Guia de Orientação e Mobilidade PARTE 1 (TXT)
Atualizado 2023
Atualizado em
23/03/2023 10h29
Guia Orientacao e Mobilidade parte 1.txt
— 98 KB
Conteúdo do arquivo
<t->
Coleo Caminhos e Saberes
Grupo de Estudos e Pesquisa
em Orientao e Mobilidade
(GEPOM)
Rompendo barreiras
Guia prtico de Orientao
e Mobilidade do Instituto
Benjamin Constant
Impresso braille em
3 partes, na diagramao de
28 linhas por 34 caracteres,
Instituto Benjamin Constant, 2022.
Primeira Parte
<p>
Ministrio da Educao
Instituto Benjamin Constant
Departamento
Tcnico-Especializado
Diviso de Imprensa Braille
Av. Pasteur, 350-368 -- Urca
22290-250
Rio de Janeiro -- RJ
Brasil
Tel.: (21) 3478-4442
Fax: (21) 3478-4444
E-mail: ~,ibc@ibc.gov.br~,
~,http:www.ibc.gov.br~,
-- 2023 --
<P>
GOVERNO FEDERAL
PRESIDNCIA DA REPBLICA
Jair Messias Bolsonaro
MINISTRIO DA EDUCAO
Victor Godoy Veiga
INSTITUTO BENJAMIN CONSTANT
Joo Ricardo Melo Figueiredo
DEPARTAMENTO DE
PS-GRADUAO, PESQUISA
E EXTENSO
Elise de Melo Borba Ferreira
DIVISO DE PS-GRADUAO E PESQUISA
Luiz Paulo da Silva Braga
<P>
ROMPENDO BARREIRAS:
GUIA PRTICO DE
ORIENTAO E MOBILIDADE
DO INSTITUTO BENJAMIN CONSTANT
<R+>
_`[Imagem de fundo azul, centralizada, em que, na parte superior, em
letras laranja, l-se: Rom-
pendo barreiras; guia prtico de orientao
e mobilidade do Instituto Benjamin Constant".
Abaixo, centralizado,
um desenho do globo terrestre, simulando uma crnio, com culos
escuros e, na parte superior do globo, seis desenhos de pessoa com
deficincia visual enfileirada, indicando o crescimento de uma
criana, e da esquerda para a direita, temos: criana de olhos
fechados, usando fralda, em p, segurando um brinquedo com um cabo
longo; menino com culos escuros, shorte e camiseta, em p, andando
com as mos esticadas para frente; jovem cm cuos escuros, cala
comprida e camiseta, segurando no antebrao de outra pessoa; adulto
com culos escuros, camiseta com a cela braille na frente e cala
comprida, segurando uma bengala."_`]
<R->
<P>
<R+>
Elaborado pelo Grupo de Estudos e Pesquisa em Orientao e
Mobilidade (GEPOM), vinculado ao Centro de Estudos e Pesquisas
(Cepeq) do Instituto Benjamin Constant (IBC):
Advia Fernanda Correia Dias da Silva
Lisnia Cardoso Tederixe
Regina Ktia Cerqueira Ribeiro
Thiago Sardenberg
Vanessa Rocha Zardini Nakajima
Descrio da imagem: Foto do grupo da cabea cintura com cinco
pessoas sorrindo, todas de p
com camisa tipo polo preta com as logomarcas do Grupo de Estudos e
Pesquisa de Orientao e
Mobilidade do lado esquerdo e do Instituto Benjamin Constant do lado
direito. Da esquerda para
direita: Thiago Sardenberg, Vanessa Zardini, Regina Ktia Cerqueira,
Advia Dias e Lisnia Tederixe
<R->
Membros Convidados:
Fernanda Codeo Ferreira
Monteiro
Marcelo Miranda Petini
Colaboradores convidados:
Antnio Menescal
Elcy Maria Andrade Mendes
Elizabeth Ferreira de Jesus
George Thomaz Harrison
Indira Stephanni Cardoso
Marques
Maria da Gloria de Souza
Almeida
Thas Ferreira Bigate
Reviso tcnica do contedo:
Valria Rocha Conde Aljan
Ilustraes:
Jlio Matoso
<p>
Dados do livro em tinta
Copyright `(C`) Instituto
Benjamin Constant, 2022
ISBN 978-65-00-60906-6
<R+>
Todos os direitos reservados. permitida a reproduo parcial ou
total desta obra, desde que
citada a fonte e que no seja para venda ou qualquer fim comercial.
A responsabilidade pelo contedo e pelos direitos autorais
de textos e imagens desta obra dos autores.
<R->
Capa e diagramao
Wanderlei Pinto da Motta
Copidesque e reviso geral
Laize Santos de Oliveira
Marcela da Silva Abrantes
<P>
<R+>
Coleo Caminhos e Saberes
1) Sistema Braille: simbologia bsica aplicada Lngua Portuguesa
2) Tcnicas de Clculo e Didtica do Soroban -- metodologia: menor
valor relativo
3) Manual de Adaptao de Textos Para o Sistema Braille
4) Tcnicas de Clculo e Didtica do Soroban -- metodologia: maior
valor relativo
5) Transcrio e Impresso Braille no Programa Braille Fcil
6) Manual de Produo do Livro Falado
7) Rompendo barreiras: guia prtico de Orientao e Mobilidade do IBC
Organizao da coleo:
At o n.o 5: Jeane Gameiro Miragaya
A partir do n.o 6: Gabrielle de Oliveira Camacho Soares
<R->
Todos os direitos reservados para
Instituto Benjamin Constant
Av. Pasteur, 350/368 -- Urca
CEP: 22290-250 -- Rio de Janeiro -- RJ -- Brasil
Tel.: 55 21 3478-4458
E-mail: ~,dpp@ibc.gov.br~,
<trompendo barreiras>
<t*1>
G353r GEPOM
Rompendo barreiras: guia prtico de orientao e mobilidade do
Instituto Benjamin Constant [recurso eletrnico] / Grupo de estudos e
pesquisa em orientao e mobilidade. -- Rio de Janeiro : Instituto
Benjamin Constant, 2022.
Arquivo digital; PDF; 8.8kb (Srie: Caminhos e Saberes)
ISBN: 978-65-00-60906-6
<R+>
1. Incluso. 2. Orientao e mobilidade. 3. Deficiente
visual. I. Ttulo. II.
GEPOM. III. SILVA, Advia Fernanda C. D. da. IV.
TEDERIXE, Lisnia C. V. RIBEIRO, Regina Ktia C. VI.
SARDENBERG, Thiago. VII. NAKAJIMA, Vanessa R. Zardini.
<R->
<F->
CDD -- 362.#da
<F+>
Ficha Elaborada por Edilmar
Alcantara dos S. Junior.
CRB/7: 6872
<P>
Lista de Abreviaturas
<R+>
CENESP: Centro Nacional de
Educao Especial
DV: Deficincia Visual
GEPOM: Grupo de Estudos e Pesquisa em Orientao e
Mobilidade
IBC: Instituto Benjamin
Constant
MEC: Ministrio de Educao
OM: Orientao e Mobilidade
<R->
<P>
<P>
Lista de figuras
Primeira Parte
Figura 1: Rua de mo
dupla ::::::::::::::::::::: 30
Figura 2: Pista verbal ::: 31
Figura 3: Pista
olfativa :::::::::::::::::: 32
Figura 4: Pista sonora ::: 33
Figura 5: Pista
cinestsica ::::::::::::::: 33
Figura 6: Pista ttil :::: 33
Figura 7: Ponto de
referncia :::::::::::::::: 34
Figura 8: Tcnica de Guia
Vidente -- posio bsica
na altura do cotovelo --
foto de perfil :::::::::::: 42
Figura 9: Tcnica de Guia
Vidente -- posio bsica
-- foto frontal ::::::::::: 42
Figura 10: Tcnica de
Guia Vidente -- posio
bsica -- close no
posicionamento da mo ::::: 42
<P>
Figura 11: Tcnica de
Guia Vidente -- troca de
lado -- foto de perfil :::: 44
Figura 12: Tcnica de
Guia Vidente -- troca de
lado evidenciando o
rastreamento nas costas
do guia vidente ::::::::::: 44
Figura 13: Tcnica de
Guia Vidente -- troca de
lado evidenciando o contato
permanente com o guia
vidente ::::::::::::::::::: 44
Figura 14: Tcnica de
Guia Vidente -- troca de
lado finalizao da
tcnica ::::::::::::::::::: 45
Figura 15: Tcnica de
Guia Vidente -- troca de
lado completa ::::::::::::: 45
Figura 16: Tcnica de
Guia Vidente -- mudana
de sentido -- ambos virados
para a esquerda ::::::::::: 46
<P>
Figura 17: Tcnica de
Guia Vidente -- mudana
de sentido -- foto
evidencia o contato
permanente entre o guia
vidente e a pessoa com
deficincia visual :::::::: 46
Figura 18: Tcnica de
Guia Vidente -- mudana
de sentido -- ambos virados
para direita :::::::::::::: 47
Figura 19: Tcnica de
Guia Vidente -- passagens
estreitas -- foto evidencia
a flexo do brao do guia
vidente nas costas, e a
pessoa com deficincia
visual com a mo esquerda
no punho e a direita no
ombro do guia ::::::::::::: 48
Figura 20: Tcnica de
Guia Vidente -- passagens
estreitas -- ambos passando
por uma porta estreita
enfileirados :::::::::::::: 48
<P>
Figura 21: Tcnica de
aceite ou recusa de ajuda
-- foto evidencia o guia
vidente puxando o brao da
pessoa com deficincia
visual :::::::::::::::::::: 50
Figura 22: Tcnica de
aceite ou recusa de ajuda
-- foto evidencia a pessoa
com deficincia visual se
desvencilhando para assumir
a posio bsica :::::::::: 50
Figura 23: Tcnica de
Guia Vidente -- subir
escadas -- guia vidente
segurando o corrimo faz
uma pausa para que a pessoa
com deficincia visual
se enquadre para iniciar a
subida :::::::::::::::::::: 52
Figura 24: Tcnica de
Guia Vidente -- subir
escadas -- guia vidente
segurando o corrimo e
pessoa com deficincia
visual, em posio bsica,
sobe ficando sempre um
degrau atrs :::::::::::::: 52
Figura 25: Tcnica de
Guia Vidente -- subir
escadas -- guia vidente
sobe o primeiro degrau e
faz uma pausa para
percepo da pessoa com
deficincia visual, ambos
seguram o corrimo :::::::: 53
Figura 26: Tcnica de
Guia Vidente -- subir
escadas -- guia vidente e
pessoa com deficincia
iniciam a subida :::::::::: 53
Figura 27: Tcnica de
Guia Vidente -- descer
escadas -- guia vidente
segura o corrimo com a
mo direita e a pessoa com
deficincia visual se
posiciona no lado
esquerdo :::::::::::::::::: 53
<P>
Figura 28: Tcnica de
Guia Vidente -- descer
escadas -- guia vidente e
pessoa com deficincia
visual descem segurando o
corrimo com a mo
direita ::::::::::::::::::: 54
Figura 29: Tcnica de
Guia Vidente -- passagem
por portas -- guia vidente
faz postura de passagem
estreita e pessoa com
deficincia visual assume
a posio e com a mo livre
localiza a maaneta ::::::: 55
Figura 30: Tcnica de
Guia Vidente -- sentar em
cadeiras -- guia vidente
posiciona a pessoa com
deficincia visual de
frente para o assento e
coloca uma das mos no
encosto da cadeira :::::::: 56
<P>
Figura 31: Tcnica de
Guia Vidente -- sentar em
cadeiras -- pessoa com
deficincia visual senta-se
sem perder o contato com a
cadeira ::::::::::::::::::: 56
Figura 32: Tcnica de
Guia Vidente -- cadeiras
perfiladas -- localizao
da fileira :::::::::::::::: 58
Figura 33: Tcnica de
Guia Vidente -- cadeiras
perfiladas -- rastreio e
localizao do assento
vazio ::::::::::::::::::::: 58
Figura 34: Tcnica de
Guia Vidente -- cadeiras
perfiladas -- varredura do
assento ::::::::::::::::::: 58
Figura 35: Tcnica de
Guia Vidente -- cadeiras
perfiladas -- foto
evidencia a sada de
cadeiras perfiladas, em que
o guia vidente deve sair
primeiro :::::::::::::::::: 58
<P>
Figura 36: Tcnica de
Guia Vidente -- entrando
em carros -- identificao
da maaneta ::::::::::::::: 60
Figura 37: Tcnica de
Guia Vidente -- entrando
em carros -- localizao do
teto do carro ::::::::::::: 60
Figura 38: Tcnica de
Guia Vidente -- entrando
em carros -- varredura do
assento ::::::::::::::::::: 60
Figura 39: Tcnica de
Guia Vidente -- entrando
em carros -- foto evidencia
a entrada da pessoa com
deficincia visual no carro
com uma mo na porta e
outra no teto do carro :::: 60
Figura 40: Tcnica de
Guia Vidente -- entrando
em carros -- pessoa com
deficincia visual sentada
no carro fechando a
porta ::::::::::::::::::::: 61
<P>
Figura 41: Tcnica de
autoproteo Inferior --
pessoa com deficincia
visual realizando a tcnica
de autoproteo inferior
com antebrao protegendo a
rea do abdmen ::::::::::: 62
Figura 42: Tcnica de
autoproteo Superior --
pessoa com deficincia
visual realizando a tcnica
de autoproteo superior
com antebrao protegendo
trax e cabea :::::::::::: 64
Figura 43: Tcnica de
autoproteo -- Pessoa com
deficincia visual
realizando a tcnica de
autoproteo superior e
inferior ao mesmo tempo ::: 64
Figura 44: Tcnica de
rastreamento -- a pessoa
com deficincia visual
utiliza uma das mos para
rastrear uma parede ::::::: 66
<P>
Figura 45: Tcnica de
rastreamento -- a pessoa
com deficincia visual
utiliza uma das mos para
rastrear uma parede, foto
evidencia a ponta dos dedos
semiflexionados ::::::::::: 66
Figura 46: Tcnica de
enquadramento e tomada de
direo -- a pessoa com
deficincia visual se
enquadra num ponto de
referncia (porta) para
localizar um objeto
(cadeira) ::::::::::::::: 67
Figura 47: Tcnica de
enquadramento e tomada de
direo -- a pessoa com
deficincia visual,
fazendo uso da
autoproteo inferior,
localiza a cadeira :::::::: 68
Figura 48: Tcnica de
familiarizao de ambientes
-- a pessoa com deficincia
visual se enquadra no ponto
de referncia ::::::::::::: 70
<P>
Figura 49: Tcnica de
familiarizao de ambientes
-- a pessoa com deficincia
visual percorre todo o
permetro identificando os
mobilirios que compem o
espao :::::::::::::::::::: 70
Figura 50: Tcnica
localizao de objetos
cados -- pessoa com
deficincia visual faz uma
varredura com p at
localizar o objeto :::::::: 71
Figura 51: Tcnica
localizao de objetos
cados -- pessoa com
deficincia visual se
abaixa realizando a tcnica
de autoproteo superior e
localiza o objeto com o
dorso da mo :::::::::::::: 71
Figura 52: Pr-bengala --
foto de brinquedos que
podem ser utilizados como
pr-bengala ::::::::::::::: 73
<P>
Figura 53: Bengala longa
-- foto evidencia a
importncia da altura da
bengala longa de acordo com
seu usurio ::::::::::::::: 74
Figura 54: Bengala longa
-- bengala telescpica :::: 76
Figura 55: Bengala longa
-- bengala dobrvel ::::::: 77
Figura 56: Bengala longa
-- bengala inteiria :::::: 77
Figura 57: Tipos de
ponteira -- ponteira fixa
de encaixe :::::::::::::::: 78
Figura 58: Tipos de
ponteira -- ponteira roller
de encaixe :::::::::::::::: 78
Figura 59: Tipos de
ponteira -- rolling ball
de encaixe :::::::::::::::: 79
Figura 60: Padronizao da
bengala longa por cores --
bengala longa branca com
ltimo gomo amarelo ::::::: 80
Figura 61: Padronizao da
bengala longa por cores --
bengala longa branca com
ltimo gomo vermelho :::::: 80
Figura 62: Padronizao da
bengalas longa por cores
-- bengala longa verde :::: 80
Figura 63: Padronizao da
bengala longa por cores --
bengala longa vermelha e
branca com gomos em cores
alternadas :::::::::::::::: 81
Figura 64: Abrir bengala
longa -- segurando no
cabo/luva, encaixar no
segundo gomo e soltar os
demais na linha mdia do
corpo ::::::::::::::::::::: 84
Figura 65: Fechar bengala
longa -- segurando na luva,
desencaixar do segundo
gomo, dobrando virando o
gomo solto para baixo ::::: 84
Figura 66: Fechar bengala
longa -- prender todos os
gomos com elstico :::::::: 84
Figura 67: Acomodao da
bengala longa -- em p :::: 85
<P>
Figura 68: Acomodao da
bengala longa -- sentado
apoiado o cabo/luva no
ombro ::::::::::::::::::::: 85
Figura 69: Acomodao da
bengala longa -- sentado
com a parte do cabo/luva
dobrada ::::::::::::::::::: 86
Figura 70: Acomodao da
bengala longa -- bengala
longa aberta apoiada em um
canto ::::::::::::::::::::: 86
Figura 71: Acomodao da
bengala longa -- bengala
longa aberta pendurada em
cabide :::::::::::::::::::: 86
Figura 72: Acomodao da
bengala longa -- bengala
longa fechada acomodada
debaixo da coxa da pessoa
com deficincia visual,
sentada ::::::::::::::::::: 87
Figura 73: Tipos de
empunhadura da bengala
longa -- empunhadura de
lpis ::::::::::::::::::::: 88
<P>
Figura 74: Tipos de
empunhadura da bengala
longa -- empunhadura de
toque dorso da mo voltado
para frente ::::::::::::::: 89
Figura 75: Tipos de
empunhadura da bengala
longa -- empunhadura de
toque com dorso da mo
virado para fora :::::::::: 89
Figura 76: Tcnica de
bengala longa -- tcnica de
varredura -- pessoa com
deficincia visual estica o
brao frente :::::::::::: 90
Figura 77: Tcnica de
bengala longa -- tcnica de
varredura -- pessoa com
deficincia visual desliza
fazendo semicrculos at se
aproximar dos seus ps :::: 91
Figura 78: Tcnica de
bengala longa -- tcnica de
deteco e explorao de
objetos -- pessoa com
deficincia visual detecta
o objeto :::::::::::::::::: 92
Figura 79: Tcnica de
bengala longa -- tcnica
de deteco e explorao de
objetos -- pessoa com
deficincia visual
posiciona a bengala longa
na vertical e desliza a mo
por ela ::::::::::::::::::: 92
Figura 80: Tcnica de
bengala longa -- tcnica de
deteco e explorao de
objetos -- pessoa com
deficincia visual com o
dorso de uma das mos
explora o objeto :::::::::: 92
Figura 81: Tcnica de
bengala longa em diagonal
-- pessoa com deficincia
visual apoia a ponteira na
linha guia e segura com
empunhadura de lpis um
pouco abaixo do cabo/luva
da bengala longa :::::::::: 94
<P>
Figura 82: Tcnica de
bengala longa em diagonal
-- pessoa com deficincia
visual apoia a ponteira na
linha guia e segura com
empunhadura de toque um
pouco abaixo do cabo/luva
da bengala longa :::::::::: 94
Figura 83: Tcnica de
bengala longa em lpis --
pessoa com deficincia
visual segura a bengala
longa na linha mdia do
corpo e realiza pequenos
toques no cho :::::::::::: 96
Figura 84: Tcnica de
bengala longa em lpis --
pessoa com deficincia
visual segura a bengala
longa na linha mdia do
corpo e conduzida por
guia vidente :::::::::::::: 96
<P>
Figura 85: Tcnica de
bengala longa --
rastreamento com tcnica em
diagonal -- ponteira
tocando no objeto de
rastreio :::::::::::::::::: 97
Figura 86: Tcnica de
bengala longa --
rastreamento com tcnica em
diagonal -- ponteira
tocando no ponto
convergente ::::::::::::::: 98
Figura 87: Tcnica de
bengala longa -- tcnica de
toque -- ponteira tocando o
lado esquerdo e o p
direito frente :::::::::: 100
Figura 88: Tcnica de
bengala longa -- tcnica de
toque -- ponteira tocando o
lado direito e o p
esquerdo frente ::::::::: 100
Figura 89: Tcnica de
bengala longa -- tcnica de
toque e rastreio -- pessoa
com deficincia visual
localiza uma porta :::::::: 102
<P>
Figura 90: Tcnica de
bengala longa -- tcnica de
toque e deslize --
evidenciando a coordenao
p-bengala :::::::::::::::: 102
Figura 91: Tcnica de
bengala longa -- tcnica de
toque e deslize --
evidenciando a coordenao
p-bengala :::::::::::::::: 103
Figura 92: Tcnica de
bengala longa -- tcnica de
toque e deslize --
evidenciando deslize no
centro (linha mdia do
corpo) ::::::::::::::::::: 103
Segunda Parte
Figura 93: Tcnica de
bengala longa -- passagem
por portas -- pessoa com
deficincia visual com a
bengala longa na vertical
localiza a maaneta da
porta ::::::::::::::::::::: 105
<P>
Figura 94: Tcnica de
bengala longa -- subir
escadas -- pessoa com
deficincia visual se
enquadra de frente para
escada e identifica altura
e profundidade no primeiro
degrau :::::::::::::::::::: 107
Figura 95: Tcnica de
bengala longa -- subir
escadas -- pessoa com
deficincia visual se
enquadra de frente para
escada e identifica a
largura da escada ::::::::: 107
Figura 96: Tcnica de
bengala longa -- subir
escadas -- pessoa com
deficincia visual inicia a
subida mantendo a bengala
longa um degrau
frente :::::::::::::::::::: 107
<P>
Figura 97: Tcnica de
bengala longa -- descer
escadas -- pessoa com
deficincia visual inicia a
descida localizado o
corrimo e o primeiro
degrau :::::::::::::::::::: 108
Figura 98: Tcnica de
bengala longa -- descer
escadas -- pessoa com
deficincia visual inicia a
descida apoiando a bengala
longa na borda do degrau
sua frente :::::::::::::::: 109
Figura 99: Tcnica de
bengala longa -- escadas
rolantes -- pessoa com
deficincia visual se
aproxima da placa de
metal ::::::::::::::::::::: 111
Figura 100: Tcnica de
bengala longa -- escadas
rolantes -- pessoa com
deficincia visual apoia a
mo direita no corrimo e
posiciona-se com a bengala
longa na vertical ::::::::: 111
Figura 101: Tcnica de
bengala longa -- escadas
rolantes -- ao final da
escada rolante a pessoa com
deficincia visual eleva a
ponta do p ::::::::::::::: 111
Figura 102: Tcnica de
bengala longa -- escadas
rolantes -- para perceber o
final da escada rolante a
pessoa com deficincia
visual pode ficar com um
p em cada degrau ::::::::: 112
Figura 103: Tcnica de
bengala longa -- travessia
de ruas em reas
residenciais -- pessoa com
deficincia visual
aguardando para iniciar a
travessia ::::::::::::::::: 117
Figura 104: Tcnica de
bengala longa -- travessia
de ruas em reas
residenciais -- pessoa com
deficincia visual
aguardando termina a
travessia e identifica o
meio-fio :::::::::::::::::: 117
Figura 105: Tcnica de
bengala longa -- travessia
de ruas em reas
residenciais -- pessoa com
deficincia visual realiza
a varredura para subir a
calada ::::::::::::::::::: 117
Figura 106: Tcnica de
bengala longa -- travessia
de ruas com sinais --
pessoa com deficincia
visual aguarda o fechamento
do sinal e realiza a
travessia ::::::::::::::::: 119
Figura 107: Tcnica de
bengala longa -- acesso a
elevadores -- pessoa com
deficincia visual
identifica o piso de
alerta, indicando a
entrada do elevador ::::::: 121
Figura 108: Tcnica de
bengala longa -- acesso a
elevadores -- pessoa com
deficincia visual
identifica se o elevador
est no andar ::::::::::::: 121
Figura 109: Tcnica de
bengala longa --
familiarizao de
transportes/automveis --
pessoa com deficincia
visual localiza a porta do
carro e a abre :::::::::::: 124
Figura 110: Tcnica de
bengala longa --
familiarizao de
transportes/automveis --
pessoa com deficincia
visual entra no carro e
fecha a porta ::::::::::::: 124
Figura 111: Tcnica de
bengala longa --
familiarizao de
transportes/nibus --
pessoa com deficincia
visual localiza e segura o
corrimo, em seguida
identifica o degrau para
iniciar a subida :::::::::: 127
Figura 112: Contrastes
recomendados para a
instalao do piso ttil em
relao ao piso
adjacente ::::::::::::::::: 133
Figura 113: Mudana de
direo formando ngulo
entre 150 e 180 ::::::: 135
Figura 114: Sinalizao
ttil direcional :::::::::: 135
Figura 115: Mapa com as
faixas direcionais :::::::: 136
Figura 116: Mapa com
encontro de faixas
direcionais ::::::::::::::: 136
Figura 117: Smbolo da
deficincia visual :::::::: 139
Figura 118: Smbolo da
baixa viso ::::::::::::::: 140
Figura 119: Smbolo da
audiodescrio :::::::::::: 140
Figura 120: Smbolo do co
guia :::::::::::::::::::::: 141
Figura 121: Smbolo da
surdocegueira ::::::::::::: 142
Terceira Parte
Figura 122: O uso da
comunicao hptica ::::::: 243
<P>
Figura 123: Descrio de
ambiente na comunicao
hptica ::::::::::::::::::: 245
Figura 124: Treinador
passeia com co-guia :::::: 259
<P>
Sumrio Geral
Primeira Parte
Apresentao da coleo :::: 1
Prefcio ::::::::::::::::::: 3
Apresentao do guia ::::::: 6
Notas preliminares ::::::::: 9
Primeira seo ::::::::::::: 13
1. Iniciando a nossa
conversa :::::::::::::::::: 13
2. Entendendo alguns
conceitos ::::::::::::::::: 14
2.1 Deficincia
Visual ::::::::::::::::::: 15
2.2 Orientao e
Mobilidade ::::::::::::::: 26
2.3 Ampliando conceitos na
rea de OM :::::::::::::: 28
3. Conhecendo as tcnicas
de Orientao e
Mobilidade ::::::::::::::: 39
3.1 Guia Vidente :::::::: 40
3.1.1 Posio bsica :::: 40
3.1.2 Troca de lado ::::: 43
<P>
3.1.3 Mudana de
sentido ::::::::::::::::::: 45
3.1.4 Passagem
estreita :::::::::::::::::: 47
3.1.5 Aceite ou recusa
de ajuda :::::::::::::::::: 49
3.1.6 Subir e descer
escada :::::::::::::::::::: 51
3.1.7 Passagem de
portas :::::::::::::::::::: 55
3.1.8 Sentar-se em
cadeiras :::::::::::::::::: 56
3.1.9 Sentar-se em
auditrios ou assentos
perfilados :::::::::::::::: 57
3.1.10 Entrando em
carros :::::::::::::::::::: 59
3.2 Autoprotees :::::::: 61
3.2.1 Autoproteo
Inferior ::::::::::::::::: 62
3.2.2 Autoproteo
superior :::::::::::::::::: 63
3.3 Rastreamento ::::::::: 65
3.3.1 Rastreamento com a
mo ::::::::::::::::::::::: 65
3.4 Enquadramento e
Tomada de Direo ::::::: 66
<P>
3.5 Familiarizao de
ambientes ::::::::::::::::: 68
3.6 Localizao de objetos
cados :::::::::::::::::::: 70
3.7 Pr-bengala :::::::::: 72
3.8 Bengala longa :::::::: 73
3.8.1 Finalidade :::::::: 74
3.8.2 Comprimento da
bengala longa ::::::::::::: 74
3.8.3 Tipos de bengala
longa ::::::::::::::::::::: 76
3.8.4 Tipos de
ponteira :::::::::::::::::: 77
3.8.5 Padronizao das
bengalas longas por
cores ::::::::::::::::::::: 79
3.8.6 Reconhecimento e
manipulao da bengala
longa ::::::::::::::::::::: 81
3.8.7 Higienizao da
bengala longa ::::::::::::: 82
3.8.8 Abrir e fechar a
bengala longa ::::::::::::: 83
3.8.9 Acomodao da
bengala longa ::::::::::::: 84
3.8.10 Tipos de
Empunhaduras ::::::::::::: 87
3.9 Tcnica de Bengala
Longa ou de Hoover :::::: 89
3.9.1 Tcnica de
varredura ::::::::::::::::: 90
3.9.2 Deteco de
explorao de objetos com
a bengala longa ::::::::::: 91
3.9.3 Tcnica de bengala
longa em diagonal ::::::::: 93
3.9.4 Tcnica de bengala
longa em lpis :::::::::::: 95
3.9.5 Rastreamento com
tcnica em diagonal ::::::: 97
3.9.6 Tcnica de
toque ::::::::::::::::::::: 98
3.9.7 Tcnica de
deslize ::::::::::::::::::: 100
3.9.8 Tcnicas de toque e
rastreio :::::::::::::::::: 101
3.9.9 Tcnica de toque e
deslize ::::::::::::::::::: 102
Segunda Parte
3.9.10 Passagem por
portas :::::::::::::::::::: 105
3.9.11 Subir escadas :::: 105
3.9.12 Descer escadas ::: 108
3.9.13 Escadas
rolantes :::::::::::::::::: 109
3.9.14 reas
residenciais :::::::::::::: 113
3.9.15 Solicitando ajuda
ou informao ::::::::::::: 114
3.9.16 Travessia de ruas
em reas residenciais ::::: 116
3.9.17 Travessia de ruas
com sinais :::::::::::::::: 118
3.9.18 Acesso aos
elevadores :::::::::::::::: 120
3.9.19 Familiarizao de
transporte :::::::::::::::: 122
3.9.20 Tcnica do
abandono (Drop-Off) ::: 129
3.10 Piso ttil :::::::::: 130
3.10.1 Formas de
utilizao do piso ttil
na Orientao e
Mobilidade ::::::::::::::: 137
4. Smbolos de
acessibilidade mais
utilizados na Deficincia
Visual ::::::::::::::::::: 139
<P>
Segunda seo :::::::::::::: 149
Orientao e Mobilidade: a
construo de novas
trajetrias ::::::::::::::: 149
Notas ::::::::::::::::::::: 185
Terceira Parte
Aspectos relevantes da
Orientao e Mobilidade
na infncia, na famlia e
no Ensino Fundamental:
quem, quando, como e por
qu? :::::::::::::::::::::: 187
A Orientao e Mobilidade
e o aluno com Deficincia
Mltipla ::::::::::::::::: 215
Orientao e Mobilidade na
Surdocegueira :::::::::::: 231
Um parceiro de quatro
patas: conhecendo um pouco
sobre co-guia :::::::::::: 251
<18>
<trompendo barreiras>
<t+1>
Apresentao da coleo
O Instituto Benjamin Constant (IBC), desde 1947, promove cursos de
Formao Continuada na rea da deficincia visual e, desta forma,
capacita profissionais para atuarem com esse pblico.
Durante esse perodo, ampliamos a nossa atuao e hoje oferecemos
oficinas e cursos de curta durao e de aperfeioamento em diversas temticas
da deficincia visual, sempre com o objetivo de disseminar conhecimento,
com vistas a contribuir no processo de incluso educacional e/ou social da
pessoa cega, com baixa viso ou surdocega.
Nesses eventos so utilizados diferentes recursos pedaggicos --
entre eles apostilas, artigos e textos acadmicos --, desenvolvidos pelos
profissionais que atuam ou j atuaram no IBC.
<P>
A fim de possibilitar o amplo acesso a esse conhecimento para
professores, pesquisadores, estudantes e diversos profissionais da
sociedade civil -- uma vez tendo sistematizado mtodos, tcnicas e
materiais de ensino utilizados nos eventos de formao --, o IBC
passa a publicar os seus materiais a partir de 2019.
importante lembrar que as publicaes so materiais utilizados
por nossos professores nos cursos e oficinas realizados pelo IBC,
sendo instrumentos de apoio em sala de aula. Convidamos todos a
conhecer a programao de cursos de Formao Continuada disponvel no
site da instituio.
Esperamos que a presente publicao contribua para a prtica dos
profissionais que atuam na rea da deficincia visual.
Elise de Melo Borba Ferreira
Jeane Gameiro Miragaya
Valria Rocha Conde Aljan
<19>
<P>
Prefcio
H mais de quatro dcadas o IBC realiza um trabalho de excelncia na
educao e reabilitao de pessoas com deficincia visual na rea de
Orientao e Mobilidade (OM), bem como na formao de profissionais
para atuarem nessa atividade.
Ao longo desses anos, porm, foram poucos os textos produzidos por
professores do IBC sobre o tema. Um dos mais importantes foi
*Orientao e Mobilidade: projeto ir e vir*, de autoria do prof.
Antonio Menescal, publicado pelo extinto Centro Nacional de Educao
Especial (CENESP) e ao qual sempre recorremos quando temos dvida
sobre alguma tcnica de OM.
O Guia Prtico de Orientao e Mobilidade do Instituto Benjamin
Constant, apesar do nome, no apenas mais um guia de OM. a
realizao de um sonho de
todos ns professores de Orientao e
Mobilidade do IBC que sempre desejamos publicar um texto que no
apenas descrevesse as tcnicas de OM, mas que, por meio de uma
linguagem acessvel, pudesse auxiliar todas as pessoas interessadas
em OM, e que fosse o registro de nossas atividades.
Que alegria ver concretizado esse sonho e ainda poder prefaci-lo!
Parabns ao Grupo de Estudos e Pesquisa em Orientao e Mobilidade
(GEPOM) por essa publicao que, com certeza, ir auxiliar no s os
profissionais de OM, mas tambm pais e responsveis de pessoas com
deficincia visual.
Para alm das tcnicas de OM, o presente Guia tambm apresenta
textos complementares que abordam temas de extrema importncia e que tornam
essa publicao ainda mais completa. Aproveitem ao mximo cada um deles.
<P>
Para terminar, no posso deixar de registrar o meu orgulho de vocs,
colegas do GEPOM. Vocs concretizaram brilhantemente o sonho de todos
ns professores de Orientao e Mobilidade do Instituto Benjamin Constant.
Valria Aljan
Professora do Ensino Bsico,
Tcnico e Tecnolgico
Instituto Benjamin Constant
<20>
<P>
Apresentao do guia
Este Guia resultado do trabalho desenvolvido pelo Grupo de
Estudos e Pesquisa em Orientao e Mobilidade (GEPOM), criado em
2019, tendo como membros professores de Orientao e Mobilidade (OM)
que atuam na habilitao e reabilitao de pessoas com deficincia
visual no Instituto Benjamin Constant (IBC).
Pretendemos com este Guia ampliar as informaes acerca da OM, com
experincias e adaptaes realizadas pelo Grupo na nossa prtica
profissional e compartilhar de forma didtica os conhecimentos
bsicos dessa atividade, objetivando alcanar um maior nmero de
pessoas que possam auxiliar sujeitos com deficincia visual (DV) a
terem maior independncia e autonomia em sua locomoo, podendo,
dessa forma,
<P>
exercerem sua cidadania e seu direito de ir e vir.
Confeccionar um guia prtico que permita o acesso a informaes e
s tcnicas de guia vidente, de autoproteo e de bengala longa em
uma linguagem simples no substitui a necessidade de formao para
futuros profissionais da rea. No pretendemos com esse material
aprofundarmos conceitos relacionados DV.
O Guia destina-se a professores e aos demais profissionais que
atuam na rea da DV e/ou que tenham interesse por ela. de
fundamental importncia a participao de todos nesse processo de
ensino-aprendizagem, para melhor desenvolvimento da independncia e
autonomia dessa pessoa, proporcionando sua incluso social, escolar e
laboral.
Contamos com a participao de colaboradores que resgataram a
histria da OM no IBC, no intuito de preserv-la e difundi-la.
Tivemos tambm a participao de outros colaboradores que abordaram
temas atuais, relevantes e necessrios incluso da pessoa com
mltipla deficincia sensorial visual e com surdocegueira.
Desejamos a todos uma boa leitura!
Grupo de Estudos e Pesquisa em
Orientao e Mobilidade
(GEPOM)
<21>
<P>
Notas preliminares
Logomarca do Grupo
Grupo de Pesquisa e Estudos em
Orientao e Mobilidade --
GEPOM
Nossa Logomarca foi criada com letras pretas em caixa alta, em
formato basto e estilizadas. Nela, a letra O possui culos escuro na parte
superior, e o ltimo trao da letra M maior que os demais, fazendo
aluso a uma bengala longa, e no final de sua extremidade tem um
crculo caracterizando uma ponteira roller.
Explicao do Personagem
Neste Guia criamos um personagem, o Ben, que auxiliar voc, leitor,
na compreenso de alguns conceitos utilizados em Orientao e
Mobilidade. O nome dele uma homenagem ao Prof. Benjamin Constant
Botelho de Magalhes, professor de Matemtica e terceiro diretor do
Imperial Instituto dos Meninos Cegos, fundado em 1854. Em 1891, o
Instituto teve seu nome alterado para Instituto Benjamin Constant.
Em breve outros personagens sero criados para nos auxiliar a contar
um pouco mais da nossa experincia na rea de Orientao e Mobilidade.
Aguardem novidades!
Descrio do personagem: O Ben um menino jovem, de pele branca
e cabelos curtos e castanhos, veste uma camisa branca com uma estampa
frontal fazendo aluso ao Sistema Braille, cala azul e sapatos
escuros. Usa culos escuros e uma bengala longa com ponteira roller.
<R+>
_`[Ao longo de todo o livro, utilizada uma chamada em que se l:
"OM Importante", cujas letras "O" e "M" so estilizadas; a letra "O"
possui culos escuros, e a letra "M" tem o ltimo trao mais longo,
simulando uma bengala longa com um crculo na ponta, como se fosse
uma ponteira roller._`]
<R->
<22>
<P>
<P>
Primeira Seo
<23>
1. Iniciando a nossa conversa
A Orientao e Mobilidade uma rea relativamente recente e em
sistematizao no Brasil. Ainda so poucos os estudos nessa rea to
importante para a conquista da autonomia, da independncia e da
cidadania da pessoa com DV, promovendo sua incluso social.
Conforme documento publicado pelo Ministrio da Educao (MEC) em
1995 (BRASIL, 1995) e ratificado em 2001 (BRASIL, 2001), a educao
do aluno com DV deve considerar a complementao curricular
especfica por meio dos seguintes contedos: Orientao e Mobilidade,
Atividade da Vida Diria, Escrita Cursiva e Soroban. Alm dessa
complementao curricular,
<P>
o Sistema Braille deve ser
contemplado,
caso o aluno seja considerado educacionalmente cego. Neste guia, o
nosso enfoque ser especificamente as questes relacionadas OM.
No IBC, a OM realizada desde a dcada de 1980. Ao longo desse
perodo, ministramos cursos e capacitaes na rea, alm de publicar
diversos artigos sobre o tema.
2. Entendendo alguns conceitos
Antes de abordarmos a OM como uma rea de conhecimento, necessrio
conhecermos quem a pessoa que utilizar essas tcnicas e suas
especificidades.
<P>
2.1 Deficincia Visual
A DV compreendida como a cegueira, baixa viso (1) ou viso
monocular (2), podendo ser congnita ou adquirida.
A cegueira a alterao de uma ou mais funes da viso que afeta
de modo irremedivel a capacidade de perceber cor, tamanho, distncia,
forma, posio ou movimento em um campo mais ou menos abrangente
(BRASIL, 2007).
::::::::::::::::::::::::::::::::::
<R+>
(1) Decreto no 5296 de 2004. Disponvel em:
~,http:www.~
planalto.gov.brccivil{-03{-~
ato2004-20062004decreto~
d5296.htm~, Acesso em: 27 out. 2021
(2) Lei n.o 14.126, de 22 de maro de 2021. Disponvel em:
http:www.planalto.gov.br~
ccivil{-03{-ato2019-2022~
2021LeiL14126.htm#~
kart1~, Acesso em: 27 out. 2021
<R->
<24>
A baixa viso, tambm conhecida como ambliopia, viso subnormal ou
viso residual, complexa devido variedade e diversidade de
comprometimento das funes visuais com a reduo da acuidade e/ou do
campo visual que interferem ou limitam a execuo de tarefas e o
desempenho nas mais diversas atividades (BRASIL, 2007).
As classificaes mais utilizadas na rea da DV so:
<R+>
Legal: realizada, preferencialmente, por um mdico oftalmologista
e corresponde definio de Cegueira Legal, garantindo direitos
previstos na legislao pessoa com deficincia.
Educacional: realizada por professores ou outros profissionais com
formao na rea da DV para avaliar se o aluno utilizar o Sistema
Braille ou a leitura em tinta com fonte adequada (atendendo s
necessidades educacionais especficas de cada aluno), recursos
pticos e no pticos e/ou recursos de informtica para a leitura e
escrita. Essa classificao considera os aspectos funcionais da
viso.
Desportiva: tambm realizada por um mdico oftalmologista com
experincia na rea de classificao de atletas com deficincia.
<R->
Uma vez compreendida as diversas classificaes na rea da DV, e
para auxiliar a sociedade a lidar de maneira adequada com pessoas com
deficincia visual, a Comisso de Acessibilidade do IBC elaborou em
2013 um documento baseado no trabalho de Robert Atkinson, Diretor do
Instituto Braille da Amrica, nos Estados Unidos. A partir da verso
em portugus do referido documento, o GEPOM fez algumas adaptaes
objetivando trabalhar
<P>
em uma perspectiva no negacionista da
deficincia (IBC, 2021).
<R+>
1. Trate as pessoas com deficincia visual com naturalidade. Saiba
que elas podem estar interessadas no que voc gosta de ver, de ler, de ouvir e
falar.
2. Procure no limitar a pessoa com deficincia visual mais do que a
prpria deficincia o faz, impedindo-a de realizar o que sabe, pode e
deve fazer sozinha.
3. Evite generalizar aspectos positivos ou negativos de uma pessoa
com deficincia visual estendendo-os a outras pessoas. Lembre-se que
cada uma possui suas caractersticas individuais e os preconceitos se
originam na generalizao de qualidades, positivas ou negativas,
consideradas por cada um.
<25>
4. Chamar algum por palavras pejorativas como "cego" ou "ceguinho",
dentre outras, poder expressar um sentimento falso e piegas ou
constituir ofensa.
5. Ao falar com uma pessoa com deficincia visual mantenha o tom de
voz moderado; o fato de ela no ver no significa que no oua bem.
6. A manifestao de pena e exagerada solidariedade pela pessoa com
deficincia visual deve ser evitada. Esta deve ser compreendida e
aceita com equidade.
7. Evite se referir cegueira, mesmo logo aps a perda da viso,
como desgraa, pois, com a orientao profissional adequada, seus
efeitos podero ser minimizados dependendo de sua determinao, do
apoio familiar, da comunidade onde vive, dentre outros fatores.
Deficincia no doena.
8. Contenha-se em exclamar "maravilhoso", "extraordinrio", ao ver a
pessoa com deficincia visual consultar o relgio, manipular o
telefone ou assinar o nome; ela aprende e passa a
<P>
executar isso com
naturalidade, da mesma forma que voc executa.
9. Ao falar de "sexto sentido" e de "compensao da natureza", em se
tratando de deficincia, perpetuam-se conceitos equivocados; o que a
pessoa com deficincia visual realiza fruto do aprendizado
contnuo, ou simples desenvolvimento de recursos mentais presentes em
todas as pessoas.
10. Conversando sobre a deficincia visual com quem no v, use a
palavra cego com naturalidade e mantenha a linguagem sem se preocupar em
trocar a palavra ver por ouvir.
11. Ao acompanhar a pessoa com deficincia visual evite empurr-la
ou pux-la com rigidez; basta deix-la segurar o seu brao, que o
movimento de seu corpo lhe dar a orientao de que ela precisa.
12. Atravessar um cruzamento com uma pessoa com deficincia visual em
diagonal pode faz-la
<P>
perder a orientao; tente seguir em linha reta.
13. Sempre oferea ajuda pessoa com deficincia visual que esteja
querendo atravessar a rua ou tomar conduo; ainda que seu
oferecimento seja recusado ou mesmo mal-recebido por algumas delas,
esteja certo de que a maioria lhe agradecer o gesto.
<26>
14. Ao conduzir uma pessoa com deficincia visual evite rod-la ao
posicion-la para sentar, basta colocar a mo dela no espaldar ou no brao da
cadeira, que isso lhe indicar sua posio.
15. Ao conduzir uma pessoa com deficincia visual em um ambiente que
lhe desconhecido, oriente-a de modo que ela possa locomover-se com
maior independncia.
16. A suposio de que toda pessoa com deficincia visual pode
localizar a porta onde deseja entrar ou o lugar onde queira ir,
contando os passos um engano. Estes no podem servir de referncia,
pois cada pessoa tem uma dimenso de passo, em funo do comprimento
de seus membros inferiores.
17. Quando encontrar uma pessoa com deficincia visual que j
estiver acompanhada, abstenha-se de peg-la pelo outro brao e no
lhe fique dando avisos. Deixe-a ser orientada somente por quem a
estiver acompanhando inicialmente.
18. Certifique-se ao dizer " direita", " esquerda", tendo como
referncia a pessoa com deficincia visual, pois muitos se enganam ao
tomarem como referncia a prpria posio e no a da pessoa com
deficincia visual que caminha em sentido contrrio ao seu.
19. O pedestre com deficincia visual costuma ser muito observador;
ele desenvolve meios e modos de saber onde est. Ao sair de casa ele
faz o que todos deveriam fazer: informa-se sobre o caminho a seguir
para chegar a seu destino. Na primeira vez poder confundir-se, mas
depois raramente se enganar; salincias, depresses, rudos e odores
caractersticos, serviro para sua melhor orientao.
20. Portas e janelas meio abertas constituem obstculos perigosos.
Onde houver alguma pessoa com deficincia visual deixe-as sempre
fechadas ou bem encostadas parede, quando abertas.
21. Deixe o caminho livre de objetos por onde as pessoas com
deficincia visual costumam passar.
22. Quando quiser falar com a pessoa com deficincia visual,
dirija-se diretamente a ela, pois ela no necessita de um intrprete.
<27>
23. Anuncie-se ao entrar no recinto onde haja pessoas com
<P>
deficincia visual; isso auxilia a sua identificao.
24. Informe sua sada quando estiver conversando com uma pessoa com
deficincia visual, principalmente se houver algo que a impea de
perceber seu afastamento; ela pode dirigir-lhe a palavra e ver-se na
situao desagradvel de falar sozinha.
25. Aperte a mo da pessoa com deficincia visual ao encontr-la ou
ao despedir-se dela; o aperto de mo uma forma de comunicao e representa um
ato de cordialidade.
26. Apresente o seu visitante com deficincia visual a todas as
pessoas presentes em um determinado ambiente; assim procedendo, voc
facilitar a possvel incluso dele ao grupo.
27. Identifique-se ao encontrar uma pessoa com deficincia visual,
pois perguntas como "Sabe quem sou eu?", "Veja se adivinha quem sou",
mesmo que seja
<P>
por brincadeira, so sempre constrangedoras.
28. Evite a comunicao por gestos e mmica, em um ambiente onde
haja pessoa com deficincia visual, essa atitude caracteriza um ato
de excluso.
29. Sempre pea permisso para fotografar, gravar ou filmar uma
pessoa com deficincia visual.
30. No se constranja em alertar a pessoa com deficincia visual
quanto a qualquer inadequao no seu vesturio.
31. Durante as refeies, informe a pessoa com deficincia visual
com relao posio dos alimentos colocados em seu prato, bem como
posio dos talheres e copos na mesa, evitando assim qualquer incidente.
32. No tenha constrangimento ou desconfiana em receber ajuda,
aceitar colaborao por parte de alguma pessoa com deficincia
visual; o conhecimento inerente a todos.
<R->
Essas orientaes tm o objetivo de informar como interagir com
pessoas com deficincia visual.
<28>
2.2 Orientao e Mobilidade
Genericamente, a OM pode ser definida como um conjunto de tcnicas
utilizadas pelas pessoas com deficincia visual para caminharem com
autonomia, independncia e segurana, utilizando as pistas sensoriais e os
pontos de referncia presentes no ambiente.
Na DV esse binmio (orientao -- mobilidade) deve ser concebido de
maneira indissocivel, a partir de duas capacidades bsicas
essenciais: a orientao, que uma capacidade aprendida; e a
mobilidade, uma capacidade inata do indivduo. Para Felippe (2018, p. 8),
<M|l >
a Orientao para a pessoa com deficincia visual o aprendizado
no uso dos sentidos para obter informaes do ambiente. Saber
onde est, para onde quer ir e como fazer para chegar ao lugar
desejado. A pessoa pode usar a audio, o tato, a cinestesia
(percepo dos seus movimentos), o olfato e a viso residual (quando
tem baixa viso) para se orientar.
<M>
O processo de orientao tem como princpio trs questes
fundamentais: Onde estou? Para onde vou? (Onde est o meu objetivo)
Como fao para chegar ao local desejado? Essas trs questes so
conhecidas como o tringulo da OM.
Ainda de acordo com Felippe (2018, p. 8):
<M|l >
a Mobilidade o aprendizado para o controle dos movimentos de
forma organizada e eficaz. A pessoa com deficincia visual pode se
movimentar com a ajuda de uma outra pessoa -- guia vidente; usando
seu prprio corpo -- autoprotees; usando uma rtese (3) -- bengala
longa; usando um animal -- co-guia; usando a tecnologia -- ajudas
eletrnicas.
<M>
Dessa maneira, para as pessoas com deficincia visual, Orientao e
Mobilidade o aprendizado do uso dos sentidos remanescentes, com a
finalidade de obter informaes sensoriais, propiciando-lhes uma
locomoo com autonomia, segurana e independncia.
2.3 Ampliando conceitos na
rea de OM
O entendimento de conceitos relacionados ao corpo e ao espao
::::::::::::::::::::::::::::::::::
(3) Conforme a Portaria Ministerial n.o 362 (BRASIL, 2012) "rteses
so colocadas junto a um segmento do corpo, garantindo-lhe um melhor
posicionamento, estabilizao e/ou funo".
<29>
uma condio fundamental para que as pessoas com deficincia visual
compreendam e executem as tcnicas de OM com independncia e segurana. Assim,
alguns conceitos relevantes para o aprendizado sero apresentados a seguir.
<R+>
a) Conceitos corporais: relacionam-se ao conhecimento que a pessoa
tem do seu corpo. Esses conceitos esto relacionados a outros como:
Imagem corporal: a maneira como a pessoa se percebe em relao ao
espao e ao outro, independentemente da posio em que ela esteja.
Esquema corporal: a conscincia corporal utilizada com
intencionalidade na relao com o ambiente.
b) Conceitos ambientais:
Sentido: a orientao mvel, como da direita para a esquerda, de
baixo para cima, de frente para trs, de trs para frente,
<P>
sentido horrio, sentido anti-
-horrio.
Direo: est relacionada ao que diz respeito posio
horizontal, vertical, norte, sul, leste, oeste.
OM Importante
Um exemplo so as ruas de mo dupla ou ruas de mo nica. Na rua de
mo dupla a direo a mesma, mas os sentidos so diferentes e na
rua de mo nica a direo e os sentidos so iguais.
Mesmo que a rua tenha uma curva no significa que mudou de direo, apenas o sentido.
_`[Figura 1 "Rua de mo dupla". Na parte superior, l-se: "Rua de mo
dupla -- caladas". Abaixo, centralizados, na horizontal, esto as
imagens de prdios e caladas de uma lado e de
<P>
outro, e, no meio, h
setas em sentidos distintos._`]
<R->
Fonte: IBC, 2015.
<30>
<R+>
Distncia: na OM o conceito de distncia est relacionado
separao entre o sujeito e o objetivo a ser alcanado.
Pista: so os estmulos do ambiente percebidos pelos rgos dos
sentidos que fornecem informaes necessrias para facilitar a
localizao no espao.
OM Importante
Pistas:
_`[Figura 2 "Pista verbal (4)", em que Ben est em p com a
::::::::::::::::::::::::::::::::::
(4) Todas as ilustraes foram produzidas por Jlio Matoso
especialmente para este material, exceto
quando informado o contrrio.
mo esquerda prxima a um copo com gua sobre uma mesa. Acima direita,
com letras maisculas pretas em um balo de fala, l-se: "GUA"._`]
Pistas verbais: so informaes fornecidas por meio da comunicao
verbal com o objetivo de orientar a pessoa com deficincia visual.
_`[Figura 3 "Pista olfativa" em que Ben est em p com o dedo
indicador direito apontado para um cesto de pes sobre uma mesa.
Sobre os pes, uma fumaa que chega ao nariz do Ben. Na parede
esquerda, com letras pretas maisculas uma placa, em que
se l: "Padaria"._`]
<31>
Pistas olfativas: so aquelas percebidas pelo olfato, como o
cheiro caracterstico
de um ambiente.
<P>
_`[Figura 4. "Pista sonora", em que Ben est com a bengala longa na
posio vertical direita de um semforo com sinalizao sonora._`]
Pistas sonoras: so aquelas percebidas pela audio.
_`[Figura 5. "Pista cinestsica" em que Ben com a bengala longa na
diagonal sobre um quebra-molas._`]
Pistas cinestsicas: so mudanas percebidas pelo movimento
corporal.
_`[Figura 6. "Pista ttil", em que Ben boquiaberto com os dedos da
mo direita contrados prximos a uma vela acesa sobre uma mesa._`]
<32>
Pistas tteis: so as informaes percebidas por meio da pele.
<R->
<R+>
_`[Figura 7. "Ponto de referncia", em que Ben usa a bengala longa
em um bairro com uma igreja entre duas casas._`]
Ponto de referncia: qualquer objeto que seja fixo e permanente no
tempo e no espao. Deve ser de fcil localizao e ter uma
caracterstica prpria que o diferencie de outros objetos do ambiente.
Mapa mental: a representao mental do espao, realizada a
partir das pistas e dos pontos de referncia, associados aos sentidos
remanescentes de maneira a facilitar a locomoo do indivduo.
Sentidos remanescentes: na DV so considerados sentidos
remanescentes o resduo visual, caso haja, a audio, o tato, o olfato, o paladar,
a cinestesia, a propriocepo e o sistema vestibular que se
mantiveram preservados.
OM Importante
No caso da criana com deficincia visual, esses sentidos devem ser
estimulados desde o nascimento, sob a orientao da equipe
multidisciplinar. Nas pessoas que perderam ou esto perdendo a viso
na adolescncia ou idade adulta, esses sentidos tambm devem ser
estimulados.
<33>
Audio: um dos principais sentidos remanescentes na deficincia
visual. Ela responsvel pela identificao, localizao e
discriminao do som. Ela proporciona a percepo de distncia e
profundidade e auxilia na localizao de ambientes e objetos,
facilitando a orientao da pessoa em espaos internos e/ou externos.
<P>
OM Importante
No caso da perda visual, total ou parcial, os demais sentidos devem
ser estimulados, porm isso no caracteriza a compensao de um pelo
outro. Assim como os demais, a audio deve ser estimulada pelas
pessoas que convivem com a pessoa com deficincia visual, pois esse
sentido requer desenvolvimento e aprendizado, facilitando a aquisio
de conceitos importantes como elementos sonoros (trnsito), sons de
objetos caindo em diferentes pisos etc.
Tato: a pele o maior rgo do corpo humano e nos fornece
informaes trmicas, mecnicas e dolorosas por meio do sentido do
tato. Diferentemente dos demais sentidos, esse nos obriga a entrar em
contato com o objeto a ser percebido. H dois tipos de tato: o tato
discriminativo ou fino que est presente na palma da mo e na sola
dos ps e nos permite identificar com preciso os objetos; e o tato
grosseiro que est presente em todo o corpo, permitindo,
majoritariamente, as sensaes trmicas e dolorosas, sendo lento
e impreciso.
Olfato: o sentido responsvel pela identificao e discriminao
dos cheiros.
OM Importante
O olfato auxilia na identificao e discriminao de alguns
ambientes, como padaria, salo de beleza, postos de gasolina, dentre
outros, devido ao cheiro caracterstico desses lugares.
<34>
Paladar: o sentido que nos permite reconhecer os sabores e
sentir a textura dos alimentos, porm ele no um sentido utilizado
nas tcnicas de OM.
<P>
Esse sentido deve ser estimulado em outras
atividades, sobretudo com crianas.
Viso: a percepo do mundo exterior por meio dos olhos. Em
algumas pessoas com deficincia visual essa percepo pode estar
diminuda (resduo visual). Esse resduo deve ser identificado,
estimulado e utilizado nas tcnicas de OM a partir da interveno de
um profissional da rea, no decorrer do treinamento.
Propriocepo e cinestesia: propriocepo a capacidade de
reconhecer a posio do nosso corpo e cada uma de suas partes sem a
necessidade do sentido da viso, enquanto a cinestesia a sensao
ou percepo do movimento do corpo favorecendo a postura e o caminhar.
Sentido vestibular: um conjunto de estruturas localizadas no
ouvido interno, que detectam os movimentos do corpo e que
<P>
contribuem para a manuteno do equilbrio.
<R->
Ressaltamos que no treinamento de OM os sentidos remanescentes devem
ser estimulados em conjunto para facilitar a percepo corporal da
pessoa
com deficincia visual no espao e com os elementos do ambiente.
3. Conhecendo as tcnicas de
Orientao e Mobilidade
As tcnicas de OM se dividem em tcnicas de mobilidade dependente e
tcnicas de mobilidade independente. Nas tcnicas em que h
mobilidade dependente a pessoa com deficincia visual caminha
acompanhada de um guia (guia vidente), enquanto nas tcnicas de
mobilidade independente (autoprotees e bengala longa) essa pessoa
se orienta e caminha utilizando recursos de Tecnologia Assistiva
(bengala longa, co-guia) quando necessrio. Em ambas as tcnicas a
pessoa deve prezar pela sua autonomia e segurana.
3.1 Guia Vidente
Nessa tcnica, conforme o prprio nome j indica, a pessoa com
deficincia visual ser conduzida por uma pessoa vidente em ambientes
internos e/ou
<35>
externos, sejam eles conhecidos ou no. Tem como objetivo favorecer a
captao de informaes sobre o ambiente, auxiliando, assim, no
desenvolvimento sensorial e conceitual e no domnio espacial e corporal.
Ao abordar a pessoa com deficincia visual, o guia vidente deve
aproximar o seu cotovelo ao antebrao desta e assumir a posio bsica.
3.1.1 Posio bsica
Ao iniciar a locomoo com uma pessoa com deficincia visual, o
guia vidente deve posicionar-se aproximadamente a um passo frente e a
pessoa com deficincia visual deve segurar na altura do cotovelo, de
quem a conduz, com o seu brao flexionado a 90 graus e prximo ao seu
corpo. Uma outra forma de conduo a pessoa com deficincia visual
segurar no punho ou apoiar a mo no ombro do guia vidente (caso haja
muita diferena de altura entre o guia e a pessoa com deficincia
visual). Desta forma ela perceber os movimentos de quem a est guiando.
Vale ressaltar que o guia vidente dever dar informaes verbais
importantes, sobre obstculos, pontos de referncia e outras, de
forma a auxiliar a pessoa com deficincia visual na elaborao do
mapa mental.
O guia vidente e a pessoa com deficincia visual devem permanecer em
contato o tempo todo, visto que os movimentos corporais do guia iro
auxili-la na compreenso do espao em que ela esteja.
<R+>
_`[ Figura 8. "Tcnica de Guia Vidente -- posio bsica na altura do
cotovelo -- foto de perfil". Uma pessoa com deficincia visual,
posicionada um pouco mais atrs e ao lado, segura no cotovelo do guia
vidente sua frente._`]
Fonte: Acervo pessoal.
<36>
_`[ Figura 9. "Tcnica de Guia Vidente -- posio bsica -- foto
frontal". Ambos em p, guia vidente frente e pessoa com deficincia
visual um pouco atrs._`]
Fonte: Acervo pessoal.
_`[Figura 10. "Tcnica de Guia Vidente -- posio bsica -- close no
posicionamento da mo". A mo de uma pessoa com deficincia visual
segurando o cotovelo do guia vidente._`]
<R->
Fonte: Acervo pessoal.
<P>
3.1.2 Troca de lado
Para essa tcnica o guia vidente ou a pessoa com deficincia visual
dever informar a mudana de lado. A pessoa com deficincia visual
dever, com a mo livre, rastrear as costas do guia vidente at
localizar o outro brao e segur-lo na altura do cotovelo com a mo
livre. A partir de ento passa para o lado desejado. O brao dela
dever ficar estendido frente, de forma que a manter um passo
de distncia do guia vidente.
Na troca de lado, a pessoa com deficincia visual no deve perder o
contato com o guia vidente e este deve atentar-se que essa tcnica
dever ser realizada quando houver obstculos no trajeto que
apresentem algum risco de acidente para a pessoa com deficincia
visual ou por motivo de desconforto ou incmodo no lado em que ela
esteja segurando.
<37>
<R+>
_`[Figura 11. "Tcnica de Guia Vidente -- troca de lado -- foto de
perfil". Ambos em p, guia vidente com pessoa com deficincia visual
segurando em seu cotovelo._`]
Fonte: Acervo pessoal.
_`[Figura 12. "Tcnica de Guia Vidente -- troca de lado evidenciando o
rastreamento nas costas do guia vidente". Pessoa com deficincia
visual segurando com uma das mos o cotovelo do guia vidente, e a
outra mo desliza pelas costas dele._`]
Fonte: Acervo pessoal.
_`[Figura 13. "Tcnica de Guia Vidente -- troca de lado evidenciando o
contato permanente com o guia vidente". Aps deslizar a mo pelas
costas do guia vidente, a pessoa com deficincia visual segura com o
cotovelo da esquerda com a mo esquerda, e o da direita com a mo
direita._`]
Fonte: Acervo pessoal.
<38>
_`[Figura 14. "Tcnica de Guia Vidente -- troca de lado finalizao
da tcnica". Pessoa com deficincia visual segura o cotovelo direito do
guia vidente frente com ambas as mos._`]
Fonte: Acervo pessoal.
_`[Figura 15. "Tcnica de Guia Vidente -- troca de lado completa".
Pessoa com deficincia visual segura com uma das mos o cotovelo do
guia vidente frente._`]
<R->
Fonte: Acervo pessoal.
3.1.3 Mudana de sentido
Essa tcnica utilizada quando o guia vidente ou a pessoa com
deficincia visual decide voltar ao local onde estavam. Ser preciso
que um deles d a pista verbal. O guia vidente e a pessoa com
deficincia visual devem fazer um giro de 180 no sentido
anti-
-horrio de maneira que a pessoa com deficincia visual no
faa movimentos desnecessrios.
A tcnica consiste em, aps a pista verbal, o guia vidente e a
pessoa com deficincia visual ficarem um de frente para outro e
depois retornarem posio bsica sem perder o contato fsico.
<39>
<R+>
_`[Figura 16. "Tcnica de Guia Vidente -- mudana de sentido --
ambos virados para esquerda". Ambos em p, uma pessoa com deficincia
visual ao lado do guia vidente, segurando em seu cotovelo._`]
Fonte: Acervo pessoal.
_`[Figura 17. "Tcnica de Guia Vidente -- mudana de sentido -- foto
evidencia o contato permanente entre o guia vidente e a pessoa com
deficincia visual". Pessoa com deficincia visual de frente para o
guia vidente, com cada uma das mos, segura os antebraos._`]
Fonte: Acervo pessoal.
_`[Figura 18. "Tcnica de Guia Vidente -- mudana de sentido --
ambos virados
para direita". Pessoa com deficincia visual segura com uma das mos
o cotovelo do guia vidente frente._`]
Fonte: Acervo pessoal.
<R->
<40>
3.1.4 Passagem estreita
A tcnica de passagem estreita realizada quando no h espao
suficiente para o guia vidente e a pessoa com deficincia visual
ficarem lado a lado, como ao pas-
sarem por portas, corredores
estreitos, dentre outros motivos. O guia vidente dever sinalizar
verbal e corporalmente (pista cinestsica), posicionando o brao
que a pessoa com deficincia visual est segurando para trs do seu
corpo, de maneira que a pessoa com deficincia visual perceba o seu
movimento. Esta dever esticar o cotovelo e posicionar-se a um passo
atrs do guia vidente. Ao final da passagem estreita, ambos retornam
posio bsica.
<R+>
Figura 19. _`[no adaptada._`] Tcnica de Guia Vidente -- Passagens
estreita -- foto evidencia a flexo do brao do guia vidente nas
costas, e a pessoa com deficincia visual com a mo esquerda no punho
e a direita no ombro do guia.
Fonte: Acervo pessoal.
Figura 20. _`[no adaptada._`] Tcnica de Guia Vidente -- Passagens
estreita -- ambos passando por uma porta estreita enfileirados.
Fonte: Acervo pessoal.
<41>
OM Importante
Em algumas situaes de passagens muito estreitas, a pessoa com
deficincia
visual dever posicionar-se ao lado do guia vidente, de forma que
ambos consigam caminhar lateralmente, como na tcnica de sentar-se
em assentos perfilados (vide a subseo 3.1.9 -- Sentar-se em
auditrios
ou assentos perfilados)
<R->
3.1.5 Aceite ou recusa de
ajuda
A pessoa com deficincia visual ao parar para atravessar uma rua,
esperar um carro ou txi, deve manter uma postura firme e braos
relaxados, pois h a possibilidade de as pessoas, ao tentarem ajudar,
puxarem-na pelo brao ou pela bengala longa e s depois perguntarem
se ela precisa de ajuda.
Assim, se a pessoa com deficincia visual sentir algum tocar no
seu brao com o objetivo de conduzi-la, sem que ela deseje ajuda, deve
permanecer parada, elevar seu brao em direo ao ombro oposto e, com
a mo livre, segurar a mo do eventual guia vidente. Mantendo-se
parada, solta a mo e dispensa a ajuda. Caso necessite de auxlio,
deve tomar a posio bsica de guia vidente.
<R+>
Figura 21. _`[no adaptada._`] Tcnica de aceite ou recusa de ajuda
-- foto evidencia o guia vidente puxando o brao da pessoa com
deficincia visual.
Fonte: Acervo pessoal.
<42>
Figura 22. _`[no adaptada._`] Tcnica de aceite ou recusa de ajuda
-- foto evidencia a pessoa
<P>
com deficincia visual se desvencilhando
para assumir a posio bsica.
<R->
Fonte: Acervo pessoal.
3.1.6 Subir e descer escada
Ao aproximar-se de uma escada, o guia vidente deve informar as
caractersticas da escada pessoa com deficincia visual e a
inteno de subir ou descer.
Tanto ao subir como ao descer, o guia vidente dever posicionar-se
um degrau frente fazendo uma breve pausa para que a pessoa com
deficincia visual localize o degrau e d incio subida ou descida.
Essa pausa tambm deve ser repetida ao incio e ao final do trajeto.
D preferncia a subir ou descer pelo lado direito e utilizar o
corrimo, caso haja. No havendo corrimo, o guia vidente deve optar pelo lado
mais seguro.
<43>
Subir escadas
<R+>
Figura 23. _`[no adaptada._`] Tcnica de Guia Vidente -- subir
escadas -- guia vidente segurando o corrimo faz uma pausa para que a
pessoa com deficincia visual se enquadre para iniciar a subida.
Fonte: Acervo pessoal.
Figura 24. _`[no adaptada._`] Tcnica de Guia Vidente -- subir
escadas -- guia vidente segurando o corrimo e pessoa com deficincia
visual, em posio bsica, sobe ficando sempre um degrau atrs.
Fonte: Acervo pessoal.
OM Importante
Embora no haja consenso entre os profissionais de OM quanto
utilizao do corrimo nas
tcnicas de subida e descida de escadas
com o Guia Vidente, optamos por apresentar as duas formas de
utilizao da escada.
<44>
Figura 25. _`[no adaptada._`] Tcnica de Guia Vidente -- subir
escadas -- guia vidente sobe o primeiro degrau e faz uma pausa para
percepo da pessoa com deficincia visual, ambos seguram o corrimo.
Fonte: Acervo pessoal.
Figura 26. _`[no adaptada._`] Tcnica de Guia Vidente -- subir
escadas -- guia vidente e pessoa com deficincia iniciam a subida.
Fonte: Acervo pessoal.
Descer escadas
Figura 27. _`[no adaptada._`] Tcnica de Guia Vidente --
<P>
descer escadas -- guia vidente segura o corrimo com a mo direita e a
pessoa com deficincia visual se posiciona no lado esquerdo.
Fonte: Acervo pessoal.
<45>
OM Importante
Assim como ocorre na subida de escadas, durante a descida, o guia
vidente e pessoa com deficincia visual seguram o corrimo ao mesmo
tempo.
Figura 28. _`[no adaptada._`] Tcnica de Guia Vidente -- descer
escadas -- guia vidente e pessoa com deficincia visual descem
segurando o corrimo com a mo direita.
Fonte: Acervo pessoal.
<R->
<P>
3.1.7 Passagem de portas
Ao avistar a porta, o guia vidente dever dar as caractersticas
desta pessoa com deficincia visual (lado de abertura, tipo de
porta, de maaneta) e, logo isso, colocar seu brao na posio de
passagem estreita. A pessoa com deficincia visual dever manter
contato com o brao do guia vidente at encontrar a maaneta; aps
encontr-la, fecha a porta e volta posio bsica.
Quando necessrio, o guia vidente poder indicar a necessidade de
troca de lado antes de passar pela porta e colocar a mo da pessoa com
deficincia visual na maaneta.
<46>
<R+>
Figura 29. _`[no adaptada._`] Tcnica de Guia Vidente -- passagem
por portas -- guia vidente faz postura de passagem estreita e pessoa
com deficincia visual assume a posio e com a mo livre localiza
a maaneta.
<R->
Fonte: Acervo pessoal.
3.1.8 Sentar-se em cadeiras
O guia vidente se desloca at a cadeira, posicionando a pessoa com
deficincia visual de frente para o objeto. Esta deve fazer a
varredura do assento com o dorso da mo, o rastreio da cadeira com a
perna e, aps esses procedimentos, senta-se.
<R+>
Figura 30. _`[no adaptada._`] Tcnica de Guia Vidente -- sentar em
cadeiras -- guia vidente posiciona a pessoa com deficincia visual de
frente para o assento e coloca uma das mos no encosto da cadeira.
Fonte: Acervo pessoal.
<47>
Figura 31. _`[no adaptada._`] Tcnica de Guia Vidente -- sentar em
cadeiras -- pessoa com deficincia visual senta-se sem perder o
contato com a cadeira.
<R->
Fonte: Acervo pessoal.
3.1.9 Sentar-se em auditrios
ou assentos perfilados
Ao chegar ao auditrio, o guia vidente deve descrever as
caractersticas da sala pessoa com deficincia visual. Aps
encontrar assentos disponveis, ele se posiciona na fileira onde eles
esto e informa pessoa com deficincia visual a cadeira em que ela
poder sentar-se, devendo conduzi-la at ela. O guia vidente entra na
fileira frente da pessoa e os dois caminham lateralmente at a
cadeira disponvel. Quando chegarem cadeira vazia, o guia vidente
para e avisa a pessoa que ela pode se sentar. Esta deve fazer a
varredura com o dorso da mo para verificar as condies do encosto e
do assento. Na sada, o guia vidente sai frente da pessoa com deficincia visual.
<R+>
Figura 32. _`[no adaptada._`] Tcnica de Guia Vidente -- cadeiras
perfiladas -- localizao da fileira.
Fonte: Acervo pessoal.
<48>
Figura 33. _`[no adaptada._`] Tcnica de Guia Vidente -- cadeiras
perfiladas -- rastreio e localizao do assento vazio.
Fonte: Acervo pessoal.
Figura 34. _`[no adaptada._`] Tcnica de Guia Vidente -- cadeiras
perfiladas -- varredura do assento.
Fonte: Acervo pessoal.
Figura 35. _`[no adaptada._`] Tcnica de Guia Vidente -- cadeiras
perfiladas -- foto
evidencia a sada de cadeiras perfiladas, em que o
guia vidente deve sair primeiro.
<R->
Fonte: Acervo pessoal.
<49>
3.1.10 Entrando em carros
O guia vidente informa as caractersticas do carro, conduz a pessoa
com deficincia visual at a porta e coloca a mo dela na maaneta. A
pessoa com deficincia visual abre a porta em sua totalidade,
mantendo uma das mos sobre a porta e a outra no teto do automvel e,
logo aps, faz a varredura do assento com a mo que estava segurando
a porta. Para que possa entrar no carro preciso utilizar a mo que
estava no teto na posio de autoproteo superior, podendo assim
entrar e sentar-se. Depois de certificar-se de que a pessoa com
deficincia visual recolheu a mo, o guia vidente
<P>
poder fechar a porta ou perguntar pessoa se ela mesma o deseja
faz-lo.
<R+>
Figura 36. _`[no adaptada._`] Tcnica de Guia Vidente -- entrando em
carros -- identificao da maaneta.
Fonte: Acervo pessoal.
Figura 37. _`[no adaptada._`] Tcnica de Guia Vidente -- entrando em
carros -- localizao do teto do carro.
Fonte: Acervo pessoal.
<50>
Figura 38. _`[no adaptada._`] Tcnica de Guia Vidente -- entrando
em carros -- varredura do assento.
Fonte: Acervo pessoal.
Figura 39. _`[no adaptada._`] Tcnica de Guia Vidente --
<P>
entrando em carros -- foto evidencia a entrada da pessoa com deficincia
visual no carro com uma mo na porta e outra no teto do carro.
Fonte: Acervo pessoal.
<51>
Figura 40. _`[no adaptada._`] Tcnica de Guia Vidente -- entrando
em carros -- pessoa com deficincia visual sentada no carro fechando
a porta.
<R->
Fonte: Acervo pessoal.
3.2 Autoprotees
Nessa tcnica, a pessoa com deficincia visual pode utilizar todos
os seus segmentos corporais (cabea, tronco, membros superiores e
inferiores) para estabelecer relaes espaciais e direcionais, bem
como para se proteger e assim fazer contato com pessoas e
<P>
objetos. As autoprotees podem ser utilizadas em conjunto com outras tcnicas de
OM, como o guia vidente e a bengala longa, e com outros recursos de tecnologia assistiva.
3.2.1 Autoproteo inferior
Essa tcnica possibilita a proteo da parte inferior do corpo.
usada em reas internas e ambientes familiares. A pessoa com
deficincia visual deve posicionar o brao e o antebrao frente do
corpo em diagonal com a mo apontada para baixo. O dorso da mo fica
voltado para fora a uma distncia de, aproximadamente, 20 cm do
corpo, o suficiente para evitar o contato com obstculos que estejam sua frente.
<52>
<R+>
Figura 41. _`[no adaptada._`] Tcnica de autoproteo Inferior --
pessoa com deficincia visual realizando a tcnica de
<P>
autoproteo inferior com antebrao protegendo rea do abdmen.
Fonte: Acervo pessoal.
OM Importante
Alertamos a importncia dessa tcnica ser realizada tanto com a mo
direita, quanto com a mo esquerda, pois a maioria das pessoas tem o
hbito de s realiz-la com o seu membro superior dominante.
<R->
3.2.2 Autoproteo superior
Essa tcnica possibilita a proteo da parte superior do corpo.
usada em reas internas e ambientes familiares. A pessoa com
deficincia visual flexiona o brao e o cotovelo acima do nvel do
ombro, de maneira a proteger a parte superior de seu corpo (rosto e
tronco). O antebrao deve estar a, mais ou menos, 20 cm de distncia
do rosto, a mo direcionada para o lado oposto, dorso da mo voltado
para fora do corpo e dedos semiflexionados.
<53>
<R+>
Figura 42. _`[no adaptada._`] Tcnica de autoproteo superior --
pessoa com deficincia visual realizando a tcnica de autoproteo
superior com antebrao protegendo trax e cabea.
Fonte: Acervo pessoal.
OM Importante
Devemos explicar que em algumas situaes pode haver a necessidade de
realizar conjuntamente as tcnicas de autoproteo superior e inferior.
Figura 43. _`[no adaptada._`] Tcnica de autoproteo -- pessoa com
deficincia visual
<P>
realizando a tcnica de autoproteo superior e
inferior ao mesmo tempo.
<R->
Fonte: Acervo pessoal.
<54>
3.3 Rastreamento
A pessoa com deficincia visual pode utilizar essa tcnica para se
locomover no ambiente interno a partir de uma linha guia ou para identificar um
determinado objeto. Essa tcnica pode ser utilizada em conjunto com outras
tcnicas.
3.3.1 Rastreamento com a mo
A pessoa com deficincia visual deve estar de p e paralela linha
guia com o brao em diagonal e frente do corpo e os dedos
semiflexionados e apontados para baixo. Essa tcnica deve ser
realizada, preferencialmente, com os dedos anelar e mnimo em contato
contnuo com o objeto e/ou a
linha guia a ser rastreada, o que
permite detectar a linha guia, o obstculo ou o objeto com a mo.
<R+>
Figura 44. _`[no adaptada._`] Tcnica de rastreamento -- a pessoa
com deficincia visual utiliza uma das mos para rastrear uma parede.
Fonte: Acervo pessoal.
<55>
Figura 45. _`[no adaptada._`] Tcnica de rastreamento -- a pessoa
com deficincia visual utiliza uma das mos para rastrear uma parede,
foto evidencia a ponta dos dedos semiflexionados.
<R->
Fonte: Acervo pessoal.
3.4 Enquadramento e tomada
de direo
Essa tcnica importante, pois auxilia a pessoa com deficincia
<P>
visual a se situar no espao,
estabelecendo uma linha reta para
alcanar mais facilmente o seu objetivo. Embora sejam tcnicas
distintas, na prtica, elas so utilizadas de maneira combinada.
No enquadramento, a pessoa com deficincia visual deve encostar os
ombros, as costas ou os calcanhares na linha guia, ou objeto
significativo no ambiente (porta, mesa ou outros), a partir disso
traar uma linha perpendicular imaginria e caminhar em direo ao
seu objetivo, que a tomada de direo.
O alinhamento com os dedos dos ps utilizado para subir ou descer
escadas ou em meios-fios.
<R+>
Figura 46. _`[no adaptada._`] Tcnica de enquadramento e tomada de
direo -- a pessoa com deficincia visual se enquadra num ponto de
referncia
<P>
(porta) para localizar um objeto (cadeira).
Fonte: Acervo pessoal.
<56>
Figura 47. _`[no adaptada._`] Tcnica de enquadramento e tomada de
direo -- a pessoa com deficincia visual fazendo uso da autoproteo
inferior, localiza a cadeira.
<R->
Fonte: Acervo pessoal.
3.5 Familiarizao de ambientes
Essa tcnica permite pessoa com deficincia visual ter o maior
nmero de informaes acerca de um determinado ambiente. Ela deve ser
realizada com o auxlio de uma pessoa que conhea o espao (vidente ou com
deficincia visual) e fornea as pistas verbais sobre ele.
Para a explorao, a pessoa com deficincia visual estabelece um
<P>
ponto de partida (preferencialmente a porta principal de acesso ao
ambiente), faz o enquadramento paralelo linha da parede ou objeto
(linha guia) e inicia o rastreamento da linha guia circundando todo o
ambiente no seu permetro at retornar ao ponto de partida.
Aps a familiarizao do ambiente, deve-se fazer o mtodo do
cruzamento, caracterizado quando a pessoa com deficincia visual
utiliza o ponto de partida j estabelecido, faz o enquadramento e
cruza at o lado oposto. Durante esse cruzamento em linha reta, a
pessoa deve usar as autoprotees superior e inferior.
Na familiarizao do ambiente, a pessoa com deficincia visual deve
receber todas as pistas relevantes do ambiente e, ao final, ser capaz
de fazer o mapa mental do espao apresentado. Essa tcnica permite
que a pessoa com
<P>
deficincia visual se sinta includa no espao
medida que estabelece relaes com ele.
<57>
<R+>
Figura 48. _`[no adaptada._`] Tcnica familiarizao de ambientes
-- a pessoa com deficincia visual se enquadra no ponto de
referncia.
Fonte: Acervo pessoal.
Figura 49. _`[no adaptada._`] Tcnica familiarizao de ambientes
-- a pessoa com deficincia visual percorre todo o permetro
identificando os mobilirios que compem o espao.
<R->
Fonte: Acervo pessoal.
3.6 Localizao de objetos
cados
Ao ouvir que um objeto caiu no cho, a pessoa com deficincia visual
deve localizar, pela pista sonora, o local onde o item caiu e se
direcionar at ele fazendo a varredura com os ps em movimentos
circulares, de forma a traz-lo em direo a seu corpo. Uma vez
localizado, a pessoa agacha, utilizando a autoproteo superior e
pega o objeto.
<58>
<R+>
Figura 50. _`[no adaptada._`] Tcnica localizao de objetos cados
-- pessoa com deficincia visual faz uma varredura com p at localizar o objeto.
Fonte: Acervo pessoal.
Figura 51. _`[no adaptada._`] Tcnica localizao de objetos cados
-- pessoa com deficincia visual se abaixa realizando a tcnica de
autoproteo superior e localiza o objeto com o dorso da mo.
Fonte: Acervo pessoal.
<P>
OM Importante
Nessa tcnica, algumas adaptaes podem e devem ser feitas, como
solicitar ajuda quando se tratar de objetos que rolam e pisos que
abafem o som (carpete, tapete, emborrachados etc.). A pessoa com
deficincia visual deve pedir ajuda priorizando sempre sua
integridade fsica. Idosos e pessoas com dificuldades de locomoo
tambm devem fazer o mesmo.
<R->
<59>
3.7 Pr-bengala
A pr-bengala se caracteriza como um recurso de Tecnologia
Assistiva, sendo utilizada prioritariamente por crianas, objetivando
a independncia na locomoo. Os objetos mais utilizados so o
raqueto, bambols, carrinhos de bonecas, rodos e vassouras, dentre
outros brinquedos educativos de empurrar. A pr-bengala tambm pode
ser adaptada para pessoas adultas que apresentam comprometimentos
motores e/ou cognitivos e no conseguem utilizar a bengala longa
funcionalmente.
<R+>
Figura 52. _`[no adaptada._`] Pr-bengala -- foto de brinquedos que
podem ser utilizados como pr-bengala.
<R->
Fonte: Acervo pessoal.
3.8 Bengala longa
A bengala longa um recurso de Tecnologia Assistiva utilizado
especificamente por pessoas com deficincia visual (cegas ou baixa
viso) ou surdocegueira, servindo como um prolongamento do corpo
desse sujeito. Ela um basto que auxilia na locomoo, sendo um
anteparo e favorecendo a deteco de obstculos diversos.
<P>
3.8.1 Finalidade
Proporcionar pessoa com deficincia visual ou surdocegueira um
modo de locomoo com segurana, eficincia e independncia, tanto em
ambientes familiares como desconhecidos.
<60>
3.8.2 Comprimento da bengala
longa
O tamanho da bengala longa personalizado sendo determinado pela
estatura, tipo fsico e extenso do passo. Normalmente se usa como
medida de referncia uma linha reta que vai da parte inferior do osso
esterno (osso localizado na parte da frente do corpo, entre as
costelas) at o solo.
<R+>
Figura 53. _`[no adaptada._`] Bengala longa -- foto eviden-
cia a
importncia da altura da
<P>
bengala longa de acordo com seu usurio.
Fonte: Acervo pessoal.
OM Importante
Ao adquirir uma bengala longa devemos observar o seu tamanho, pois
elas so encontradas em metros ou polegadas dependendo do seu fabricante,
conforme descrito no Quadro 1, a seguir:
_`[Quadro 1 "Tamanhos de bengala longa (metros e polegas)", adaptado
em duas partes:
1) metro; 2) Polegadas (aproximadamente 2,54 cm)
1,10 m; 42
1,15 m; 44
1,20 m; 46
1,25 m; 48
1,30 m; 50
1,35 m; 52._`]
<R->
Fonte: Elaborado pelos autores.
<61>
3.8.3 Tipos de bengala longa
<R+>
Bengala telescpica: confeccionada em fibra de carbono ou fibra
de vidro, sendo muito leve e frgil. Quando fechada, mede
aproximadamente 25 cm. utilizada, preferencialmente, em ambientes
internos.
Figura 54. _`[no adaptada._`] Bengala longa -- bengala telescpica.
Fonte: Acervo pessoal.
Bengala dobrvel: confeccionada em alumnio, o que proporciona
leveza. Geralmente, possui seis gomos sendo o ltimo com revestimento
fosforescente de 15 cm, e a mais utilizada por pessoas com deficincia
visual devido a sua praticidade.
<P>
Figura 55. _`[no adaptada._`] Bengala longa -- bengala dobrvel.
Fonte: Acervo pessoal.
<62>
Bengala inteiria: confeccionada em alumnio. Possui 1 metro de
comprimento e a parte inferior tem revestimento fosforescente de 15
cm. Atualmente, pouco utilizada.
Figura 56. _`[no adaptada._`] Bengala longa -- bengala inteiria.
Fonte: Acervo pessoal.
3.8.4 Tipos de ponteira
Ponteira fixa ou tradicional: ponteira reta com extremidades
arredondadas e confeccionadas em nylon. Fixam-se bengala por meio
de rosca, gancho ou encaixe.
Figura 57. _`[no adaptada._`] Tipos de ponteira -- ponteira fixa de
encaixe.
Fonte: Acervo pessoal.
Ponteira roller: ponteira reta com extremidades arredondadas e
confeccionada em nylon. Possui um rolamento em torno do prprio eixo e
favorece a locomoo da pessoa com deficincia visual pois mantm
contato permanente com o solo.
<63>
Figura 58. _`[no adaptada._`] Tipos de ponteira -- ponteira roller
de encaixe.
Fonte: Acervo pessoal.
Ponteira rolling ball: ponteira em formato de uma esfera com cerca
de 5 cm de dimetro, possui um rolamento em torno do prprio eixo e
favorece a locomoo da pessoa com deficincia
<P>
visual pois mantm
contato permanente com o solo.
Figura 59. _`[no adaptada._`] Tipos de ponteira -- rolling ball de
encaixe.
Fonte: Acervo pessoal.
OM Importante
A ponteira rolling ball pouco utilizada no Brasil. Observamos em
nossos atendimentos que essa ponteira atende s necessidades de
pessoas com leses de punho ou alteraes de marcha.
<R->
<64>
3.8.5 Padronizao das
bengalas longas por cores
No Brasil, h mais ou menos uma dcada (2010), as bengalas tm sido
categorizadas por cores para favorecer a identificao dos usurios
quanto aos diferentes graus de deficincia visual
<P>
(cegueira, baixa viso ou
surdocegueira).
Existem trs cores de bengala longa para essas pessoas:
<R+>
Cego: bengala branca com o ltimo gomo amarelo ou vermelho;
Figura 60. _`[no adaptada._`] Padronizao da bengalas longa por
cores -- bengala longa branca com ltimo gomo amarelo.
Fonte: Acervo pessoal.
Figura 61. _`[no adaptada._`] Padronizao da bengalas longa por
cores -- bengala longa branca com ltimo gomo vermelho.
Fonte: Acervo pessoal.
<65>
Baixa viso: todos os gomos da bengala so verdes;
Figura 62. _`[no adaptada._`] Padronizao da bengalas longa
<P>
por cores -- bengala longa verde.
Fonte: Acervo pessoal.
Surdocego: bengala com gomos vermelhos e brancos alternados.
Figura 63. _`[no adaptada._`] Padronizao da bengalas longa por
cores -- bengala longa vermelha e branca alternado.
Fonte: Acervo pessoal.
<R->
3.8.6 Reconhecimento e
manipulao da bengala longa
Ao iniciar as tcnicas de bengala longa, faz-se necessrio que a
pessoa com deficincia visual faa o reconhecimento e manipulao
daquela. Durante esse reconhecimento, a pessoa com deficincia visual
deve identificar cada uma de suas partes: cabo ou luva, parte em que
se segura a bengala longa; os gomos, parte dobrvel ou retrtil,
dependendo do modelo da bengala longa; e a ponteira, que pode ser
fixa, roller ou rolling ball.
<66>
OM Importante
<R+>
A manuteno da bengala longa dobrvel necessria para evitar o
risco de incidentes, como o rompimento e o ressecamento do elstico. Portanto,
fundamental que a pessoa com deficincia visual saiba realizar
pequenos reparos em sua bengala longa.
<R->
3.8.7 Higienizao da bengala
longa
Como a bengala longa um objeto que est sempre em contato com o
solo, a sua higienizao fundamental, devendo ser realizada toda
vez que a pessoa com deficincia visual retornar para casa.
<P>
3.8.8 Abrir e fechar a bengala
longa
Para abrir a bengala longa, a pessoa com deficincia visual deve se
atentar para que o objeto esteja na linha mdia do seu corpo, na altura do
seu tronco, com o cabo virado para cima. O usurio deve encaixar o
primeiro gomo no cabo e, dessa forma, os demais se encaixaro
automaticamente. Para se certificar de que a bengala est aberta e os
gomos corretamente encaixados, a pessoa com deficincia visual deve
dar um leve toque com a bengala no cho, encostando a ponteira no
solo, e, ao fechar, manter o mesmo posicionamento junto ao corpo,
evitando que esta esbarre nas pessoas ou em outros objetos do
entorno. Ento, deve desencaixar o cabo do primeiro gomo, assim como
os demais, at que a bengala esteja totalmente fechada e finalizar
envolvendo todos os gomos do elstico.
<67>
<R+>
Figura 64. _`[no adaptada._`] Abrir bengala longa -- segurando no
cabo/luva, encaixar no segundo gomo e soltar os demais na linha mdia
do corpo.
Fonte: Acervo pessoal.
Figura 65. _`[no adaptada._`] Fechar bengala longa -- segurando na
luva, desencaixar do segundo gomo, dobrando e virando o gomo solto
para baixo.
Fonte: Acervo pessoal.
Figura 66. _`[no adaptada._`] Fechar bengala longa -- prender todos
os gomos com elstico.
Fonte: Acervo pessoal.
<R->
<68>
3.8.9 Acomodao da bengala
longa
Estar atento acomodao da bengala longa evita diversos
contratempos. Saber como ela est (aberta ou fechada) e onde est
localizada minimiza o risco de acidentes de quem a usa e de outras
pessoas que estejam no ambiente.
<R+>
Em p: A bengala longa deve ser colocada na vertical junto ao
corpo, com a ponteira apoiada entre os ps.
Figura 67. _`[no adaptada._`]
Acomodao da bengala longa -- em p.
Fonte: Acervo pessoal.
Sentado: A bengala longa colocada entre as pernas, na diagonal e
apoiada em um dos ombros.
Figura 68. _`[no adaptada._`]
Acomodao da bengala longa --
<P>
sentado -- apoiado o cabo/luva no ombro.
Fonte: Acervo pessoal.
<69>
Figura 69. _`[no adaptada._`]
Acomodao da bengala longa --
sentado -- com a parte do cabo/luva dobrada.
Fonte: Acervo pessoal.
Em lugar acessvel: Bengala longa aberta apoiada em um canto ou
pendurada em cabide.
Figura 70. _`[no adaptada._`]
Acomodao da bengala longa --
bengala longa aberta apoiada em um canto.
Fonte: Acervo pessoal.
<70>
Figura 71. _`[no adaptada._`]
Acomodao da bengala longa --
<P>
bengala longa aberta pendurada em cabide.
Fonte: Acervo pessoal.
Dobrada: Embaixo da cadeira, dentro da bolsa, dentro da mochila
(saco plstico).
Figura 72. _`[no adaptada._`]
Acomodao da bengala longa --
bengala longa fechada acomodada debaixo da coxa da pessoa com
deficincia visual, sentada.
Fonte: Acervo pessoal.
<R->
<71>
3.8.10 Tipos de empunhaduras
A empunhadura a forma como a bengala longa segurada. Esta pode
ser realizada de duas maneiras distintas:
<P>
Empunhadura de lpis
Essa empunhadura menos utilizada na prtica diria, sendo aplicada
sempre nas tcnicas de subir escadas e deteco de meio-
-fio. Os dedos
indicador e polegar envolvem a bengala longa da mesma forma como
seguramos um lpis.
<R+>
Figura 73. _`[no adaptada._`] Tipos de empunhadura da bengala longa
-- empunhadura de lpis.
<R->
Fonte: Acervo pessoal.
Empunhadura de toque
Essa a empunhadura mais utilizada, pois permite maior conforto,
agilidade e firmeza durante o manuseio da bengala longa.
A pessoa com deficincia visual deve apoiar na palma da mo o cabo
da bengala longa. O dedo indicador fica sobre o corpo da bengala
longa e os dedos polegar, mdio, anular e mnimo envolvem-na como um
todo.
<72>
<R+>
Figura 74. _`[no adaptada._`] Tipos de empunhadura da bengala longa
-- empunhadura de toque com dorso da mo voltado para frente.
Fonte: Acervo pessoal.
Figura 75. _`[no adaptada._`] Tipos de empunhadura da bengala longa
-- empunhadura de toque com dorso da mo virado para fora.
Fonte: Acervo pessoal.
<R->
3.9 Tcnica de bengala longa ou
de Hoover
Esse conjunto de tcnicas tem esse nome devido a uma homenagem ao
primeiro-tenente e mdico oftalmologista do Valley Forge Hospital,
Dr. Richard Hoover, que props estudar as dificuldades de locomoo
dos ex-combatentes cegos de guerra. Ao estudar sobre a cegueira e a
mecnica da marcha, Hoover criou um mtodo revolucionrio empregando
um instrumento que lembrava um
<73>
basto, mas que possua funo, material e comprimento diferenciado.
Na literatura, as tcnicas de bengala longa so chamadas tambm de
Tcnicas de Hoover.
3.9.1 Tcnica de varredura
Essa tcnica proporciona pessoa com deficincia visual uma
explorao imediata e completa do solo na rea prxima ao seu corpo.
A pessoa desliza a ponta da bengala longa para frente, que deve
estar apoiada no cho, e retorna at a linha dos ps descrevendo
semicrculos.
<R+>
Figura 76. _`[no adaptada._`] Tcnica de bengala longa --
<P>
tcnica de varredura -- pessoa com deficincia visual estica o brao frente.
Fonte: Acervo pessoal.
<74>
Figura 77. _`[no adaptada._`] Tcnica de bengala longa -- tcnica
de varredura -- pessoa com deficincia visual
desliza fazendo semicrculos at aproximar dos seus ps
Fonte: Acervo pessoal.
<R->
3.9.2 Deteco e explorao de
objetos com a bengala longa
Ao tocar em algum objeto, a pessoa aproxima a bengala longa e a
coloca na posio vertical (empunhadura de lpis) em relao a ele.
Sem perder o contato com o objeto, desliza a mo livre sobre o corpo
da bengala longa at toc-lo e identific-lo. Essa
<P>
tcnica deve ser
realizada, preferencialmente, com o dorso da mo para a explorao do
objeto e associada proteo superior.
<75>
<R+>
Figura 78. _`[no adaptada._`] Tcnica de bengala longa -- tcnica
de deteco e explorao de objetos -- pessoa com deficincia visual
detecta o objeto.
Fonte: Acervo pessoal.
Figura 79. _`[no adaptada._`] Tcnica de bengala longa -- tcnica
de deteco e explorao de objetos -- pessoa com deficincia visual
posiciona a bengala longa na vertical e desliza a mo por ela.
Fonte: Acervo pessoal.
<76>
Figura 80. _`[no adaptada._`] Tcnica de bengala longa -- tcnica
de deteco e explo-
rao de objetos -- pessoa com
<P>
deficincia visual
com o dorso de uma das mos explora o objeto.
Fonte: Acervo pessoal.
OM Importante
Para a segurana e orientao do aluno, ressaltamos que a explorao
do objeto deve ser usada somente quando necessrio, e sempre que
possvel, a pessoa com deficincia visual deve solicitar ajuda e
utilizar essa tcnica com cautela.
<R->
3.9.3 Tcnica de bengala longa
em diagonal
A pessoa com deficincia visual deve segurar a bengala logo abaixo
do cabo fazendo uso da empunhadura de lpis ou de toque. A bengala deve
ficar na diagonal, logo frente do corpo, e a mo da pessoa altura
da cintura.
Essa tcnica pode ser utilizada para seguir uma linha guia. Nesse
caso deve-se segurar a bengala longa do lado oposto linha guia.
Dependendo do piso, pode-se conduzir a bengala longa em deslize
(mantendo-se a ponteira apoiada no cho) ou mant-la suspensa (no
mais do que 3 cm) e tocar a ponteira no cho a cada 3 ou 4 passos.
<77>
<R+>
Figura 81. _`[no adaptada._`] Tcnica de bengala longa em diagonal
-- pessoa com deficincia visual apoia a ponteira na linha guia e
segura com empunhadura de lpis um pouco abaixo do cabo/luva da
bengala longa.
Fonte: Acervo pessoal.
Figura 82. _`[no adaptada._`] Tcnica de bengala longa em diagonal
-- pessoa com deficincia visual apoia a ponteira na
<P>
linha guia e segura com empunhadura de toque um pouco abaixo do cabo/luva da
bengala longa.
Fonte: Acervo pessoal.
<78>
OM Importante
Essa tcnica s utilizada em ambientes internos, pois no garante
a segurana da pessoa com deficincia visual e a deteco de obstculos do lado
oposto linha guia.
<R->
3.9.4 Tcnica de bengala longa
em lpis
A pessoa com deficincia visual deve posicionar a bengala longa em
frente ao seu corpo, na linha mdia e na posio vertical, erguendo a
ponta da bengala longa a poucos centmetros do solo, realizando,
esporadicamente, alguns toques no cho para verificar a distncia
entre o solo e a ponta da bengala.
<R+>
Figura 83. _`[no adaptada._`] Tcnica de bengala longa em lpis --
pessoa com deficincia visual segura a bengala longa na linha mdia
do corpo e realiza pequenos toques no cho.
Fonte: Acervo pessoal.
<79>
OM Importante
A empunhadura de lpis pode ser utilizada em ambientes internos e
conhecidos pelo usurio devido ao pequeno alcance da bengala longa,
dada a proximidade com o corpo da pessoa com deficincia visual. Ela
tambm pode ser empregada todas as vezes que a pessoa estiver sendo
conduzida por um guia vidente.
Figura 84. _`[no adaptada._`] Tcnica de bengala longa em lpis --
pessoa com deficincia visual segura a bengala longa na
<P>
linha mdia do corpo e conduzida por guia vidente.
<R->
Fonte: Acervo pessoal.
3.9.5 Rastreamento com tcnica
em diagonal
A pessoa com deficincia visual se posiciona de frente para a
direo desejada, paralelamente ao objeto a ser rastreado. Com a bengala
longa na tcnica em diagonal, a pessoa toca levemente a ponteira da
bengala no objeto ou no ponto de convergncia do objeto com o solo
(ex.: o rodap), evitando o afastamento do objeto rastreado para no
perder o contato com ele.
<80>
<R+>
Figura 85. _`[no adaptada._`] Tcnica de bengala longa --
rastreamento com tcnica em
<P>
diagonal -- ponteira tocando no objeto de
rastreio.
Fonte: Acervo pessoal.
Figura 86. _`[no adaptada._`] Tcnica de bengala longa --
rastreamento com tcnica em diagonal -- ponteira tocando no ponto
convergente.
<R->
Fonte: Acervo pessoal.
<81>
3.9.6 Tcnica de toque
Essa a tcnica mais utilizada na locomoo da pessoa com
deficincia visual. Nela ocorre a coordenao p/bengala, visando minimizar o
risco de acidentes pela deteco das informaes existentes no
ambiente. A tcnica permite perceber diferentes tipos de pisos,
texturas, mudanas de nvel, como escadas, rampas, meios-fios, bem
como a antecipao dos objetos que esto abaixo da linha da cintura,
como mveis, pias e elementos presentes nos ambientes externos, como
postes, rvores, dentre outros.
Fazendo uso da empunhadura de toque, a pessoa com deficincia visual
deve posicionar sua mo na direo da linha mdia (umbigo) e afastada
dele, com o dorso da mo voltado para fora. A movimentao da bengala
longa determinada pela ao do punho, realizando um movimento em
forma de semicrculo no cho, de um lado para outro do corpo, de modo
que o toque da bengala longa no ultrapasse a linha dos ombros. Ao se
deslocar, a ponteira no deve se elevar muito do solo. A pessoa com
deficincia visual deve sempre tocar o solo com a bengala sua
frente e do lado oposto ao p do movimento. Assim, aps a varredura,
a pessoa comea a andar alternando bengala e p. Caso a pessoa erre
o passo, deve continuar andando e tocar duas vezes a bengala
<P>
longa do mesmo lado para reorganizar a coordenao p/bengala.
<R+>
Figura 87. _`[no adaptada._`] Tcnica de bengala longa -- tcnica
de toque -- ponteira tocando o lado esquerdo e o p direito frente.
Fonte: Acervo pessoal.
<82>
Figura 88. _`[no adaptada._`] Tcnica de bengala longa -- tcnica
de toque -- ponteira tocando o lado direito e o p esquerdo frente.
<R->
Fonte: Acervo pessoal.
3.9.7 Tcnica de deslize
A pessoa usa os mesmos procedimentos da tcnica de toque, mas mantm
a ponteira da bengala em contato permanente com o solo, deslizando-a
para a esquerda e para a direita.
<R+>
OM Importante
Essa tcnica mais utilizada em ambientes internos, por ter pisos
mais regulares; j em ambientes externos, por ter como caractersticas
mais depresses e irregularidades no piso, mais funcional a tcnica
do toque.
<R->
3.9.8 Tcnicas de toque e
rastreio
Essa tcnica se diferencia do toque pois a pessoa com deficincia
visual se posiciona paralelamente ao objeto a ser rastreado, tomando
uma linha de direo. uma das tcnicas mais comuns por proporcionar
maior segurana, uma vez que a pessoa com deficincia visual mantm o
contato com a linha guia (objeto rastreado), permitindo a localizao
de portas, entradas e objetos que estejam prximos linha guia.
<83>
<R+>
Figura 89. _`[no adaptada._`] Tcnica de bengala longa -- tcnica
de toque e rastreio -- pessoa com deficincia visual localiza uma
porta.
<R->
Fonte: Acervo pessoal.
3.9.9 Tcnica de toque e
deslize
Essa tcnica utilizada para encontrar uma pista no solo, da qual
a pessoa com deficincia visual tem um conhecimento prvio.
A pessoa faz um toque de cada lado, como na tcnica de toque, em
seguida faz um deslize no centro, entre os dois pontos onde tocou,
voltando a tocar aps o deslize no lado que tocou pela ltima vez.
<R+>
Figura 90. _`[no adaptada._`] Tcnica de bengala longa -- tcnica
de toque e deslize --
<P>
evidenciando a coordenao p-bengala.
Fonte: Acervo pessoal.
<84>
Figura 91. _`[no adaptada._`] Tcnica de bengala longa -- tcnica
de toque e deslize -- evidenciando a coordenao p-bengala.
Fonte: Acervo pessoal.
Figura 92. _`[no adaptada._`] Tcnica de bengala longa -- tcnica
de toque e deslize -- evidenciando deslize no centro (linha mdia do
corpo).
<R->
Fonte: Acervo pessoal.
xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxo
Fim da Primeira parte