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Info

Guia de Orientação e Mobilidade PARTE 2 (TXT)

Atualizado 2023
Atualizado em 23/03/2023 10h30

text/plain Guia Orientacao e Mobilidade parte 2.txt — 71 KB

Conteúdo do arquivo

<t->
          Coleo Caminhos e Saberes

          Grupo de Estudos e Pesquisa 
          em Orientao e Mobilidade 
          (GEPOM)

          Rompendo barreiras

          Guia prtico de Orientao 
          e Mobilidade do Instituto 
          Benjamin Constant

          Impresso braille em 
          3 partes, na diagramao de 
          28 linhas por 34 caracteres, 
          Instituto Benjamin Constant, 2022.
                              
          Segunda Parte

<p>
          Ministrio da Educao 
          Instituto Benjamin Constant
          Departamento 
          Tcnico-Especializado
          Diviso de Imprensa Braille
          Av. Pasteur, 350-368 -- Urca 
          22290-250 
          Rio de Janeiro -- RJ 
          Brasil
          Tel.: (21) 3478-4442
          Fax: (21) 3478-4444
          E-mail: ~,ibc@ibc.gov.br~,
          ~,http:www.ibc.gov.br~,  
          -- 2023 --
<P>
          GOVERNO FEDERAL
          PRESIDNCIA DA REPBLICA

          Jair Messias Bolsonaro

          MINISTRIO DA EDUCAO

          Victor Godoy Veiga

          INSTITUTO BENJAMIN CONSTANT

          Joo Ricardo Melo Figueiredo

          DEPARTAMENTO DE 
          PS-GRADUAO, PESQUISA 
          E EXTENSO

          Elise de Melo Borba Ferreira

          DIVISO DE PS-GRADUAO E PESQUISA

          Luiz Paulo da Silva Braga
<P>
          ROMPENDO BARREIRAS:
          GUIA PRTICO DE
          ORIENTAO E MOBILIDADE
          DO INSTITUTO BENJAMIN CONSTANT
<R+>
_`[Imagem de fundo azul, centralizada, em que, na parte superior, em 
letras laranja, l-se: Rom-
  pendo barreiras; guia prtico de orientao 
e mobilidade do Instituto Benjamin Constant". 
  Abaixo, centralizado, 
um desenho do globo terrestre, simulando uma crnio, com culos 
escuros e, na parte superior do globo, seis desenhos de pessoa com 
deficincia visual enfileirada, indicando o crescimento de uma 
criana, e da esquerda para a direita, temos: criana de olhos 
fechados, usando fralda, em p, segurando um brinquedo com um cabo 
longo; menino com culos escuros, shorte e camiseta, em p, andando 
com as mos esticadas para frente; jovem cm cuos escuros, cala 
comprida e camiseta, segurando no antebrao de outra pessoa; adulto 
com culos escuros, camiseta com a cela braille na frente e cala 
comprida, segurando uma bengala."_`]
<R->
<P>
<R+>
 Elaborado pelo Grupo de Estudos e Pesquisa em Orientao e 
Mobilidade (GEPOM), vinculado ao Centro de Estudos e Pesquisas
(Cepeq) do Instituto Benjamin Constant (IBC):
 Advia Fernanda Correia Dias da Silva
 Lisnia Cardoso Tederixe
 Regina Ktia Cerqueira Ribeiro
 Thiago Sardenberg
 Vanessa Rocha Zardini Nakajima

 Descrio da imagem: Foto do grupo da cabea  cintura com cinco 
pessoas sorrindo, todas de p
com camisa tipo polo preta com as logomarcas do Grupo de Estudos e 
Pesquisa de Orientao e
Mobilidade do lado esquerdo e do Instituto Benjamin Constant do lado 
direito. Da esquerda para
direita: Thiago Sardenberg, Vanessa Zardini, Regina Ktia Cerqueira, 
Advia Dias e Lisnia Tederixe
<R->

          Membros Convidados:
          Fernanda Codeo Ferreira 
          Monteiro 
          Marcelo Miranda Petini

          Colaboradores convidados:
          Antnio Menescal
          Elcy Maria Andrade Mendes
          Elizabeth Ferreira de Jesus
          George Thomaz Harrison
          Indira Stephanni Cardoso 
          Marques
          Maria da Gloria de Souza 
          Almeida
          Thas Ferreira Bigate

          Reviso tcnica do contedo:
          Valria Rocha Conde Aljan

          Ilustraes:
          Jlio Matoso
<p>
          Dados do livro em tinta 

          Copyright `(C`) Instituto 
          Benjamin Constant, 2022

          ISBN 978-65-00-60906-6

<R+>
 Todos os direitos reservados.  permitida a reproduo parcial ou 
total desta obra, desde que
citada a fonte e que no seja para venda ou qualquer fim comercial.
A responsabilidade pelo contedo e pelos direitos autorais
de textos e imagens desta obra  dos autores.
<R->

          Capa e diagramao
          Wanderlei Pinto da Motta

          Copidesque e reviso geral
          Laize Santos de Oliveira
          Marcela da Silva Abrantes
<P>
<R+>
 Coleo Caminhos e Saberes

 1) Sistema Braille: simbologia bsica aplicada  Lngua Portuguesa
 2) Tcnicas de Clculo e Didtica do Soroban -- metodologia: menor 
valor relativo
 3) Manual de Adaptao de Textos Para o Sistema Braille
 4) Tcnicas de Clculo e Didtica do Soroban -- metodologia: maior 
valor relativo
 5) Transcrio e Impresso Braille no Programa Braille Fcil
 6) Manual de Produo do Livro Falado
 7) Rompendo barreiras: guia prtico de Orientao e Mobilidade do IBC

 Organizao da coleo:
 At o n.o 5: Jeane Gameiro Miragaya
 A partir do n.o 6: Gabrielle de Oliveira Camacho Soares
<R->

          Todos os direitos reservados para
          Instituto Benjamin Constant
          Av. Pasteur, 350/368 -- Urca
          CEP: 22290-250 -- Rio de Janeiro -- RJ -- Brasil
          Tel.: 55 21 3478-4458
          E-mail: ~,dpp@ibc.gov.br~,

<trompendo barreiras>
<t*1>
 Lista de figuras

 Segunda Parte

 Figura 93: Tcnica de 
  bengala longa -- passagem 
  por portas -- pessoa com 
  deficincia visual com a 
  bengala longa na vertical 
  localiza a maaneta da 
  porta ::::::::::::::::::::: 105
 Figura 94: Tcnica de 
  bengala longa -- subir 
  escadas -- pessoa com 
  deficincia visual se 
  enquadra de frente para 
  escada e identifica altura 
  e profundidade no primeiro 
  degrau :::::::::::::::::::: 107
 Figura 95: Tcnica de 
  bengala longa -- subir 
  escadas -- pessoa com 
  deficincia visual se 
  enquadra de frente para 
  escada e identifica a 
  largura da escada ::::::::: 107
<P>
 Figura 96: Tcnica de 
  bengala longa -- subir 
  escadas -- pessoa com
  deficincia visual inicia a 
  subida mantendo a bengala 
  longa um degrau  
  frente :::::::::::::::::::: 107
 Figura 97: Tcnica de 
  bengala longa -- descer 
  escadas -- pessoa com 
  deficincia visual inicia a 
  descida localizado o 
  corrimo e o primeiro 
  degrau :::::::::::::::::::: 108
 Figura 98: Tcnica de 
  bengala longa -- descer 
  escadas -- pessoa com
  deficincia visual inicia a 
  descida apoiando a bengala 
  longa na borda do degrau  
  sua frente :::::::::::::::: 109
 Figura 99: Tcnica de 
  bengala longa -- escadas 
  rolantes -- pessoa com
  deficincia visual se 
  aproxima da placa de 
  metal ::::::::::::::::::::: 111
<P>
 Figura 100: Tcnica de 
  bengala longa -- escadas 
  rolantes -- pessoa com
  deficincia visual apoia a 
  mo direita no corrimo e 
  posiciona-se com a bengala 
  longa na vertical ::::::::: 111
 Figura 101: Tcnica de 
  bengala longa -- escadas 
  rolantes -- ao final da
  escada rolante a pessoa com 
  deficincia visual eleva a 
  ponta do p ::::::::::::::: 111
 Figura 102: Tcnica de 
  bengala longa -- escadas 
  rolantes -- para perceber o 
  final da escada rolante a 
  pessoa com deficincia 
  visual pode ficar com um 
  p em cada degrau ::::::::: 112
 Figura 103: Tcnica de 
  bengala longa -- travessia 
  de ruas em reas 
  residenciais -- pessoa com 
  deficincia visual 
  aguardando para iniciar a
  travessia ::::::::::::::::: 117
 Figura 104: Tcnica de 
  bengala longa -- travessia 
  de ruas em reas 
  residenciais -- pessoa com 
  deficincia visual 
  aguardando termina a 
  travessia e identifica o 
  meio-fio :::::::::::::::::: 117
 Figura 105: Tcnica de 
  bengala longa -- travessia 
  de ruas em reas 
  residenciais -- pessoa com 
  deficincia visual realiza 
  a varredura para subir a 
  calada ::::::::::::::::::: 117
 Figura 106: Tcnica de 
  bengala longa -- travessia 
  de ruas com sinais -- 
  pessoa com deficincia 
  visual aguarda o fechamento 
  do sinal e realiza a
  travessia ::::::::::::::::: 119
<P>
 Figura 107: Tcnica de 
  bengala longa -- acesso a 
  elevadores -- pessoa com 
  deficincia visual 
  identifica o piso de 
  alerta, indicando a 
  entrada do elevador ::::::: 121
 Figura 108: Tcnica de 
  bengala longa -- acesso a 
  elevadores -- pessoa com 
  deficincia visual 
  identifica se o elevador 
  est no andar ::::::::::::: 121
 Figura 109: Tcnica de 
  bengala longa -- 
  familiarizao de 
  transportes/automveis -- 
  pessoa com deficincia 
  visual localiza a porta do 
  carro e a abre :::::::::::: 124
 Figura 110: Tcnica de 
  bengala longa -- 
  familiarizao de 
  transportes/automveis -- 
  pessoa com deficincia 
  visual entra no carro e 
  fecha a porta ::::::::::::: 124
 Figura 111: Tcnica de 
  bengala longa -- 
  familiarizao de 
  transportes/nibus -- 
  pessoa com deficincia 
  visual localiza e segura o 
  corrimo, em seguida 
  identifica o degrau para 
  iniciar a subida :::::::::: 127
 Figura 112: Contrastes 
  recomendados para a 
  instalao do piso ttil em
  relao ao piso 
  adjacente ::::::::::::::::: 133
 Figura 113: Mudana de 
  direo formando ngulo 
  entre 150 e 180 ::::::: 135
 Figura 114: Sinalizao 
  ttil direcional :::::::::: 135
 Figura 115: Mapa com as 
  faixas direcionais :::::::: 136
 Figura 116: Mapa com 
  encontro de faixas 
  direcionais ::::::::::::::: 136
 Figura 117: Smbolo da 
  deficincia visual :::::::: 139
 Figura 118: Smbolo da 
  baixa viso ::::::::::::::: 140
 Figura 119: Smbolo da 
  audiodescrio :::::::::::: 140
 Figura 120: Smbolo do co 
  guia :::::::::::::::::::::: 141
 Figura 121: Smbolo da 
  surdocegueira ::::::::::::: 142
<P>
<P>
 Sumrio 

 Segunda Parte

 3.9.10 Passagem por 
  portas :::::::::::::::::::: 105
 3.9.11 Subir escadas :::: 105
 3.9.12 Descer escadas ::: 108
 3.9.13 Escadas 
  rolantes :::::::::::::::::: 109
 3.9.14 reas 
  residenciais :::::::::::::: 113
 3.9.15 Solicitando ajuda 
  ou informao ::::::::::::: 114
 3.9.16 Travessia de ruas 
  em reas residenciais ::::: 116
 3.9.17 Travessia de ruas 
  com sinais :::::::::::::::: 118
 3.9.18 Acesso aos 
  elevadores :::::::::::::::: 120
 3.9.19 Familiarizao de 
  transporte :::::::::::::::: 122
 3.9.20 Tcnica do 
  abandono (Drop-Off) ::: 129
 3.10 Piso ttil :::::::::: 130
<P>
 3.10.1 Formas de 
  utilizao do piso ttil 
  na Orientao e 
  Mobilidade ::::::::::::::: 137
 4. Smbolos de 
  acessibilidade mais 
  utilizados na Deficincia 
  Visual ::::::::::::::::::: 139

 Segunda seo :::::::::::::: 149
 Orientao e Mobilidade: a 
  construo de novas 
  trajetrias ::::::::::::::: 149

 Notas ::::::::::::::::::::: 185
<84>
<trompendo barreiras>
<t+105>
 3.9.10 Passagem por portas

  A pessoa com deficincia visual, ao detectar uma porta, deve manter 
o contato com o objeto e colocar a bengala longa na vertical, 
arrast-la para a direita e para a esquerda at encontrar o trinco; 
uma vez localizado o trinco ou maaneta, abre a porta com a mo livre 
e passa.

<85>
<R+>
 Figura 93. _`[no adaptada._`] Tcnica de bengala longa -- passagem 
por portas -- pessoa com deficincia visual com a bengala longa na 
vertical localiza a maaneta da porta.
<R->

 Fonte: Acervo pessoal.

 3.9.11 Subir escadas

  Ao encontrar uma escada, a pessoa com deficincia visual deve fazer 
o enquadramento, ou seja, 
<P>
colocar-se de frente para a escada. A partir 
disso, fazer o reconhecimento da altura, largura e comprimento dos degraus, bem 
como a localizao do corrimo com a bengala longa. A mo oposta  que est 
segurando o corrimo segura a bengala longa, fazendo a empunhadura do 
lpis, apoiando-a no segundo degrau  sua frente, e inicia a subida. 
Durante toda a subida, a pessoa com deficincia visual dever manter 
a bengala longa sempre um degrau  sua frente. Quando a bengala longa 
no mais encontrar degraus, a pessoa saber que falta um degrau para 
chegar ao topo. No fim da subida e nos patamares, deve-se fazer uma 
varredura. Uma outra variao dessa tcnica  a utilizao da bengala 
longa na posio diagonal.
  O professor, familiar ou acompanhante deve se posicionar sempre no 
degrau abaixo da pessoa com deficincia visual, visando maior 
segurana.

<86>
<R+>
 Figura 94. _`[no adaptada._`] Tcnica de bengala longa -- subir 
escadas -- pessoa com deficincia visual se enquadra de frente para 
escada e identifica altura e profundidade no primeiro degrau.

 Fonte: Acervo pessoal.

 Figura 95. _`[no adaptada._`] Tcnica de bengala longa -- subir 
escadas -- pessoa com deficincia visual se enquadra de frente para 
escada e identifica a largura da escada.

 Fonte: Acervo pessoal.

<87>
 Figura 96. _`[no adaptada._`] Tcnica de bengala longa -- subir 
escadas -- pessoa com deficincia visual inicia a subida mantendo a 
bengala longa um degrau a frente.
<R->

 Fonte: Acervo pessoal.

 3.9.12 Descer escadas

  Da mesma forma que na tcnica de subida de escadas, a pessoa com
deficincia visual localiza a 
 escada, coloca-se de frente para ela, 
faz o reconhecimento com a bengala longa da altura, largura e 
comprimento dos degraus, bem como a localizao do corrimo e inicia 
a descida. Nessa tcnica, utiliza-se a empunhadura de toque com a 
bengala longa em diagonal, apoiando-a na borda do degrau logo abaixo. 
Caso haja um patamar ou chegue ao final da escada, a pessoa com 
deficincia visual deve fazer uma varredura antes de dar continuidade 
ao seu deslocamento.
  O professor, familiar ou acompanhante deve se posicionar sempre um
degrau  frente da pessoa com deficincia visual.

<88>
<R+>
 Figura 97. _`[no adaptada._`] Tcnica de bengala longa -- descer 
escadas -- pessoa com 
  deficincia visual inicia a 
  descida localizado 
o corrimo e o primeiro degrau.

 Fonte: Acervo pessoal.

 Figura 98. _`[no adaptada._`] Tcnica de bengala longa -- descer 
escadas -- pessoa com deficincia visual inicia a descida apoiando a 
bengala longa na borda do degrau  sua frente.
<R->

 Fonte: Acervo pessoal.

<89>
 3.9.13 Escadas rolantes

   importante ressaltar que algumas pessoas com deficincia visual se
sentem desconfortveis ao ter que utilizar escadas rolantes, por ser 
um objeto em movimento. Por esse motivo, ao realizarmos essa tcnica 
com a pessoa com deficincia visual devemos ter muita ateno para 
respeitar o seu tempo e no desencoraj-la a fazer uso desse tipo de 
escada.
  As escadas rolantes, normalmente, possuem uma placa metlica de 
alerta que serve para identificar o seu incio e final. Aps perceber a 
mudana de textura do piso, a pessoa com deficincia visual dever fazer uma 
varredura com a bengala longa, deslocar-se para a direita at 
localizar e tocar o corrimo. Deve apoiar a mo levemente na borracha 
que o cobre, percebendo se ele se desloca no sentido do seu 
movimento, para frente, ou se ele se movimenta de maneira a empurrar 
a pessoa para trs, sentido contrrio ao seu movimento. Posiciona-se 
de frente para a escada, coloca a bengala longa na posio vertical,
com empunhadura em lpis, um degrau a frente e entra na escada. Um dos 
ps deve estar com a ponta ligeiramente levantada para perceber o fim da 
escada e o p de apoio deve permanecer um pouco atrs para dar a 
passada. Ao chegar ao fim da escada, subindo ou descendo, ela deve 
dar sequncia a sua caminhada normalmente, sem fazer a varredura, e 
ter o cuidado de no demorar ou parar, a fim de evitar acidentes.

<R+>
 Figura 99. _`[no adaptada._`] Tcnica de bengala longa -- escadas 
rolantes -- pessoa com deficincia visual se aproxima da placa de 
metal.

 Fonte: Acervo pessoal.

<90>
 Figura 100. _`[no adaptada._`] Tcnica de bengala longa -- escadas 
rolantes -- pessoa com deficincia visual apoia a mo direita no 
corrimo e posiciona-se com a bengala longa na vertical.

 Fonte: Acervo pessoal.

 Figura 101. _`[no adaptada._`] Tcnica de bengala longa -- escadas 
rolantes -- ao final da 
<P>
  escada rolante a pessoa com deficincia visual eleva a ponta do p.

 Fonte: Acervo pessoal.

 OM Importante

 Uma variao dessa tcnica, na subida de escadas rolantes,  
solicitar que a pessoa com deficincia visual coloque um p em cada 
degrau, assim ela ir perceber que est se aproximando do final, pois 
o nvel entre os degraus esto se igualando.

<91>
 Figura 102. _`[no adaptada._`] Tcnica de bengala longa -- escadas 
rolantes -- para perceber o final da escada rolante a pessoa com 
deficincia visual pode ficar com um p em cada degrau.
<R->

 Fonte: Acervo pessoal.
<P>
 3.9.14 reas residenciais

  Essa tcnica  apresentada a pessoas com deficincia visual em 
ambientes externos. Inicialmene, deve haver alguns pontos comerciais 
e o mnimo de trfego possvel no local, para que ela possa 
compreender as suas caractersticas, como: tipo de calada, 
quarteires e obstculos como lixeiras, entradas e sadas de 
garagens, entre outros. Todas essas caractersticas devem ser 
informadas e depois experimentadas pela pessoa com deficincia visual.
  Com esses elementos e com as informaes fornecidas pelas pistas e
pontos de referncia, a pessoa com deficincia visual ser capaz de 
compreender melhor o espao e assim formar o mapa mental do local. 
Para isso,  importante que o percurso seja repetido at que o 
ambiente seja compreendido.
   comum iniciar essa vivncia utilizando o guia vidente e, 
 posteriormente, retornar s tcnicas de bengala longa.

<92>
<R+>
 OM Importante

 A pessoa com deficincia visual deve estar atenta s dimenses da 
calada, pois esta pode 
  variar ao longo do percurso, e ainda ao fato de estar 
caminhando paralelo  rua, por isso em alguns momentos possivelmente no
haver uma linha guia para se orientar. A pessoa deve ser orientada a 
caminhar na parte interna da calada, pois na parte externa, prximo 
ao meiofio, pode haver alguns obstculos fixos como hidrantes, 
lixeiras, postes, olegrios, (5) etc. 
<R->

 3.9.15 Solicitando ajuda ou 
  informao

  A ajuda deve ser solicitada 
<R+>
 ::::::::::::::::::::::::::::::::::
 (5) As notas encontram-se no final do volume. 
<R->
 quando a pessoa com deficincia visual sentir que est confusa ou 
"perdida" quanto ao percurso que deseja 
fazer, ou sempre que precisar. Quando estiver em um ambiente externo 
e no houver ningum  sua volta, ela deve continuar caminhando e 
procurar essa ajuda em uma loja, ou com um vendedor am-
 bulante. Sempre que receber a 
 informao desejada, a pessoa com deficincia visual 
deve expressar seu agradecimento. Essa atitude incentiva quem deu a 
informao a auxiliar outras pessoas com deficincia visual.

<R+>
 OM Importante

 Em percursos longos e desconhecidos  aconselhvel que a pessoa com 
deficincia visual confirme o percurso que est realizando, 
certificando-se de que o trajeto est correto.
<R->
<P>
 3.9.16 Travessia de ruas em 
  reas residenciais

  Para realizar a travessia de ruas, a pessoa com deficincia visual 
se aproxima do meio-fio com a bengala longa em posio de toque, de preferncia na
direo da faixa de pedestres. Ao identificar o meio-fio com a 
bengala longa,
<93>
deve fazer uma pequena pausa para ouvir o trnsito e estar a uma 
distncia segura da rua. Antes de iniciar a travessia, verifica a 
altura do meio-fio e realiza a varredura a uma distncia segura antes 
de comear a caminhar. S deve atravessar quando o som indicar que 
no h trnsito de veculos. Ainda assim, a travessia s deve ser 
realizada quando a pessoa com deficincia visual se sentir segura e 
confiante para faz-la. Ao chegar  calada oposta, a pessoa com 
deficincia visual deve, novamente, fazer uma pequena varredura antes 
de iniciar sua caminhada.

<R+>
 Figura 103. _`[no adaptada._`] Tcnica de bengala longa -- 
travessia de ruas em reas residenciais -- pessoa com deficincia 
visual aguardando para iniciar a travessia.

 Fonte: Acervo pessoal.

 Figura 104. _`[no adaptada._`] Tcnica de bengala longa -- 
travessia de ruas em reas residenciais -- pessoa com deficincia 
visual termina a travessia e identifica o meio-fio.

 Fonte: Acervo pessoal.

<94>
 Figura 105. _`[no adaptada._`] Tcnica de bengala longa -- 
travessia de ruas em reas residenciais -- pessoa com deficincia 
visual realiza a varredura para subir a calada.

 Fonte: Acervo pessoal.
<P>
 OM Importante

 A pessoa com deficincia visual deve se posicionar ao lado esquerdo 
de obstculos como postes, rvores, placas, dentre outros para permitir 
que o condutor do veculo a visualize.
<R->

 3.9.17 Travessia de ruas com 
  sinais

  Proceder da mesma forma como descrito no item anterior (travessia de
ruas residenciais), porm sempre que possvel solicitar ajuda. Caso 
isso no seja possvel, preste ateno na abertura e fechamento do 
sinal de trnsito (a durao do ciclo), enquanto verifica as pistas  
sua volta. Assim, a pessoa com deficincia visual poder distinguir a 
durao do ciclo e do tempo disponvel para atravessar a rua.

<95>
<P>
<R+>
 Figura 106. _`[no adaptada._`] Tcnica de bengala longa -- 
travessia de ruas com sinais -- pessoa com deficincia visual aguarda 
o fechamento do sinal e realiza a travessia.

 Fonte: Acervo pessoal.

 OM Importante

 O sinal sonoro  uma adaptao do sinal (semforo), sendo um 
dispositivo que emite som, vibrao e estmulo visual, servindo de 
orientao para que pessoas com necessidades especficas possam 
realizar a travessia com mais segurana. Quando o tempo de travessia 
estiver prximo de acabar, o sinal sonoro ficar mais rpido. Em 
locais onde haja sinais sonoros, deve-se ter os mesmos cuidados da 
travessia de rua sem sinal sonoro.
<R->
<P>
 3.9.18 Acesso aos elevadores

  Inicialmente, a pessoa com deficincia visual deve ser estimulada a 
reconhecer os vrios tipos de elevadores e suas variaes, tanto os 
modelos antigos de portas pantogrficas como os modelos mais novos. A 
pessoa com deficincia visual deve localizar o elevador pelas pistas 
que ele oferece, como o som da campainha, o som da porta abrindo, ou 
solicitar ajuda. Em seguida, identificar onde est o boto da 
chamada, que em geral encontra-se na parede,  direita ou  esquerda 
da porta. Caso haja algum dentro do elevador ou prximo a ele, ela 
deve perguntar se o elevador est subindo ou descendo. Se no houver
ascensorista ou outra pessoa no elevador, deve-se fazer uma varredura para 
verificar se o elevador se encontra no andar e se h desnvel. Ao 
entrar, segurar a bengala
<96>
longa na empunhadura de lpis, ficar de frente 
 para a porta, 
mantendo-a junto ao seu corpo, localizar e identificar o boto do 
andar desejado e apertar o painel dos botes. Ao sair, ela deve fazer 
uma rpida varredura com a bengala longa, dar alguns passos para 
frente e, quando perceber que no vai interferir no trnsito de 
pedestres, parar, orientar-se e tomar a direo desejada.

<R+>
 Figura 107. _`[no adaptada._`] Tcnica de bengala longa -- acesso a 
elevadores -- pessoa com deficincia visual identifica o piso de 
alerta, indicando a entrada do elevador.

 Fonte: Acervo pessoal.

 Figura 108. _`[no adaptada._`] Tcnica de bengala longa -- acesso a 
elevadores -- pessoa com deficincia visual identifica se o elevador 
est no andar.

 Fonte: Acervo pessoal.
<P>
<97>
 OM Importante

 Nos elevadores antigos que possuem portas pantogrficas, caso em que 
a porta interna  sanfonada, a pessoa com deficincia visual deve ter 
mais ateno para que a bengala longa esteja prxima ao corpo, 
evitando que ela fique presa nessas aberturas. Como os elevadores so 
diferentes, pode haver inmeras possibilidades de acessibilidade. 
Caso no se sinta familiarizado ou orientado, solicite ajuda.
<R->

 3.9.19 Familiarizao de 
  transporte

   necessrio que se faa a familiarizao de todos os tipos de 
transportes com a pessoa com deficincia visual. Se possvel, em 
transportes pblicos (nibus, trem, metr, barcas), devemos 
adaptar a tcnica de familiarizao de ambientes e deixar a pessoa com DV 
explorar o veculo ou barca. Essa explorao/familiarizao deve ser 
realizada preferencialmente em um veculo vazio e parado.

  Automvel

   necessrio apresentar os diferentes modelos de automveis, assim 
como todos os objetos, para que a pessoa com deficincia visual possa 
formar conceitos sobre eles de maneira concreta. Ela deve conhecer as 
partes principais do carro para poder estabelecer sua posio em 
relao a ele.
  Ao localizar o carro, utilizando a bengala longa com a tcnica do 
toque, ela vai deslizar a mo livre na parte superior do carro e, 
ento, localizar a janela e o trinco utilizando a tcnica de 
rastreamento de objetos e abrir a porta. Uma das mos deve estar 
sobre o teto do carro e o corpo posicionado paralelo a esse, com uma 
das mos no teto e a outra na porta.
  Aps identificar o assento do carro, fazer a varredura do banco com 
o dorso da mo, entrar no carro, dobrar a bengala longa e fechar a 
porta. Durante o percurso, a bengala longa deve permanecer fechada.

<98>
<R+>
 Figura 109. _`[no adaptada._`] Tcnica de bengala longa -- 
familiarizao de transportes/automveis -- pessoa com deficincia 
visual localiza a porta do carro e a abre.

 Fonte: Acervo pessoal.

 Figura 110. _`[no adaptada._`] Tcnica de bengala longa -- 
  familiarizao de transportes/
  /automveis -- pessoa com 
  deficincia visual entra no carro e fecha a porta.

 Fonte: Acervo pessoal.

<99>
 OM Importante

 A pessoa com deficincia visual deve abrir e fechar a porta. Essa 
medida evita possveis acidentes. No caso da conduo com o guia 
vidente, esse deve se certificar de que a pessoa est completamente 
dentro do carro antes de fechar a porta.
<R->

  nibus

  Para a realizao dessa tcnica a pessoa com deficincia visual j 
deve ter conhecido as partes externas e internas do nibus.
  Inicialmente, caso a pessoa esteja acompanhada de um guia vidente, o
guia far o sinal para o nibus. Quando o nibus estiver parado e com 
a porta aberta, a pessoa com deficincia visual deve segurar o 
corrimo da porta para subir as escadas e aguardar a aproximao do 
guia. Uma vez que ambos estejam dentro do nibus, o guia deve 
conduzir a pessoa com deficincia visual at a roleta. Ela deve 
passar na roleta primeiro e aguardar para que o guia vidente passe 
logo depois.
  Durante todo o tempo, a pessoa com deficincia visual deve segurar 
nos balastres (hastes que ficam na parte lateral dos bancos ou na 
parte superior dos nibus) para que fique em segurana. Em seguida, 
deve-se localizar um banco vazio e sentar-se. Prximo  chegada ao 
seu destino, o guia vidente dever informar a pessoa com deficincia 
visual que elas iro descer do nibus. Eles devem se dirigir at a 
porta de sada. O guia vidente desce primeiro e a pessoa com 
deficincia visual desce logo em seguida, localizando e segurando
o corrimo na porta, para que haja mais segurana. Caso a pessoa com 
deficincia visual esteja sozinha, ela deve utilizar a bengala longa para 
localizar a roleta, o banco e a sada do nibus, e se for necessrio 
pedir ajuda a algum passageiro ou ao motorista. Durante o trajeto, 
caso a pessoa esteja em p, a bengala longa deve permanecer rente ao 
seu corpo, seguindo a linha mdia; e se estiver sentada, deve optar 
por acomodar a bengala longa da maneira que for mais confortvel.

<100>
<R+>
 Figura 111. _`[no adaptada._`] Tcnica de bengala longa -- 
familiarizao de transportes/
  /nibus -- pessoa com deficincia visual 
localiza e segura o corrimo, em seguida identifica o degrau para 
iniciar a subida.

 Fonte: Acervo pessoal.

 OM Importante

 Os modelos de nibus variam, sendo necessrio que a pessoa com 
deficincia visual seja informada sobre essas possveis variaes 
(presena ou ausncia de 
<P>
  roleta, nibus articulado, porta de entrada 
e sada etc.).
<R->

  Trem

  Em ambientes de transportes ferrovirios, a pessoa com deficincia 
visual deve estar com o seu passe livre em mos ou em fcil acesso e 
dirigir-se  roleta, sozinha ou acompanhada de um guia vidente.
  As estaes podem ter variaes arquitetnicas (escadas comuns e/ou
rolantes, bilheterias, roletas, plataformas, bancos, sanitrios, 
bancas de jornal, lanchonetes etc.), sendo necessria a 
familiarizao do ambiente.
  Uma vez percebida a aproximao do trem na plataforma, a pessoa com
deficincia visual, por meio da pista auditiva, deve seguir o 
fluxo dos demais passageiros e localizar a porta. Sempre que possvel, ela 
deve solicitar ajuda. H
<101>
semelhanas entre o trem e o 
<P>
metr, contudo, em algumas cidades, no 
metr, os agentes auxiliam no embarque e desembarque de passageiros com 
deficincia, garantindo a essas pessoas maior segurana.

 3.9.20 Tcnica do abandono 
  (Drop-Off)

  Na literatura, essa tcnica  descrita como uma finalizao do 
treinamento de OM para verificar se aluno assimilou os conceitos e se 
sente confiante para aplicar as tcnicas aprendidas ao longo do 
programa. Para isso, devem ser analisados alguns critrios quanto ao 
desempenho da pessoa com deficincia visual: adequao das tcnicas, 
segurana, eficincia e o grau de independncia.

 OM Importante

<R+>
 A Equipe do GEPOM preconiza que, no treinamento de OM, 
  essa tcnica 
seja realizada de maneira processual, para verificar as competncias e 
habilidades desenvolvidas durante o treinamento e corrigir possveis 
dificuldades, antes de dar continuidade a uma nova etapa do programa.
<R->

 3.10 Piso ttil

  Originalmente chamado de bloco Tenji (nome dado ao Sistema Braille em
japons), o piso ttil foi criado no Japo por Seiichi Miyake, na dcada de 1960.
  A primeira Norma Tcnica referente  acessibilidade, foi criada em 1985,
sendo denominada NBR 9050 (ABNT, 2004) . Desde ento, j passou por quatro
revises, importantes para correo de possveis falhas. Porm, somente em
2016, foi publicada a NBR 16537 (ABNT, 2016), que traz normativas e diretrizes
<P>
mais especficas para instalao dos pisos tteis.
  A NBR 16537 estabelece critrios e parmetros tcnicos que devem ser
observados na elaborao de projetos e instalaes de sinalizao ttil em pisos.
<102>
Pisos tteis so faixas em alto-relevo fixadas no cho, caracterizadas por textura
e cor contrastantes em relao ao piso adjacente, destinadas a constituir alerta
ou linha-
 -guia e a fornecer informaes importantes para locomoo da pessoa
com deficincia visual. Essa sinalizao  padronizada e universal, permitindo
que a pessoa com deficincia visual se locomova sozinha, com autonomia e segurana,
facilitando a acessibilidade a locais desconhecidos (ABNT, 2016).
  Existem dois tipos de pisos tteis: o de alerta e o direcional. A sinalizao
ttil de alerta possibilita a identificao de perigos, informa sobre a existncia
de desnveis ou outras situaes de risco permanente, mudana de direo
ou opes de percursos. Geralmente so encontrados no incio e final de escadas,
elevadores, trmino de rampas, estaes de trem, metr e paradas de
nibus. Por outro lado, a sinalizao ttil direcional indica a direo a ser seguida,
orienta o sentido de deslocamento e funciona como uma linha guia (ABNT,
2016).

 Requisitos gerais para colocao do piso ttil:
<R+>
  ser antiderrapante tanto em reas internas como externas;
  ter relevo contrastante em relao ao piso adjacente, para ser claramente
percebida por pessoas com deficincia visual que utilizam a tcnica de bengala
longa;
 ter contraste de luminncia em relao ao piso adjacente, para ser percebida
por pessoas com baixa viso.
<R->
  Algumas informaes sobre contrastes recomendados para a instalao
do piso ttil em relao ao piso adjacente e tambm sobre mudanas de direes
so exemplificadas a seguir.

<103>
<R+>
 _`[Figura 112 "Contrastes recomendados para a instalao do piso 
ttil em relao ao piso adjacente", em que apresenta a relao de 
cores entre o piso ttil e o piso adjacente, adaptada em duas partes:
 1`) Aceitvel:
vermelho com bege, branco e amarelo.
amarelo com cinza escuro, preto, marrom, lils, verde e azul.
azul com bege e branco.
laranja com preto.
verde com bege e branco.
lils com bege e branco.
marrom com bege e rbanco.
preto com bege e branco.
cinza escuro com branco.
 2`) No Usar
vermelho com cinza escuro, preto, marrom, pink, 
  lils, verde, laranja. azul e vermelho.
amarelo com bege, branco, pink, laranja e amarelo.
azul com cinza escuro, preto, marrom, pink, lils, verde, laranja e azul.
laranja com bege, branco, cinza escuro,  marrom, pink, lils, verde, laranja.
verde com cinza escuro, preto, marrom, pink, lils e verde.
lils com  cinza escuro, preto, marrom, pink e lils.
pink com com cinza escuro, preto, marrom, pink.
marrom com cinza escuro, preto e marrom.
preto com cinza escuro e preto.
cinza escuro com bege e cinza escuro.
Branco com bege e branco.
bege com bege._`]
<R->

 Fonte: ABNT, 2016.

  Mudana de direo

  Quando houver mudana de direo formando ngulo entre 150 e 180,
no  necessrio sinalizar 
<P>
a mudana com sinalizao ttil de alerta 
(Figura 113).

<R+>
 Figura 113 _`[no adaptada._`] Mudana de direo formando ngulo 
entre 150 e 180.
<R->

 Fonte: ABNT, 2016.

<104>
  Quando houver mudana de direo com ngulo entre 90 e 150, deve
haver sinalizao ttil de alerta, formando reas de alerta com dimenso equivalente
ao dobro da largura da sinalizao ttil direcional.

<R+>
 Figura 114 _`[no adaptada._`] Sinalizao ttil direcional.
<R->

 Fonte: ABNT, 2016.

  Quando houver o encontro de trs faixas direcionais, deve haver sinalizao
ttil formando 
reas de alerta com dimenso 
<P>
 equivalente ao triplo da largura
da sinalizao ttil. A rea de alerta deve ser posicionada mantendo-se pelo
menos um dos lados em posio ortogonal a uma das faixas direcionais.

<R+>
 Figura 115 _`[no adaptada._`] Mapa com as faixas direcionais.
<R->

 Fonte: ABNT, 2016.

<105>
  Quando houver o encontro de quatro faixas direcionais, deve haver sinalizao
ttil de alerta com o triplo da largura da sinalizao ttil direcional, sendo
posicionada nos dois lados da sinalizao ttil direcional indicativa dos fluxos
existentes.

<R+>
 Figura 116 _`[no adaptada._`] Mapa com encontro de faixas 
direcionais.
<R->

 Fonte: ABNT, 2016.
<P>
 3.10.1 Formas de utilizao do 
  piso ttil na Orientao e 
  Mobilidade

  Embora existam normas para colocao dos pisos tteis, observa-se a
dificuldade de instalao desses, pois a padronizao no que se refere  largura
das caladas  relativamente recente. O ideal seria que as caladas tivessem
espaos adequados para faixa de acesso, faixa livre e faixa de servio.
  As faixas de servio so as que causam maiores problemas, pois a colocao
de caixas de internet, luz, esgoto, postes, rvores etc., so instaladas aleatoriamente
nas caladas, podendo confundir o usurio. Isso ocorre devido ao crescimento
urbano desordenado nas cidades.
<106>
  Sugerimos que ao utilizar o piso ttil, a pessoa com deficincia 
<P>
visual caminhe sobre o piso utilizando a tcnica de toque, 
principalmente em ambientes
externos. Contudo aqueles que no se adaptam a essa orientao, podem se
posicionar lateralmente ao piso ttil utilizando-o como linha guia. Uma outra
variao  para ambientes internos, em que  utilizada a tcnica de bengala
longa em diagonal deslizando-a sobre o piso ttil.

<R+>
 OM Importante

 Essas orientaes foram consideradas a partir das observaes nos usurios
com patologias que afetam a sensibilidade ttil e tambm pessoas com mobilidade
reduzida que necessitem de utilizao de muletas ou bengala de
apoio concomitantemente com bengala longa.
<P>
 4. Smbolos de acessibilidade 
  mais utilizados na Deficincia 
  Visual

  Deficincia Visual: O smbolo de pessoas com deficincia visual indica a existncia
de recursos, mobilirio e servios com indicaes em braille,
audiodescrio e presena de piso ttil.

 _`[Figura 117 "Smbolo da deficincia visual", em que se v a 
silhueta de uma pessoa segurando uma bengala apontando para frente, 
tocando o cho._`]

 Fonte: ABNT, 2020.

  Baixa Viso: Indica que a pessoa com deficincia visual possui baixa viso, ou
seja, apresenta reduo de campo e/ou acuidade visual, aps todos os procedimentos
clnicos, cirrgicos e correo com culos 
  comuns, gerando prejuzo
na realizao das atividades cotidianas.

<107>
 _`[Figura 118 "Smbolo da baixa viso", em que se v o desenho de um 
olho com algumas listras e um trao vertical ao centro._`]

 Fonte: ABNT, 2020.

  Audiodescrio: Esse servio torna a televiso, o vdeo e projeo de filmes de
cinema mais acessveis para pessoas cegas ou com baixa viso. A descrio
dos elementos visuais  fornecida por um descritor de udio treinado por meio
do Programa de udio Secundrio (SAP) de televisores e monitores equipados
com som estreo.

 _`[Figura 119 "Smbolo da audiodescrio", em que se v, em letras 
maisculas, as letras 
<P>
  "AD" com trs faixas verticais arredondadas._`]

 Fonte: ABNT, 2016.

  Co Guia: A Lei 11.126 de 2005 (BRASIL, 2005) obriga que todos os locais
pblicos e privados de uso coletivo aceitem co-guia como acompanhante de
pessoas com deficincia visual.

 _`[Figura 120 "Smbolo do co guia" em que se v a silhueta de uma 
pessoa e de um cachorro ao lado._`]

 Fonte: ABNT, 2009.

<108>
  Surdocegueira: Este smbolo indica pessoas que apresentam deficincia visual
associada  deficincia auditiva em diferentes graus. Elas podem se utilizar de
diferentes formas de comunicao como a Lngua de Sinais, do alfabeto manual,
o 
  Tadoma (forma de comunicao que consiste em fazer leitura labial por meio
do tato), o Sistema Braille, dentre outras. A Lngua de Sinais  considerada a
lngua natural dos surdos. Nela, a comunicao  construda no espao por
meio de movimentos das mos em diferentes modos e pontos de contato no
corpo.

 _`[Figura 121 "Smbolo da surdocegueira" em que se v o desenho da 
lateral do rosto de uma pessoa, com uma mo com o dedo indicador 
apontando para a orelha, uma seta dessa mo para outra mo que tem o dedo indicador apotnando para o olho._`]

 Fonte: ABNT, 2008.
<R->

  Finalizamos aqui a primeira parte do Guia Prtico de Orientao e Mobilidade
do Instituto Benjamin Constant com as informaes das tcnicas de OM.
Apresentaremos em seguida contedos especficos relacionados a essa rea escritos
pelos nossos colaboradores convidados, com expertise em suas reas de
atuao, possibilitando um dilogo interdisciplinar na rea de OM e suas
especificidades. Os textos da segunda seo foram organizados propondo uma
cronologia da histria de OM no IBC.

               ::::::::::::::::::::::::

<109>
 Referncias

<R+>
 -- A
 ALMEIDA, Camilla Esprito Santo; DIAS, Matheus Neiva. *Projeto de implantao
de adaptaes que visem acessibilidade para pessoas com deficincia no prdio
do Centro de Tecnologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro*. 2019.
Projeto de Graduao (Graduao em Engenharia 
  Civil) -- Escola Politcnica,
Universidade Federal do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 2019 Disponvel em:
~,http:repositorio.poli.ufrj.~
  brmonografias~
  monopoli10029509.pdf~, Acesso em:
02.mai.2022.
 ASSOCIAO BRASILEIRA DE NORMAS TCNICAS (ABNT). *NBR 9050:
Acessibilidade a edificaes, mobilirio, espaos e equipamentos 
urbanos*. Rio de Janeiro, 2004.
 ASSOCIAO BRASILEIRA DE NORMAS TCNICAS (ABNT). *NBR 14022:
Acessibilidade em veculos de caractersticas urbanas para o transporte coletivo
de passageiros*. Rio de Janeiro, 2009.
 ASSOCIAO BRASILEIRA DE NORMAS TCNICAS (ABNT). *NBR 9050:
Acessibilidade a edificaes, mobilirio, espaos e equipamentos 
urbanos*. Rio de Janeiro, 2015.
<P>
 ASSOCIAO BRASILEIRA DE NORMAS TCNICAS (ABNT). *NBR 16537:
Acessibilidade -- Sinalizao ttil no piso -- Diretrizes para elaborao de
projetos e instalao*. Rio de Janeiro, 2016.

 -- B
 BRASIL. Ministrio da Educao. Secretaria de Educao Especial. *Programa de
Capacitao de Recursos Humanos 
  do Ensino Fundamental*: De-
  ficincia Visual. v. 3. 
  Braslia, DF: MEC: SEESP, 2001.
 BRASIL. Ministrio da Educao. Secretaria de Educao Especial. *Atendimento
educacional especializado para alunos com deficincia visual*. Braslia, DF: MEC:
SEESP, 2007.
 BRASIL. Secretaria de Educao Especial. *Subsdios para a Organizao e
Funcionamento de servios de Educao Especial*: rea de deficincia visual.
Braslia, DF: MEC: SEESP, 1995.

-- F
 FELIPPE, Joo lvaro de Moraes. *Caminhando juntos*: manual das habilidades
bsicas de orientao e mobilidade: volume IV. So Paulo: Conselho Brasileiro
de Oftalmologia: Laramara, 2018. (Srie Deficincia Visual).

 -- I
 Instituto Benjamin Constant (IBC). Diviso de Desenvolvimento e Produo de
Material Especializado. *Orientao e Mobilidade*: Rua de mo dupla 
-- caladas,
rua de mo dupla -- canteiro central, ruas transversais -- quarteires. Rio de
Janeiro: IBC, 2015.
 Instituto Benjamin Constant (IBC). *Orientaes gerais para o relacionamento
com a 
  pessoa cega*. Rio de Janeiro: IBC, [20-?]. Disponvel em 
~,www.ibc.gov.br~, Acesso em: 27 out. 2021.
<R->

               oooooooooooo

<110>
<P>
<P>
 Segunda Seo(6)

<111>
 Orientao e Mobilidade: a 
  construo de novas trajetrias

 Maria da Gloria de Souza 
  Almeida (1)
 Elcy Maria Andrade Mendes (2)

  O processo civilizatrio da humanidade somente efetivou-se pela natureza
libertria do homem.
  Na trajetria evolutiva do ser humano fica patente o esprito indmito que
animava aquele ser em formao.
  A explorao de ambientes, a vivncia das cavernas, a descoberta do
fogo, a criao de ferramentas de defesa e de instrumento de trabalho, o
desbravamento de territrios inabitveis, a constatao da supremacia do mais
forte sobre o mais fraco so marcas irrefutveis da fora de um 
elemento que no possua grilhes que o 
<P>
 detivessem ou amarras que o 
ancorasse. Seu instinto de sobrevivncia f-lo cruel, mas 
impulsionou-o a seguir sempre adiante. Enfrentou
intempries, defrontou-se com o desconhecido, venceu o inspito. Matou
e morreu, destruiu e construiu, moveram-no o medo e a coragem.
  Ao correr dos tempos, substituiu a ao meramente brutal, a violncia,
pelo raciocnio prtico. Nascia, aos poucos, o pensamento lgico. Em princpio,
uma urdidura rudimentar cujos fios tnues fortaleceram-se lentamente durante
<112>
a caminhada; caminhada que abria vertentes infindveis que fundamentaram a
infinitude e complexidade do pensar humano.
  Expansionista por essncia e por necessidade, tornou-se nmade. Percorreu
distncias inimaginveis, fundou comunidades, agrupou seres, avanou em
direo  conquista de uma nova ordem: o 
posicionamento do homem frente a si
mesmo. Era a prova cabal do 
 surgimento de um outro agente; agente transformador
que protagonizava o alargamento e a compreenso do universo; agente
mobilizador de estruturas, criador de muitos mundos, inventor de ideias, provocador
de mudanas, incentivador do novo, preservador do passado. Quebrou
velhos paradigmas e formulou ousados preceitos. Com sua ndole paradoxal,
apostou, revolucionou, acertou e errou. Entretanto, possibilitou a ascenso do
gnero humano em todas as esferas existentes.
  As sociedades emergiram de sua tendncia gregria. A construo extraordinria
dos arcabouos do conhecimento, da cultura, das artes e das cincias
provm daquele ser primitivo que lutou para manter-se vivo, que lutou contra
elementos naturais, inimigos visveis e ocultos. Provm daquele ser embrionrio
que desenvolveu condies e competncias fsicas, que aprendeu a enxergar
alm dos 
 limites de sua viso, ainda estreita e 
turva. Todavia, o fator preponderante
dessa evoluo longa e espinhosa foi a aquisio da linguagem articulada:
a aquisio da fala. Linguagem e pensamento fundiram-se em uma relao
simbitica que ofereceu ao homem a faculdade de raciocinar e de 
expressar-se
em padres desejveis. A fala humanizadora, capacidade nica e absoluta, somente
afeta ao homem, transformou-o em um ser pensante, um ser reflexivo.
Portanto, apto a engendrar e a gestar mltiplos iderios que se converteram em
aes e produes concretas e perenes.
  Os milnios sucederam-se. Modificaram-se comportamentos e 
fomentaram-se novos e diferenciados anseios. O homem continuou e continua a trilhar a
estrada do possvel e do impossvel, do provvel e do improvvel, do real e da
fantasia.
  O crescimento humano  um direito que no deve se enclausurar apenas
em discursos, normas preestabelecidas ou marcos legais. A sociedade contempornea
precisa penetrar profundamente no mago desse direito, despojando-se
do olhar autoritrio dos ditames definitivos. O homem nasceu com a vocao
<113>
para ser livre, e de sua liberdade forjou-se sua autonomia. Somos herdeiros dessa
autonomia que exige de ns a preservao da liberdade em qualquer contexto e
sob qualquer alegao. A liberdade  a fora motriz que aciona e incrementa o
enfrentamento de duros desafios e a realizao de recnditos desejos.
  Um questionamento se faz necessrio:
  Como inserir a Orientao e Mobilidade no bojo de discusses to amplas
e diversas, sendo esse um assunto demasiadamente especfico?
  O ponto-chave da questo em pauta, remete-nos ao conceito de "ir e vir",
direito assegurado a todos os cidados brasileiros, constante no Artigo 5, XV da
Constituio Federal de 1988, que trata da liberdade de locomoo no pas em
tempo de paz. Este  um direito inalienvel que ampara toda e qualquer pessoa,
independentemente das condies que a afetam ou nas quais se encontra, desde
que no firam os pressupostos legais. Contudo, nossa abordagem tem como foco
o direito do indivduo cego. Ele tambm, como cidado, est sob a cobertura da
Lei; porm, analisamos aqui um direito peculiar que atinge esse sujeito: o direito
 liberdade, o direito a uma vida prpria sem monitoramentos ou cerceamento
total do homem.
  A cegueira, em especial, coloca o indivduo em uma posio desvantajosa,
espelhando desvalia, que o imaginrio da sociedade converte em representaes
sociais extre-
 mamente precarizadas e pondo 
 invariavelmente em destaque as 
<P>
carncias ou possveis dficits, deixando opacas as reais possibilidades ou
potencialidades impensveis. Aquele indivduo concretiza a configurao da prpria
deficincia; ele  a deficincia. Assim, palavras como incompetncia, incapacidade,
inadequao, impropriedade, entre outras tantas, circulam pela existncia
desse sujeito desde sempre, conferindo-lhe rtulos negativos que se transformam
em estigmas difceis de eliminar. A negao recorrente causa prejuzos imprevisveis
e incalculveis, decreta o aniquilamento psquico e emocional.
   preciso estarmos atentos e dispostos a reverter a prtica nociva da
excluso explcita e a atitude perversa da excluso implcita.
   imprescindvel validarmos a ideologia da afirmao, consagrando a pedagogia
dos "sins", abandonando, ainda que tardiamente, a pedagogia danosa
dos "nos".
<114>
<P>
  Espanta-nos, sobremaneira, que 
uma viso to diminuta e ultrapassada
ainda prospere de alguma forma em to diferentes contextos. Todavia, 
compreende-se com clareza que esse olhar eivado de obscurantismo 
atrela-se ao preconceito.
Podemos ser mais agudos: esse olhar restritivo  elemento estruturante
do preconceito.
  A sociedade tem como marco balizador o que chamamos "homem padro",
aquele sujeito que detm todas as condies ideais, sendo analisado sob a
perspectiva de padres de normalidade previamente estabelecidos. Ao sarem
desse padro, aqueles que possuem algum dficit ou privao passam a constituir
diferentes categorias mi-
 noritrias que, em geral, veem 
 seu direito ao crescimento
intelectual, social e humano amesquinhado.
  Faamos uma reflexo sobre o que nos diz o filsofo francs Michel Foucault:
<P>
  "As minorias so objeto 
 de dominao". O pensamento de Foucault traduz o peso destrutivo das representaes sociais que acompanham as pessoas com
deficincia, desde pocas mais remotas.
   importante sinalizar que uma sociedade excludente forma homens dbeis,
fracos, que se permitem encapsular nas impermeveis paredes de sua deficincia.
Por isso, faz-se imperativo que a educao atue com pertinncia e rigor
em todos os nveis de ensino, como tambm em todas as faixas etrias.
  O universo da positividade e dos propsitos a serem alcanados precisa
mostrar-se pleno  pessoa com deficincia visual. Desde a infncia, valores como
identidade, autoconfiana, autoestima, coragem, senso de liberdade devem ser
apresentados e cultivados criteriosamente. O estabelecimento de objetivos coerentes
e bem definidos leva  busca de conquistas. O conformismo no  compatvel
com o xito. Logo, a pessoa com deficincia visual no pode ficar  margem
de si mesma. A falta de motivao, o mergulho na acomodao e a desvalorizao
das pr-
 prias qualidades conduzem  inrcia e ao fatal alijamento da vida.
Entende-se, pois, que o processo de crescimento global da criana e do jovem,
como a emancipao social e econmica do adulto, dependem de uma ao pedaggica
e psicolgica consciente e que esteja em conformidade com as verdadeiras
necessidades de cada indivduo, seja qual for sua posio ou condies
gerais.
<115>
  Voltemos ao foco.
  A Orientao e Mobilidade compe o conjunto de disciplinas que prepara o
aluno com deficincia visual para entender o mundo que o rodeia, apropriandose
dele, tanto quanto possvel. Apenas a educao cumpre papel to relevante.
<P>
  A criana, o adolescente e o jovem tm seus alicerces plantados na escola.
Seu conhecimento, seu acervo de saberes vrios, suas relaes sociais e afetivas
so armazenados no decurso do processo educativo.
  Outra questo se coloca:
  E o jovem e o adulto que perderam a viso fora do perodo de escolarizao?
  Esta  uma outra vertente de uma Instituio multifacetada como o Instituto
Benjamin Constant. Agrega-se a outros tipos de alunos atendidos, a 
figura do reabilitando. Em mais de trs dcadas, homens e mulheres abalados pela
cegueira ou por sua iminente chegada, traziam em si a desesperana e um enorme
vazio existencial. A complexidade do problema que se abatia sobre eles era
ex-
 traordinria e incompreensvel. As perdas sofridas acumulavam-se em diferentes
nichos; cada um guardando em sua natureza as 
 caractersticas de sua
importncia, de sua dor e da irreversibilidade da situao vivenciada: famlia,
profisso, renda, independncia.
  O programa reabilitacional do Instituto Benjamin Constant procurou, desde
seus primeiros movimentos, oferecer ao reabilitando uma programao de
aulas e atividades que preenchessem suas expec-
 tativas e aumentassem seu interesse
pela consecuo de uma nova realidade. Esta promoveria um tempo de
reconstruo interna, favorecendo o aparecimento de outras oportunidades que
estruturassem uma vida que exibisse novos perfis.
  Mais uma vez, justifica-se uma interrogao:
  Como reconstruir uma vida quando se perdeu a liberdade, a independncia,
a autonomia?
  De novo, o conceito "de ir e vir" sustenta o direito do homem  liberdade
e  procura da realizao dos seus anseios, desejos e 
<P>
premncias cotidianas. A
Orientao e Mobilidade torna-se o smbolo do processo reabilitacional de um
indivduo cego.
<116>
  Sabe-se que, para o cego, o espao quando no faz parte da vivncia
diria aproxima-se da ideia do desconhecido aflitivo que assusta e amedronta. O
domnio espacial converte-se, para ele, numa prtica quase impossvel. Entretanto,
com o desenvolvimento de metodologias, tcnicas e estratgias, a Orientao
e Mobilidade passa a trabalhar as percepes, os sentidos remanescentes,
despertando e aprimorando capacidades e competncias que habilitam o cego a
readquirir, ainda que de forma especial, uma autonomia suficiente 
para lanar-se
novamente a uma vida efetiva. Assim, embora dentro de outros parmetros,
tenta recolocar-se num mundo que, em muitos momentos, parecia-lhe ser to
somente um recorte em sua memria.
<P>
  Eis a imprescindvel presena da Orientao e Mobilidade, seja na educao,
seja no processo de reabilitao de pessoas com deficincia visual.
  O desespero, o medo, o constrangimento, o desnimo, entre outros sentimentos
altamente negativos, no podem se sobrepor  superao de limites e
ao enfrentamento de impossibilidades. A energia, o encorajamento, a vontade de
viver, ao contrrio, entranham-se na prtica dessa rea de atuao. A Orientao
e Mobilidade  mais que uma disciplina,  muito mais que uma simples atividade.
Ela devolve o indivduo cego, em particular,  sociedade. Sua reinsero na educao,
no mundo do trabalho, na cultura, no lazer e no esporte s acontece se a
antiga independncia, mesmo ganhando novas feies, retornar para ele como
um signo de ressurgimento. O ressurgimento de um novo homem.
<P>
  A locomoo independente do indivduo com deficincia visual exige a
presena de profissionais competentes e uma srie de cuidados na veiculao
dos exerccios e das prticas executadas, garantindo uma locomoo realmente
autnoma e mais segura.
  A Orientao e Mobilidade encarrega-se de exercer junto ao pblico com
deficincia visual no s o ensino tcnico, mas tambm, um alerta quanto 
imperiosa necessidade de trabalhar-se a fora interior que vai fortalecer a aquisio
da autoconfiana por parte do indivduo cego, surdocego ou mesmo com
baixa viso na utilizao da bengala, instrumento que substitura a 
figura do secular acompanhante-guia.
  Pode-se dizer que essa locomoo significa a ruptura do isolamento que a
cegueira, na maioria dos casos, impe quele indivduo afetado por ela.
<117>
<P>
  A histria coloca em relevo, desde tempos imemoriais, a figura do cego,
na caminhada evolutiva do homem, sempre contraditria e 
 envolta em uma
espessa nvoa de mitos e de representaes dspares. Aquele indivduo sobrevivia
em meio a crenas e conceitos que o punham em posies que alternavam
a ideia do bem e do mal. Dons divinos contrapunham-se a punies cruis, a
castigos severos que metaforizavam a prpria morte.
  A mitologia, a literatura, o teatro, o cinema e a Bblia Sagrada registram o
vigor e o estranhamento encantatrio que a cegueira transmitia ao imaginrio da
humanidade de ento. Diferentemente das demais deficincias, a cegueira no
demonstrava um impedimento absoluto. Ao longo dos milnios, por meio do
desenvolvimento do intelecto, do incremento do pensamento filosfico, da criao
e abrangncia das cincias, despertou-se para o exerccio da anlise verdadeiramente
crtica e mais profunda dessas questes. O indivduo cego passou a
ser percebido como um ser pensante, um ser reflexivo, senhor de uma
potencialidade que se alargava e enraizava  medida que esse outro conceito a
seu respeito era apreendido, compreendido e fomentado por oportunidades reais
de crescimento em todas as esferas humanas -- social, educacional, cultural,
artstica e laboral.
  O recorrente protagonismo de personagens cegos na histria da humanidade,
sejam personalidades reais, sejam agentes de fico, atestam que a cegueira
impe limites, mas no decreta, cabalmente, impedimentos irreversveis.
Tomemos dois personagens cegos que ilustraro nosso assunto -- Isaac e
Tirsias.
  O Velho Testamento, no Livro do xodo, faz referncia ao *cajado* como
instrumento guia, favorecendo a locomoo. Pela primeira vez, 
utilizava-se a
ideia do uso daquele objeto para auxiliar o deslocamento no ato de andar de uma
pessoa cega.
  Aps ter perdido a viso, 
 Isaac, filho de Abro, passou a empregar seu
cajado de pastor, que usava no pastoreio de seus rebanhos, limpando caminhos,
afastando pequenos tropeos, apontando direes ao gado na imensido dos
campos, agora para locomover-se com maior autonomia.
<118>
  O primitivo cajado que servia para muitos como elemento de apoio para o
corpo enfraquecido e debilitado, mas tambm, como uma espcie de ferramenta
de trabalho, muitos milnios mais tarde, em outro estgio da civilizao humana
inspiraria a criao da bengala, equipamento de explorao de mltiplos espaos
e ambientes, fator de segurana e, certamente, objeto concreto para um caminhar
independente.
  A mitologia grega nos traz a figura de Tirsias, sbio e adivinho.
  Encontramos em uma das verses existentes acerca dessa personagem
mtica, o seguinte relato:
  Tirsias foi levado  presena de Zeus e de Hera. Ambos o questionaram
a respeito do problema:
Quem sentia mais prazer no ato sexual. O elemento masculino ou o elemento
feminino?
Tirsias, sem titubear, respondeu:
  -- O elemento feminino.
  Enfurecidos e irredutveis, os deuses aplicaram em Tirsias, um terrvel
castigo: ficaria cego para sempre. Com tudo, Zeus e Hera concederam-lhe o
"dom da premonio", dando-lhe ainda, um basto *mgico* a fim de que ele o
guiasse pelas trilhas da vida.
  Mais uma vez, vemos um instrumento-guia minimizando as dificuldades e
desvalias de um indivduo privado da viso.
   importante deter-nos sobre como o basto que passaria a ajudar a Tirsias
foi designado. O adjetivo *mgico* determinava o significado relevante do objeto
doado. Os deuses tiraram-lhe os 
olhos, a capacidade de ver; entretanto, a magia
do basto lhe conferiria a possibilidade de continuar vivendo apesar do infausto
acontecimento. O basto *mgico* era o anncio de uma nova realidade existencial.
  Chegamos ao sculo XX. Muitas lutas foram travadas; muitos comportamentos
sofreram mudanas. A viso de mundo do homem foi-se estendendo e
procurando novos rumos. As pocas transcorriam, guardando olhares diversos e
prticas que refletiam esses mesmos olhares. A religio, o pragmatismo, o
cientificismo, entre tantas e diferenciadas tendncias e posturas, estabeleceram
<119>
os ditames que norteariam a anlise dos sujeitos com deficincia sobre diferentes
ngulos.
  Os anos de 1900 vieram carregados de desejos reformistas. 
 Eram tempos de ebulio; era hora 
<P>
de fazer-se a reviso da sociedade; era o momento para
deixar de lado velhos modelos, desgastadas condutas. A educao, as artes, a
cultura, o trabalho exigiam o aparecimento de um homem novo que pensasse a
construo de um mundo novo. Porm, a efervescncia do sculo XX no ficou
restrita ao aprimoramento e elevao do esprito humano. O poder instigava os
conflitos sociais e polticos que geraram inquietaes, culminando com a
deflagrao de duas grandes guerras mundiais, que se desdobraram em confrontos
pontuais anos a fio.
  Finda a Primeira Guerra Mundial (1914 -- 1918), viu-se o resultado nefasto
de um confronto entre naes que somente trouxe destruio e problemas
atinentes a todas as guerras: morte, enfermidade, empobrecimento dos povos
mais frgeis, dominao autoritria.
<P>
  Na ocasio, muitos combatentes ficaram cegos. Assim, soldados franceses,
ingleses e americanos comearam a fazer uso de um basto para que pudessem
se deslocar com maior segurana e certa independncia.
  Ao trmino da Segunda Guerra Mundial (1939 -- 1945), cresceu
exponencialmente o nmero de soldados que adquiriram cegueira irreversvel ou
alguma deficincia visual. A partir da constatao desse fato, muitos estudiosos
dedicaram-se  pesquisa, buscando a melhoria do basto (bengala), o que favoreceria
enormemente a orientao e mobilidade daqueles homens atingidos e
impactados pela cegueira ou por uma violenta reduo da viso.
  Entre os inmeros pesquisadores do assunto, destaca-se o mdico oftalmologista
americano e treinador de atletismo para pessoas 
 com deficincia visual,
o Dr. Richard Hoover, que pertencia ao quadro mdico do Hospital Valley Forge
(Estados Unidos). Logo o mdico percebeu as deficincias 
do basto empregado
e sua inconvenincia. Imediatamente, projetou um outro basto, agora feito de
metal com formato tubular, com as seguintes medidas:
 1,42 m de comprimento;
 1,2 cm de dimetro;
 186 g de peso.
<120>
  Este instrumento tinha a ponta arredondada. O equipamento visava ao
aprendizado da tcnica que se denominou Orientao e Mobilidade.
  Hoover entendeu que a bengala com medidas fixas no supriria as necessidades
de todos os indivduos cegos, j que as pessoas tm peso e altura diferentes.
Deste modo, novamente projetou outros modelos, personalizando-os.
Portanto, a bengala tornou-se mais eficiente.
  A tcnica programada para a 
 Orientao e Mobilidade estabelecida por
Hoover, constitui-se em trs etapas:
<R+>
  A primeira incluiu um *guia vidente*;
  A segunda utiliza tcnicas de *autoajuda* pela pessoa com deficincia visual;
  A terceira introduz o emprego da *bengala longa*.
<R->
  O avano das pesquisas e dos estudos, a partir das trs etapas fixadas por
Hoover frente  possibilidade concreta de o cego 
 ganhar autonomia no processo
de "ir e vir", faz-nos compreender 
 a importncia das tcnicas de 
 Orientao e
Mobilidade e os saltos qualitativos dados no decurso de tantas dcadas.
  A Orientao e Mobilidade no apenas oferece  pessoa com deficincia
visual a explorao de espaos, o reconhecimento de lugares e ambientes, a
competncia de perceber obstculos, o desejo de ex-
 pandir-se com um ser autnomo,
dilatando sua independncia e decidindo os rumos que pretende ou quer
trilhar.
  Conclui-se, pois, que a Orientao e Mobilidade no prescreve to somente
elementos materiais (bengala, co-guia) ou metodologias e tcnicas no ato do
deslocamento independente. Ela infunde no indivduo cego, em particular,
autoconfiana, autoestima, respeito. Respeito por si prprio. Respeito por parte
da sociedade, ainda que esta d provas irrefutveis de uma conduta discriminatria
e indiferente em muitas ocasies e incontveis momentos.
  A Orientao e Mobilidade anima e equilibra o psiquismo do jovem que se
inicia em uma vida autnoma.
  A Orientao e Mobilidade regenera e reequilibra o psiquismo do adulto
que perdeu a viso e sua autonomia.
<121>
  As reflexes propostas neste texto nos impelem a analisar com critrio e
profundidade o papel da Orientao e Mobilidade na existncia de pessoas com
deficincia visual. A faixa etria, efetivamente, no importa. O que se levanta  a
imperativa necessidade de instrutores ou professores serem formados para cumprirem
tarefa to importante no desenvolvimento do processo educacional e
reabilitacional de pessoas cegas ou com baixa viso.
  Ante uma responsabilidade e questo igualmente delicadas, no apenas
pedaggica, como tambm humanamente,  primordial que haja uma formao
de qualidade que atinja o maior nmero possvel de profissionais. No  plausvel
deixar esse ensino to especfico e fundamental em mos pouco ou nada qualificadas.
A promoo de cursos robustos e bem avaliados,  uma exigncia pedaggica,
no uma afirmao incua.
  A Orientao e Mobilidade vem  luz no Brasil, com maior alcance, a partir
dos anos de 1940. Esse assunto vai aos poucos, firmando-se como uma necessidade
educativa e de carter social.
  Nos fins dos anos 1950, surgiam novas concepes e posturas pedaggicas
acerca da educao de pessoas com deficincia. A Educao Especial era
sacudida por outros ares. Um feixe de ideias mais largas e progressistas chegava
da Europa e dos Estados Unidos. Ganhavam corpo e muitos adeptos. Eram teorias
que principiavam a questionar antigas prticas pedaggicas e desgastados
modelos curriculares. Os princpios de normalizao e de integrao do aluno
com deficincia j se faziam presentes nas abordagens acadmicas e na adoo
de medidas que, mesmo lentas, movimentavam os Sistemas Educacionais do
pas. Este conjunto de fatos e a busca por rumos diferentes alavancaram pensamentos
e posies. A Escola era alvo agora de movimentos de mudanas de
concepo. Uma filosofia de maior afirmao do indivduo com 
deficincia, impunha-se; a independncia e a valorizao de um processo educativo que estivesse
em consonncia com seu tempo davam os primeiros sinais. Eram passos midos
e incertos, no entanto muitos apostaram na reverso de um status firmado em
sculos de invisibilidade e excluso. A ideologia libertadora do 
homem enraizava-se por toda parte naqueles tempos.
  As pessoas com deficincia no podiam estar apartadas desse projeto
humanstico-educacional, j era o prenncio do futuro conceito de 
incluso. Porm,
<122>
as grandes mudanas na educao no se processam rapidamente. O estabelecimento
de novas diretrizes caminha, muitas vezes, quase imperceptvel.
  Vemos muitas dcadas passar. A construo de uma sociedade inclusiva
somente se efetivar, quando essa mesma sociedade se abrir para todos, reconhecendo
o direito de cada indivduo viver segundo sua realidade e expectativas.
As atitudes afirmativas dependem do 
<P>
forjamento de homens fortes e decisivos,
j que no h afirmao possvel se no houver espritos livres e personalidades
equilibradas.
  O primeiro Curso de Orientao e Mobilidade realizou-se, em nosso pas,
por iniciativa da Fundao para o Livro do Cego no Brasil, hoje Fundao Dorina
Nowill com sede em So Paulo. Em 1957, aconteceu o primeiro curso de treinamento
para instrutores de Orientao e Mobilidade.
  Em 1959, ofereceu-se o primeiro curso de Orientao e Mobilidade para
professores no Instituto de Reabilitao da Faculdade de Medicina da Universidade
de So Paulo (USP).
  A partir das dcadas seguintes, os cursos tomaram impulso e avanaram.
  O Instituto Benjamin Constant promoveu seu primeiro Curso de Orientao
e Mobilidade no ano de 1983; este patrocinado pelo Centro Nacional de Educao
Especial (CENESP), rgo do Ministrio da Educao ao qual o Instituto Benjamin
Constant era subordinado  poca. Ministrou o referido curso a professora Celina
Bittencourt de M. Campos, professora das classes de Educao Especial do Municpio
do Rio de Janeiro, posteriormente docente da Universidade do Estado do Rio de
Janeiro (UERJ). Recm chegada da Europa, trazia para o Rio de Janeiro mtodos e
tcnicas inovadoras para a rea da Orientao e Mobilidade.
  A partir da formao inicial de trs professores -- Lucia Maria Filgueiras da
Silva Monteiro, Paulo Srgio de Miranda e Sandra Jabour Wagner -- principiava o
atendimento de Orientao e Mobilidade na Instituio. Naquele perodo, a rea
ficava a cargo dos professores de Educao Fsica, cuja coordenao estava 
<P>
sob a responsabilidade do professor Antnio Joo Menescal Conde.
  Na dcada de 1980, o Curso de Capacitao de Professores na rea da
Deficincia Visual havia retornado aps algumas reformulaes. O Curso de
Orientao e Mobilidade passou a ser oferecido, capacitando professores de todo
<123>
o pas. Estavam  frente da docncia dos cursos, as professoras Nelza Maria
Gonalves da Silva e Sandra Jabour.
  Em 1984, realizou-se concurso pblico para o preenchimento do quadro
de professores efetivos. Pela primeira vez, o Instituto Benjamin Constant abria
vaga para a Orientao e Mobilidade. Foi aprovada para o cargo a professora Elcy
Maria Andrade Mendes.
  Em 1994, criava-se oficialmente, a Diviso de Reabilitao de Jovens e
Adultos; desde ento, incrementou-se a Orientao e Mobilidade, que antes, tivera
um pequeno atendimento no setor denominado Prticas Educativas nos anos
de 1980.
  O Programa de Reabilitao crescia e a Orientao e Mobilidade monopolizava
o interesse dos reabilitandos; constatava-se, ano a ano, a importncia
dessa disciplina no processo reabilitacional de dezenas de pessoas que vinham
procurar um novo rumo para suas vidas.
  No comeo, a prioridade no atendimento dessas pessoas era para os indivduos
matriculados na reabilitao. Os alunos concluintes do Ensino Fundamental,
contudo, eram inseridos nesse atendimento que lhes proporcionaria dar o
passo inicial para sua independncia. Era a abertura de novas possibilidades de
crescimento para aqueles adolescentes.
  Atualmente, os alunos a partir do 5 ano, j podem frequentar as aulas de
Orientao e Mobilidade, uma vez que a Escola agora possui uma equipe de
professores que atende ao Departamento de 
 Educao.  uma excelente iniciativa,
posto que, desde cedo, os sentimentos de liberdade e autonomia devem ser
cultivados.
  Sobre o trip liberdade, independncia, autonomia assentam-se os postulados
que regem a orientao e mobilidade. Rasgar horizontes, apontar caminhos,
mostrar sadas trazem ao indivduo com deficincia visual o avivamento de
suas esperanas perante a queda de um percurso construdo, via de regra, com
esforo e sacrifcio e que agora via perder-se abruptamente sem que tivesse um
menor controle ou ingerncia sobre aquele desaparecimento, muitas vezes, inesperado.
O que parecia irremedivel, ganha uma sobrevida. O que parecia trmino
de uma existncia til, transmuda-se em novos tempos.
<124>
  Reflitamos com Miguel Torga, escritor portugus, que nos fala:
  "O destino destina e eu fao o resto".
  Como nos diz o autor, o destino determina para muitos deficincias, debilidades,
fragilidades e empecilhos. No entanto, a educao e a conduo competente
da formao e da reconstruo dessas vidas, modifica o preestabelecido e
impele esses sujeitos  transposio de seus obstculos.
  O atendimento prprio e de fato direcionado s especificidades e necessidades
das pessoas com deficincia visual mobiliza seu ntimo, alenta seu esprito.
A deficincia fora-lhe legada, mas o resto est em suas mos. O resto  a vida
com todas as suas dificuldades, paradoxos, desafios, belezas, possibilidades,
declnios e ascenso.
  No  precipitado nem ingnuo afirmar que a Orientao e Mobilidade  a
mola propulsora desse salto, que tira a pessoa com deficincia visual do vcuo
para projet-la a uma vida construtiva.
<P>
  O homem precisa ser artfice de sua histria, condutor do seu destino,
senhor das suas vontades, dono das suas escolhas.
  Propiciemos, pois,  pessoa com deficincia visual assenhorear-se de si
mesma, revertendo ela prpria os possveis impedimentos que a imobilizem, os
muitos entraves que a tolhem, os infinitos desejos que lhe so proibidos.

               oooooooooooo

<P>
<P>
 Notas

<R+>
 (5) Balizador utilizado na calada que permite, de forma eficaz, o 
bloqueio de veculos, elimina o transtorno da deteriorao 
superficial, da acessibilidade e proporciona menor custo de manuteno
do passeio.

 (6) Afirmaes, opinies e conceitos expressados nos textos desta 
seo so de responsabilidade dos autores.

 (1) Doutora em Literatura (Pontifcia Universidade Catlica do Rio de Janeiro), Mestre em Letras
(Pontifcia Universidade Catlica do Rio de Janeiro), Especialista em Alfabetizao de Deficientes
Visuais (Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro) e Graduada em Licenciatura em Letras
(Universidade Federal Fluminense). 
<P>
Professora aposentada de 
alfabetizao e Assessora da Direo-Geral do Instituto 
  Benjamin Constant.

 (2) Graduada em Fonoaudiologia (Universidade Estcio de S), Especialista em Psicomotricidade
(Centro Cultural Henry Dunant), Especialista em Orientao e Mobilidade (Instituto Benjamin
  Constant). Professora aposentada de Orientao e Mobilidade do Instituto Benjamin Constant e
Ex-Assessora da Direo-Geral do Instituto Benjamin Constant.
<R->

               xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxo

 Fim da Segunda Parte
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    • Institucional
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