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Info

Revista Pontinhos edição 385 - ano 2023 - abril/junho

Atualizado em 12/06/2023 16h10

text/plain Pontinhos 385 final.txt — 40 KB

Conteúdo do arquivo

<T->
          PONTINHOS

          Ano 65, n.o 385,
          Abril/Junho de 2023
          Ministrio da Educao
          Instituto Benjamin Constant
          Publicao Trimestral de 
          Educao, Cultura e 
          Recreao
          Editada e Impressa na
          Diviso de Imprensa Braille
          Fundada em 1959 por
          Renato M. G. Malcher

          Av. Pasteur, 350/368
          Urca -- Rio de Janeiro-RJ
          CEP: 22290-250
          Tel.: (55) (21) 3478-4531
          ~,revistasbraille@ibc.gov.br~,
          ~,http:www.ibc.gov.br~,
<p>
          Diretor-Geral do IBC 
          Mauro Marcos Farias da Conceio

          Comisso Editorial
          Geni Pinto de Abreu
          Heverton de Souza Bezerra da Silva 
          Hylea de Camargo Vale 
          Fernandes Lima
          Maria Ceclia Guimares Coelho
          Rachel Maria Campos 
          Menezes de Moraes
          Rachel Ventura Espinheira

          Colaborao
          Camila Sousa Dutton
          Daniele de Souza Pereira 
          Joo Batista Alvarenga
          
          Reviso
          Marlia Estevo

          Livros impressos em braille: uma questo de direito
<P>
          Transcrio autorizada pela alnea *d*, inciso I, 
          art. 46, 
          da Lei n.o 9.610, de 19/02/1998.
          Distribuio gratuita.

          Arquivo da revista disponvel para impresso em braille: 
          ~,http:www.ibc.gov.br~
          publicacoesrevistas~,

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          RevistasPontinhoseRBC~,
<p>
<Tpontinhos 385>
<T*1>
<R+>
 Pontinhos: revista infanto-
  juvenil para cegos / MEC/Instituto Benjamin Constant. Diviso de 
  Imprensa Braille. n. 1 (1959) --. Rio de 
  Janeiro: Diviso de 
  Imprensa Braille, 1959 --. V. Trimestral. 
  Impresso em braille.
<R->

  ISSN 2595-1017

  1. Infantojuvenil --
 Cego. 2. Pessoa cega. 3. Cultura -- Cego. 4. 
Revista -- Peridico. I. Pontinhos. II. Revista 
infantojuvenil para cegos. III. Ministrio da
Educao. IV. Instituto Benjamin Constant.

<F->
             CDD-028.#ejhga
<F+>
<p>
<R+>
 Bibliotecrio -- Edilmar Alcantara dos S. Junior -- CRB/7 6872
<p>
<R->
 Sumrio  

 Cantigas ::::::::::::::: 3
 Rimas ao gosto 
  popular ::::::::::::::: 3
 As borboletas :::::::::: 5
 Trava-lngua ::::::::::: 6
 Cordel ::::::::::::::::: 9
 O lugar onde moro :::::: 9
 Deus criou tudo!!! ::::: 11
 Histrias para ler e 
  contar :::::::::::::::: 12
 A cobra e o sapo ::::::: 12
 A galinha dos ovos de 
  ouro :::::::::::::::::: 15
 Pergunta indiscreta :::: 17
 Quebra-cuca :::::::::::: 19
 Voc sabia? :::::::::::: 23
 Vamos rir? ::::::::::::: 26
 Preo do boi ::::::::::: 26
 A orao ::::::::::::::: 27
 Rosto inchado :::::::::: 27
 Marcando oculista :::::: 28
<P>
 Dvida na lio :::::::: 29
 Competio do maior 
  pai ::::::::::::::::::: 29
 Historiando :::::::::::: 30
 lvares de Azevedo, o 
  disseminador do 
  braille no Brasil ::: 30
 Leitura 
  interessante :::::::::: 37
 Comida de rua :::::::::: 37
 Cuidando do corpo e da 
  mente ::::::::::::::::: 47
 Obesidade na 
  adolescncia :::::::::: 47
 Espao do leitor ::::::: 56

<Tpontinhos 385>
<t+1>
  Ol, amiguinhos! Estou de volta com a nossa revista, cheia de 
informaes, curiosidades e diverso. Em abril, comemoramos o Dia 
Nacional do Sistema Braille. Vocs sabem o motivo de terem escolhido 
essa data? Ento, vamos descobrir um pouco da histria de Jos 
lvares de Azevedo. Como eu gosto de cantar, trago uma cano de 
Vincius de Moraes. Ainda em um momento descontrado, trago umas 
qua-
 drinhas. Quem  bom aluno no vai quebrar a cuca, porque saber 
grafar as palavras certas: x ou ch? Eita! Pode embaralhar a nossa 
cabea. Ento, um exerccio bom  o trava-lngua. Nossa revista traz 
muito mais, s que no 
<P>
vou contar para estragar a surpresa. Boa leitura!

 Furinho, o mascote da revista 
  Pontinhos

               oooooooooooo

<P>
 Cantigas

 Rimas ao gosto popular

  A rima  um recurso estilstico muito utilizado para dar 
sonoridade, ritmo e musicalidades a textos estruturados em versos, 
como poemas e canes. Ela consiste na repetio de sons iguais ou 
parecidos nos finais das pala-
 vras, com intervalos regulares. Existem 
pequenos poemas chamados quadrinhas ou trovas, de forte tradio 
folclrica, fceis de memorizar e, geralmente, utilizando a rima.

<R+>
 Quadras de Fernando Pessoa

 Eu tenho um colar de prolas
 Enfiado para te dar:
<P>
 As prolas so os meus beijos,
 O fio  o meu penar. 
 (27/8/1907)

 A caixa que no tem tampa
 Fica sempre destapada.
 D-me um sorriso dos teus
 Porque no quero mais nada.
 (11/7/1934)

 No baile em que danam todos
 Algum fica sem danar.
 Melhor  no ir ao baile
 Do que estar l sem l estar.
 (4/8/1934)

 Vale a pena ser discreto?
 No sei bem se vale a pena.
 O melhor  estar quieto
 E ter a cara serena.
 (18/8/1934 -- data provvel)

 No digas mal de ningum
 Que  de ti que dizes mal.
 Quando dizes mal de algum
 Tudo no mundo  igual.
 (11/9/1934)

 Fonte: Quadras ao Gosto Popular. Fernando Pessoa. Texto estabelecido 
e prefaciado por Georg Rudolf Lind e Jacinto do Prado Coelho. Lisboa: 
tica, 1965. (6 ed., 1973)-39. Disponvel em: 
~,http:~
  arquivopessoa.nettextos~
  227#k~, Acesso em: 3/7/2023.
<R->

               ::::::::::::::::::::::::

<R+>
 As borboletas
 Vinicius de Moraes
 
 Brancas
 Azuis
 Amarelas
<P>
 E pretas.
 Brincam
 Na luz
 As belas
 Borboletas.
 
 Borboletas brancas
 So alegres e francas.
 
 Borboletas azuis
 Gostam muito de luz.
 
 As amarelas
 So todas belas
 
 E as pretas, ento...
 Oh, que escurido!
<R->

               oooooooooooo

 Trava-lngua

  O mameluco melanclico meditava e a megera megalocfala, macabra e 
maquiavlica 
<P>
mastigava mostarda na maloca miasmtica. Migalhas 
minguadas de moagem mitigavam mseras meninas.

  O rato, a ratazana, o ratinho, roeram as rtilas roupas e rasgaram as 
ricas rendas da rainha Dona Urraca de Bombarral.

  Se os seis sbios so susceptveis, seguramente sereis satisfeitos.

  Sfocles soluante ciciou no Senado suaves censuras sobre a 
insensatez de seus 
 filhos insensveis. Suave 
 virao do Sueste passa 
 sussurrante sobre sensitivas silenciosas.
<P>
  Um rapaz tendo uma zebra metida num casaro, desancou-
 -lhe um dia a 
febra que a ps magra como um co.

  Um doido destes de pedras, por nome Andrnico Andr, casado com dona 
Aldona, que em vez de dois, tinha um p.

  O lusco-fusco do morundu do sul prpuro de lux. 

  Florncia, Francisca, Eufrsia, todas de fraldas de folhos, foram 
fazer uma festa de filhs, bifes, repolhos.

  O acrstico cravado na cruz de crislidas da criana 
areana criada 
na creche  o credo catlico.

               oooooooooooo
<p>
<R+>
 Cordel

 O lugar onde moro
 Paula Caldas

 O planeta onde eu moro
 Se no estivesse poludo
 Eu faria um desenho
 No papel bem colorido.

 No pas onde eu moro
 Tem todo tipo de gente
 Tem bonito, tem feio,
 Tem triste e contente.

 Na cidade onde eu moro
 Muitos anos antes
 Saram daqui
 Muitos bandeirantes.

 O municpio onde eu moro
  bem pequenininho
 Mas eu cuido dele
 Com muito carinho.

 O bairro onde eu moro
 Tem quatro docerias,
 Nenhum supermercado
 E uma padaria.

 A rua onde eu moro
  calma e serena
 Onde mora uma mulher
 Que se chama Elena.

 Na viela onde eu moro
 Subo as escadarias
 Para poder chegar
 Em lojas e docerias.

 A casa onde eu moro
 Fica no fim da viela
  muito pequenininha
 Mas eu gosto muito dela.
<P>
 Deus criou tudo!!!
 Letcia Lima Santos

 Ele inventou o mundo
 Inventou o cu e o mar
 E no deixa o sol e a lua
 Nunca parar de brilhar.

 Inventou o verde das matas 
 E a semente faz virar
 Naquela flor bonita
 Que solta cheiro no ar.

 Ele fez o ser humano
 Para amar e cuidar
 Fez os animais, as plantas
 Para nos alimentar

 Foi assim que Deus criou
 Vamos muito estudar
<P>
 E quando crescermos 
 Vamos todos trabalhar.

 Fonte: ~,http:~
  cordelengracado.blogspot.~
  com~, Acesso em: 06/11/2022.
<R->

               oooooooooooo

 Histrias para ler e contar

 A cobra e o sapo

  Uma cobrinha brincava num jardim quando encontrou um sapo.
  -- Vamos brincar? -- convidou ele.
  -- Mas eu no sei pular como voc -- respondeu ela.
  Ento, o sapo ensinou a cobra a pular e depois a cobra ensinou o 
sapo a rastejar, 
 subir em rvores e os dois 
<P>
brincaram o dia inteiro 
como timos amigos.
  No fim do dia, a cobra foi para casa e, toda orgulhosa, falou para 
a me:
  -- Olha como eu sei pular -- e comeou a pular alegremente.
  -- Que tolice  essa? Cobra no pula. Quem te ensinou essa besteira?
  -- Foi o sapo que ficou meu amigo.
  A me fez cara ruim.
  -- Cobra no tem amigo. Da prxima vez que voc encontrar este 
sapo, trate de dar o bote nele e pare de pular que no fica nem bem.
  Quando o sapo chegou em casa, foi, todo contente, mostrar  me o 
que tinha aprendido.
  -- Me, olha o que eu sei fazer -- e dizendo isso, subiu na rvore 
e rastejou no cho feito cobra.
  -- Que absurdo  esse? Onde voc aprendeu essa idiotice?
  -- Com a cobra que ficou minha amiga.
  -- Pois pare de fazer as coisas que as cobras fazem. O que vo 
dizer se virem meu filho brincando com uma cobra, onde j se viu? 
Quando voc encontrar esta cobra de novo, fique longe dela. Nenhuma 
cobra presta.
  No dia seguinte, quando chegaram no jardim, o sapo e a cobra 
ficaram se olhando de longe, meio desconfiados. A cobra no teve 
coragem de dar o bote, pois se lembrou de como tinha sido bom ter um 
amigo. O sapo no falou com ela, mas tambm ficou triste, pensando no 
dia divertido que tinham tido. E assim, os dois nunca mais brincaram 
juntos, guardando nos seus coraes a lembrana daquela amizade que 
no podia existir, embora no entendessem bem por qu.

<R+>
 Fonte: Lenda africana -- William J. Bennett. O livro das virtudes. 
Rio de Janeiro, Nova Fronteira.
<R->

               ::::::::::::::::::::::::

 A galinha dos ovos de ouro

  Joo Impaciente encontrou no quintal de sua casa uma galinha que 
punha ovos de ouro. No entanto, o animal colocava apenas um ovo por 
semana.
  -- Essa galinha tem uma riqueza enorme nos ovrios. 
 Mato-a tiro 
tudo o que h l dentro e fico o mando aqui 
<P>
das redondezas -- disse 
ele  mulher.
  -- Para que mat-la, se com ela viva voc pode ter um ovo de ouro 
de sete em sete dias? -- indagou a mulher.
  -- No seria eu Joo Impaciente. Por que esperar semanas, meses, 
talvez anos para ficar milionrio se posso ter a ninhada toda de uma 
vez e enriquecer em definitivo? -- insistia ele.
  E, assim dizendo, matou-a, sem dar ateno s *ponderaes* da mulher.
  Dentro da ave morta, porm, s havia tripas, como em todas as 
outras da sua espcie.
<P>
  Assim, Joo Impaciente marcou passo a vida inteira, morrendo sem vintm.

<R+>
 "Quem muito quer, tudo perde."

 Fonte: Monteiro Lobato. Fbulas, ed. Brasiliense, 1997.

 Vocabulrio
 Ponderao: s. f. Qualidade de quem tem bom senso, equilbrio.

               ::::::::::::::::::::::::

 Pergunta indiscreta

 Foi bom a gente parar juntos,
 Danar juntos  moda antiga,
 Ficar conversando at tarde da noite
 De mos dadas
 Foi bom s ns dois no porto
 E aquela lua cheia estimulando, sem censuras.

 Foi bom a gente conversar
 Sobre coisas srias e bobas
 Lembrar cenas da infncia,
 Levantar coisas odiadas e preferidas,
 Contar os projetos e dificuldades.

 Ficar tempos perdidos numa viagem calada
 De olhos enfeitiados.

 Foi bom, legal, joia, timo, coisa de no se esquecer,
 Mas custava muito ele me dar um beijo na boca
 Um abrao mais forte?
 Aqueles beijinhos no rosto valeram,
<P>
 Mas no contam.
 Qualquer amigo daria...

 Fonte: Elias Jos. Livro Cantigas de Adolescer -- 2008.

               oooooooooooo

 Quebra-cuca

 1. Vamos completar as palavras com *x* ou *ch* de forma que elas fiquem corretas:
 a) fle...a
 b) ...u...u
 c) en...ame
 d) frou...o
 e) ...al
 f) me...er
<P>
 2. Desembaralhe as letras e forme o nome de um esporte:
 
 r  e  u  f  s

 3. Que tal fazer a correspondncia de cada palavra ao seu antnimo?
 a) morto
 b) alto
 c) corajoso
 d) tmido
 e) limpo

 covarde
 extrovertido
 sujo
 vivo
 baixo

 4. Vamos relacionar cada coletivo a sua espcie correspondente:
 a) cardume
 b) fornada
 c) matilha
 d) constelao
 e) enxame

 estrelas
 ces
 abelhas
 peixes
 pes

 5. Com as letras a seguir, descubra o nome do menor planeta do Sistema Solar:

 i  e  r  r  m    o  c 

 6. Com as slabas a seguir forme nomes de alguns alimentos saudveis:
 a) ra  ma  j  cu
 b) ro  a  ce  la
 c) ba  ter  be  ra
 d) rin  la  je  be
 e) ra  te  ne  ba
<P>
 Respostas:
 1. 
 a) flecha
 b) chuchu
 c) enxame
 d) frouxo
 e) chal
 f) mexer

 2. surfe

 3. 
 a) morto -- vivo
 b) alto -- baixo
 c) corajoso -- covarde
 d) tmido -- extrovertido
 e) limpo -- sujo

 4. 
 a) cardume -- peixes
 b) fornada -- pes
 c) matilha -- ces
 d) constelao -- estrelas
 e) colmeia -- abelhas

 5. Mercrio
<P>
 6. 
 a) maracuj
 b) acerola
 c) beterraba
 d) berinjela
 e) rabanete
<R->

               oooooooooooo

 Voc sabia?

  Em mdia, cerca de 72 horas de contedo so enviadas para o YouTube 
a cada minuto.

  Segundo estimativas, o Monte Everest cresce cerca de quatro 
milmetros por ano.

  Em razo de sua gigantesca capacidade, a barragem da 
 Usina das Trs Gargantas (a maior hidreltrica do mundo), na China, 
poderia 
 prolongar a durao do dia no planeta. Isso porque o 
deslocamento de um alto volume de gua em sua capacidade mxima seria 
capaz de adicionar 0,66 microssegundos  rotao da Terra.

  Existem espcies de animais que continuam a crescer mesmo depois de 
adultos, como os cangurus, por exemplo.

  A maior palavra da lngua portuguesa  
pneumoultrami-
 croscopicossilicovulcanoconitico, uma doena provocada 
pela inalao de cinzas de vulco.

  Logo aps um trabalho de escola, um estudante foi responsvel por 
desenhar a 
bandeira oficial dos EUA. A curiosidade  que, mesmo 
utilizada at hoje, na poca sua professora considerou o desenho 
apenas mediano.

  A princpio, Sean Connery foi o ator convidado para interpretar 
Gandalf, em O Senhor dos Anis. No entanto, 
o ator recusou o papel 
por no ter entendido a histria.

  Anagrama numrico  o nome dado a expresses matemticas como 12+1=11+2.

  Na Etipia, utiliza-se um calendrio com sete anos de atraso em 
relao aos outros pases ocidentais.

  Logo aps a fundao da Apple, seu terceiro fundador, Ronald Wayne, 
vendeu sua parte da empresa. Na poca, os 10% que lhe pertenciam 
<P>
foram vendidos por apenas US$800,00.

  Segundo uma pesquisa de 2008, 58% dos adolescentes britnicos 
acreditam que 
Sherlock Holmes realmente existiu.

<R+>
 Fonte: ~,https:~
  brasilescola.uol.com.br~
  curiosidades~, Acessado em: 
13/12/2022.
<R->

               oooooooooooo

 Vamos rir?

Preo do boi

  O fazendeiro vai viajar e recomenda ao filho: 
  -- Amanh vai vir aqui um comprador de bois. O preo do boi  3 mil 
reais. Mas, se ele pechinchar,  2.500.
  No dia seguinte, o fazendeiro viaja e chega o comprador: 
  -- Bom dia, garoto. Por quanto o seu pai est vendendo o boi? 
  --  3 mil. -- Responde o menino. -- Mas se pechinchar  2.500!

 A orao

  Mariazinha estudava num colgio de freiras e todo dia rezava da 
seguinte maneira:
  -- Senhor, minha arte de cada dia me d hoje e perdoai a arte que 
eu fiz ontem.

 Rosto inchado

  A menina foi passear de barco no lago com o pai. Depois de umas 
duas horas, ela chega em casa com o rosto 
 inchado e chorando. A me 
pergunta:
  -- O que foi isso minha filha? 
  -- Foi uma abelha, me. 
  -- E ela picou voc? 
  -- No. No deu tempo, o papai matou a abelha com o remo.

 Marcando oculista

  O garoto de 8 anos liga para uma clnica e pergunta: 
  -- Tem oculista a? 
  -- Tem sim! -- responde a recepcionista. -- Quer marcar uma consulta? 
  -- No! Eu s t tentando ajudar o meu pai! 
  -- Ele est precisando de oculista? 
  -- Acho que sim! Hoje de manh eu o ouvi reclamando que a lmina de 
barbear t ficando cega!
<P>
 Dvida na lio

  O menino est fazendo a lio de portugus, quando tem uma dvida e 
pergunta para o pai:
  -- Papai, t com uma dvida na minha lio. 
  -- Fala, filho. 
  -- Burrice, se acentua? 
  -- Com os anos sim.

 Competio do maior pai

  Dois garotinhos contando vantagem: 
  -- Meu pai  muito grande! To grande que nem consegue passar 
embaixo da porta!
  -- O meu  maior! -- rebateu o outro. -- Ele  to grande, mas to 
grande que pra fazer cesta no basquete ele tem que se abaixar!
<P>
  -- Ah, mas o meu  maior! Ele  to grande, mas to grande, mas to 
grande que no pode comer iogurte!
  -- No pode comer iogurte? -- perguntou o amigo. -- Como assim? 
  --  que um dia ele comeu e, quando chegou no estmago, j tinha 
passado o prazo de validade!

               oooooooooooo

 Historiando

<R+>
 lvares de Azevedo, o 
  disseminador do braille no Brasil
 
 Uma curta apresentao do patrono da educao de cegos brasileiros
<R->
 
  Jos lvares de Azevedo nasceu no dia 8 de abril de 1834, filho de 
Manuel lvares de Azevedo, de uma famlia abastada do Rio de Janeiro, 
ento capital do Imprio. Cego de nascena, porm muito assistido 
pelos pais, que lhe eram totalmente dedicados, o menino desde cedo 
manifestou uma inteligncia acima da mdia, alm de uma curiosidade 
infindvel para conhecer e investigar tudo o que suas mos pudessem 
alcanar.
  Na busca por dar ao filho as melhores condies de se desenvolver e 
seguindo os conselhos do Dr. Maximiliano Antnio de Lemos, velho 
amigo da famlia, os pais de Jos decidiram envi-lo para estudar na 
nica escola especializada na educao de cegos que havia no mundo 
naquela poca -- o Instituto Real dos Jovens Cegos de Paris. O menino 
frequentou a escola, na condio de interno, dos 10 aos 16 anos de 
idade, obtendo aproveitamento mximo em todas as disciplinas, de 
acordo com o relato de Joo Pinheiro de Carvalho, ex-
 -aluno da escola 
de Paris e que viria mais tarde a lecionar no Instituto Benjamin Constant.
  Alm da inteligncia, Jos teve a sorte de estar no lu-
 gar e na poca 
certos para 
 adquirir um conhecimento que iria ampliar enormemente os 
seus horizontes: o sistema de leitura e escrita inventado pelo 
francs Louis Braille e que estava em fase de experimentao no 
Instituto de Paris.  Concludo o curso, o jovem Azevedo regressou ao 
Brasil em 1850 com um ideal: disseminar esse sistema a todos os cegos 
que conseguisse, com a criao de uma escola semelhante quela que 
havia tido o privilgio de frequentar.
  Para alcanar o seu objetivo, Jos passou a fazer palestras em todos 
os lugares possveis, como casas de famlia e os sales da Corte 
Imperial. Escreveu e publicou tambm artigos sobre a importncia do 
braille para a 
educao dos cegos brasileiros, at ento condenados 
ao analfabetismo e a uma vida de total isolamento social. Dava a si 
mesmo como exemplo de que a incluso no s era possvel, mas tambm 
relativamente fcil, desde que fossem dados os meios para educar 
essas pessoas. Mais do que isso: Jos lvares de Azevedo, com apenas 
16 anos de idade, 
<P>
passou a trabalhar incansavelmente para ensinar o 
sistema a outros cegos, tornando-se no s a primeira pessoa cega a 
atuar como professor, como tambm o primeiro professor especializado 
no ensino de cegos no Brasil. E foi como professor que ele teve a 
oportunidade de se aproximar da 
nica pessoa com poder suficiente 
para transformar seu 
sonho em realidade: o Imperador D. Pedro II.
  Entre os seus alunos ha-
 via uma moa cega, Adlia 
 Sigaud, filha do Dr. 
Francisco Xavier Sigaud, mdico da Corte Imperial. Impressionado com 
o desenvolvimento da filha, Xavier Sigaud -- com o auxlio do Baro 
do Rio Bonito -- conseguiu para Jos uma audincia com o im-
 perador.  
Nela, Jos no s fez uma demonstrao de como o braille poderia 
acabar com o analfabetismo entre os cegos como props ao monarca a 
criao de uma escola especializada, dos mesmos moldes do Instituto 
de Paris. Impressionado e sensibilizado pela 
apresentao, D. Pedro 
II decidiu abraar a causa do 
professor, dando incio ao 
processo de criao do Imperial Instituto dos Meninos 
Cegos -- hoje, Instituto 
Benjamin Constant.
  lvares de Azevedo participou intensamente das providncias iniciais 
e decisivas para a fundao da escola, mas no chegou a ver seu sonho 
ser realizado. No dia 17 de maro de 1854, seis meses antes da 
inaugurao, o jovem morreu aos 20 anos de idade.
  Por sua imensa contribuio para a incluso social da 
 pessoa cega 
brasileira, Jos lvares de Azevedo recebeu o ttulo de Patrono da 
Educao dos Cegos no Brasil e 
 o dia do seu nascimento, 8 de abril, 
foi declarado oficialmente Dia Nacional do Braille.
 
<R+>
 Fonte adaptada: LEMOS, 
  Edison Ribeiro. Jos lvares de Azevedo: 
Patrono da Educao dos Cegos no Brasil. Revista Benjamin Constant. 
Rio de Janei-
  ro, Instituto Benjamin 
  Constant, n.o 24, abril de 2003.
<R->

               oooooooooooo
<P>
 Leitura interessante

 Comida de rua 

  Mais do que alimento, ela revela histrias e a tradio cultural de 
um povo, alm da capacidade de ele se rein-
 ventar ao longo do tempo, 
mantendo suas razes no cotidiano das cidades.

 Izabel Duva Rapoport

 Gafanhotos mexicanos 

  No, voc no leu erra-
 do. Segundo a Organizao das Naes Unidas 
para a Agricultura e Alimentao (FAO), o Mxico contempla o maior 
nmero de insetos comestveis do mundo. So cerca de 500 espcies, 
entre elas, os *chapulines* (gafanhotos, em portugus) so os mais 
populares -- foram at inspirao para o nome de um dos personagens 
mais famosos da TV mexicana: Chapolin Colorado. Fritos e torrados, os 
chapulines so temperados com alho, limo, sal e pimenta, e 
adicionados em diversos pratos tradicionais do pas, como *tacos* e 
*tlayudas*, tor-
 tilhas tpicas da regio de 
 Oaxaca. O consumo do bicho 
remonta ao sculo XVI, quando os insetos eram a principal fonte de 
protena, antes de os colonizadores espanhis inclurem a carne de 
animais domesticados no dia a dia.

 O doce colorido das 
  Filipinas

  Com base de gelo raspado misturado com leite evaporado, cuja gua  
reduzida em 60%, o *halo-halo* (mix-mix em portugus)  a sobremesa 
mais popular das Filipinas. Ela inclui ingredientes como frutas, 
gros adocicados, gelatinas e razes, alm da influncia de diversas 
culturas. Sua origem provavelmente deriva 
 de um doce japons chamado 
 *kakigori* -- raspas de gelo servidas com feijo doce, 
 levado aos 
filipinos por imigrantes nos anos 1900. Neste mesmo perodo, com a 
ocupao dos Estados Unidos no pas asitico, foi fundada uma usina 
de gelo americana, que passou a produzir e fornecer a base essencial 
da iguaria com facilidade. J a parte lctea, h indcios de que veio 
do pudim de leite da era colonial espanhola. Na hora de consumir,  
preciso mexer tudo at que um arco-ris 
 aparea, permitindo um 
*deleite* completo a cada 
colherada: o frescor do gelo traz o tom frio; 
a maciez do feijo e da gelatina contrasta com o arroz torrado; e a 
doura das frutas e dos tubrculos locais (como jaca, banana e inhame 
roxo) se *mescla* com o leite -- e, 
se o felizardo desejar, com uma 
bola de sorvete.

 Herana do *apartheid*

  Um dos pratos de comida de rua mais populares da frica do Sul  o 
*bunny chow*, um pedao generoso de po branco com um buraco no 
centro, servindo de recipiente para uma poro de cordeiro, frango 
 ou 
peixe bem temperada com *curry* e pimenta -- assim como manda a 
tradio indiana, muito presente na costa sul-
 -africana, que une a 
frica e a ndia. Com origem na dcada de 1940 em Durban, o *bunny 
chow* foi criado pelos indianos que trabalhavam nas plantaes de 
acar da regio como uma maneira de carregar seu *curry* sem 
derrubar. O po branco era o mais barato e acessvel e, por isso, era 
escavado e usado como uma es-
 pcie de tigela. Durante o 
 *apartheid*, 
quando negros no podiam se sentar em restaurantes, o *bunny chow* 
tambm era uma alternativa de comida para viagem, vendida geralmente 
nos fundos das cozinhas.

 Fios de nozes georgianos

   primeira vista mais parecem castiais coloridos ou salsichas 
grumosas, mas trata-se de um doce cilndrico tpico da Gergia, 
chamado *churchkhela*. Com origem na regio do Cucaso, um longo fio 
de nozes (hoje tambm so usadas amndoas, avels ou passas)  
mergulhado em uma mistura de suco de uva con-
 centrado, acar e 
farinha, 
construindo camadas de xarope de frutas ao redor da corda. 
 Aps dias de secagem, o basto fica pronto para consumo. No passado, 
por ser nutritivo e compacto, de fcil manuseio, soldados georgianos 
carre-
 gavam esse doce nas batalhas. 
 Alis, a reputao de alto teor 
calrico como fonte de energia rendeu ao preparo o apelido ocidental 
de barra de *snickers* da Gergia. Para os georgianos, no entanto, 
a iguaria  um lanche popular apreciada em fatias.
<P>
 Ovo centenrio chins

  Embora o *pidan*, iguaria tpica da culinria chinesa, seja 
conhecido por ovo milenar, ovo preservado ou at mesmo ovo de 100 
anos, seu preparo no costuma levar mais de um ms. Feito com ovos de 
pato, ganso, galinha ou codorna,  coberto com sal, argila e cal e 
enterrado. Com o tempo, ele fica duro, com a gema esverdeada, a clara 
marrom, o aroma muito acentuado e o sabor parecido com o de um queijo 
forte. A origem do mtodo de produo provavelmente surgiu de uma 
tentativa de estender o tempo de conservao de ovos em tempos de 
escassez de comida. Porm, h quem diga que, durante a dinastia Ming, 
um chins descobriu por acaso que os ovos que um pato havia enterrado 
na terra de sua propriedade tinham mudado de cor e de sabor.

 Etipia: o bero do caf

  Diz a lenda que no sculo IX um jovem pastor chama-
 do Kaldi, 
cuidando de seu 
rebanho de cabras em uma mon-
 tanha na Absnia (atual 
 Etipia), observou que seus animais comiam os frutos vermelhos de um 
arbusto e ficavam frenticos e saltitantes, at mesmo os mais 
fraquinhos. Intrigado com aquilo, Kaldi resolveu experimentar sua 
descoberta e, ao perceber que tam-
 bm ficava mais disposto e alegre, 
levou um ramo da planta para o monastrio local, contando sua 
histria. Logo, um monge queimou aquilo, desconfiando ser obra do 
diabo. Mas o odor que exalava dos gros torrados caiu to bem, que os 
prprios monges mudaram de ideia: como algo com aquele cheiro poderia 
ser pecado? Comearam, ento, a preparar as cinzas e a estranha fruta 
com gua, at que a nova 
bebida virou costume e acabou com o sono das 
oraes. Em pouco tempo, o gro chegou  Turquia, onde surgiu o que 
hoje chamamos de caf, e se espalhou pelo mundo. Na Etipia, porm, a 
bebida  muito mais do que um combustvel matinal --  uma parte 
fundamental da vida social e cultural do povo que se autodenomina o 
"bero do caf". No  toa, realizam diariamente a *jebena buna*, a 
tradicional cerimnia do caf, feita definitivamente para quem no 
tem pressa ou intolerncia  cafena. O ritual comea com a anfitri, 
sempre mulher, espalhando ervas pela mesa e pelo cho e acendendo 
incensos. Em seguida, o preparo lento dos gros exala o cheiro, que 
se mistura com o aroma da casa, 
criando um efeito *inebriante*. Modo, 
o caf  adicionado  jebena (jarra especial de bico) com gua 
fervente e levado ao carvo para fermentar at ficar amargo, espesso 
e potente.

<R+>
 Fonte: Revista Aventuras na Histria; Edio 230; Julho de 2022; 
Editora Caras; So Paulo.

 Vocabulrio
 Deleite: s. m. Satisfao.
 Inebriante: adj. Que extasia.
 Mescla (mesclar): v. Fazer ou sofrer mistura.
<R->

               oooooooooooo
<P>
 Cuidando do corpo e da mente

 Obesidade na adolescncia

  A obesidade no  mais apenas um problema esttico, que incomoda 
por causa da zoao dos colegas. O excesso de peso pode provocar o 
surgimento de vrios problemas de sade como diabetes, problemas 
cardacos e a m-formao do esqueleto.
  Cerca de 15% das crianas e 8% dos adolescentes sofrem de problemas 
de obesidade, e oito em cada dez adolescentes continuam obesos na 
fase adulta.
  As crianas, em geral, ganham peso com facilidade devido a fatores 
tais como: hbitos alimentares errados, inclinao gentica, estilo 
de vida sedentrio, distrbios psicolgicos, problemas na convivncia 
familiar entre outros.
  As pessoas dizem que crianas obesas ingerem grande quantidade de 
comida. Esta afirmativa nem sempre  verdadeira, pois, em geral, as 
crianas obesas usam alimentos de alto valor calrico que no 
precisam ser ingeridos em grande quantidade para causar o aumento de 
peso.
  Como exemplo podemos citar os famosos sanduches (ham-
 brguer, 
misto-quente, 
 cheeseburguer etc.) que as mames adoram preparar para 
o lanche dos seus filhos. As batatas fritas e os bifes passados na 
manteiga so verdadeiros viles da alimentao infantil, vindo de 
encontro ao pessoal da equipe de sade, que condena estes alimentos, 
expondo os perigos da m 
 alimentao aos pais que, muitas vezes, 
ainda pensam que criana saudvel  criana gorda. As crianas 
costumam tambm imitar os pais em tudo que eles fazem. Assim sendo, 
se os pais tm hbitos alimentares errados, acabam induzindo seus 
filhos a se alimentarem do mesmo jeito.
  A vida sedentria, facilitada pelos avanos tecnolgicos 
(computadores, televiso, 
 videogames, etc), faz com que as crianas 
no precisem se esforar fisicamente para nada. Hoje em dia, ao 
contrrio de alguns anos atrs, as cri-
 anas acabam ficando em casa, 
j que seus pais, preocupados com a violncia urbana, fazem inmeras 
recomendaes a esse respeito. Assim, consomem excessivamente 
biscoitos e 
<P>
sanduches, regados a refrigerante, enquanto se distraem 
na frente da TV, computadores, videogames, etc. Acabam, por tanto, 
praticando pouca atividade fsica, abandonando os hbitos de correr, 
pular, caminhar. Isto  um fator preocupante para o desenvolvimento 
da obesidade.
  No so apenas os adultos que sofrem de ansiedade provocada pelo 
*stress* do dia a dia. Os jovens tambm so alvos deste transtorno, 
causado, por exemplo, por preocupaes em semanas de prova na escola 
ou pela tenso do vestibular, entre outros fatores. A ansiedade os 
faz comer mais.  como se fosse uma comilana compulsiva, sem fome.
  Psiquiatras afirmam que por trs de um obeso sempre poder 
existir um problema psicol-
 gico, agravando-se devido a nossa cultura onde a 
sociedade exclui os gordinhos de vrias brincadeiras pela sua 
condio. Isso s leva a criana ou adolescente a piorar porque quase 
sempre se tornam tmidos e envergonhados, acabam se isolando e 
fazendo da alimentao uma fuga da realidade, isto , quanto mais 
rejeitados, mais ansiosos, mais comem.
  Pessoas com sintomas de depresso sofrem alteraes no apetite 
podendo emagrecer ou engordar. Algumas pesquisas comprovaram que a 
pessoa de-
 primida, geralmente no pratica atividades fsicas e come 
mais doces, principalmente, o chocolate.
A obesidade pode ainda ter correlao com variaes hormonais tais 
co-
 mo: excesso de *insulina*; 
<P>
deficincia do hormnio de crescimento; 
excesso de *hi-
 drocortizona*, os *estrgenos* etc.
  Algumas pesquisas j revelaram que se um dos pais  obeso, o filho 
tem 50% de chances de se tornar gordinho, e se os dois pais esto 
acima do peso, o risco aumenta para aproximadamente 100%.
  Voc j prestou ateno no fato de que sempre tem algum gordinho 
na sua turma ou entre os seus amigos do bairro? Isso indica que a 
obesidade  um risco cada vez mais presente na vida dos jovens de 
hoje em dia, o que  muito preocupante. Voc sabia que nos anos 70, a 
relao de brasileiros obesos entre 6 e 18 anos era apenas 3%? E o 
pior  que nos ltimos 30 anos o contingente de gordos aumentou 5 
<P>
vezes, ou seja, aproximadamente 6,5 milhes de crianas e 
adolescentes so obesos.
  Preveno  a palavra-chave para evitar a obesidade. Aqui vo 
algumas dicas recomendadas por mdicos e nutricionistas para que voc 
se previna contra esse mal e tenha uma vida sempre saudvel:
<R+>
 a) seguir uma alimentao balanceada, rica em frutas, legumes e 
verduras;
 b) respeitar os horrios das refeies e no beliscar guloseimas 
entre um intervalo e outro;
 c) evitar alimentos gordurosos, como doces, frituras e refrigerantes;
 d) praticar atividades fsicas, sejam esportes no colgio ou 
academia, desde que seja orientado por um profissional. Caminhar  a 
<P>
  melhor pedida, pois qualquer pessoa pode;
 e) beber bastante gua, pelo menos dois litros por dia. A gua  
importantssima no bom desempenho das funes do organismo. 
Principalmente para quem pratica atividades fsicas, pois mantm o 
corpo sempre hidratado.
<R->
  A obesidade  um problema grave e deve ser encarado com cuidado. Se 
voc est ou conhece algum que esteja acima do peso, deve procurar 
ajuda mdica, pois as causas da obesidade podem ter diversas origens, 
desde hbitos irregulares at fatores genticos e hormonais. Quanto 
mais cedo for tratada, maiores so as chances de cura. Mas no se 
esquea de que o mais importante  estarmos de bem com ns mesmos. 
Ter um corpo 
<P>
legal depende do equilbrio emocional e uma mente 
consciente.

<R+>
Fonte: ~,http:www.fiocruz.~
  brbiossegurancaBis~
  infantilobesidade-~
  infantil.htm~, Acesso em: 23/11/2022.

 Vocabulrio
 Estrgenos: s. m. O estrognio ou estrgeno  um dos principais 
hormnios sexuais da mulher.
 Hidrocortisona: s. f. Um hormnio que pode ser obtido diretamente 
das suprarrenais, ou por sntese, usado em medicina como agente 
anti-inflamatrio.
 Insulina: s. f. Hormnio produzido pelas clulas beta 
<P>
  do pncreas que se relaciona com o controle de glicose no sangue.
<R->

               oooooooooooo

 Espao do leitor

 Maria Preguiosa 
 Folclore portugus

  Era uma vez um honesto homenzinho que vivia numa pequena aldeia com 
sua filha. Essa moa chamava-se Maria, mas tinha um grande defeito: 
era muito preguiosa. De tal maneira que o pai duvidava se ela, um 
dia, viria a arranjar rapaz que a quisesse para mulher.
  -- Maria, -- disse um dia o pai preocupado -- tu no podes 
continuar. O que h de ser do homem que for teu marido?
<P>
  -- Meu pai, deixe l isso que eu ainda tenho tempo.
  O pai, porm, no se cansava de lhe dar bons conselhos.  Mas a 
filha no fazia grande caso e l passava um dia 
inteirinho na cama, 
sem ajudar em nada na lida caseira.
  Passado algum tempo, um jeitoso e bom rapaz se apresentou em casa 
do senhor Antnio, pai de Maria.
  -- Senhor Antnio, chamo-
 -me Joo e gosto muito de sua filha. Desejo 
casar-me com ela -- disse.
  -- Olha que minha filha no te serve, meu rapaz. Ela  muito 
preguiosa -- alertou Antnio.
  -- Isso  comigo -- respondeu Joo.
  -- Bem, se assim , ficamos combinados. E no quero queixas -- 
disse o homem.
  O casamento aconteceu com grande pompa e, depois disso, Maria foi 
viver para as terras do Joo.
  Passados dois ou trs dias, certa manh, Joo levantou-se cedo para 
ir para o campo trabalhar e avisou  esposa que queria o almoo na hora.
  Maria, porm, ficava sempre adiando o momento de levantar-se dizendo.
  -- Ainda  cedo. Eu tenho tanto tempo...
  E assim, passou-se a manh e quando Joo chegou, a casa estava por 
varrer, a loua por lavar, o lume por acender e do almoo no havia 
nem sinal.
  -- O que foi que te disse, mulher? Onde est o almoo? -- reclamou 
o marido zangado.
  -- No tive tempo -- defendeu-se Maria, sem se levantar.
<P>
  Joo, ento, arrumou a casa, acendeu o lume, descascou batatas, 
preparou a comida.
  Quando tudo estava pronto, sentou-se para comer.
  -- E para mim? No tem nada? -- perguntou a mulher l da cama.
  -- Quem no trabalha no come -- fez Joo. E de onde estava, foi 
dizendo alto o que ia comendo para Maria ouvir. -- Esse bocado  para 
quem arrumou a casa. Esse  para quem preparou o almoo... -- e assim 
ia dizendo tudo o que fez.
  Dois dias ainda e a mesma coisa aconteceu. A cada vez que Maria 
perguntava por sua parte na comida, Joo respondia:
  -- Quem no trabalha no come.
<P>
  No terceiro dia, Maria levantou-se da cama assim que o marido saiu, 
a ver se sobrara algo da vspera que ela pudesse comer.
  Chegando ao lado de fora da casa, viu que para as galinhas havia 
milho e gua. Viu tam-
 bm que elas chocavam e cuidavam dos pintinhos e 
pensou:
  -- Elas trabalham.
  Aproximou-se do curral e viu que havia feno para bois e vacas. O 
leite estava servido em um balde e os animais estavam alimentados.
  -- A vaca deu o leite, mas recebeu sua paga. Ela trabalha -- pensou 
Maria, pegando o balde e servindo-se de leite saboroso.
  Ento, fortalecida por ter buscado alimento, entendeu que poderia 
trabalhar tambm.
<P>
  Pegou a lenha que j estava rachada e ateou fogo ao fogo. Lavou a 
loua, varreu a casa.
  Quando Joo vinha pelo caminho, sentiu cheiro de comida 
bem temperada sendo preparada 
e viu fumaa saindo de sua casa.
  J estava to habituado  mulher preguiosa que temeu um incndio e 
correu assustado. Ao chegar porm, viu que Maria cantarolava e 
examinava as panelas calmamente.
  -- Vai te lavar que logo o almoo est pronto -- disse ela 
satisfeita com o resultado do que fazia.
  Ele elogiou a comida, o esforo, o trabalho dela e os dois 
almoaram juntos.
  Da por diante, sempre trabalhando lado a lado, Maria e Joo foram 
felizes, sempre 
<P>
ensinando aos filhos que para se viver bem  preciso 
trabalhar e quem no trabalha no come.

(Enviada por Fernando 
  Branco)

 Relato pessoal sobre a 
  experincia com o rdio 

 Aluna: Marcia Faria 
  Ferreira 
 Turma: IM2

 O rdio e eu

  Lembro-me bem, quando cri-
 ana, do meu pai ouvindo seus dolos 
cantando na rdio, e ele tambm ouvia muitos jogos de futebol.
  Cresci com o rdio sempre presente em minha casa. Na 
adolescncia, o rdio tambm 
<P>
fez parte da minha histria, pois, quando conseguia 
ficar sozinha em casa, ligava o rdio na JB e ficava deitada ouvindo.
  Em um dos meus primeiros trabalhos, por volta do incio da dcada 
de 1990, que foi numa fbrica de coleiras de cachorro, quem chegasse 
primeiro j corria e ligava o rdio. Ele ficava ligado desde a hora 
em que a fbrica abria at a hora em que a fbrica fechava. Nessa 
poca, ouvia muito a famlia Caymmi e aprendi a gostar das msicas 
que eles cantavam.
  Chegou uma poca da minha vida em que eu no podia ouvir mais rdio 
porque eu trabalhava na rea de sade e no podia ficar com rdio 
ligado no setor.
<P>
  Hoje em dia, eu ouo rdio somente quando vou limpar a casa ou 
quando estou com o tempo livre. Onde eu moro  muito barulhento e por 
isso, s vezes, prefiro ficar no silncio, quando isso  possvel.

               oooooooooooo

  Bem, pessoal, espero que tenham gostado. Vou direto provar o doce 
colorido das Filipinas, mas no tenho coragem de experimentar o ovo 
centenrio chins. Ser que voc tem coragem? E para finalizar, eu 
acho que os sapos e as cobras poderiam ser amigos mesmo com todas as 
suas diferenas.
<P>
  At a prxima! Um abrao do seu amigo Furinho!

               xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxo

Fim da Obra

<R+>
 Transcrio: Jorge Luiz Frazo de Figueiredo
 Coordenao de reviso: Geni Pinto de Abreu
 Reviso Braille: Elvis Filgueiras Ramos
 Produo: Instituto 
  Benjamin Constant
 Ano: 2023
<R->
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