Pontinhos-365_28X30.txt
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25/11/2022 16h59
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<T->
PONTINHOS
Ano LIX, n.o 365,
abril/junho de 2018
Ministrio da Educao
Instituto Benjamin Constant
Publicao Trimestral de
Educao, Cultura e
Recreao
Editada e Impressa na
Diviso de Imprensa Braille
Fundada em 1959 por
Renato M. G. Malcher
Av. Pasteur, 350/368
Urca -- Rio de Janeiro-RJ
CEP: 22290-240
E-mail: ~,pontinhos@ibc.~
gov.br~,
Site: ~,http:www.ibc.~
gov.br~,
Livros Impressos em Braille: uma Questo de
Direito
Governo Federal: Ordem e Progresso
<p>
Diretor-Geral do IBC
Joo Ricardo Melo
Figueiredo
Comisso Editorial
Carla Maria de Souza
Heverton de Souza Bezerra da Silva
Joo Batista Alvarenga
Regina Celia Caropreso
Reviso e Copidesque
Carla Dawidman
Transcrio autorizada
pela alnea *d*, inciso I,
art. 46, da Lei n.o 9.610,
de 19/02/1998.
Distribuio gratuita
segundo a Portaria
Ministerial n.o 504,
17 de setembro de 1949.
Arquivo da revista
disponvel para impresso
em Braille:
~,http:www.ibc.gov.br~
publicacoesrevistas~,
<p>
I
Sumrio
<R+>
Seo Infantil
Cantigas de Roda ::::::: 1
Trava-Lnguas :::::::::: 3
Cordel :::::::::::::::::: 4
Histrias para Ler e
Contar
Questo de
inteligncia ::::::::::: 8
Afungachos :::::::::::::: 17
Seo Juvenil
Quebra-Cuca :::::::::::: 21
Voc Sabia? :::::::::::: 26
Vamos Rir? ::::::::::::: 29
Historiando
Profisses que no
existem mais ::::::::::: 32
Leitura Interessante
Mapa literrio do
Brasil :::::::::::::::: 41
Ronaldo Nazrio :::::::: 46
<p>
Canal da Turma da
Mnica no YouTube ::: 50
Cuidando do Corpo e da
Mente
Alcoolismo na
adolescncia ::::::::::: 53
Tirinhas :::::::::::::::: 63
Espao do Leitor ::::::: 69
<R->
<Tpontinhos 365>
<t+1>
Seo Infantil
Cantigas de Roda
A gatinha parda
<R+>
<F->
<S->
A minha gatinha parda, que em janeiro me fugiu
Onde est minha gatinha,
Voc sabe, voc sabe, voc viu?
Eu no vi sua gatinha, mas ouvi o seu miau
Quem roubou sua gatinha
Foi a bruxa, foi a bruxa pica-pau.
<F+>
::::::::::::::::::::::::
Linda rosa juvenil
<F->
A linda rosa juvenil
Juvenil juvenil
A linda rosa juvenil
Juvenil
Vivia alegre no seu lar
No seu lar no seu lar
Vivia alegre no seu lar
No seu lar
Um dia veio uma bruxa m
Muito m muito m
Um dia veio uma bruxa m
Muito m
E adormeceu a rosa assim
Bem assim bem assim
E adormeceu a rosa assim
Bem assim
O vento correu a passar
A passar a passar
O vento correu a passar
A passar
O mato cresceu ao redor
Ao redor ao redor
O mato cresceu ao redor
Ao redor
Um dia veio um belo rei
Belo rei belo rei
Um dia veio um belo rei
Belo rei
E despertou a rosa assim
Bem assim bem assim
E despertou a rosa assim
Bem assim
<S+>
<F+>
<R->
oooooooooooo
Trava-Lnguas
Um bode bravo uma barra! E o bode berra e o bode baba na barba.
A cara da Cora quando cora deixa claro que mais clara do que a cara da Cora s a cara clara da Clara.
A Flora do seu Floripes fabrica flores fabulosas e faz fortuna vendendo flores, vendendo rosas, na feira s sextas-feiras.
O gaiteiro Garibaldi guarda a gaita e gargalha com gra-
<p>
a se v a graa da Graa engraando toda a praa.
oooooooooooo
Cordel
A baguna dos brinquedos
<R+>
<F->
<S->
No ba da minha casa
Escutei um burburinho
Parecia uma conversa
Fui chegando de mansinho
E colei o meu ouvido
Na tampa do bauzinho
Ento abri uma brecha
Para poder descobrir
O que estava acontecendo
Para ver alm de ouvir
E pensei comigo mesma:
O ba eu vou abrir!
Qual no foi minha surpresa
Quando vi a discusso
Entre um monte de brinquedos
Na maior agitao!
Uns gritavam, outros riam
Era grande a confuso!
<p>
O Pio ento falou:
"E eu sou equilibrista
Rodo, rodo e no caio
Sou melhor e no insista
Nessa caixa de brinquedos
Eu sou o verdadeiro artista!"
A Peteca remendou:
Eu sou bem mais divertida!
Pulo de uma mo pra outra
Tenho penas coloridas
Nunca canso de brincar
Tenho fama merecida!
Depois veio o Ioi
Com a fala repartida
Subia dizendo coisa
Completava na descida
Eu que nunca tinha visto
Uma coisa parecida:
Pois comigo a crianada
Tem que ter habilidade
Sou brinquedo que de todos
o que tem mais qualidade
<p>
Pra brincar tem que treinar
No importando a idade!
O Ri-ri j se roa
Pra falar desaforado
E ento soltou o verbo
De um jeito malcriado:
Eu sou quase um instrumento!
O meu jogo musicado!
E por fim o Cata-vento
Com frases assobiadas:
A beleza que eu tenho
nunca vai ser comparada
a criana que me sopra
fica logo deslumbrada!
Ento tive que intervir
E dar minha opinio:
Ei vocs, esto me ouvindo?
Eu falo de corao!
Todos so muito queridos
Prestem muita ateno!
No h como comparar
Cada qual tem o seu dom
No existe essa coisa
De um ruim e outro bom!
<p>
Acho que eles entenderam
E abaixaram logo o tom
Comearam a sorrir
E disseram: Obrigado!
Eu fiquei ali brincando
com o ba encantado
Como se naquele instante
O tempo houvesse parado!
<S+>
Fonte: ~,https:~
marianebigio.com2014~
0409a-bagunca-dos-~
brinquedos~,
Vocabulrio
Ri-ri: Brinquedo sonoro, bastante popular na regio do Nordeste do Brasil, feito com sucata de papelo, madeira, papis.
<F+>
<R->
oooooooooooo
<p>
Histrias para Ler e Contar
Questo de inteligncia
Czar estava tentando se acomodar agora que estava vivo. Carina com seis anos e Andr com nove ainda sentiam muito a falta da me e ele a da companheira. Mas no havia momentos melhores do que os que passava com os filhos depois de um dia mergulhado em processos e histrias em tribunais.
Naquela quarta-feira, porm, os filhos estavam s turras e Carina chorosa e mal-
-humorada.
-- Eu no deso mais para brincar! No tenho que ouvir eles me chamando de burra, dizendo que no sei fazer nada direito e voc nem pra me proteger. -- dizia ela acusando o irmo.
-- Claro que no. Voc ruim mesmo. Ruim no pique, ruim com a bola, nem as meninas querem voc pra pular corda. Como que eu vou te defender? -- rebatia o irmo.
-- Que que est acontecendo aqui? Essa briga toda por causa de uma brincadeira? -- interveio o pai falando srio com os meninos.
-- porque ela lerda! -- gritava Andr.
-- porque esses meninos no me do chance. Ficam rindo de mim e o Andr com eles. -- esbravejava Carina.
A um sinal do pai, os dois ficaram quietos esperando a maior bronca de suas vidas por estarem gritando daquele jeito.
-- Vocs querem ouvir uma histria? Faz tempo que no conto uma. Isso acalma a gente e ajuda a pensar. -- sugeriu o pai para surpresa dos garotos.
<p>
-- De princesa ou de bicho. So as mais legais. -- entusiasmou-se Carina.
-- T vendo? Voc j comea estragando tudo! De aventura, tipo as do Tarzan ou de viagens interplanetrias, muito mais emocionante. -- protestou o irmo.
-- Est bem. Vamos ento ser justos. No ser de nenhum desses tipos. Eu vou escolher uma histria que me contaram e depois vocs vo me dizer o que acham dela.
-- Era uma vez um menino de quem os colegas da escola sempre riam. Riam porque ele era ruim no futebol, ruim na natao... Se fossem
pular o muro de algum para roubar fruta, era sempre ele quem levava tombo. Se a ideia era o
*skate*, qualquer rampinha mais difcil e ele se estabacava.
-- Ele era igual a mim. -- comentou Carina.
-- Mas tinha uma coisa que pouca gente notava. -- continuou o pai. -- Como ele gostava de falar e escrever, fazia amizade com todo
mundo, se dava bem com todos os funcionrios da escola, os porteiros do prdio, o pessoal da rua... O problema era que de tanto ser
perturbado pelos colegas, foi ficando triste e tmido. Falava cada vez menos e comeava a acreditar que era mesmo burro e sem jeito
como eles diziam, ainda mais que seu irmo era um excelente atleta. At os pais punham toda f no irmo e nenhuma nele. O irmo foi
at atleta da escola e sempre tinha algum para dizer:
-- Voc foi trocado na maternidade. Vocs no podem ser irmos.
Mas um dia, na escola, a professora preparava um recital de poesias e ensaiava uma das meninas. Ela achava que s as meninas eram boas para recitar poesia. A menina comeou:
<R+>
<S->
"Minha terra tem palmeiras
Onde canta o sabi
As aves que aqui gorjeiam
No gorjeiam como l
Nosso... Nosso..."
<S+>
<R->
Ficou vermelha, branca, engasgada.
O menino que adorava poesia, alis adorava ler, correu a socorr-la. Ele era assim. Adorava ajudar as pessoas.
<R+>
<S->
"Nosso cu tem mais estrelas
Nossas vrzeas tm mais flores
Nossos bosques tm mais vida
Nossa vida mais amores"
<S+>
<R->
Todo mundo olhou para ele e dessa vez, no era para debochar, era admirando. Ele no s tinha falado o texto mas tinha dado vida ao texto recitando com perfeio.
-- Voc gosta de poesia? -- quis saber a professora.
-- Gosto muito.
-- Essa deve ser a nica que ele sabe. -- debochou uma menina.
-- No. Sei algumas de Vinicius de Moraes, Ceclia Meireles, Fernando Pessoa...
Os meninos se olhavam perguntando uns para os outros de quem ele estava falando.
-- O que mais voc pode recitar para ns, querido?
Viram como rapidinho ele virou querido? E o menino comeou:
<R+>
<S->
" mar salgado!
Quanto de teu sal so lgrimas de Portugal!
Quantas mes choraram!
Quantos filhos em vo rezaram!
Quantas noivas ficaram por casar
Para que fosses nosso, mar!"
<S+>
<R->
<p>
-- A gente estuda Histria e acha bonita a coragem daqueles vultos todos que a gente conhece, mas esse poema do Fernando Pessoa fala dos sacrifcios que os marinheiros tinham que fazer para que Portugal fosse grande nas conquistas. Aqueles que realmente deram a vida pela ptria e no receberam nada por isso enquanto os reis se enchiam de riquezas. -- falou o menino.
A professora estava de boca aberta; os colegas estavam de queixo cado.
A partir dali, ele passou a ser chamado para os recitais e at fez algumas poesias e ganhou prmios com elas. Tornou-se
representante de turma, pois alm de se entender bem com os colegas, sabia negociar com professores e coordenadores e conseguiu muita
coisa boa para seus amigos. Era bom de discurso, de interpretar
<p>
texto, de escrever artigo para o jornal da escola.
No era mais chamado de lerdo, de burro. Ele e seus colegas haviam descoberto que cada um tem uma habilidade e que a inteligncia est em se fazer aquilo que se faz melhor. Ele admirava os amigos
bons de esporte e os amigos o admiravam.
-- Puxa, verdade. A Carina boa bea desenhando e pintando. Tocando flauta tambm. -- concluiu Andr arrependido de ter humilhado a irm.
-- Mas e o menino? O que aconteceu com ele? -- quis saber Carina.
Czar sorriu.
-- Ah, o menino? Ele estudou direito e resolveu ser defensor pblico que aquele advogado que trabalha para defender as pessoas pobres que no tm quem as defenda. Ele entendeu que a sua habilidade era o melhor meio de fazer o que ele gostava de fazer: defender quem no sabia se defender sozinho. Ele tinha sido muito humilhado na infncia e ficava sem falar por tristeza e timidez. Ento decidiu que ia dar voz a outras pessoas. Atualmente, ele anda um pouco triste porque perdeu a esposa de quem ele gostava tanto, mas , ao mesmo tempo, muito feliz com o casal de filhos que tem e que so, para ele, as crianas mais inteligentes do mundo, cada um com sua inteligncia prpria. -- falou abraando os filhos.
-- Pai! Eu sou igualzinha a voc! -- admirou-se Carina -- Agora eu no preciso mais ter vergonha. Quem quiser brincar comigo, vai ter que me aceitar como eu sou.
-- Puxa, pai. Eu sabia que voc era ruim de bola, mas no sabia que era tanto. Mesmo assim, adoro quando voc tenta correr atrs dela comigo no final de semana e tambm sou muito feliz por ser filho do perna-de-pau mais legal do
mundo -- brincou Andr abraando o pai e a irm.
<R+>
Autora: Carla Maria de Souza, professora do
Instituto Benjamin
Constant e Membro da
Comisso Editorial.
Vocabulrio
Vultos: s. m. Personagens, figuras importantes.
<R->
::::::::::::::::::::::::
Afugancho
Stella Carr
Todo mundo na sala pensando em uma palavra bem difcil para pedir o significado. Era esta a proposta da professora e cada um estava dando o melhor para cumprir a tarefa. Eu desenhava avies numa folha de papel, na certeza de que com tanta gente cumprindo a tarefa, minha vez no chegaria. O sinal iria bater antes. No sabia eu que o destino adora pegar quem no est pronto, e qual foi o primeiro nome que a professora chamou? O meu, claro.
-- Qual a sua palavra, Antnio?
Eu no tinha nenhuma e at poderia ter sido honesto com ela se a Mirtes no tivesse sacudido aquelas suas irritantes trancinhas, sorrindo para mim, como quem tinha certeza de que eu no tinha nenhuma. Isso era provocao demais. Soltei de um flego s:
-- Afugancho!
Todos, inclusive a professora, me olharam com espanto. Pensaram por um instante e, por fim, a prpria professora perguntou:
-- E o que afugancho?
Eu precisava concluir a histria que comecei e, no sei como, fui dando sequncia.
-- um bichinho. Aparece sempre no quintal l de casa.
-- Como esse bicho? -- insistiu a Mirtes, fingindo curiosidade.
-- Ah, ele fica enfiado na terra ou nos buracos do muro e s aparece para as pessoas inteligentes. S elas conseguem v-lo -- falei com raiva.
Um tanto descrente, pelo menos eu achei, mas disposta a dar sequncia ao jogo, a professora encerrou a histria do afugancho e pediu a outro aluno outra palavra. Mas a Mirtes no estava satisfeita. Na hora do recreio, veio me avisar:
<p>
-- Na hora da sada, vamos com voc, Antnio. Queremos ver este tal afugancho.
Fiz que sim. Tinha que sustentar a histria enquanto fosse possvel.
Na sada, com a turma toda atrs de mim, liderada pela Mirtes, fomos parar no quintal l de casa. Procuraram, fuaram, at que, de repente, com cara de triunfo, a Mirtes gritou:
-- Achei! Achei um afugancho!
Levei um susto e meu susto foi ficando cada vez maior porque todo mundo comeou a achar afuganchos pelo quintal em toda parte. At ovo de afugancho viram.
Quando acabou a busca e j iam saindo, me rendi. Chamei a Mirtes e perguntei:
-- Como era o bicho que voc viu?
<p>
Ela deu aquele sorriso cnico que s ela tem e me disse:
-- Ora, Antnio. O bicho tem no seu quintal e voc me pergunta como ele ? Esqueceu que ele s aparece para os inteligentes? Se voc no sabe, porque burro -- e saiu ba-
lanando as trancinhas, me deixando com a minha raiva.
oooooooooooo
Seo Juvenil
Quebra-Cuca
Caa-Palavras
Procure no caa-palavras, nomes de animais ameaados de extino: mico, arara, tartaruga, ona, garoupa, flamingo, lontra, peixe-boi.
Lembre-se de que a busca deve ser feita horizontal e verticalmente.
<p>
<F->
t b b m i c o e a r
a r a r a w s o m c d
r i u f o n a z p
t q f l a m i n g o i
a a k j r l o n t r a
r u g a r o u p a o n
u g e l o r m y t e s
g g i o l d x g a t o
a k p e i x e b o i
<F+>
Desafios
<R+>
<F->
1- Se 1 pato tem 2 ps, quantos ps tm 35 patos?
a) 50
b) 60
c) 70
d) 20
e) 100
2- Marcos tinha 2 caixas com 4 cadernos cada uma. Ele achou mais 3 cadernos dentro do armrio. Quantos cadernos ele tem agora?
a) 8
b) 7
c) 9
d) 11
e) 12
3- Voc tem duas malas, sendo que a maior possui o dobro da capacidade da outra e armazena 25 quilos. Juntando as duas, quantos quilos voc pode levar nas malas?
a) 50
b) 35
c) 37,5
d) 40
e) 75
4- Cleusa saiu de casa e andou 500 metros. Voltou metade do caminho e encontrou Terezinha, que mora com ela e havia acabado de sair de casa. As duas resolveram ir ao mercado juntas, andando cerca de 210 metros. Quantos metros Terezinha andou?
a) 710 metros
b) 460 metros
c) 960 metros
d) 750 metros
5- "Amora" est para "aroma" assim como 71.913 est
para:
a) 37.119
b) 31.917
c) 17.193
d) 31.971
e) 31.917
6- Simpatia est para antipatia assim como certo est para:
a) erro
b) errado
c) certeiro
d) correto
Respostas:
1- Letra *c*. 35"2=70.
2- Letra *d*. Marcos tinha 2 caixas com 4 cadernos. Em primeiro lugar, voc deve fazer uma multiplicao. 2"4=8. Ele achou 3 cadernos, ento ele ter mais 3 cadernos. 8+3=11.
3- Letra *c*. A mala maior pode carregar 25 quilos; a menor, a metade desse valor, ou seja, 12,5 quilos. A soma desses dois valores 25+12,5=37,5 quilos o que se pode carregar com as duas malas.
4- Letra *b*. Terezinha saiu de casa e andou apenas metade do caminho percorrido por Cleusa 5002=250 metros. Depois, ela andou mais 210 metros, 250+210, percorrendo o total de 460 metros.
5- Letra *d*. A palavra "amora" ao contrrio forma a palavra "aroma". Da mesma forma, o nmero 71.913, ao contrrio, forma o nmero 31.917.
<p>
6- Letra *b*. Antipatia antnimo de simpatia, assim como errado antnimo de certo.
<F+>
<R->
oooooooooooo
Voc Sabia?
Qual a origem da expresso: s a ponta do
*iceberg*?
Essa expresso est ligada ao jeito que o *iceberg* (massa de gelo que se des-
prende de geleiras) flutua nos oceanos. Apenas 10% da
massa de um *iceberg* fica fora da gua; o restante continua submerso, cerca de 90%. A expresso d a entender a mesma coisa. Por
exemplo: a nota ruim que voc tirou em matemtica apenas a ponta do *iceberg*, ou seja, uma parte pequena de um problema maior,
<p>
como dificuldade para entender a explicao da matria.
<R+>
Fonte: Revista *Recreio* n.o 862.
<R->
Por que sentimos sono quando tomamos suco de maracuj?
Substncias que tranquilizam so encontradas em grande quantidade nas folhas e nos galhos da rvore do maracuj. Alguns remdios
naturais para acalmar so feitos a partir dessas partes da planta. J o suco de maracuj leva a polpa da fruta, que at tem as mesmas
substncias que acalmam, mas em quantidades muito pequenas. Por isso, possvel que, depois de tomar um suco de maracuj, voc se
sinta relaxado, mas no excessivamente.
<R+>
Fonte: Revista *Recreio* n.o 857.
<R->
Por que a febre amarela tem esse nome?
Porque a doena ataca o fgado comprometendo-o, alm de deixar as pessoas com febre alta, pele e olhos amarelados. O mosquito
transmissor da febre amarela pode picar quem se aproxima de regies de mata. Neste aspecto, o macaco que habita essas regies to
vtima quanto o ser humano e por isso vulnervel doena. preciso relembrar que os macacos no transmitem a febre amarela; eles
nos alertam sobre a localizao do vrus na mata. O nico jeito de se prevenir tomar a vacina.
O que causa a dor de ouvido?
Diversas razes podem levar a isso. As mais comuns so infeco no ouvido, alergia e aumento de presso da membrana timpnica (que
separa o ouvido externo do ouvido mdio). D para evitar essa dor com alguns cuidados no dia a dia. Por exemplo, assim que sair do
banho ou de um dia na piscina, no deixe restos de gua no ouvido. Para isso, seque a regio com cuidado, usando uma toalha -- fique
longe das hastes flexveis com algodo na ponta.
<R+>
Fonte: Revista *Recreio* n.o 852.
<R->
oooooooooooo
Vamos Rir?
Por que que a menina subiu na escada durante a aula de canto?
R: Ela queria alcanar a nota mais alta.
Quais notas musicais podem formar uma conversa?
R: F L
O que acontece quando um bailarino despedido?
R: Ele dana.
Quem s comea a trabalhar quando posto na rua?
R: Guarda de trnsito.
O que o livro de Matemtica disse para o livro de Histria?
R: No me venha com histrias que eu j estou cheio de problemas!
Por que o ngulo reto estava com febre?
R: Porque estava com 90 graus.
Aps olhar o caderno de Zequinha, a me dele disse:
-- Menino, pode refazer esta lio. A pressa a inimiga da perfeio!
Ele, saindo para brincar, respondeu:
<p>
-- Ah, me! Elas que faam as pazes, eu no tenho nada a ver com isso!
O professor de Matemtica pergunta ao aluno:
-- Joozinho.
-- Pode perguntar, professor.
-- Se voc tivesse trinta reais num bolso e setenta no outro, o que teria?
-- A cala de uma outra pessoa, professor!
No supermercado, o segurana v uma menina engatinhando:
-- Garota, por que voc est engatinhando pelas prateleiras?
-- Minha me disse para procurar os preos mais baixos!
-- Por que voc chegou atrasado outra vez? -- perguntou o professor ao aluno.
-- Estou com um problema nas costas.
-- E elas esto doendo muito?
-- No, senhor. que eu no consigo tir-las da cama.
Um homem foi at o armazm e perguntou:
-- Vocs tm remdio para barata?
-- Depende... Que doena a barata tem?
oooooooooooo
<R+>
Historiando
Profisses que no existem mais
<R->
Ao longo das dcadas houve transformaes, atualizaes e at o desaparecimento de profisses como leiteiro, telefonista e outras.
Por isso, a seguir vamos conhecer onze profisses superinteressantes que no existem mais.
<p>
1- Despertador humano
Junto com a revoluo industrial -- perodo de 1760 a algum momento entre 1820 e 1840 --, os operrios das fbricas tinham hora
certa para assumir seus turnos de trabalho. Para no perder a hora, existia um profissional responsvel por acordar as pessoas para
que comparecessem aos seus empregos e compromissos no horrio. O primeiro relgio despertador foi criado em 1847, mas s se
popularizou dcadas depois. Ento, era comum ver pessoas com bambu, varetas ou atirando pedrinhas nas janelas das pessoas que os
contratavam.
2- Leiteiro
At pouco tempo, nas cidades interioranas era possvel ver um leiteiro, mas nas cidades maiores esse profissional perdeu seu espao
mais cedo. Esse alimento estragava facilmente por no ser pasteurizado, processo que surgiu apenas no final do sculo XIX e que
aumenta a validade do leite. Era comum que as pessoas recebessem leite, diariamente, pelas mos do leiteiro ou entregador de leite.
A bebida vinha em garrafas de vidros ou lates de alumnio.
3- Arrumador de pinos de
boliche
O boliche foi popularizado na Europa e nos Estados
Unidos na metade do sculo XIX. Alm de ser uma febre de entretenimento,
empregava muitas pessoas. E uma dessas funes era arrumar novamente os pinos na formao inicial para o prximo jogador. Haja
disposio, no?
4- Acendedor de poste
Pode acreditar: houve uma poca em que no tnhamos eletricidade. A chegada da noite representava o incio da tarefa do acendedor
de lam-
pies. Esse profissional saa no final da tarde para fazer os lampies dos postes das ruas funcionarem, a gs, leo ou
querosene. E tambm os apagava ao amanhecer. Na Europa era um trabalho remunerado. Aqui no Brasil esse trabalho foi feito, durante
muito tempo, por escravos. As ruas da cidade de So Paulo, por exemplo, foram iluminadas por lampies at 1936.
5- Leitor
Normalmente esse profissional era contratado pelos funcionrios de uma empresa para inform-los e aliviar o
*stress*. O leitor lia
em voz alta, em um local acima dos funcionrios, para que todos escutassem as notcias, trechos de livros e afins. Essa atividade
comeou a se popularizar no sculo XX.
6- Radar humano
Durante a Primeira Guerra Mundial, de 28 de julho de 1914 a 11 de novembro de 1918, cuja grande novidade blica foi o uso do avio,
criou-se a funo de radar humano. Para detectar a chegada do avio, engenheiros alemes e ingleses tentavam desenvolver um radar,
um equipamento que permitisse adiantar a chegada de uma bateria area. Como no conseguiram na poca, surgiu a funo de escutador
de artilharia area ou radar humano.
<p>
7- Pianista de cinema
Na poca do cinema mudo, mais precisamente na dcada de 1920, quando o cinema se popularizou, existiram os tocadores de piano de
cinema para fazerem a trilha sonora das pelculas. Tudo para dar mais emoo histria.
8- Transportadores de
madeira
Antigamente, quando no havia veculos para transportar grandes quantidades de madeira, os transportadores utilizavam o rio para
fazer esse trabalho, atravs da flutuao. Ainda hoje h indcios desse trabalho ilegal, na
Amaznia, praticado por contrabandistas de madeira nobre.
<p>
9- Cortadores de gelo
A primeira geladeira domstica s foi inventada em 1913. Sem o aparelho, alm de salgar as carnes, para retirar a gua e preservar
a comida por mais tempo, os mais ricos e moradores de locais onde o inverno rigoroso compravam blocos enormes de gelo das mos dos
cortadores de gelo. Estes homens ficavam em lagos congelados e eram responsveis por cortar e transportar os blocos de gelo. Claro
que a profisso era restrita a pases em que a gua congelava naturalmente. Altamente perigosa, a profisso era tambm muito lucrativa.
10- Telefonista
At meados do sculo XX, o telefone era um item caro e acessvel a poucas pessoas. Por isso, o sistema dependia de um funcionrio
conhecido como operador de telefonia. Quem precisasse de uma ligao passava pelo operador, que fazia a conexo por meio de cabos e
*plugs*. O processo poderia demorar minutos ou horas, dependendo da distncia.
11- Coletor de cadveres
Conhecida como uma profisso ilegal, os ressuscitadores eram contratados para invadirem cemitrios e roubarem cadveres para as
universidades estudarem o corpo humano. Como era muito difcil conseguir os corpos e o ensino da Medicina exigia esse material para
aprendizagem e aperfeioamento, este profissional foi de grande importncia para os avanos mdicos.
<p>
Muito bacana saber como algumas profisses foram to importantes e deixaram de existir com o progresso humano. Mas o tempo passa e
tudo precisa se atualizar, no mesmo?
<R+>
<F->
Fontes: ~,http:~
universoretro.com.brde-~
telefonista-a-despertador-~
humano-conheca-11-~
profissoes-antigas-que-~
nao-existem-mais~,
Revista *Recreio* n.o 924.
Vocabulrio
Pasteurizado: adj. Submetido pasteurizao (higienizao).
<F+>
<R->
oooooooooooo
<p>
Leitura Interessante
Mapa literrio do Brasil
Uma guia com os escritores que melhor representaram, e apresentaram, cada um dos estados brasileiros.
Sudeste
Bero do modernismo, as grandes cidades impulsionaram a produo de crnicas urbanas.
Minas Gerais -- MG
<R+>
Guimares Rosa (1908-1967)
*Grande Serto Veredas* (1958)
<R->
Joo Guimares Rosa foi mdico, diplomata, falava oito idiomas e entendia outros 15. A habilidade com outras lnguas tambm explica
sua prosa inconfundvel, cheia de invenes lingusticas, neologismo e dizeres regionais. Ao juntar sua erudio com a linguagem dos
grotes do pas, renovou o romance brasileiro e levou o serto do interior de Minas para o centro da nossa literatura.
Esprito Santo -- ES
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Rubem Braga (1913-1990)
*50 Crnicas Escolhidas* (1951)
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Seu nome sinnimo da crnica brasileira. As produes de Rubem so leves e poticas -- ele consagrou o gnero literrio escrevendo
com a simplicidade sobre temas cotidianos, pessoas e natureza. *Crnicas de Esprito Santo* um retrato da alma capixaba.
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So Paulo -- SP
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Mrio de Andrade 1893-
-1945
*Pauliceia Desvairada* (1922)
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Ele inaugurou o modernismo junto a outros artistas na busca por uma linguagem que ligasse o brasileiro prpria terra. Suas obras
estrearam o conceito de sentir-se paulistano". Em *Pauliceia Desvairada*, Mrio versa sobre sua relao visceral com So Paulo e as
constantes transformaes da cidade -- o nome do livro virou uma forma de se referir frentica capital.
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Rio de Janeiro -- RJ
Clarice Lispector 1920-
-1977
*A Hora da Estrela* (1977)
Apesar de ser ucraniana de nascimento e pernambucana de corao, foi no Rio de Janeiro onde Clarice mais escreveu. No toa, ela e
seu cachorro Ulisses ganharam uma esttua no bairro do Leme. Sua obra o cnone brasileiro das tramas psicolgicas e das epifanias
cotidianas -- como as inmeras citaes erroneamente atribudas a ela na internet.
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Fonte: Revista *Superinteressante* n.o 377.
Vocabulrio
Cnone: s. m. Caracteriza um conjunto padro de modelos
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ou regras de um determinado assunto.
Desvairada: adj. Louca, desnorteada.
Epifania: Fig. Relativo a xtase, ao contato com o divino, maravilhoso.
Erudio: s. f. Instruo, conhecimento ou cultura variada, adquiridos especialmente por meio da leitura.
Grotes: s. m. Pop. Lugares muito distantes em relao aos centros urbanos.
Neologismo: s. m. Emprego de palavras novas, derivadas ou formadas de outras j existentes, na mesma lngua ou no.
Visceral: s. 2 g. Fig. Que est profundamente arraigado, enraizado, entranhado.
<F+>
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Ronaldo Nazrio
Estamos em ano de Copa do Mundo e o Brasil lutar pelo hexacampeonato (ser campeo pela sexta vez). Por isso, decidimos trazer,
neste nmero, a histria de um craque brasileiro do futebol, que teve papel muito importante na conquista do quinto campeonato de
nossa seleo, em 2002.
Ronaldo Lus Nazrio de Lima, mais conhecido como Ronaldo Fenmeno ou ainda Ronaldinho, nasceu no Rio de Janeiro em 22 de setembro
de 1976. um empresrio e ex-futebolista brasileiro, que atuava como atacante, amplamente reconhecido como um dos melhores jogadores
de todos os tempos. Atualmente, trabalha como comentarista da Rede Globo.
O diminutivo Ronaldinho surgiu na Copa do Mundo de 1994 para distingui-lo de Ronaldo, companheiro mais velho. J o apelido de
Fenmeno foi forjado pela imprensa italiana, quando defendeu a camisa da Internazionale.
Foi eleito o melhor jogador do mundo pela FIFA em 1996, 1997 e 2002.
Iniciou seu caminho no futebol no futsal do Valqueire Tnis Clube, transferindo-se cedo para o Social Ramos Clube do Rio de Janeiro,
para logo em seguida mudar-se para o So Cristvo, tambm carioca. Porm foi no Cruzeiro que se profissionalizou e alcanou a fama
como atleta no segundo semestre de 1993.
Ronaldo foi o grande nome do vice-campeonato da seleo canarinho na Copa do Mundo FIFA de 1998, na Frana, e do pentacampeonato, na
Copa do Mundo FIFA de 2002, sediada na Coreia e no Japo. Atrs apenas de Pel, o segundo maior goleador da histria da seleo
brasileira, com 67 gols, sendo durante oito anos o maior goleador da histria das Copas, com 15 gols, recorde superado apenas em 2014
pelo alemo Miroslav Klose. Com apenas 17 anos, na Copa do Mundo FIFA de 1994, nos Estados Unidos, integrou a Seleo Brasileira no
seu tetracampeonato, embora no tenha entrado em campo.
um dos poucos jogadores que estiveram dos dois lados de duas grandes rivalidades europeias, defendendo os espanhis Barcelona e
Real Madrid, e os milaneses
Internazionale e Milan. No Brasil, defendeu o Cruzeiro e o Corinthians, conquistando uma Copa do Brasil e
um campeonato estadual em cada clube.
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Foi considerado pela Revista *poca* um dos 100 brasileiros mais influentes do ano de 2009. Desde 2002, Ronaldo Embaixador da Boa
Vontade do Programa das Naes Unidas para o Desenvolvimento (PNUD/ONU). Ainda embaixador do Corinthians e do Real Madrid. Foi
membro do Conselho de Administrao do Comit Organizador Local da Copa do Mundo da FIFA Brasil 2014.
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Fonte com alteraes: ~,https:pt.wikipedia.org~
wikiRonaldo{-Nazrio~,
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Canal da Turma da Mnica
no YouTube tem desenhos
em Libras. Para mais
acessibilidade, a plataforma conta ainda com animaes sem falas e outras com
audiodescrio.
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A partir de agora, o canal no YouTube da Turma da Mnica oferece episdios de animao com traduo em Libras e tambm com
audiodescrio. Nos filmes com traduo em Libras, uma intrprete se integra cena original do vdeo. J os desenhos animados com
audiodescrio contam com uma narrao descritiva das cenas. Todas as animaes tm legendas, que podem ser inseridas pelo espectador.
Ao todo j so sete episdios com os recursos de acessibilidade e, a cada sexta-feira, um novo vdeo postado, s 15 h.
A Turma da Mnica sempre foi inclusiva, afinal a amizade que une todos os personagens supera todas as diferenas. H alguns anos,
ns trabalhamos para promover a acessibilidade dos nossos fs, inclusive nas nossas plataformas digitais. No YouTube, por exemplo, j
comeamos a reduzir barreiras com a animao sem falas Mnica Toy, e agora estamos avanando ainda mais para promover o acesso de
todas as crianas diverso, afirma Mnica Sousa, diretora-executiva da Mauricio de Sousa Produes.
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Endereos para os vdeos com Libras:
~,https:www.youtube.~
complaylist?list=~
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tVa{f{p{v{s{o{p{x-~
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Endereos para os vdeos com audiodescrio:
~,https:www.youtube.~
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t{v{zlO-3{f{bt{q{r{jgyo~
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Fonte com alteraes: ~,http:maxima.uol.com.br~
noticiassolucoes-geniais~
canal-da-turma-da-monica-~
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libras.phtml#.Wnrw4{-~
nwb{i{u~,
Vocabulrio
Libras: Lngua brasileira de sinais.
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oooooooooooo
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Cuidando do Corpo e da
Mente
Alcoolismo na adolescncia
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Alcoolismo nunca foi pro-
blema exclusivo dos adultos. Pode tambm acometer os adolescentes. Hoje, no Brasil, causa grande preocupao o fato de os jovens comearem a beber cada vez mais cedo e as meninas, a beber tanto ou mais que os meninos. Pior ainda, que certamente parte deles conviver com a dependncia do lcool no futuro.
Para essa reviravolta em relao ao uso de lcool entre os adolescentes, que ocorreu bruscamente de uma gerao para outra, concorreram diversos fatores de risco. O primeiro que o consumo de bebida alcolica aceito e at estimulado pela sociedade. Pais que entram em pnico quando descobrem que o filho ou a filha fumou maconha ou tomou um comprimido de *ecstasy* numa festa, acham normal que eles bebam porque, afinal, todos bebem.
Sem desprezar os fatores genticos e emocionais que influem no consumo da bebida -- o lcool reduz o nvel de ansiedade e algumas pessoas esto mais propensas a desenvolver alcoolismo --, a presso do grupo de amigos, o sentimento de onipotncia prprio da juventude, o custo baixo da bebida, a falta de controle na oferta e consumo dos produtos que contm lcool, a ausncia de limites sociais, colaboram para que o primeiro contato com a bebida ocorra cada vez mais cedo.
No raro o problema comear em casa, com a hesitao paterna na hora de permitir ou no que o adolescente faa uso do lcool, ou com o mau exemplo de alguns pais que vangloriam-se de serem capazes de beber uma garrafa de usque ou dez cervejas num final de semana.
No se esquea de que, em qualquer quantidade, o lcool uma substncia txica e que o metabolismo dos mais jovens faz com que seus efeitos sejam potencializados. Lembre-se de que o jovem responsvel pelo aumento do nmero de acidentes e atos de violncia, muitos deles fatais.
Proibir apenas que os adolescentes bebam no adianta. preciso conversar com eles, expor-lhes a preocupao com sua sade e segurana, e deixar claro que no h acordo possvel quanto ao uso e abuso do lcool, dentro ou fora de casa.
A seguir, trechos da entrevista feita pelo dr. Drauzio Varella com dois profissionais de Medicina.
Drauzio: A que voc atribui a tendncia ao alcoolismo ter se acentuado na adolescncia, e a das meninas beberem mais do que suas mes?
Maurcio de S. Lima: A propaganda dirigida ao pblico jovem mais intensa hoje e existem produtos desenvolvidos especialmente para essa faixa etria. Um exemplo so as sodas alcolicas que, apesar de aparentemente fraquinhas, contm teor alcolico muito mais elevado do que a cerveja.
Drauzio: No Brasil, no existe nenhum tipo de controle. Moro no centro de So Paulo, bem perto de um grande colgio, na frente do qual funciona um supermercado. Frequentemente de manh, quando saio de casa, vejo um grupo de alunos do segundo grau, portanto entre 14 e 17 anos, tomando cerveja na porta do supermercado. bvio que
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conseguiram comprar cerveja apesar da pouca idade.
Ronaldo Laranjeira: Uma pesquisa realizada por nossa equipe em Diadema e Paulnia, duas cidades paulistas, mostrou que os entrevistados adolescentes conseguiram comprar bebida alcolica em 95% dos estabelecimentos visitados (mundialmente, a taxa aceitvel de 10%), o que denota total descontrole da situao. Na verdade, vivemos num mercado descontrolado, estrategicamente favorecido pela indstria do lcool.
Drauzio: Normalmente, a dependncia do lcool leva anos para estabelecer-se. Mesmo assim, possvel o adolescente tornar-se dependente?
Ronaldo Laranjeira: De fato, a dependncia do lcool leva anos para estabelecer-se. Porm, um artigo publicado h pouco tempo no Pediatrics mostrou que a exposio precoce bebida alcolica na adolescncia aumenta muito a probabilidade de a pessoa tornar-se dependente. Expor o crebro em formao, principalmente no estiro da puberdade, bebida alcolica faz com que o jovem valorize o prazer qumico do lcool e passe a us-lo regularmente. Por isso, se comparada com a dos adultos que de 11%, a prevalncia do alcoolismo baixa na adolescncia, gira em torno de 2%, 3%. Mas, se levarmos em conta que os adolescentes esto comeando a beber cada vez mais cedo, com certeza, as taxas de dependncia do lcool vo subir muito nessa populao de jovens.
Drauzio: O que voc chama de alcoolismo?
Ronaldo Laranjeira: Existem trs padres de consumo de bebida alcolica. O padro de baixo risco para os adultos beber um ou dois copos de vinho, ou o equivalente em teor alcolico, por dia. A maioria das pessoas tolera esse nvel de toxicidade do lcool e no paga um preo biolgico alto. H quem diga at que esse padro de consumo tem efeitos positivos. Se beber mais do que isso, porm, estar fazendo uso nocivo do lcool, embora ainda possa no ser dependente. A dependncia se caracteriza pelo uso regular de lcool em grandes volumes. Esse procedimento indica que a pessoa j se tornou tolerante e no bebe mais pelos efeitos agradveis que a bebida possa provocar. Bebe porque precisa. Se no o fizer, fica irritada.
Drauzio: Existem fatores de risco para o alcoolismo na adolescncia?
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Mauricio de S. Lima:
Existem, sim, para o alcoolismo e para a dependncia de qualquer outra droga. Existem at caractersticas que so geneticamente transmitidas, mas nem todos os que as possuem se tornam dependentes. H pessoas que bebem e param sem criar dependncia. A grande questo, porm, que impossvel saber quem ir tornar-se dependente no futuro. Ningum pode correr esse risco com os adolescentes, sobretudo porque nessa fase da vida, eles so tomados por um falso sentimento de onipotncia: acham que tudo podem e que, portanto, pararo de beber quando quiserem. Outro fator que pesa muito pertencer a uma turma em que todos bebem. importante destacar, ainda, que alguns adolescentes esto mais propensos a desenvolver esse tipo de comportamento. Vo a festas porque tem bebida e no por qualquer outro prazer que ela possa proporcionar.
Drauzio: O adolescente que bebe est mais propenso a usar outras drogas?
Ronaldo Laranjeira: Disso ningum tem dvida. Uma das evidncias mais consistentes na literatura mdica que o uso de lcool ou de cigarro antes dos 16, 17 anos aumenta muito o risco de experimentar maconha e, depois, partir para outras drogas.
Dr. Ronaldo Ramos Laranjeira mdico psiquiatra, phD em Dependncia Qumica na Inglaterra e professor de Psiquiatria na Faculdade
de Medicina da Universidade Federal de So Paulo.
Dr. Mauricio de Souza Lima mdico hebiatra, coordenador do Ambulatrio de Filhos de Mes-Adolescentes do Hospital das Clnicas da
Faculdade de Medicina da
Universidade de So Paulo e membro da Associao Paulista de Adolescentes e do Departamento de Adolescncia
da Sociedade de Pediatria de So Paulo.
<R+>
Fonte com alteraes: ~,https:drauziovarella.~
com.brdependencia-quimica~
alcoolismo-na-~
adolescencia~,
Vocabulrio
Estiro: s. m. Longa caminhada.
Mdico hebiatra: s. 2 g. Nome dado ao especialista que cuida de uma das fases mais complexas da nossa vida: a adolescncia.
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oooooooooooo
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Tirinhas
Tirinhas do Calvin
Com humor fino e cheio de ironia, as tiras de Calvin & Haroldo, criadas pelo norte-
-americano Bill Watterson, comearam a ser
distribudas para publicao em jornais em 18 de novembro de 1985 e foram produzidas at dezembro de 1995, quando o artista anunciou
sua aposentadoria da srie.
No quadrinho, o sagaz garoto de 6 anos e seu tigre de pelcia -- que ganha vida na imaginao do menino -- protagonizam dilogos
divertidos e surreais. Em suas conversas inteligentes e bem-humoradas, debatem o jeito de ser dos humanos, enquanto expem
particularidades do mundo infantil
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e contradies do mundo adulto.
O nome do garoto foi inspirado no telogo Calvino (1509-1564), um dos responsveis pela Reforma na Igreja Catlica. J o do tigre
Haroldo, chamado de Hobbes na verso original, deriva do filsofo e cientista poltico Thomas Hobbes (1588-1679), autor do livro
Leviat.
Os dois formam uma das mais famosas duplas dos quadrinhos. Durante o perodo ativo, as histrias de Calvin & Haroldo estamparam
as pginas de mais de 2.400 jornais no mundo. Hoje os livros com antologias e coletneas da srie j venderam mais de 30 milhes de
exemplares em todo o planeta.
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A obra foi multipremiada. Seu autor recebeu os principais prmios dos quadrinhos.
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Vocabulrio
Antologia: s. f. Coleo de textos, em prosa ou em verso, selecionados de forma que melhor representem a obra de um autor.
Coletnea: s. f. Conjunto de vrias obras.
"Leviat": o livro mais famoso do filsofo ingls Thomas Hobbes, publicado em 1651. O seu ttulo deve-se ao monstro bblico Leviat.
O livro, cujo ttulo por extenso "Leviat ou Matria, Forma e Poder de um Estado Eclesistico e Civil", trata da estrutura da
sociedade organizada.
Sagaz: adj. 2 g. De inteligncia e percepo muito aguadas; perspicaz.
Vulnerabilidade: s. f. Qualidade de vulnervel; fragilidade.
_`[{tirinha em quatro quadrinhos; adaptada a seguir_`]
Nos quatro quadrinhos,
Calvin e Haroldo aparecem conversando.
1- Calvin diz: Pena que
o mundo vai acabar em breve...
Haroldo pergunta: Como que ?
2- Calvin responde: O cometa Halley. Cometas so arautos do juzo final.
3- Haroldo diz: No so, no. Isso s superstio.
Calvin pergunta: Srio?
4- Calvin afasta-se com expresso zangada e diz: Acho melhor eu fazer aquela redao pra escola.
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_`[{tirinha em quatro quadrinhos; adaptada a seguir_`]
1- A me do Calvin est recostada no sof, lendo jornal. Calvin aproxima-se e pergunta: T com fome. Posso fazer um lanche?
2- A me responde: Claro, sirva-se. Calvin sorri.
3- Calvin est segurando um vidro cheio de biscoitos e com um biscoito j na boca. Ouve a voz da me que diz: Pode pegar uma ma ou uma laranja na geladeira.
4- Calvin conclui: Embora usemos o mesmo idioma, no falamos a mesma lngua.
_`[{tirinha em quatro quadrinhos; adaptada a seguir_`]
1- A me de Calvin o ergue pela cintura enquanto ele diz: No, me! No me ponha pra dormir!
2- Calvin continua: Eu disse ao Haroldo para estraalhar qualquer um que me leve pra cama antes das 9 da noite!
3- A me abre a mquina de lavar, tira Haroldo pela orelha e diz: Seu tigre de pelcia est na mquina de lavar.
4- Calvin, bravo, diz: Bela hora pra tomar banho!
Haroldo, mostrando a lngua para Calvin, diz: Ora, s porque voc nunca toma banho...
Vocabulrio:
Arauto: s. m. Porta-voz, mensageiro, aquele que anuncia.
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oooooooooooo
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Espao do Leitor
Caro leitor,
Comunicamos que, devido a obras no prdio em que funciona a DIB (Diviso de Imprensa Braille), estamos im-
possibilitados, temporariamente, de atender sugestes ou solicitaes via telefone. As mesmas continuam sendo recebidas via e-mail:
~,pontinhos@ibc.gov.br~,.
Assim que a obra for concluda, comunicaremos neste espao.
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Um forte abrao!
Coordenao das Revistas em Braille
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O Livro de Feitios
Era uma vez uma menina muito bonita chamada Bli.
Um dia, ela andava pela rua, quando, de repente, viu algo que chamou sua ateno.
-- Um livro! Adoro livros! E ele tem uma capa to bonita... creio que s passar um pano e ele fica novinho. -- disse e pegou o
livro.
Na capa estava escrito: "Livro de Feitios", mas Bli no teve medo, s curiosidade.
Chegando em casa, ela limpou o livro com cuidado e comeou a l-lo. O primeiro captulo tinha o ttulo: "Para Aprendizes de
Feiticeiros", porm a menina no se importou.
Havia, ali, um feitio que dizia: "Para a casa ficar encantada, diga as palavras Sara Capim Fram."
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Ela disse as palavras, pois queria mesmo que a casa ficasse encantada. Mas ento foi um susto: a casa transformou-se numa floresta
enorme, cheia de animais selvagens e ferozes de todo tipo. No meio da confuso da bicharada, Bli ouviu uma voz terrvel que dizia:
-- Voc mexeu com o que no devia. Agora se vira!
A menina ficou assustada e procurou logo o contrafeitio.
-- Para desfazer o feitio, diga: Feitio enfeitiado, voc no vai ficar aqui no. Desfao voc com minhas prprias mos! Fri sai
daqui!"
O feitio foi desfeito, a casa ficou, de novo, em silncio. Ela ainda ouviu, ao longe, uma voz dizer:
-- Voc muito enxerida!
Triste, Bli concluiu:
<p>
-- Tenho que deixar este livro no mesmo lugar onde encontrei.
A garota foi at a mesma rua e l largou o livro, e nunca mais procurou por ele.
Ela viveu feliz e sossegada, sem nunca mais pegar em um livro de feitios.
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Colaborao da leitora
Silvana Martins
Sebastio.
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xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxo
Fim da Obra
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Transcrio: Gregrio
Brando
Reviso Braille: Jessica Medina e Joo Batista Alvarenga
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