interessante
Uma boa ao por dia :::: 30
Cuidando do Corpo e da
Mente
Conhea 10 dicas para
cuidar dos dentes e
evitar doenas
bucais ::::::::::::::::: 33
Histria em quadrinhos do
Superbraille :::::::::: 42
<R+>
_`[{imagem do mascote da Revista Pontinhos, Furinho, em formato de um puno. A parte superior a cabea, representada pelos smbolos *xo*. A parte inferior o corpo, representado pelo smbolo **._`]
<R->
<p>
<t+1>
Seo Infantil
Cantiga Infantil
<F->
xo
-- Vamos festejar!
<F+>
Pinheirinhos que alegria
Canes de Natal
Pinheirinhos que alegria
Trllll-llll
Sinos tocam noite e dia
Trllll-llll
Natal que vem chegando
Trllll-llll
Vamos, pois, cantarolando
Trllll-llll
Todos juntos escutemos
Trllll-llll
Velhos sinos recordamos
Trllll-llll
<p>
Pois assim vamos contentes
Trllll-llll
Traz Papai Noel presentes
Trllll-llll
Mais um ano vai-se embora
Trllll-llll
Outro chega sem demora
Trllll-llll
Tudo festa e brincadeira
Trllll-llll
Viva a noite to festeira
Trllll-llll
::::::::::::::::::::::::
O Velhinho
Canes de Natal
Deixei meu sapatinho
Na janela do quintal
Papai Noel deixou
Meu presente de Natal
Como que Papai Noel
No se esquece de ningum
<p>
Seja rico ou seja pobre
O velhinho sempre vem!!
::::::::::::::::::::::::
O Natal Existe
Canes de Natal
<R+>
Quero ver
voc no chorar
no olhar pra trs
nem se arrepender do que faz...
Quero ver
o amor crescer
mas se a dor nascer
voc resistir e sorrir...
Se voc
pode ser assim
to enorme assim
eu vou crer...
Que o Natal existe
que ningum triste
e no mundo h sempre amor...
Bom Natal, um Feliz Natal
muito Amor e Paz pra Voc.
pra voc!
<R->
oooooooooooo
Trava-lnguas
<F->
xo
-- Essa eu quero ver!
<F+>
Joana, a joaninha, enjoada de jantar jil, jaca e berinjela, resolveu dar um jeito. Foi falar com Juca e pediu sua sugesto. Juca, muito jeitoso, sugeriu ligeirinho: que tal jambo e jab?
O mameluco melanclico meditava e a megera megalocfala, macabra e maquiavlica mastigava mostarda na maloca miasmtica. Migalhas minguadas de moagem mitigavam mseras meninas.
<l>
Comprei na feira do rato, no largo das amoreiras, arroz de peru num prato arranjando pelas freiras. Sabia o chourio moiro; era comer e gritar! Carne, rins, recheio coiro, ro sem resto deixar. Porm, fiquei muito doente, tanto que o doutor Cabral me receitou para o ventre raspas de unicrnio e tal.
Rififi de piriquiribi viril chincrin e tiguimirim, inimissssimos
de pirlimpimpim. Im-
biri incio, pirim, quis distinguir piquiritis de chibis miris, timbris de dissmil piriquiti.
O toco preto, porco fresco, corpo crespo.
oooooooooooo
<p>
Cordel
<F->
xo
-- Interessante!
<F+>
A greve dos bichos
Severino Milans da Silva
Muito antes do Dilvio
era o mundo diferente,
os bichos todos falavam
melhor do que muita gente
e passavam boa vida,
trabalhando honestamente.
O diretor dos Correios
era o doutor Jaboty;
o fiscal do litoral
era o matreiro Siry,
que tinha como ajudante
o malandro Quaty.
O rato foi nomeado
para chefe aduaneiro,
fazendo muita "moamba"
ganhando muito dinheiro,
<p>
com Camundongo ordenana,
vestido de marinheiro.
O Cachorro era cantor,
gostava de serenata,
andava muito cintado,
de colete e de gravata,
passava a noite na rua
mais o Besouro e a Barata.
::::::::::::::::::::::::
<R+>
A peleja do Cego Aderaldo com Z Pretinho
Firmino Teixeira do Amaral
<R->
Apreciem, meus leitores,
Uma forte discusso,
Que tive com Z Pretinho,
Um cantador do serto,
O qual, no tanger do verso,
Vencia qualquer questo.
Um dia, determinei
A sair do Quixad
Uma das belas cidades
Do estado do Cear.
Fui at o Piau,
Ver os cantores de l.
Me hospedei na Pimenteira
Depois em Alagoinha;
Cantei no Campo Maior,
No Angico e na Baixinha.
De l eu tive um convite
Para cantar na Varzinha.
[]
::::::::::::::::::::::::
Ai se sesse
Z da Luz
<R+>
Se um dia ns se gostasse
Se um dia ns se queresse
Se ns dois se empareasse
Se juntin ns dois vivesse
Se juntin ns dois morasse
Se juntin ns dois durmisse
Se juntin ns dois morresse
Se pro cu nos assubisse
Mas porm acontecesse de So Pedro no abrisse
A porta do cu e fosse te dizer qualquer tolice
E se eu me arriminasse
E tu com eu insistisse pra que eu me arresolvesse
E a minha faca puxasse
E o bucho do cu furasse
Talvez que ns dois ficasse
Talvez que ns dois casse
E o cu furado arriasse e as virgem todas fugisse
<R->
::::::::::::::::::::::::
As Misrias da poca
Leandro Gomes de Barros
Se eu soubesse que esse mundo
Estava to corrompido
Eu tinha feito uma greve
Porm no tinha nascido
Minha me no me dizia
A queda da monarquia
Eu nasci, fui enganado
Pra viver neste mundo
Magro, trapilho, corcundo,
Alm de tudo selado.
Assim mesmo meu av
Quando eu pegava a chorar,
Ele dizia no chore
O tempo vai melhorar.
Eu, de tolo, acreditava
Por inocente esperava
Ainda me sentar num trono
Vov para me distrair
Dizia tempo h de vir
Que dinheiro no tem dono.
::::::::::::::::::::::::
O romance do pavo misterioso
Jos Camelo de Melo
Resende
Eu vou contar uma histria
De um pavo misterioso
Que levantou voo na Grcia
Com um rapaz corajoso
Raptando uma condessa
Filha de um conde orgulhoso.
Residia na Turquia
Um vivo capitalista
Pai de dois filhos solteiros
O mais velho Joo Batista
Ento o filho mais novo
Se chamava Evangelista.
O velho turco era dono
Duma fbrica de tecidos
Com largas propriedades
Dinheiro e bens possudos
Deu de herana a seus filhos
Porque eram bem unidos (...)
oooooooooooo
Histrias para Ler e Contar
<F->
xo
-- Vamos entrar no clima!
<F+>
Lenda da vela de Natal
Lenda antiga de origem
austraca
Era uma vez, um sapateiro pobre que vivia em uma cabana, perto de
uma humilde aldeia. Como gostava de ajudar os viajantes que passavam
junto
<p>
sua casa durante a noite, o sapateiro deixava uma vela acesa na janela da casa, para lhes iluminar o caminho.
Certa altura, deu-se uma grande guerra que fez com que todos os jovens partissem, deixando a aldeia ainda mais pobre e triste. Ao verem a persistncia daquele pobre sapateiro, que continuava a viver a sua vida cheio de esperana e bondade, as pessoas da aldeia decidiram imit-lo. E, na noite de vspera de Natal, todos acenderam uma vela nas suas casas, iluminando, assim, toda a aldeia.
meia-noite, os sinos da igreja comearam a tocar, anunciando a boa notcia: a guerra tinha acabado e os jovens regressavam s suas casas! Todos gritaram: um milagre! o milagre das velas!. A partir daquele dia, acender uma vela na vspera de
<p>
Natal tornou-se tradio em quase todas as casas.
::::::::::::::::::::::::
Histria do sonho do Papai
Noel
J. Letria
Certa noite, enquanto dormia, o Papai Noel teve um bonito sonho:
era vspera de Natal e todos estavam felizes! Ningum estava sozinho Todos tinham famlia e uma casa com a mesa pronta para a ceia de Natal, onde no faltava comida farta e deliciosa. No havia pobreza, nem dio, nem guerras. Todos eram amigos e no havia brigas, palavres, nem m educao Havia sim, amor, compreenso e carinho entre todos.
As pessoas que se encontravam nas ruas, a caminho de casa, cantarolavam alegremente msicas de Natal, levando os ltimos presentes para colocar debaixo do pinheiro. E o Papai Noel no conseguia deixar de sorrir, de tanta felicidade, ao ver o mundo cheio de paz, amor e harmonia!
No entanto, quando o Papai Noel acordou e viu que tudo no passava
de um sonho, ficou muito triste. Afinal, s algumas pessoas no mundo eram felizes, capazes de celebrar o Natal em alegria e paz com os seus, de terem um lar, comida, roupa e amor. Perante esta situao, o Papai Noel de-
clarou em voz alta: terei de continuar a ajudar as crianas e os adultos a terem um Natal realmente feliz! Vou preparar as renas e o meu tren, para ench-lo com presentes e distribu-los esta noite, de modo que, pelo menos uma vez por ano, haja alegria no corao de todos ns!.
<p>
Ento, quando viu os sorrisos das crianas e dos adultos ao verem os seus
presentes, o Papai Noel decidiu manter esta tradio. Continua assim, ano aps ano, a cumprir a sua tarefa, at que um dia possa ver o seu lindo sonho totalmente concretizado!
::::::::::::::::::::::::
Lenda do pinheiro de Natal
Jean-Baptiste Poquelin
Molire
H muito, muito tempo, na noite de Natal, existiam trs rvores junto do prespio: uma tamareira, uma oliveira e um pinheiro. Ao verem o Menino Jesus nascer, as trs rvores quiseram oferecer-lhe um presente.
A oliveira foi a primeira a oferecer, dando ao Menino Jesus as suas azeitonas. A tamareira, logo a seguir, ofereceu-lhe as suas doces tmaras. Mas o pinheiro, como no tinha nada para oferecer, ficou muito infeliz.
As estrelas do cu, vendo a tristeza do pinheiro, que nada tinha
para dar ao Menino Jesus, decidiram descer e pousar sobre os seus
galhos, iluminando e enfeitando-o. Quando isto aconteceu, o Menino Jesus olhou para o pinheiro, levantou os braos e sorriu! Reza a lenda que foi assim que o pinheiro -- sempre enfeitado com luzes -- foi eleito a rvore tpica de Natal.
oooooooooooo
Seo Juvenil
Quebra-cuca
<F->
xo
_`[{furinho enfurecido._`]
-- Essa muito fcil!
<F+>
<R+>
1. Voc se lembra da histria da Branca de Neve? Muito bem. Ento observe
as letras misturadas nas palavras e encontre os nomes dos sete anes:
<R->
-- gadnoaz
-- nuadg
-- esnaco
-- eesmtr
-- ithamc
-- lfzei
-- odgneos
<R+>
2. Ditados populares so frases criadas pelo povo e que trazem uma
lio, algo de sabedoria. Abaixo, voc ver alguns ditados populares
incompletos. Tente complet-los:
a) Quem nunca comeu melado .....
b) Mais vale um pssaro na mo do que .....
c) ..... virou contra o feiticeiro.
d) ..... com ferro ser ferido.
e) Quem canta, ..... espanta.
Respostas:
1. Zangado; Dunga; Soneca; Mestre; Atchim; Feliz; Dengoso.
2. a) ... quando come se lambuza.
b) ... do que dois voando.
c) O feitio ...
d) Quem com ferro fere ...
e) seus males
<R->
oooooooooooo
Voc sabia?
<F->
xo
-- Interessante!
<F+>
Como surge o ferro?
A partir das rochas conhecidas como minrio de ferro (por exemplo:
hematita, mag-
netita, limonita e siderita). Para chegar ao ferro como conhecemos, elas passam por um processo que se inicia em fornos muito grandes, onde o carvo queimado em altas temperaturas, liberando monxido de carbono. Esse gs reduz o minrio de ferro, formando um ferro quebradio e com pequenas pores de carbono. O material usado para fabricar o ferro e outros metais, como o ao.
Quem inventou o jogo de
xadrez?
No se sabe ao certo como o xadrez surgiu nem quem o inventou. A teoria mais aceita diz que o jogo foi criado na ndia, no sculo VI, com o nome de Shaturanga: os quatro elementos de um exrcito. O nome foi dado porque todos os componentes das foras militares da poca estavam representados no tabuleiro, como os cavalos e os pees. Da ndia, o jogo seguiu para a China e para a Prsia
(atual Ir). Mais tarde, os rabes conquistaram a Prsia e espalharam o xadrez pela Europa. Da o jogo ganhou o formato atual e elementos novos, como o bispo, a torre e a rainha. As regras permanecem as mesmas desde o final do sculo XIV.
Qual foi o primeiro jogo de
futebol do mundo?
Acredita-se que o primeiro jogo tenha sido disputado na
Universidade de Cambridge (Inglaterra), em 1840, entre estudantes e filhos de no-
bres. Mas essa histria no aceita por todos: documentos do Museu
de Futebol da Esccia mostram que, em 1497, o rei James IV comprou vrias bolas e que elas foram usadas para disputar uma partida que lembra muito o futebol. Pode ser que aquele tenha sido o primeiro jogo. J entre times internacionais, a partida inicial aconteceu em 1848, entre Inglaterra e Esccia -- e terminou empatada em zero a zero.
oooooooooooo
Vamos rir?
<F->
xo
-- Ser que vou rir?
<F+>
Dinheiro no bolso
Durante a aula de matemtica, o professor pergunta:
-- Vamos imaginar que voc tem um real no bolso e pede ao
<p>
seu pai mais um real. Com quantos reais voc fica?
-- Um real!
-- Voc no sabe nada de matemtica.
-- E o senhor no sabe nada sobre o meu pai.
::::::::::::::::::::::::
Encontrados elefantes
A professora pergunta a Pedrinho:
-- Onde so encontrados os elefantes?
Ele pensa um pouco e responde:
-- So bichos to grandes que acho impossvel algum perder um.
::::::::::::::::::::::::
Furos
Me, a sua calcinha tem furos?
-- Claro que no, Juquinha.
-- E como foi que voc passou as pernas por ela?
::::::::::::::::::::::::
Pai e filho
O garoto pergunta ao pai:
-- verdade que os pais sempre sabem mais que os filhos?
-- verdade -- responde o pai.
-- Ento, me diga, quem foi que inventou o avio?
-- Foi Santos Dumont!
-- Nesse caso, ento porque que no foi o pai dele?
::::::::::::::::::::::::
Pintinhos
Dois meninos da cidade passavam as frias na fazenda.
-- C viu, cara? -- disse um, olhando para um pintinho nascendo. --
Olha que incrvel como eles saem da casa deles!
-- No sei no -- respondeu o amigo. -- Eu acho muito
mais incrvel como eles entram na casa sem quebrar ela!
::::::::::::::::::::::::
Zezinho
A professora pergunta ao aluno:
-- Zezinho, diga o nome de seis animais que habitam as regies polares!
-- Trs ursos e trs focas, professora...
oooooooooooo
<p>
Historiando
<F->
xo
-- Voc conhece?
<F+>
<R+>
Os irmos que dedicaram suas vidas luta pela causa
indgena
<R->
Os Irmos Villas-Bas -- Orlando, Cludio e Leonardo -- foram
importantes exploradores brasileiros e defensores da causa indgena no pas.
Nascidos na cidade de Santa Cruz do Rio Pardo, interior de So Paulo, na dcada de 1910, lanaram-se em uma grande aventura pelo interior do Brasil no incio dos anos 1940.
Inspirado no modelo americano de ocupao, que no se preocupava
com a sobrevivncia fsica ou cultural dos indgenas, o governo de Getlio Vargas planejava explorar os vazios demogrficos brasileiros. Os cerca de 40 milhes de habitantes do pas viviam praticamente restritos faixa litornea. A disputa por
espaos nacionais, em evidncia na poca da Segunda Guerra Mundial, justificava a
expanso rumo s manchas brancas do mapa. Caberia a caboclos annimos, de preferncia obedientes e sem instruo, adentrar as terras e fincar bandeira.
A notcia da expedio ao oeste, batizada de Roncador-
-Xingu, chegou
ao interior
de So Paulo. Os irmos Villas-Bas embarcaram, em 1943, em busca do desconhecido. Para garantirem vagas na caravana, botaram vestes de peo e se declararam analfabetos -- os recrutadores esperavam mateiros rudes, no jovens intelectuais de braos finos.
<p>
Reprovados na primeira tentativa, foram aceitos na segunda. Tal como os bandeirantes, que desbravaram o Brasil nos sculos XVI e XVII, os irmos partiram numa marcha s terras nunca alcanadas pelo homem branco. A diferena que a expedio dos Irmos Villas-Bas no atacou os indgenas, muito pelo contrrio, eles tornaram-se defensores desses povos.
Enfrentaram muitas dificuldades durante a expedio, como a fome e a malria, mas entraram para a histria pela forma como defenderam a possibilidade de um progresso que no destri a natureza e nem as civilizaes indgenas.
Alm disso, muito depois do fim da expedio seguiram se dedicando essa causa, mostrando como tais culturas so muito mais desenvolvidas do
<p>
que o homem branco costuma julgar.
A principal conquista dos irmos foi a criao do Parque Indgena
do Xingu, em 1961, territrio quase do tamanho da Blgica. Uma reserva natural onde a flora e a fauna intocadas guardassem, para o futuro, um testemunho do Brasil do descobrimento, escreveram.
Todos os irmos j faleceram. Leonardo morreu precocemente em 1961, aos 43 anos, por problemas cardacos; Cludio faleceu de infarto aos 82 anos, em 1998; e Orlando aos 84 anos, de falncia mltipla dos rgos em um hospital de So Paulo, em 2002.
A histria dos Irmos Villas-Bas virou at filme em 2012. O longa
"Xingu" dirigido pelo paulista Cao Hamburger e estrelado por Felipe Camargo (Orlando), Joo Miguel (Cludio) e Caio Blat (Leonardo).
<R+>
Fontes: ~,https:~
observatorio3setor.org.~
brnoticiasos-irmaos-~
que-dedicaram-suas-vidas-~
a-luta-pela-causa-indigena~,
<R->
Vocabulrio
<R+>
Adentrar: v. Fazer penetrar no interior, embrenhar-se.
Demogrficos: adj. Relativos ao volume da populao ou pas.
Desbravaram: v. Exploraram, abriram.
Mateiros: s. m. Encarregado de zelar pelas matas ou florestas; indivduo que retira lenha das matas, lenhador.
Precocemente: adv. Que ocorre antes do tempo prprio.
Restritos: adj. Representam limites, limitados.
<R->
oooooooooooo
Leitura Interessante
<F->
xo
-- Interessante...
<F+>
Uma boa ao por dia
Casimiro Cunha
<R+>
Levanta cedo da cama
Irradiando alegria.
Repete: devo fazer
Uma boa ao por dia.
Tolera qualquer pessoa
Que te cerca com ironia,
E j estars fazendo
Uma boa ao por dia.
Dialoga com o idoso
De vida triste e vazia.
A bondade gesta assim:
Uma boa ao por dia.
Irradia paz constante
No lar, nobre moradia.
Executa dentro dele
Uma boa ao por dia.
No te ausentes de ningum
Que te admira e confia,
Aconselhar fazer
Uma boa ao por dia.
D um banho no doente
Que no leito prova e expia,
Realiza pelo menos
Uma boa ao por dia.
D que seja um cobertor
Ao pedinte em noite fria,
No te empobreces fazendo
Uma boa ao por dia.
Compreende teus parentes
Vive, pois em harmonia,
Decreta silncio e faze
Uma boa ao por dia.
Quem, pois galgou posto de anjo
E muita luz irradia,
Se angelizou porque fez
Uma boa ao por dia.
<R->
Linda mensagem, no mesmo? Que tal fazermos uma boa ao por dia,
doarmos um pouco de ns? Dessa forma, estamos contribuindo para o progresso
espiritual! Pense nisso com carinho!
<R+>
Nota: Casimiro Cunha foi um poeta cego do sculo XIX.
Vocabulrio
Decreta: v. Ordena, decide, determina.
Expia: v. Reparar um erro, uma falta.
Galgou: v. Atingiu, subiu at.
Gesta: v. Ao de gerar.
Irradia: v. Propaga, divulga, demonstra.
<R->
oooooooooooo
<p>
Cuidando do Corpo e da
Mente
<F->
xo
-- Proteja-se!
<F+>
<R+>
Conhea 10 dicas para cuidar dos dentes e evitar doenas bucais
<R->
Falta de cuidados com a sade bucal vai alm de pro-
blemas como
dentes podres e mau hlito; tambm pode ser associada a doenas
cardacas e AVC.
Um sorriso costuma ser a primeira coisa a ser observada em uma pessoa, portanto, mant-lo saudvel fundamental para causar um impacto positivo. Mas, alm da aparncia agradvel, os cuidados com a higiene bucal podem evitar preocupaes mais graves, como doenas cardacas e at
acidente vascular cerebral (AVC).
Considerando-se todos os tipos de germes e bactrias aos quais a boca exposta todos os dias, podemos dizer que ela uma das reas mais sujas do corpo. Desde comer com os dedos, mastigar a caneta em um momento de distrao ou at mesmo beijar entes queridos so hbitos que podem causar problemas para a sade bucal como mau hlito, gengivite e at inflamaes mais graves.
Pior ainda, quando a higiene dental muito precria, as bactrias da boca podem viajar por meio da corrente sangunea e causar problemas de inflamao em outras reas do corpo, como o corao e o crebro.
O diretor clnico do Bupa Dental Services no Reino Unido, Steve
Preddy, com-
partilhou suas principais dicas para manter uma boca
<p>
saudvel e evitar complicaes dentrias.
1. Enxaguar ou cuspir?
Para alguns, essa primeira dica pode surpreender, mas de
acordo com
Preddy, o ideal cuspir, no enxaguar. "O ex-
cesso de pasta de dente deixada na boca aps a escovao forma uma camada protetora em torno dos dentes, por isso melhor no enxaguar", explicou ele.
<R+>
2. Escolha a pasta de dente correta
<R->
Qualquer pasta de dentes que contenha flor recomendvel, mas
para quem tem algum tipo de sensibilidade, existem produtos especficos que iro ajudar. "Quem acabou de ter um tratamento de clareamento,
<p>
pode querer usar um creme dental com funo de branqueamento para ajudar a prolongar os efeitos, pontuou o diretor clnico.
3. Eltrica ou manual?
Se voc j viu aquelas escovas de dente eltricas e est em dvida se elas realmente podem substituir as tradicionais, no se preocupe. Preddy explica que o objetivo de escovar os dentes remover a placa bacteriana e ambas vo fazer isso, mas as escovas eletrnicas vo tornar esse trabalho muito mais fcil.
No entanto, ele alerta: " uma boa ideia falar com um dentista ou higienista sobre a maneira correta de usar a escova de dente eltrica para obter melhores resultados."
As escovas manuais devem ser substitudas, no mnimo, a cada trs meses.
Recomenda-se trs escovaes dirias. Todavia, a mais importante e
que merece maior ateno a da noite, antes de dormir, com a utilizao de fio dental e posterior
escovao mais cuidadosa. O ideal que o processo dure em torno de dez minutos.
4. O que causa mau hlito?
Ao observar que o mau hlito continua, mesmo com uma escovao
regular, pode ser um indcio de que h um problema mais grave. Para
Preddy, normalmente mau hlito causado por um acmulo de bactrias na boca e isso pode ser consequncia de uma srie de fatores, incluindo gengivite, -- onde a gengiva se separa do dente, deixando mais espao para as bactrias crescerem -- lngua spera que retm
<p>
bactrias, e outras infeces orais.
H ainda outras complicaes, como refluxo gstrico e problemas de estmago, que podem contribuir para que o hlito no seja to agradvel.
"Fumar, consumir bebidas alcolicas e beber caf tambm podem causar mau hlito, assim como manchar os dentes. Para evitar esse incomodo, escove os dentes com frequncia, faa bochechos, v regularmente ao seu dentista", orienta o diretor clnico.
<R+>
5. O que significa sangue na gengiva?
<R->
Para o especialista, sangramentos nas gengivas um sinal de
gengivite, que geralmente causada por um acmulo de placa bacteriana nos dentes. "A boa notcia que h tratamento, se for detectado
<p>
nos primeiros estgios da do-
ena.
<R+>
6. O que fazer se tiver
gengivite?
<R->
Essa uma inflamao nas gengivas causada pela placa bacteriana ou trtaro, que as irrita e as faz sangrar. Para o tratamento, o especialista indica uma limpeza profissional com um dentista e manter a boa higiene bucal em casa.
<R+>
7. Por que os dentes ficam sensveis?
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A sensibilidade causada pelos alimentos e bebidas consumidos. "H uma srie de motivos para se ter dentes sensveis, incluindo uma dieta cida, muitas frutas ou bebidas efervescentes. Escovar os dentes usando muita fora ou bat-los uns contra os outros tambm pode ajudar a aumentar a sensibilidade, explica Preddy.
A dica para quem sofre com esse problema consultar um dentista e tentar usar creme dental especfico para esse problema.
8. Acar {" dentes
"Todos sabemos que os alimentos aucarados so ruins para os dentes porque podem causar decomposio. O que no to conhecido que, no importa a quantidade de acar que voc ingere, e sim, a frequncia que faz isso, alerta o especialista.
Preddy ainda complementa dizendo que, em todas as refeies, as
bactrias j presentes nos dentes produzem cidos que causam crie dentria e isso acontece por cerca de meia hora. Por isso im-
portante tentar limitar o
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consumo de acar nos alimentos entre as refeies.
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9. Corte as bebidas
gaseificadas
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Refrigerantes e guas aromatizadas contm certos cidos que, ao longo do tempo, podem danificar os dentes. "Bebidas diet tambm so ruins para a dentio, por isso, o ideal no as consumir o tempo todo, indicou o dentista.
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10. No h idade para
comear a ir ao dentista
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" uma boa ideia os pais trazerem os filhos em suas consultas odontolgicas para que a criana se acostume com os procedimentos dentrios e o dentista", incentivou Preddy. Nessas ocasies, o dentista pode dar uma olhada rpida nos dentes da criana, ou gengivas (se o beb no desenvolveu a dentio ainda), e pode ajudar os pais com dicas.
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~,https:saude.ig.com.br~
2017-03-20dicas-para-~
manter-saude-bucal.html~,
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Vocabulrio
Higienista: s. 2g. Especialista em higiene.
Indcio: s. m. Sinal, trao.
Precria: adj. Insuficiente.
Refluxo gstrico: o retorno do contedo do estmago para o esfago e em direo boca, causando dor e inflamao constante da parede do esfago.
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Histria em quadrinhos do Superbraille
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xo
-- Mais uma aventura!
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_`[Histria do Superbraille Curiosidade! em oito quadrinhos:
Q1: Narrador diz: Lus, em seu quarto, pensa. Lus, deitado,
pensa: Por
que deram esse nome braille para esses pontos?
Q2: Narrador diz: Curioso, Lus pega seu celular e comea a pesquisar.
Lus pensa: Legal! Esse Lus muito inteligente. Tam-
bm, com esse nome!
Q3: Narrador diz: Super-
braille, em seu quarto, pensa. Superbraille, em p, passa a mo num livro: Eu preciso conhecer novas pessoas, para poder ajudar.
Q4: Narrador diz: Na escola, Lus conversa com seus colegas.
Q5: Marcos, de costas e em p, diz: Oi, Lus!
Lus, a sua frente, pergunta: Oi! Marcos, voc
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conhece uma biblioteca grande que fica l no centro da cidade?
Marcos responde: Sim, Lus. Por qu?
Q6: Lus diz: Eu quero conhecer. Voc quer ir comigo amanh, depois da aula?
Marcos bate na mo de Lus e diz: Vamos sim!
Q7: Lus, em p e sozinho, pensa: Ser que ela acessvel? Vou ter
que pesquisar...
Q8: Narrador diz: No dia seguinte, aps as aulas, Lus e Marcos foram
conhecer a Biblioteca Nacional que fica na Av. Rio Branco, 219 -- Centro, Rio de Janeiro -- RJ.
Marcos e Lus esto de frente para a biblioteca. Marcos diz: Caramba! Como ela grande.
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Lus pergunta: E voc sabia que ela tambm chamada de
Biblioteca Nacional do Brasil, cujo nome oficial institucional
Fundao Biblioteca Nacional, e a depositria do patrimnio bibliogrfico e documental do Brasil, considerada pela UNESCO uma das dez maiores bibliotecas nacionais do mundo e a maior da Amrica Latina?_`]
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NOTA:
Ateno, assinantes!
A assinatura das revistas em braile, Pontinhos e RBC, publicaes do Instituto Benjamin Constant, totalmente gratuita. Cobrana de taxas, pedidos de doao ou
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qualquer solicitao de natureza financeira, devem ser desconsiderados.
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Fim da Obra
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Transcrio: Lidiane Jansen Gomes
Coordenao de reviso: Geni Pinto de Abreu
Reviso braille: Elvis Filgueiras
Produo: Instituto
Benjamin Constant
Ano: 2021
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