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25/11/2022 17h07
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<T->
PONTINHOS
Ano LIX, n.o 367,
outubro/dezembro de 2018
Ministrio da Educao
Instituto Benjamin Constant
Publicao Trimestral de
Educao, Cultura e
Recreao
Editada e Impressa na
Diviso de Imprensa Braille
Fundada em 1959 por
Renato M. G. Malcher
Av. Pasteur, 350/368
Urca -- Rio de Janeiro-RJ
CEP: 22290-250
E-mail: ~,pontinhos@ibc.~
gov.br~,
Site: ~,http:www.ibc.~
gov.br~,
Livros Impressos em Braille: uma Questo de
Direito
Governo Federal: Ordem e Progresso
<p>
Diretor-Geral do IBC
Joo Ricardo Melo
Figueiredo
Comisso Editorial: Carla Maria de Souza, Heverton de Souza Bezerra da Silva, Joo Batista Alvarenga, Leonardo Raja Gabaglia e Regina Celia Caropreso.
Colaborao: Daniele de Souza Pereira
Reviso: Carla Dawidman
Transcrio autorizada
pela alnea *d*, inciso I,
art. 46, da Lei n.o 9.610,
de 19/02/1998.
Distribuio gratuita
segundo a Portaria
Ministerial n.o 504,
17 de setembro de 1949.
Arquivo da revista
disponvel para impresso
em Braille:
~,http:www.ibc.gov.br~
publicacoesrevistas~,
ISSN 2595-1017
<p>
I
Sumrio
<R+>
Seo Infantil
Cantigas de Roda ::::::: 1
Trava-Lnguas :::::::::: 2
Cordel :::::::::::::::::: 3
Histrias para Ler e
Contar
Cad? ::::::::::::::::::: 7
A descoberta de
Elisa ::::::::::::::::: 9
Leio, Logo Escrevo :::: 19
Seo Juvenil
Quebra-Cuca :::::::::::: 21
Voc Sabia? :::::::::::: 24
Vamos Rir? ::::::::::::: 29
Historiando
A Lei urea libertou os
negros no Brasil.
Ser? ::::::::::::::::: 33
<p>
Leitura Interessante
Mapa literrio do
Brasil -- Regio Sul
e Regio Centro-
-Oeste :::::::::::::::: 41
Pleonasmo ::::::::::::::: 49
Cuidando do Corpo e da
Mente
Agenda lotada ::::::::::: 54
Leio, Logo Escrevo :::: 64
Tirinhas :::::::::::::::: 66
Espao do Leitor ::::::: 71
<R->
<Tpontinhos 367>
<t+1>
Seo Infantil
Cantigas de Roda
Alecrim
<R+>
<F->
<S->
Alecrim, alecrim dourado
Que nasceu no campo
Sem ser semeado
Oi, meu amor,
Quem te disse assim,
Que a flor do campo
o alecrim?
Alecrim, alecrim aos molhos,
Por causa de ti
Choram os meus olhos
Alecrim do meu corao
Que nasceu no campo
Com esta cano
<S+>
<F+>
Fonte: ~,https:www.~
vagalume.com.br~,
<R->
::::::::::::::::::::::::
<p>
Trava-Lnguas
Aos domingos seu Domingos deixa as dvidas, deixa as dvidas e s se diverte com dados e domin.
A Jandaia do seu Janjo se juntou com a Juriti do seu Jurandir e comeram todo o jac de jaca que ia pra Jundia.
Lili e Lal lavam loua, levam lixo e levam lenha, sempre lado a lado. E nesse leva que leva, e nesse lava que lava, levam a vida e
levam vida pra vila.
O sapo sabicho s sai do brejo e sobe em sapato se a sucuri sai de si e sonha com sopa de sapo.
::::::::::::::::::::::::
<p>
Cordel
Homenagem aos 100 anos de
abolio no Brasil
<R+>
<F->
<S->
Vou pedir nesse momento
Um espao de ateno
Enquanto eu escrevo aqui
Essa comemorao
Em homenagem aos
100 anos da abolio
1888
13 de maio foi o dia
Que a Lei urea aboliu
A escravido que havia
E os escravos adquiriram
A sua cidadania
Foram muitos anos de lutas
Escravos contra senhores
Que ensopou essa terra
De sangue, suor e dores
E pra haver liberdade
Houve mortes e dissabores
<p>
Tantos pretos inteligentes
Lutando se acabando
Nas mos de brancos covardes
Que muito se aproveitaram
Da perversa escravido
Desta maneira enricaram
Houve muitos movimentos
No Brasil de Sul a Norte
Incluindo entidades
E homens de alto porte
Mas a fora de Zumbi
Contribuiu bem mais forte
(...)
Os ricos brancos viviam
Nas suas vidas de mel
s custas de seus escravos
Que sorviam taa de fel
At que foram libertos
Pela princesa Isabel
De todos os movimentos
Em funo da liberdade
A batalha de Palmares
Teve mais intensidade
<p>
Onde se derramou sangue
Pela fora de vontade
Zumbi foi o grande heri
Que no viu sua vitria
Mas todos ns respeitamos
O seu passado de glria
Mantendo o seu nome vivo
Nas pginas de nossa histria
(...)
Hoje ainda tem resduos
Da antiga escravatura
Ainda reina o preconceito
Em alguma criatura
Baixa e sem conscincia
Nos brancos de alma escura
(...)
A Lei urea quando fez
A sua anunciao
Pretendia libertar
Os cativos com ao
Na verdade os atiraram
Numa outra escravido
<p>
100 anos de abolio
E o preto no teve paz
Sempre sempre excludo
De atividades sociais
Malvisto em pocas polticas
Econmicas e culturais
(...)
Peo a todos que no tenham
O preconceito de cor
Negro tem a mesma vida
E sente a mesma dor
O mesmo modo e senso
E ama com o mesmo amor.
<S+>
<F+>
Fonte: Borges, J.
Francisco. *Dicionrio dos sonhos e outras histrias de cordel*. Porto Alegre: L&PM, 2003.
<R->
oooooooooooo
<p>
Histrias para Ler e Contar
Cad?
<R+>
<F->
<S->
Cad o ratinho que estava aqui?
O gato comeu.
E cad o gato?
O cachorro mordeu.
E cad o cachorro?
O dono prendeu.
Cad o dono?
Foi pescar.
Cad o peixe?
Uma ona pegou.
Mas cad a ona?
Foi pro mato.
Cad o mato?
O fogo queimou.
Cad o fogo?
A chuva apagou.
Mas cad a chuva?
O boi bebeu.
E cad o boi?
Est atrs da vaca.
<p>
Mas cad a vaca?
Foi pro brejo.
Mas cad o brejo?
Engoliu um sapo.
Mas cad o sapo?
Virou prncipe.
E cad o prncipe?
Foi pro trono.
Mas cad o trono?
O p quebrou.
E cad o p?
Pisou na bola.
Mas cad a bola?
A faca furou.
E cad a faca?
Est cortando queijo.
E cad o queijo?
O rato roeu.
Mas cad o ratinho que estava aqui?
Foi por aqui, por aqui, por aqui, por aqui, por aqui, por aqui,
<p>
por aqui, por aqui, por aqui, por aqui, por aqui, por aqui...
<S+>
<F+>
Fonte: Livro *Cad* --
Guto Lins.
<R->
::::::::::::::::::::::::
A descoberta de Elisa
Na casa da famlia Nogueira viviam um casal, a me da esposa, dona Graa, Tob, um cozinho
fofo e trs crianas: Caio, Marina e Elisa.
Mnica, a esposa, era faxineira e passava o dia fora, cuidando de manter limpas as casas das
patroas, mas quando estava em casa, preocupava-se sempre com os filhos; Srgio, o marido, era motorista
de nibus e vivia atento ao trnsito da grande cidade onde tinha que dirigir por horas, mas
<p>
em casa, era pai atencioso para que nada faltasse.
Era Dona Graa quem cuidava dos trs o dia todo. De manh cedo, mandava Caio e Marina para
a escola e ficava cuidando da casa e de Elisa.
Caio tinha 10 anos. Era inteligente e esperto. A professora s reclamava que seu caderno no era
muito caprichado, mas as notas acabavam vindo boas. No fim de semana, a bola no saa dos ps. Marina,
exibida e vaidosa, no gostava muito de estudar, mas no dava trabalho. Com 8 anos, lia bem e s era
chamada a ateno por levar sempre a boneca para a sala de aula, mesmo quando no podia.
Elisa... coitadinha! No podia ir escola... era cega. Tinha cinco anos, era esperta, gostava de
conversar e ouvia tudo o que os irmos estudavam, decorava tudo o que
<p>
falavam, mas como ia para a escola?
-- Por que eu no posso ficar na escola do Caio e da Marina? -- perguntava.
-- Voc no lembra, filha? Voc foi, mas no deu certo. A professora no sabia como te ensinar
as coisas, os meninos ficavam fazendo um monte de pergunta chata, ningum queria ficar perto de voc...
No d. -- explicava a me.
Um dia, Srgio parou no ponto e um homem cego subiu. Agradeceu a algum que estava no ponto
e pediu ao motorista que lhe avisasse em determinado lugar, mas ficou atento. At deu uma informao
sobre o trajeto do nibus a outro passageiro.
-- Como que o senhor sabe? -- Indagou Srgio admirado.
<p>
-- Fao sempre esse percurso. Voc nunca me viu porque mudei meu horrio de trabalho h
poucos dias -- explicou o rapaz.
-- Mas... o senhor trabalha?! -- fez Srgio cada vez mais espantado.
O rapaz riu parecendo acostumado com aquele tipo de atitude.
-- Trabalho.
Era funcionrio de uma firma grande e trabalhava com computadores.
-- E qualquer pessoa assim como o senhor pode aprender a trabalhar tambm? O senhor me
desculpe perguntar tanto. que tenho uma filha assim tambm e ela louca para estudar, mas na escola
perto de casa no deu. Eles deixaram ela entrar, no negaram a vaga, mas ela ficava num canto, os colegas
no queriam saber dela.
<p>
O rapaz explicou que havia uma escola onde ela poderia estudar com certeza. Explicou que sua
esposa era professora l e deu o contato para o motorista.
Todo empolgado, Srgio falou com a mulher. Primeiro houve resistncia. A escola era longe,
como ia ser isso? Mas dona Graa deu palpite:
-- Por que vocs no vo l primeiro antes de desistir?
Foram. Elisa quis ir tam-
bm. A escola era enorme e tinha crianas e professores cegos. Foi a
prpria esposa do rapaz do nibus quem conversou com eles. Chamava-se Olvia e era muito simptica.
Explicou muitas coisas sobre a escola e que receberiam Elisa com prazer. Srgio e Mnica no deixaram
de se assustar ao ver crianas cegas
<p>
correndo, escorregando pelas escadas, caminhando sozinhas.
-- Nossa filha vai ficar assim, solta? -- quis saber a me.
-- Ela estar livre e muito bem vigiada. Toda criana precisa de liberdade. Sua filha tambm --
explicou Olvia.
No primeiro dia, Elisa chorou muito. Estava dividida entre a curiosidade por aquele espao cheio
de novidades e a saudade que teria dos cuidados da av s para ela. Mas todos foram to gentis... A
professora pegou na sua mo e mostrou tudo o que havia na sala; cantaram msica para receb-
-la.
Nem todos os colegas eram legais. Uns eram implicantes, outros bagunceiros, mas aos poucos
Elisa foi fazendo muitas descobertas: que podia to-
<p>
mar banho sozinha, que era capaz de andar em espaos
conhecidos, que podia at lutar pelos brinquedos que queria e ser chamada a ateno quando fazia
besteira. Depois, descobriu o soroban, as letras, a reglete, o puno, os livros. Levava-os para casa e lia
as histrias para a av e os pais. Adorava ler.
-- No vejo nada escrito a -- dizia Caio meio incrdulo.
-- Ento escolhe uma pgina e abre, seu bobo, para voc no dizer que estou decorando -- rebatia Elisa.
Ele fazia e ela lia. Fim da dvida.
Quando Elisa chegava depois da semana na escola, Tob latia e pulava quase lambendo o material da menina.
-- Agora, ele s vai querer brincar com ela -- protestava Marina.
<p>
-- Ele passa a semana inteira sem v-la, filha. normal -- argumentava a me.
O soroban ela pegou rapidinho. Como era gostoso fazer as contas com ele. E como eram boas as
apresentaes na escola! Fez pea de teatro, jogral, aprendeu violo e tocou algumas vezes.
O tempo passou. Caio trabalhava e, noite, estudava administrao. Marina, agora, era me e
manicure. Elisa ia se formar e foi escolhida pela turma para fazer o discurso final. Preparou-se e no dia,
diante dos irmos, dos pais, de muitos amigos e de dona Graa (o Tob, infelizmente, j no estava mais
l para participar desse momento), falou emocionada:
-- A gente faz muitas descobertas durante a vida. Viver, alis, fazer descober-
<p>
tas. Mas a maior das descobertas eu e muitos de meus colegas fizemos dentro dessa casa: descobrimos que aquilo que
pensvamos sobre no podermos estudar, trabalhar, fazer nossas prprias escolhas, errar e
acertar, aquela impossibilidade que queriam jogar sobre ns no era real. O mundo real o mundo em que um sentido
importante, mas no o suficiente para que sua ausncia impea o desenvolvimento de algum. Temos
cinco. Se um nos falta, ficam quatro. Ser que isso no vale nada? As lutas no so poucas, eu sei. No
se encerram aqui. Esto s comeando. Derrotas tambm fazem parte da vida e teremos que enfrent-las
para podermos chegar s vitrias. Mas aqui, descobrimos o prazer da luta,
<p>
do desafio, pois o mundo no melhora sem desafios. Estou feliz hoje porque estudei em um lugar que me permitiu descobrir que
fao parte do mundo e tenho direito a um lugar nele. Tomara que essa escola ainda possa proporcionar muitas descobertas a
muitas pessoas como eu. Obrigada.
<R+>
Autora: Carla Maria de Souza, professora do
Instituto Benjamin
Constant e Membro da
Comisso Editorial.
Vocabulrio
Incrdulo: adj. Que tem dificuldade de ou resistncia a acreditar em alguma coisa ou em algum.
<R->
oooooooooooo
<p>
<R+>
Leio, Logo Escrevo -- textos dos alunos do IBC
Primeira fase
Nome: Emily de Souza Gomes
Turma: 302
<R->
Pedrita
O nome da minha cachorrinha Pedrita. Ela muito fofinha.
A cachorrinha gosta de brincar de morder. a brincadeira que ela mais gosta.
A minha cachorrinha gosta de sachezinho de carne misturado na rao.
Ela gosta de dormir na cama.
Eu e a cachorra brincamos muito e ns ficamos muito felizes.
A minha cachorra muito linda!
<p>
<R+>
Nome: Henrique Carrarini
Turma: 302
<R->
Bob, o elefante
Era uma vez um elefante chamado Bob. Ele saiu para uma grande aventura. Ele foi escalar uma montanha.
Nessa montanha ele achou um sapo e eles se tornaram amigos para sempre.
<R+>
Nome: Thyago dos Santos
Oliveira
Turma: 302
O cavalo que vivia fora de casa
<R->
Era uma vez o cavalo que vivia fora de casa.
Uma vez a me dele falou que ele no podia ir para a rua.
O cavalo correu de casa.
<p>
Ele quebrou o retrovisor de um carro. Ele dormiu fora de casa.
O pai dele conversou com ele. Ele pediu desculpas e nunca mais fugiu.
oooooooooooo
Seo Juvenil
Quebra-Cuca
Caa-Palavras
Neste caa-palavras, localize as frutas tipicamente brasileiras: caju, pitanga, aa, siriguela, graviola, caj, acerola, cacau,
abacaxi, goiaba, maracuj.
Lembre-se de que a busca deve ser feita horizontal e verticalmente.
<p>
<F->
a b a c a x i v c g
m a r a c u j o s
c o a a j a b p
o d r i j u m o o i
c a c a u d e i r t
a j g r a v i o l a
c a j u r a t v n
a c e r o l a f o g
g o i a b a i r d a
s i r i g u e l a h
<F+>
Desafios
<R+>
1- O personagem Menino Maluquinho uma criao de:
a) Maurcio de Souza
b) Maria Clara Machado
c) Ziraldo
d) Monteiro Lobato
2- O verdadeiro nome de Narizinho, personagem do Stio do Pica-Pau Amarelo, :
a) Lcia
b) Clia
c) Ceclia
d) Rosa
<p>
3- O Brasil foi tetracam-
peo mundial de futebol quando a Copa do Mundo foi:
a) no Brasil
b) na Itlia
c) nos Estados unidos
d) na Frana
4- Na saga Harry Potter, os alunos vo para a escola de magia utilizando:
a) avio
b) trem
c) vassouras voadoras
d) um portal secreto
5- O personagem do folclore brasileiro que tem os ps virados para trs chama-se:
a) curupira
b) saci
c) mula sem cabea
d) boitat
<p>
Respostas
1- Letra *c*. Ziraldo (1932) um cartunista, desenhista, jornalista, cronista, chargista, pintor e dramaturgo brasileiro.
2- Letra *a*.
3- Letra *c*.
4- Letra *b*.
5- Letra *a*. Curupira uma das lendas que compem o folclore brasileiro. um habitante das florestas, protetor de sua flora
e fauna contra os caadores e os que extraem as riquezas destes lugares.
<R->
oooooooooooo
Voc Sabia?
Como a cobra pode ser rpida se no tem pernas?
As cobras tm msculos muito fortes e, alm de diversos, eles so especiais, como as vrtebras que
formam a coluna vertebral e as costelas. Este conjunto, alm das escamas retangulares na regio do ventre
(que funcionam como a superfcie dos pneus de um carro), ajuda as serpentes a se locomoverem muito
bem. Elas fazem diversos movimentos, mas o mais comum forma um tipo S.
<R+>
Fonte: Revista *Recreio* n.o 862.
<R->
H algum planeta com oxignio que no seja a Terra?
O oxignio est presente na atmosfera de muitos planetas. Mas apenas a existncia desse gs no
suficiente para tornar a respirao e a vida possveis. O ar que respiramos na Terra formado por outros gases, como o nitrognio.
Alm disso, mais condies so necessrias para a vida, como a temperatura
adequada, pouca radiao prejudicial sade (como a ultravioleta, que vem do sol), presso at-
mosfrica adequada e a existncia de gua.
<R+>
Fonte: Revista *Recreio* n.o 857.
<R->
Qual a importncia da lua para o nosso planeta?
Nosso satlite natural essencial para a manuteno da vida na Terra. Funciona como um escudo
protegendo a Terra de grandes asteroides ou cometas. Alm disso, mantm o eixo de rotao do nosso
planeta estvel, de forma que o movimento que a Terra faz ao redor de si mesma lembra um pio em um
balano lento (evitando que acontea uma baguna nas zonas climticas). Tudo isso s acontece graas
fora da gravidade que a lua exerce so-
<p>
bre a Terra, e que a Terra exerce sobre a lua.
<R+>
Fonte: Revista *Recreio* n.o 859.
<R->
Quais foram as invenes de Leonardo Da Vinci?
O artista italiano, Leonardo da Vinci, viveu entre os sculos 15 e 16 e, alm de pintar, fez
prottipos de aparelhos, como o paraquedas, o escafandro e o helicptero. Boa parte das ideias acabou
no sendo levada adiante porque, na poca, no existia tecnologia para coloc-las em prtica. Faltava,
por exemplo, uma fonte de energia para impulsionar os veculos que ele projetou. Apenas muito depois,
entre os sculos 19 e 20, alguns projetos se torna-
<p>
ram realidade pelas mos de outras pessoas.
<R+>
Fonte: Revista *Recreio* n.o 856.
<R->
Como surgiu a ideia de andar a cavalo?
No se sabe exatamente quando o homem comeou a andar a cavalo. O fato que, aps a
domesticao do animal, muita coisa mudou na sociedade. Os cavalos passaram a auxiliar na agricultura,
a servir como meio de transporte e ajudaram a ganhar tempo em guerras (ao montar, as chances de vencer
o inimigo eram maiores por causa da velocidade). J a arte de competir em saltos com cavalos teve
origem no sculo 19, poca em que j havia o hbito de saltar durante caadas.
<R+>
Fonte: Revista *Recreio* n.o 855.
<p>
Vocabulrio
Escafandro: s. m. Equipamento de mergulho formado por roupa impermevel e um aparelho respiratrio que permite aos mergulhadores
realizar tarefas debaixo d'gua.
Prottipo: s. m. Modelo original.
<R->
oooooooooooo
Vamos Rir?
Por que voc no toma leite frio?
Porque a vaca no cabe na geladeira.
O que disse uma rvore outra?
Nos deixaram plantadas.
<p>
Por que os elefantes no montam em bicicletas?
Porque no tm o dedo mindinho para tocar a buzina.
Um gato caminhava por um telhado miando: Miau, miau!
Nisso se aproxima outro gato repetindo: au, au!
Ento o primeiro gato lhe diz:
-- Olha, por que voc late se voc um gato?
E o outro pergunta:
-- Por que no posso aprender idiomas?
O que disse um pato a outro pato?
Estamos empatados.
O que disse uma pulga a outra pulga?
Vamos a p, ou esperamos um cachorro?
<p>
-- Me!
-- O que foi, menino?
-- Acho que queimei o caf!
-- Mas como?
-- Sei l, a gua t preta!
Num belo domingo de manh o pai levou o seu filho para pescar. Mais tarde na volta, o homem perguntou ao filho:
-- Ento, filho? Gostou de pescar?
-- Gostei, pai. Quando vamos comer os peixes?
-- Primeiro temos que limp-los.
-- Mas pra que limpar se eles j estavam na gua?
Mariazinha est cavando um buraco no quintal, quando seu vizinho olha por cima da cerca.
-- O que voc est fazendo, menina?
<p>
-- Meu peixinho morreu, ento eu estou cavando um buraco para enterr-lo.
O vizinho sorri:
-- Mas esse buraco no est muito grande para um peixinho dourado?
-- No se ele estiver dentro do seu maldito gato!
A professora pergunta:
-- Joozinho, qual a ltima letra do abecedrio?
-- Claro que a letra o, professora.
-- Voc acha mesmo? No seria a letra z?
-- No, senhora. Se fosse assim se pronunciaria abecedrioz.
Qual o fim da picada?
Quando o mosquito vai embora.
<p>
O que que a banana suicida falou?
Macacos me mordam.
<R+>
Fonte: ~,http:www.piadas.~
com.br~,
<R->
oooooooooooo
<R+>
Historiando
A Lei urea libertou os negros no Brasil. Ser?
<R->
A Lei urea libertou os negros, mas no trouxe igualdade para a sociedade brasileira.
No dia 13 de maio de 1888, a princesa Isabel, nas atribuies de regente do Im-
prio do Brasil, visto que o imperador D. Pedro II estava viajando, sancionou a Lei urea e acabou formalmente com mais
de 300 anos de escravido no pas. Aps muitas presses externas, principalmente da Inglaterra, e presses
internas, lideradas por grupos de abolicionistas brasileiros que existiam na poca, os escravos tiveram,
enfim, sua liberdade oficializada em uma lei que proibia o crcere e o trabalho forado.
verdade que o governo imperial sancionaria a lei de qualquer forma. A presso ex-
terna estava insustentvel e o governo imperial iria ceder mais cedo ou mais tarde. Dizem at que D. Pedro II teria
*cochichado* no ouvido da princesa Isabel momentos antes de sua partida para o exterior, autorizando a
filha a sancionar a lei em sua ausncia.
Verdade ou no, o fato que a Lei urea acabou formalmente com um processo ex-
ploratrio que vitimou milhes de africanos.
<p>
Mas vamos aproveitar o tex-
to para divagar brevemente so-
bre a situao dos escravos recm-libertos, e deixar algumas perguntas para reflexo. Na teoria, os negros
estavam livres de toda e qualquer ex-
plorao. Mas, na prtica, no foi bem assim
Vamos raciocinar: se voc no mais escravo, voc no mais (mal) alimentado pelo senhor de
engenho, ou cafeicultor, ou qualquer outro termo que designe o senhorio.
Simplificando: voc precisa trabalhar para ganhar dinheiro, comprar comida e, no mnimo, pagar
um lugar para morar. Os escravos recm-libertos tiveram acesso imediato ao trabalho remunerado?
E os imigrantes europeus que comearam a chegar aos milhares ao Brasil para traba-
<p>
lhar nas lavouras, por um salrio baixo e trabalhando de forma mais educada, sem resistir s ordens, como
muitos negros faziam enquanto escravos? Ser que eles tiravam as vagas de trabalho dos ex-escravos nas
lavouras?
Como ficava o escravo que no conseguia emprego, ou ento trabalhava ganhando bem pouco,
muitos inclusive na mesma lavoura onde foram escravos antes da assinatura da Lei urea? Ser que o
novo patro tratou os ex-escravos com respeito?
Que direitos sociais os ex-escravos ganharam com a abolio, j que agora a liberdade era no s
dos brancos, mas de todos?
Os ex-escravos puderam, nos anos vindouros, participar do processo eleitoral? Aps a Proclamao da Repblica, a
<p>
Constituio de 1891 dizia que os analfabetos no poderiam participar dos
pleitos. Todos os ex-escravos, ou pelo menos uma boa parte, frequentavam escolas antes da abolio? E
depois da abolio, eles tiveram acesso fcil educao formal?
Naquela poca no existia a noo, e muito menos a poltica de incluso social. Poltica, alis,
formulada recentemente, diga-se de passagem. O negro continuava margem da sociedade pela falta
dessa educao formal.
A Lei urea tambm acabou com o racismo no Brasil?
Essa pergunta a mais complexa. Porque at hoje, em pleno sculo XXI, podemos observar, em
vrias situaes do dia a dia, um racismo embutido, camuflado. No adianta
<p>
negar. Eu j vi, voc j viu, muitos j tiveram atitudes racistas.
Naquela poca era pior. Para justificar a escravido, os europeus aceitavam toda e qualquer teoria
antropolgica que diminusse o negro, tanto fsica como mentalmente. Quando um pesquisador europeu
publicava um estudo dizendo que a cabea do negro, por ter um dimetro menor que a cabea do branco,
tornava o crebro do negro menos capaz de raciocinar, isso era motivo de aplauso, afinal de contas, a
barbrie branca era justificada de alguma forma!
No Brasil do sculo XIX, as teorias antropolgicas no eram exatamente papo de bar, mas aquele
rano gratuito do negrinho , que at ontem era s mais um escravo e nem era considerado gente, e essa
ideia ainda prejudica a vida de muitos negros.
Como j foi dito no tpico anterior, no havia, na poca, uma poltica de incluso social.
Conquistas recentes, como cotas para negros nas universidades e a implantao do estudo de Histria da
frica nas escolas sequer eram sonhadas na poca da abolio. O estudo de Histria da frica, se bem
realizado com os alunos, muito importante para diminuir o racismo que porventura venha a distorcer a
formao das crianas.
A Lei urea foi importante sim, no tenha dvida, mas ela no foi elaborada juntamente com uma
srie de outras leis que contribussem para diminuir o abismo social que j existia antes do fim da
escravido.
Libertos desde 1888? Sim. Aceitos pela populao e includos na sociedade brasileira? Nem tanto.
Portanto, cada conquista social da populao negra do Brasil, principalmente nos ltimos 20 anos, deve
ser sempre celebrada!
<R+>
<F->
Fonte: ~,https:www.ceert.~
org.brnoticiashistoria-~
cultura-arte10440a-lei-~
aurea-libertou-os-negros-~
mas-nao-trouxe-igualdade-~
na-sociedade-brasileira~,
Vocabulrio
Antropolgica: adj. Relativo Antropologia, que uma cincia que se dedica ao estudo aprofundado do ser humano.
Barbrie: s. f. Ao cruel, atroz; atrocidade; barbaridade.
Camuflado: adj. Disfarado, escondido sob falsa aparncia.
Designar: v. Servir de nome a; denominar; chamar.
<p>
Divagar: v. Desviar-se do assunto principal; fazer digresses.
Embutido: adj. Encaixado, inserido discretamente.
Pleito: s. m. Eleio.
Rano: s. m. Trao desagradvel que se percebe em uma pessoa ou coisa.
Vindouro: adj. Que acontecer ou decorrer no futuro.
<F+>
<R->
oooooooooooo
Leitura Interessante
Mapa literrio do Brasil
Um guia com os escritores que melhor representaram, e apresentaram, cada um dos estados brasileiros.
Regio Sul
Romances histricos, poemas abolicionistas e haicais, com uma dose de crtica social.
Paran -- PR
<R+>
Paulo Leminski 1945-1989
*Distrados Venceremos* 1987
<R->
O sobrenome polons, mas a irreverncia no tem como ser mais brasileira. Com grias, ditados
e jogos de palavras, o curitibano construiu sua obra por meio de poemas profundos, mas coloquiais.
Leminski tambm foi letrista, professor e tradutor. Fascinado por cultura japonesa, foi pioneiro dos
haicais no Brasil.
Rio Grande do Sul -- RS
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rico Verssimo 1905-
-1975
*O Tempo e o Vento* 1948
<R->
Difcil ler a saga dos Terra e dos Cambar e no imaginar o minuano soprando nos pampas: o Rio
Grande do Sul foi personagem dos seus escritos. rico escreveu contos, crnicas e livros infantis, mas
foram seus romances histricos, intimistas e diretos que o eternizaram. *Olhai os Lrios do Campo* um
dos melhores romances brasileiros.
Santa Catarina SC
<R+>
Cruz e Sousa 1861-1898
*Broquis* 1893
<R->
A linguagem do simbolista requintada, influncia do parnasianismo e da educao que recebeu
dos senhores de seus pais, ex-escravos alforriados. Trabalhou a favor do abolicionismo na imprensa
catarinense e, como seus versos mostram, no teve vida fcil: foi vtima de racismo e viu toda a famlia
morrer de tuberculose -- ele inclusive.
Regio Centro-Oeste
A natureza, o povo da roa, as sutilezas do cotidiano e os excludos de Braslia viram poesia no corao do pas.
Mato Grosso -- MT
<R+>
Manoel de Barros 1916-
-2014
*Livro Sobre Nada* 1996
<R->
Se o Pantanal fosse um poema, teria sido escrito por Manoel de Barros. O cuiabano que viveu
muito tempo em Campo Grande o poeta brasileiro das sutilezas. Ele criou um universo prprio de
sinestesias e neologismos em que a linguagem e a natureza, sua principal inspirao, entram em sintonia.
<p>
Mato Grosso do Sul MS
<R+>
Hlio Serejo 1912-2007
*Abuses de Mato Grosso e de Outras Terras* 1976
<R->
Escritor, jornalista e folclorista, Hlio Serejo trabalhou com seu pai na ex-
plorao da erva-mate, na fronteira com o Paraguai, e anotou em 64 caderninhos suas vivncias e o vocabulrio tc-
nico aprendido no campo. Mais tarde, esse perodo inspirou suas obras sobre a explorao ervateira na regio.
Gois -- GO
<R+>
Cora Coralina 1889-1985
*Poemas dos Becos de Gois e Estrias Mais* 1965
<R->
Anna Lins dos Guimares Peixoto Bretas comeou a escrever seus versos aos 14 anos. Porm, a
poeta que tratou o cotidiano do interior de Gois publicou seu primeiro livro aos 75 anos. Cora, que
tambm era doceira, estudou s at a terceira srie.
Distrito Federal -- DF
<R+>
Renato Russo 1960-1996
*Faroeste Caboclo* 1979
<R->
Se Renato Russo se inspirou em *Hurricane*, de Bob Dylan, para compor *Faroeste Cabloco*, ns
aproveitamos o ltimo Nobel para citar um msico como representante literrio do Distrito Federal. Com
a saga de Joo de Santo Cristo, o compositor mostra a pobreza e a violncia das cidades satlites de Braslia.
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<R+>
O Patrono do Brasil
Machado de Assis 1839-
-1908
*Memrias Pstumas de Brs Cubas* 1881
<R->
Defini-lo como escritor carioca seria desonesto. Sua obra transcende o regionalismo, e o que
existe de mais genial e inovador na literatura.
<R+>
<F->
Fonte: Revista *Superinteressante*, n.o 377.
Vocabulrio
Broquel: s. m. Qualquer tipo de escudo.
Coloquial: adj. 2 g. De maneira informal, descontrada.
Haicais: s. m. Poema de origem japonesa, normalmente composto por trs versos e
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uma gravura que traduz a mesma ideia dos versos.
Minuano: s. m. Vento frio e seco, comum no inverno, com durao de dois a trs dias.
Neologismo: s. m. o processo de criao de uma nova palavra na lngua devido necessidade de designar novos objetos ou novos conceitos ligados s diversas reas: tecnologia, arte, economia, esportes etc.
Parnasianismo: s. m. uma escola literria que surgiu na Frana, em meados do sculo XIX, que tinha como objetivo a criao de "poesias perfeitas", valorizando a forma e a linguagem culta, e criticando o sentimentalismo do Romantismo.
Sinestesia: s. f. Figura de linguagem que consiste em misturar duas imagens ou sensaes de natureza distinta (exemplo: voz doce, voz lquida, voz spera).
Transcender: v. Estar ou ir alm de; ultrapassar.
<F+>
<R->
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Pleonasmo
Pleonasmo est em nosso cotidiano o tempo todo. um recurso estilstico que encontramos em
todo lugar, em placas, nos *outdoors*, nas portas e vitrines de estabelecimentos comerciais.
Tambm est nas poesias declamadas e nas escritas. Se faz presente nos livros e nas msicas.
Podemos encontr-lo especialmente na fala rotineira e despreocupada do povo.
Pleonasmo vicioso
Consiste na redundncia de palavras sem nenhum objetivo. bastante utilizado no cotidiano, na fala coloquial.
Geralmente acontece por desconhecimento da norma pa-
dro da lngua, ou mesmo por descuido do emissor. Neste caso deixa de ser uma figura de linguagem e torna-se um vcio de linguagem.
Para melhor entendimento faz-se necessrio explicar a definio de vcio de linguagem. Trata-se
de palavras ou expresses, faladas ou escritas, que esto inteiramente fora da norma padro da lngua.
Passam a ser consideradas vcios de linguagem devido frequncia de seu uso por um nmero
expressivo de pessoas.
Desta forma, as palavras que so repetidas redundantemente, de forma incoerente e desnecessria,
so consideradas um Pleonasmo Vicioso.
Exemplos: elo de ligao, gritar alto, descer para baixo, sair para fora, entrar para dentro, duas
metades, hemorragia de sangue, ambos os dois, subir para cima, verdade verdadeira, encarar de frente,
fato real, adiar para depois, retornar de novo.
H muitos outros exemplos desse vcio de linguagem. Observe algumas frases bastante comuns,
que ouvimos no dia a dia. Talvez, voc j tenha usado, mesmo sem querer.
Frases redundantes: O aniversrio foi uma bela surpresa *inesperada*.
Onde est o pleonasmo: Se surpresa, s pode ser inesperada.
A escolha *opcional*.
Existe alguma escolha que no seja opo?
Voc deve comparecer *pessoalmente* ao Detran. No h como comparecer sem ser pessoalmente.
O filme baseado em fatos *reais*. A palavra fato j se refere realidade.
Quando amanhecer *o dia* iremos embora. S o dia pode amanhecer.
Mantenha a *mesma* velocidade. Manter significa continuar a mesma coisa; no mudar.
Cortei o melo em duas metades *iguais*. Se metade s pode ser igual.
Eu tenho um amigo *meu* que legal. Se voc tem um amigo, ele seu.
Quer saber minha opinio *pessoal*? A opinio s pode ser pessoal.
Pleonasmo , portanto, um termo que se repete na orao. Para enriquecer o sentido do texto ou como repetio desnecessria.
<R+>
<F->
Fonte: ~,https:www.~
figuradelinguagem.com~
pleonasmo~,
<p>
Vocabulrio
Coloquial: adj. 2 g. De maneira informal, descontrada.
Emissor: adj. Aquele que responsvel pela transmisso de uma mensagem ao receptor.
Estilstico: s. m. Mtodo de anlise e crtica literria ou artstica que se detm no estilo.
Incoerente: adj. 2 g. Que no tem lgica, irracional.
Redundncia: s. f. Discurso que se baseia na utilizao de diferentes palavras para expressar um mesmo pensamento ou ideia; tautologia.
<F+>
<R->
oooooooooooo
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<R+>
Cuidando do Corpo e da
Mente
Agenda lotada: excesso de atividades pode ser
prejudicial para as crianas
<R->
Segundas e quartas, natao e ingls. Teras e quintas, bal. Sbados, ginstica olmpica. Ufa! Cada
vez mais os pais ocupam seus filhos com atividades extracurriculares, que vo desde exerccios fsicos at o
aprendizado de idiomas.
Que as atividades fora da escola beneficiam as crianas, no h dvidas. Mas qual o limite?
Manter-se ocupado importante, inclusive para os pequenos. Ter obrigaes resulta em disciplina, ajuda a cri-
ana a se socializar e a administrar o tempo. Mas o excesso de atividades no combina com o
universo infantil. A prtica pode resultar na perda de concentrao e comprometer a sade dos pequenos.
Quanto mais atividades eles tm, maiores so as obrigaes e a responsabilidade. Isso faz com que muitos
desenvolvam distrbios bastante comuns em adultos, como a depresso e o estresse.
Luiza Costa Silva, de nove anos, divide seu tempo entre a escola, as aulas de natao, de ingls, e agora tam-
bm aulas de catequese s quartas-feiras. Apesar de ter uma agenda bastante ocupada, Luiza ainda
consegue achar tempo para brincar. Isto porque, h alguns anos, sua me viu que o excesso de atividades estava
prejudicando a filha.
-- Houve momentos em que a Luiza apresentou dores de cabea, de estmago e outras queixas. A
vimos que ela estava sobrecarregada e decidimos controlar mais as atividades -- explica a enfermeira ngela
Maria Costa Silva, de 43 anos.
Preocupada com a sade fsica e mental da filha, ngela decidiu buscar um acompanhamento
profissional para gerenciar a agenda de Luiza, e manter, assim, um equilbrio entre as horas de estudo e as de
lazer:
-- Este ano, ela queria fazer natao, jud e mais uma atividade fsica. Eu tive de dizer no, e faz-la
escolher s um exerccio. Assim podemos organizar melhor nosso dia, e sobra tempo para brincar.
Infelizmente, no so todos os pais que tm esse cuidado, explica a psiquiatra e psicanalista de crianas
e adolescentes Marlene Silveira Arajo. Muitas crianas sofrem com o excesso de atividades porque os pais
acreditam que isso os deixaro mais preparados para o futuro; pensam que necessrio despertar a com-
petitividade desde cedo para garantir o sucesso profissional. Alm disso, existe a dificuldade de no ter
onde deixar os pequenos durante o dia. Para resolver o problema, os pais mantm os filhos ocupados o mximo
possvel.
-- No podemos esquecer que, na correria do dia a dia, s vezes falta tempo para dar ateno aos filhos.
Com as atividades, os pais tentam tambm aliviar uma certa culpa de sua ausncia fsica e emocional --
comenta a psicloga Carla Melani.
Sintomas como os citados no quadro acima, comuns na vida de adultos pelo estresse dirio, no
deveriam fazer parte da realidade das crianas, afirma a psiquiatra Marlene Silveira Arajo:
-- Existe uma demanda na sociedade atual na qual as pessoas tm que estar preparadas para a
competio, onde o melhor que vai levar vantagem. Os pais querem criar os filhos para esse mundo e acabam
se precipitando ao inseri-los na realidade adulta antes que eles tenham se desenvolvido, antes que estejam maduros.
Os pais devem ficar sempre atentos para os sinais de que algo no est bem. Quando forem
identificados, preciso conversar com os filhos para tentar entender o que est causando o mal-estar. Para a
presidente da Associao Brasileira de Psicopedagogia (ABPp), Quzia Bombonatto, preciso, em primeiro
lugar, prestar ateno nos pequenos:
-- Deve-se "decifrar" os sintomas com as mensagens que a criana envia. Depois de conversar e
levantar os motivos que foram apontados, deve-se ponderar e tentar modificar a situao. Se mesmo depois do
dilogo o problema persistir, importante procurar a ajuda de especialistas para identificar o que est
acontecendo com a criana.
Balancear os desejos da criana com o que recomendado pode ser um desafio. Na infncia, a vontade
de conhecer e experimentar tudo saudvel e comum, mas a que a experincia dos adultos pode ajudar. Os
pais devem conversar com os filhos e ensin-los que nem tudo possvel, que existem limites e eles devem
ser respeitados. Uma forma de mostrar isso fazer os pequenos escolherem entre as diversas opes disponveis.
Como um momento de descoberta, os pais devem tambm estar preparados para mudanas. As
crianas esto conhecendo os diferentes esportes, instrumentos musicais e demais habilidades. S que, muitas
vezes, podem no se adaptar a eles.
-- Nunca se deve forar a prtica de algo que a criana no gosta ou com a qual no se adapte. Somente
experimentando ela poder desenvolver interesse por reas distintas -- explica Carla Melani.
Os pais devem sempre ter em conta que as atividades extras so importantes, mas no devem ser
impostas. As crianas precisam ter afinidades e gostar do que esto fazendo.
-- preciso que os pais saibam que, se as crianas no forem sadias, no sero adultos capazes de
competir por coisa alguma, podem se tornar adultos frustrados e inseguros -- complementa a presidente da
Associao Brasileira de
<p>
Psicopedagogia (ABPp), Quzia Bombonatto.
O ritmo ideal
At dois anos: Durante os primeiros anos de vida, o ob-
jetivo descobrir as coisas, aprender a socializar
e brincar. Por isso, necessrio que a criana tenha tempo li-
vre para interagir com outras crianas. No recomendvel nenhuma atividade extra nesse perodo.
Trs a cinco anos: A cri-
ana j deve comear a frequentar a escolinha, onde as brincadeiras so mais
organizadas. A fantasia tem um papel importante, ento preciso deixar os pequenos criarem e imaginarem
livremente. Alm da escola, os pais podem levar os filhos em uma ou, no mximo, duas atividades extras, que
devem ser ldicas, como a msica, ou que impliquem movimento, como a natao.
A partir dos seis anos:
Ela passa a desempenhar mais tarefas escolares, e a responsabilidade aumenta.
Por isso, preciso organizar melhor os horrios. A lio de casa deve ter hora para terminar, e a criana precisa
de um perodo ainda grande de lazer. Atividades extras em grupo, como futebol, ingls ou ginstica olmpica,
por exemplo, so recomendadas mas sem exagero.
Pr-adolescncia: As demandas e a carga de estudo aumentam. preciso ensinar os jovens a organizar
seu tempo, dedicar um perodo para o estudo e outro para atividades extras -- tudo isso sem esquecer do lazer.
Nesse perodo, possvel reduzir o tempo dedicado s atividades ldicas cerca de duas a trs horas por dia. Se
no configurar um compromisso, no h restries para a criana praticar diversas atividades, como tocar um
instrumento, pintar ou desenhar, praticar esportes e brincar ao ar livre. As cri-
anas precisam experimentar vrias atividades e, a partir da, manifestar interesse por alguma delas.
Saiba quando desacelerar
Para evitar que seu filho sofra com o excesso de atividades, preciso ficar atento a alguns sintomas
comuns que mostram que a coisa no est bem:
<R+>
-- Recusa em ir aula;
-- Distrbios no sono (dificuldade para dormir ou para acordar);
-- Mudana no humor;
-- Perda ou excesso de apetite;
-- Baixo rendimento escolar;
<p>
-- Dores de cabea constantes;
-- Irritabilidade, tristeza e agressividade em excesso.
Fonte: ~,https:gauchazh.~
clicrbs.com.brgeral~
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criancas-#djhfeif.html~,
<R->
oooooooooooo
<R+>
Leio, Logo Escrevo -- textos dos alunos do IBC
Nome: Jssica Jacinto da Rocha
Turma: 801
Data de nascimento: 17/10/2002
Frase: Vivo a sonhar com a minha alegria.
<p>
Nome: Yago Eduardo de Carvalho
Turma: 801
Data de nascimento: 01/03/2002
Frase: Gosto muito da minha amiga.
Pastel misterioso (pardia da msica *Pavo misterioso*, autor: Edinardo)
<F->
Pastel misterioso
Salgado formoso
Um frango raivoso
Que no d pra aguentar
Ai se eu comesse assim
Tanto frango assim
Muita raiva eu tinha pra
contar
<F+>
Vocabulrio
Pardia: s. f. Imitao engraada ou crtica de uma
<p>
obra literria, teatral, musical.
<R->
oooooooooooo
Tirinhas
Armandinho
Armandinho uma criana como todas as outras. Travesso como Calvin e questionador como
Mafalda, suas histrias divertem os usurios do
*Facebook* desde 29 de novembro de 2012. O
criador do personagem, cuja pgina tem inmeras curtidas, o agrnomo e publicitrio Alexandre Beck.
Ele buscou nos filhos e em amigos, a inspirao para o personagem da tirinha.
-- Apesar de gostar do humor da Mafalda e do Calvin, me inspirei nos meus filhos. Criei o
Armandinho porque estava enjoando dos personagens de outras histrias que
fazia. Na poca, minha filha era pequena. Como toda criana, tinha tiradas que nos fazem pensar em muita coisa -- explica Beck.
Essas tiradas infantis, ingnuas, porm crticas, motivaram Beck a transformar a tirinha numa pausa
para fazer os leitores repensarem tudo o que est em volta. O tom certo para a tirinha veio de Mafalda
e Calvin.
-- Esses personagens mostram que podemos melhorar e que existem outros caminhos, que tem uma
luz no fim do tnel. O Armandinho tem um pouco da minha viso crtica. Tento me colocar no lugar da
criana para chegar a situaes que os adultos acham ab-
solutamente normais. E acredito que o jeito
ingnuo e puro do personagem, combinado sua crtica, tem sido aceito pelo pessoal -- diz o desenhista.
Armandinho nasceu da pressa do jornal *Dirio Catarinense*, em 2010, quando precisava de trs histrias de qua-
drinhos para o dia seguinte. O personagem, que tem traos simples e, poca, no tinha
nome, j estava desenhado. Bastou desenvolver a histria para publicar no dia seguinte.
Os pais do personagem e ou-
tros adultos no apareceram, inicialmente, pela falta de tempo. Mas esse
acaso ganhou sentido nas histrias em qua-
drinhos:
-- Fiz s as pernas do pai porque no dava tempo para desenvolver o desenho na primeira tirinha.
Ningum sabe a cara dele, se gordo, careca, qual a cor de sua pele... E quero que ningum saiba, porque
ele no o mais importante. Fiz sem querer, e achei que deveria ficar.
Os outros personagens que aparecem no quadrinho so F, a irm de Armandinho, e o sapo.
<R+>
Fonte com alteraes:
~,https:oglobo.globo.com~,
_`[{tirinha "Armandinho" em trs quadrinhos; adaptada a seguir_`]
1- Armandinho conversa com seu pai, que pergunta: Mas voc no sabia da prova, filho?
Armandinho responde: Sabia... No foi por isso...
2- Armandinho continua: Era pra ser prova de conhecimentos gerais...
3- Ele conclui: ... mas as perguntas foram todas muito especficas!
_`[{tirinha "Armandinho" em trs quadrinhos; adaptada a seguir_`]
1- Armandinho e F conversam. Armandinho fala: Meu pai est lesionado, F. No pode participar da gincana!
2- F responde: Mas ele no ia jogar mesmo, Dinho. s ajudar a pagar as camisetas!
3- Armandinho diz: Eu sei... que a leso foi bem no bolso!
_`[{tirinha "Armandinho" em trs quadrinhos; adaptada a seguir_`]
1- Armandinho segura uma gaiola de onde os passarinhos podem entrar e sair quando querem. Sua amiga aponta para uma rvore e
diz: Amar no egosmo nem posse.
2- Armandinho prepara a gaiola para pendurar na rvore e diz: Nem satisfazer a prpria vontade.
3- H vrios passarinhos na gaiola que permanece aberta e pendurada na rvore. Sua amiga fala: Amar querer bem ao outro;
generosidade.
Vocabulrio
Especfica: adj. Exclusiva de uma determinada disciplina.
<R->
oooooooooooo
Espao do Leitor
Caro leitor,
Comunicamos que, devido a obras no prdio onde funciona a DIB (Diviso de Imprensa
Braille), estamos impossibilitados, temporariamente, de atender sugestes ou solicitaes via telefone. Continuamos a receber as
mensagens de nossos leitores via e-mail: ~,pontinhos@ibc.gov.br~,.
<p>
Assim que a obra for concluda, comunicaremos neste espao.
Um forte abrao!
Comisso Editorial da
Revista Pontinhos
xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxo
Fim da Obra
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Transcrio: Gregrio
Brando
Reviso Braille: Jessica Medina e Joo Batista Alvarenga
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