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Info

Guia de Orientação e Mobilidade PARTE 1 (TXT)

Atualizado 2023
Atualizado em 23/03/2023 10h29

text/plain Guia Orientacao e Mobilidade parte 1.txt — 98 KB

Conteúdo do arquivo

<t->
          Coleo Caminhos e Saberes

          Grupo de Estudos e Pesquisa 
          em Orientao e Mobilidade 
          (GEPOM)

          Rompendo barreiras

          Guia prtico de Orientao 
          e Mobilidade do Instituto 
          Benjamin Constant

          Impresso braille em 
          3 partes, na diagramao de 
          28 linhas por 34 caracteres, 
          Instituto Benjamin Constant, 2022.
                              
          Primeira Parte

<p>
          Ministrio da Educao 
          Instituto Benjamin Constant
          Departamento 
          Tcnico-Especializado
          Diviso de Imprensa Braille
          Av. Pasteur, 350-368 -- Urca 
          22290-250 
          Rio de Janeiro -- RJ 
          Brasil
          Tel.: (21) 3478-4442
          Fax: (21) 3478-4444
          E-mail: ~,ibc@ibc.gov.br~,
          ~,http:www.ibc.gov.br~,  
          -- 2023 --
<P>
          GOVERNO FEDERAL
          PRESIDNCIA DA REPBLICA

          Jair Messias Bolsonaro

          MINISTRIO DA EDUCAO

          Victor Godoy Veiga

          INSTITUTO BENJAMIN CONSTANT

          Joo Ricardo Melo Figueiredo

          DEPARTAMENTO DE 
          PS-GRADUAO, PESQUISA 
          E EXTENSO

          Elise de Melo Borba Ferreira

          DIVISO DE PS-GRADUAO E PESQUISA

          Luiz Paulo da Silva Braga
<P>
          ROMPENDO BARREIRAS:
          GUIA PRTICO DE
          ORIENTAO E MOBILIDADE
          DO INSTITUTO BENJAMIN CONSTANT
<R+>
_`[Imagem de fundo azul, centralizada, em que, na parte superior, em 
letras laranja, l-se: Rom-
  pendo barreiras; guia prtico de orientao 
e mobilidade do Instituto Benjamin Constant". 
  Abaixo, centralizado, 
um desenho do globo terrestre, simulando uma crnio, com culos 
escuros e, na parte superior do globo, seis desenhos de pessoa com 
deficincia visual enfileirada, indicando o crescimento de uma 
criana, e da esquerda para a direita, temos: criana de olhos 
fechados, usando fralda, em p, segurando um brinquedo com um cabo 
longo; menino com culos escuros, shorte e camiseta, em p, andando 
com as mos esticadas para frente; jovem cm cuos escuros, cala 
comprida e camiseta, segurando no antebrao de outra pessoa; adulto 
com culos escuros, camiseta com a cela braille na frente e cala 
comprida, segurando uma bengala."_`]
<R->
<P>
<R+>
 Elaborado pelo Grupo de Estudos e Pesquisa em Orientao e 
Mobilidade (GEPOM), vinculado ao Centro de Estudos e Pesquisas
(Cepeq) do Instituto Benjamin Constant (IBC):
 Advia Fernanda Correia Dias da Silva
 Lisnia Cardoso Tederixe
 Regina Ktia Cerqueira Ribeiro
 Thiago Sardenberg
 Vanessa Rocha Zardini Nakajima

 Descrio da imagem: Foto do grupo da cabea  cintura com cinco 
pessoas sorrindo, todas de p
com camisa tipo polo preta com as logomarcas do Grupo de Estudos e 
Pesquisa de Orientao e
Mobilidade do lado esquerdo e do Instituto Benjamin Constant do lado 
direito. Da esquerda para
direita: Thiago Sardenberg, Vanessa Zardini, Regina Ktia Cerqueira, 
Advia Dias e Lisnia Tederixe
<R->

          Membros Convidados:
          Fernanda Codeo Ferreira 
          Monteiro 
          Marcelo Miranda Petini

          Colaboradores convidados:
          Antnio Menescal
          Elcy Maria Andrade Mendes
          Elizabeth Ferreira de Jesus
          George Thomaz Harrison
          Indira Stephanni Cardoso 
          Marques
          Maria da Gloria de Souza 
          Almeida
          Thas Ferreira Bigate

          Reviso tcnica do contedo:
          Valria Rocha Conde Aljan

          Ilustraes:
          Jlio Matoso
<p>
          Dados do livro em tinta 

          Copyright `(C`) Instituto 
          Benjamin Constant, 2022

          ISBN 978-65-00-60906-6

<R+>
 Todos os direitos reservados.  permitida a reproduo parcial ou 
total desta obra, desde que
citada a fonte e que no seja para venda ou qualquer fim comercial.
A responsabilidade pelo contedo e pelos direitos autorais
de textos e imagens desta obra  dos autores.
<R->

          Capa e diagramao
          Wanderlei Pinto da Motta

          Copidesque e reviso geral
          Laize Santos de Oliveira
          Marcela da Silva Abrantes
<P>
<R+>
 Coleo Caminhos e Saberes

 1) Sistema Braille: simbologia bsica aplicada  Lngua Portuguesa
 2) Tcnicas de Clculo e Didtica do Soroban -- metodologia: menor 
valor relativo
 3) Manual de Adaptao de Textos Para o Sistema Braille
 4) Tcnicas de Clculo e Didtica do Soroban -- metodologia: maior 
valor relativo
 5) Transcrio e Impresso Braille no Programa Braille Fcil
 6) Manual de Produo do Livro Falado
 7) Rompendo barreiras: guia prtico de Orientao e Mobilidade do IBC

 Organizao da coleo:
 At o n.o 5: Jeane Gameiro Miragaya
 A partir do n.o 6: Gabrielle de Oliveira Camacho Soares
<R->

          Todos os direitos reservados para
          Instituto Benjamin Constant
          Av. Pasteur, 350/368 -- Urca
          CEP: 22290-250 -- Rio de Janeiro -- RJ -- Brasil
          Tel.: 55 21 3478-4458
          E-mail: ~,dpp@ibc.gov.br~,

<trompendo barreiras>
<t*1>
 G353r GEPOM

  Rompendo barreiras: guia prtico de orientao e mobilidade do
Instituto Benjamin Constant [recurso eletrnico] / Grupo de estudos e
pesquisa em orientao e mobilidade. -- Rio de Janeiro : Instituto
Benjamin Constant, 2022.

 Arquivo digital; PDF; 8.8kb (Srie: Caminhos e Saberes)
 ISBN: 978-65-00-60906-6

<R+>
 1. Incluso. 2. Orientao e mobilidade. 3. Deficiente 
  visual. I. Ttulo. II. 
  GEPOM. III. SILVA, Advia Fernanda C. D. da. IV.
TEDERIXE, Lisnia C. V. RIBEIRO, Regina Ktia C. VI.
SARDENBERG, Thiago. VII. NAKAJIMA, Vanessa R. Zardini.
<R->

<F->
                 CDD -- 362.#da
<F+>

 Ficha Elaborada por Edilmar 
  Alcantara dos S. Junior. 
  CRB/7: 6872
<P>
 Lista de Abreviaturas
 
<R+>
 CENESP: Centro Nacional de 
  Educao Especial
 DV: Deficincia Visual
 GEPOM: Grupo de Estudos e Pesquisa em Orientao e 
  Mobilidade
 IBC: Instituto Benjamin 
  Constant
 MEC: Ministrio de Educao
 OM: Orientao e Mobilidade
<R->
<P>
<P>
 Lista de figuras

 Primeira Parte

 Figura 1: Rua de mo 
  dupla ::::::::::::::::::::: 30
 Figura 2: Pista verbal ::: 31
 Figura 3: Pista 
  olfativa :::::::::::::::::: 32
 Figura 4: Pista sonora ::: 33
 Figura 5: Pista 
  cinestsica ::::::::::::::: 33
 Figura 6: Pista ttil :::: 33
 Figura 7: Ponto de 
  referncia :::::::::::::::: 34
 Figura 8: Tcnica de Guia 
  Vidente -- posio bsica 
  na altura do cotovelo -- 
  foto de perfil :::::::::::: 42
 Figura 9: Tcnica de Guia 
  Vidente -- posio bsica 
  -- foto frontal ::::::::::: 42
 Figura 10: Tcnica de 
  Guia Vidente -- posio 
  bsica -- close no 
  posicionamento da mo ::::: 42
<P>
 Figura 11: Tcnica de 
  Guia Vidente -- troca de 
  lado -- foto de perfil :::: 44
 Figura 12: Tcnica de 
  Guia Vidente -- troca de 
  lado evidenciando o 
  rastreamento nas costas 
  do guia vidente ::::::::::: 44
 Figura 13: Tcnica de 
  Guia Vidente -- troca de 
  lado evidenciando o contato
  permanente com o guia 
  vidente ::::::::::::::::::: 44
 Figura 14: Tcnica de 
  Guia Vidente -- troca de 
  lado finalizao da 
  tcnica ::::::::::::::::::: 45
 Figura 15: Tcnica de 
  Guia Vidente -- troca de 
  lado completa ::::::::::::: 45
 Figura 16: Tcnica de 
  Guia Vidente -- mudana 
  de sentido -- ambos virados 
  para a esquerda ::::::::::: 46
<P>
 Figura 17: Tcnica de 
  Guia Vidente -- mudana 
  de sentido -- foto 
  evidencia o contato 
  permanente entre o guia 
  vidente e a pessoa com 
  deficincia visual :::::::: 46
 Figura 18: Tcnica de 
  Guia Vidente -- mudana 
  de sentido -- ambos virados 
  para direita :::::::::::::: 47   
 Figura 19: Tcnica de 
  Guia Vidente -- passagens 
  estreitas -- foto evidencia 
  a flexo do brao do guia 
  vidente nas costas, e a 
  pessoa com deficincia 
  visual com a mo esquerda 
  no punho e a direita no 
  ombro do guia ::::::::::::: 48
 Figura 20: Tcnica de 
  Guia Vidente -- passagens 
  estreitas -- ambos passando 
  por uma porta estreita 
  enfileirados :::::::::::::: 48
<P>
 Figura 21: Tcnica de 
  aceite ou recusa de ajuda 
  -- foto evidencia o guia 
  vidente puxando o brao da 
  pessoa com deficincia 
  visual :::::::::::::::::::: 50
 Figura 22: Tcnica de 
  aceite ou recusa de ajuda 
  -- foto evidencia a pessoa 
  com deficincia visual se 
  desvencilhando para assumir 
  a posio bsica :::::::::: 50
 Figura 23: Tcnica de 
  Guia Vidente -- subir 
  escadas -- guia vidente
  segurando o corrimo faz 
  uma pausa para que a pessoa 
  com deficincia visual 
  se enquadre para iniciar a 
  subida :::::::::::::::::::: 52
 Figura 24: Tcnica de 
  Guia Vidente -- subir 
  escadas -- guia vidente 
  segurando o corrimo e 
  pessoa com deficincia 
  visual, em posio bsica, 
  sobe ficando sempre um 
  degrau atrs :::::::::::::: 52
 Figura 25: Tcnica de 
  Guia Vidente -- subir 
  escadas -- guia vidente 
  sobe o primeiro degrau e 
  faz uma pausa para 
  percepo da pessoa com 
  deficincia visual, ambos 
  seguram o corrimo :::::::: 53
 Figura 26: Tcnica de 
  Guia Vidente -- subir 
  escadas -- guia vidente e
  pessoa com deficincia 
  iniciam a subida :::::::::: 53
 Figura 27: Tcnica de 
  Guia Vidente -- descer 
  escadas -- guia vidente
  segura o corrimo com a 
  mo direita e a pessoa com 
  deficincia visual se 
  posiciona no lado 
  esquerdo :::::::::::::::::: 53
<P>
 Figura 28: Tcnica de 
  Guia Vidente -- descer 
  escadas -- guia vidente e
  pessoa com deficincia 
  visual descem segurando o 
  corrimo com a mo 
  direita ::::::::::::::::::: 54
 Figura 29: Tcnica de 
  Guia Vidente -- passagem 
  por portas -- guia vidente
  faz postura de passagem 
  estreita e pessoa com 
  deficincia visual assume 
  a posio e com a mo livre 
  localiza a maaneta ::::::: 55
 Figura 30: Tcnica de 
  Guia Vidente -- sentar em 
  cadeiras -- guia vidente
  posiciona a pessoa com 
  deficincia visual de 
  frente para o assento e 
  coloca uma das mos no 
  encosto da cadeira :::::::: 56
<P>
 Figura 31: Tcnica de 
  Guia Vidente -- sentar em 
  cadeiras -- pessoa com
  deficincia visual senta-se 
  sem perder o contato com a 
  cadeira ::::::::::::::::::: 56
 Figura 32: Tcnica de 
  Guia Vidente -- cadeiras 
  perfiladas -- localizao 
  da fileira :::::::::::::::: 58
 Figura 33: Tcnica de 
  Guia Vidente -- cadeiras 
  perfiladas -- rastreio e
  localizao do assento 
  vazio ::::::::::::::::::::: 58
 Figura 34: Tcnica de 
  Guia Vidente -- cadeiras 
  perfiladas -- varredura do 
  assento ::::::::::::::::::: 58
 Figura 35: Tcnica de 
  Guia Vidente -- cadeiras 
  perfiladas -- foto 
  evidencia a sada de 
  cadeiras perfiladas, em que 
  o guia vidente deve sair 
  primeiro :::::::::::::::::: 58
<P>
 Figura 36: Tcnica de 
  Guia Vidente -- entrando 
  em carros -- identificao 
  da maaneta ::::::::::::::: 60
 Figura 37: Tcnica de 
  Guia Vidente -- entrando 
  em carros -- localizao do 
  teto do carro ::::::::::::: 60
 Figura 38: Tcnica de 
  Guia Vidente -- entrando 
  em carros -- varredura do 
  assento ::::::::::::::::::: 60
 Figura 39: Tcnica de 
  Guia Vidente -- entrando 
  em carros -- foto evidencia
  a entrada da pessoa com 
  deficincia visual no carro 
  com uma mo na porta e 
  outra no teto do carro :::: 60
 Figura 40: Tcnica de 
  Guia Vidente -- entrando 
  em carros -- pessoa com 
  deficincia visual sentada 
  no carro fechando a 
  porta ::::::::::::::::::::: 61
<P>
 Figura 41: Tcnica de 
  autoproteo Inferior -- 
  pessoa com deficincia
  visual realizando a tcnica 
  de autoproteo inferior 
  com antebrao protegendo a 
  rea do abdmen ::::::::::: 62
 Figura 42: Tcnica de 
  autoproteo Superior -- 
  pessoa com deficincia 
  visual realizando a tcnica 
  de autoproteo superior 
  com antebrao protegendo 
  trax e cabea :::::::::::: 64
 Figura 43: Tcnica de 
  autoproteo -- Pessoa com 
  deficincia visual 
  realizando a tcnica de 
  autoproteo superior e 
  inferior ao mesmo tempo ::: 64
 Figura 44: Tcnica de 
  rastreamento -- a pessoa 
  com deficincia visual
  utiliza uma das mos para 
  rastrear uma parede ::::::: 66
<P>
 Figura 45: Tcnica de 
  rastreamento -- a pessoa 
  com deficincia visual
  utiliza uma das mos para 
  rastrear uma parede, foto 
  evidencia a ponta dos dedos 
  semiflexionados ::::::::::: 66
 Figura 46: Tcnica de 
  enquadramento e tomada de 
  direo -- a pessoa com 
  deficincia visual se 
  enquadra num ponto de 
  referncia (porta) para 
  localizar um objeto 
  (cadeira) ::::::::::::::: 67
 Figura 47: Tcnica de 
  enquadramento e tomada de 
  direo -- a pessoa com 
  deficincia visual, 
  fazendo uso da 
  autoproteo inferior, 
  localiza a cadeira :::::::: 68
 Figura 48: Tcnica de 
  familiarizao de ambientes 
  -- a pessoa com deficincia 
  visual se enquadra no ponto 
  de referncia ::::::::::::: 70
<P>
 Figura 49: Tcnica de 
  familiarizao de ambientes 
  -- a pessoa com deficincia 
  visual percorre todo o 
  permetro identificando os 
  mobilirios que compem o 
  espao :::::::::::::::::::: 70
 Figura 50: Tcnica 
  localizao de objetos 
  cados -- pessoa com 
  deficincia visual faz uma 
  varredura com p at 
  localizar o objeto :::::::: 71
 Figura 51: Tcnica 
  localizao de objetos 
  cados -- pessoa com 
  deficincia visual se 
  abaixa realizando a tcnica 
  de autoproteo superior e 
  localiza o objeto com o 
  dorso da mo :::::::::::::: 71
 Figura 52: Pr-bengala -- 
  foto de brinquedos que 
  podem ser utilizados como 
  pr-bengala ::::::::::::::: 73
<P>
 Figura 53: Bengala longa 
  -- foto evidencia a 
  importncia da altura da 
  bengala longa de acordo com 
  seu usurio ::::::::::::::: 74
 Figura 54: Bengala longa 
  -- bengala telescpica :::: 76
 Figura 55: Bengala longa 
  -- bengala dobrvel ::::::: 77
 Figura 56: Bengala longa 
  -- bengala inteiria :::::: 77
 Figura 57: Tipos de 
  ponteira -- ponteira fixa 
  de encaixe :::::::::::::::: 78
 Figura 58: Tipos de 
  ponteira -- ponteira roller 
  de encaixe :::::::::::::::: 78
 Figura 59: Tipos de 
  ponteira -- rolling ball 
  de encaixe :::::::::::::::: 79
 Figura 60: Padronizao da 
  bengala longa por cores -- 
  bengala longa branca com 
  ltimo gomo amarelo ::::::: 80
 Figura 61: Padronizao da 
  bengala longa por cores -- 
  bengala longa branca com 
  ltimo gomo vermelho :::::: 80
 Figura 62: Padronizao da 
  bengalas longa por cores 
  -- bengala longa verde :::: 80
 Figura 63: Padronizao da 
  bengala longa por cores -- 
  bengala longa vermelha e 
  branca com gomos em cores 
  alternadas :::::::::::::::: 81
 Figura 64: Abrir bengala 
  longa -- segurando no 
  cabo/luva, encaixar no 
  segundo gomo e soltar os 
  demais na linha mdia do 
  corpo ::::::::::::::::::::: 84
 Figura 65: Fechar bengala 
  longa -- segurando na luva, 
  desencaixar do segundo 
  gomo, dobrando virando o 
  gomo solto para baixo ::::: 84
 Figura 66: Fechar bengala 
  longa -- prender todos os 
  gomos com elstico :::::::: 84
 Figura 67: Acomodao da 
  bengala longa -- em p :::: 85
<P>
 Figura 68: Acomodao da 
  bengala longa -- sentado 
  apoiado o cabo/luva no 
  ombro ::::::::::::::::::::: 85
 Figura 69: Acomodao da 
  bengala longa -- sentado 
  com a parte do cabo/luva 
  dobrada ::::::::::::::::::: 86
 Figura 70: Acomodao da 
  bengala longa -- bengala 
  longa aberta apoiada em um 
  canto ::::::::::::::::::::: 86
 Figura 71: Acomodao da 
  bengala longa -- bengala 
  longa aberta pendurada em 
  cabide :::::::::::::::::::: 86
 Figura 72: Acomodao da 
  bengala longa -- bengala 
  longa fechada acomodada 
  debaixo da coxa da pessoa 
  com deficincia visual, 
  sentada ::::::::::::::::::: 87
 Figura 73: Tipos de 
  empunhadura da bengala 
  longa -- empunhadura de 
  lpis ::::::::::::::::::::: 88
<P>
 Figura 74: Tipos de 
  empunhadura da bengala 
  longa -- empunhadura de
  toque dorso da mo voltado 
  para frente ::::::::::::::: 89
 Figura 75: Tipos de 
  empunhadura da bengala 
  longa -- empunhadura de 
  toque com dorso da mo 
  virado para fora :::::::::: 89
 Figura 76: Tcnica de 
  bengala longa -- tcnica de 
  varredura -- pessoa com 
  deficincia visual estica o 
  brao  frente :::::::::::: 90
 Figura 77: Tcnica de 
  bengala longa -- tcnica de 
  varredura -- pessoa com 
  deficincia visual desliza 
  fazendo semicrculos at se 
  aproximar dos seus ps :::: 91
 Figura 78: Tcnica de 
  bengala longa -- tcnica de 
  deteco e explorao de 
  objetos -- pessoa com 
  deficincia visual detecta 
  o objeto :::::::::::::::::: 92
 Figura 79: Tcnica de 
  bengala longa -- tcnica 
  de deteco e explorao de 
  objetos -- pessoa com 
  deficincia visual 
  posiciona a bengala longa 
  na vertical e desliza a mo 
  por ela ::::::::::::::::::: 92
 Figura 80: Tcnica de 
  bengala longa -- tcnica de 
  deteco e explorao de 
  objetos -- pessoa com 
  deficincia visual com o 
  dorso de uma das mos 
  explora o objeto :::::::::: 92
 Figura 81: Tcnica de 
  bengala longa em diagonal 
  -- pessoa com deficincia 
  visual apoia a ponteira na 
  linha guia e segura com 
  empunhadura de lpis um 
  pouco abaixo do cabo/luva 
  da bengala longa :::::::::: 94
<P>
 Figura 82: Tcnica de 
  bengala longa em diagonal 
  -- pessoa com deficincia 
  visual apoia a ponteira na 
  linha guia e segura com 
  empunhadura de toque um 
  pouco abaixo do cabo/luva 
  da bengala longa :::::::::: 94
 Figura 83: Tcnica de 
  bengala longa em lpis -- 
  pessoa com deficincia
  visual segura a bengala 
  longa na linha mdia do 
  corpo e realiza pequenos
  toques no cho :::::::::::: 96
 Figura 84: Tcnica de 
  bengala longa em lpis -- 
  pessoa com deficincia
  visual segura a bengala 
  longa na linha mdia do 
  corpo e  conduzida por 
  guia vidente :::::::::::::: 96
<P>
 Figura 85: Tcnica de 
  bengala longa -- 
  rastreamento com tcnica em
  diagonal -- ponteira 
  tocando no objeto de 
  rastreio :::::::::::::::::: 97
 Figura 86: Tcnica de 
  bengala longa -- 
  rastreamento com tcnica em
  diagonal -- ponteira 
  tocando no ponto 
  convergente ::::::::::::::: 98
 Figura 87: Tcnica de 
  bengala longa -- tcnica de 
  toque -- ponteira tocando o 
  lado esquerdo e o p 
  direito  frente :::::::::: 100
 Figura 88: Tcnica de 
  bengala longa -- tcnica de 
  toque -- ponteira tocando o 
  lado direito e o p 
  esquerdo  frente ::::::::: 100
 Figura 89: Tcnica de 
  bengala longa -- tcnica de 
  toque e rastreio -- pessoa 
  com deficincia visual 
  localiza uma porta :::::::: 102
<P>
 Figura 90: Tcnica de 
  bengala longa -- tcnica de 
  toque e deslize -- 
  evidenciando a coordenao 
  p-bengala :::::::::::::::: 102
 Figura 91: Tcnica de 
  bengala longa -- tcnica de 
  toque e deslize -- 
  evidenciando a coordenao 
  p-bengala :::::::::::::::: 103
 Figura 92: Tcnica de 
  bengala longa -- tcnica de 
  toque e deslize --
  evidenciando deslize no 
  centro (linha mdia do 
  corpo) ::::::::::::::::::: 103

 Segunda Parte

 Figura 93: Tcnica de 
  bengala longa -- passagem 
  por portas -- pessoa com 
  deficincia visual com a 
  bengala longa na vertical 
  localiza a maaneta da 
  porta ::::::::::::::::::::: 105
<P>
 Figura 94: Tcnica de 
  bengala longa -- subir 
  escadas -- pessoa com 
  deficincia visual se 
  enquadra de frente para 
  escada e identifica altura 
  e profundidade no primeiro 
  degrau :::::::::::::::::::: 107
 Figura 95: Tcnica de 
  bengala longa -- subir 
  escadas -- pessoa com 
  deficincia visual se 
  enquadra de frente para 
  escada e identifica a 
  largura da escada ::::::::: 107
 Figura 96: Tcnica de 
  bengala longa -- subir 
  escadas -- pessoa com
  deficincia visual inicia a 
  subida mantendo a bengala 
  longa um degrau  
  frente :::::::::::::::::::: 107
<P>
 Figura 97: Tcnica de 
  bengala longa -- descer 
  escadas -- pessoa com 
  deficincia visual inicia a 
  descida localizado o 
  corrimo e o primeiro 
  degrau :::::::::::::::::::: 108
 Figura 98: Tcnica de 
  bengala longa -- descer 
  escadas -- pessoa com
  deficincia visual inicia a 
  descida apoiando a bengala 
  longa na borda do degrau  
  sua frente :::::::::::::::: 109
 Figura 99: Tcnica de 
  bengala longa -- escadas 
  rolantes -- pessoa com
  deficincia visual se 
  aproxima da placa de 
  metal ::::::::::::::::::::: 111
 Figura 100: Tcnica de 
  bengala longa -- escadas 
  rolantes -- pessoa com
  deficincia visual apoia a 
  mo direita no corrimo e 
  posiciona-se com a bengala 
  longa na vertical ::::::::: 111
 Figura 101: Tcnica de 
  bengala longa -- escadas 
  rolantes -- ao final da
  escada rolante a pessoa com 
  deficincia visual eleva a 
  ponta do p ::::::::::::::: 111
 Figura 102: Tcnica de 
  bengala longa -- escadas 
  rolantes -- para perceber o 
  final da escada rolante a 
  pessoa com deficincia 
  visual pode ficar com um 
  p em cada degrau ::::::::: 112
 Figura 103: Tcnica de 
  bengala longa -- travessia 
  de ruas em reas 
  residenciais -- pessoa com 
  deficincia visual 
  aguardando para iniciar a
  travessia ::::::::::::::::: 117
 Figura 104: Tcnica de 
  bengala longa -- travessia 
  de ruas em reas 
  residenciais -- pessoa com 
  deficincia visual 
  aguardando termina a 
  travessia e identifica o 
  meio-fio :::::::::::::::::: 117
 Figura 105: Tcnica de 
  bengala longa -- travessia 
  de ruas em reas 
  residenciais -- pessoa com 
  deficincia visual realiza 
  a varredura para subir a 
  calada ::::::::::::::::::: 117
 Figura 106: Tcnica de 
  bengala longa -- travessia 
  de ruas com sinais -- 
  pessoa com deficincia 
  visual aguarda o fechamento 
  do sinal e realiza a
  travessia ::::::::::::::::: 119
 Figura 107: Tcnica de 
  bengala longa -- acesso a 
  elevadores -- pessoa com 
  deficincia visual 
  identifica o piso de 
  alerta, indicando a 
  entrada do elevador ::::::: 121
 Figura 108: Tcnica de 
  bengala longa -- acesso a 
  elevadores -- pessoa com 
  deficincia visual 
  identifica se o elevador 
  est no andar ::::::::::::: 121
 Figura 109: Tcnica de 
  bengala longa -- 
  familiarizao de 
  transportes/automveis -- 
  pessoa com deficincia 
  visual localiza a porta do 
  carro e a abre :::::::::::: 124
 Figura 110: Tcnica de 
  bengala longa -- 
  familiarizao de 
  transportes/automveis -- 
  pessoa com deficincia 
  visual entra no carro e 
  fecha a porta ::::::::::::: 124
 Figura 111: Tcnica de 
  bengala longa -- 
  familiarizao de 
  transportes/nibus -- 
  pessoa com deficincia 
  visual localiza e segura o 
  corrimo, em seguida 
  identifica o degrau para 
  iniciar a subida :::::::::: 127
 Figura 112: Contrastes 
  recomendados para a 
  instalao do piso ttil em
  relao ao piso 
  adjacente ::::::::::::::::: 133
 Figura 113: Mudana de 
  direo formando ngulo 
  entre 150 e 180 ::::::: 135
 Figura 114: Sinalizao 
  ttil direcional :::::::::: 135
 Figura 115: Mapa com as 
  faixas direcionais :::::::: 136
 Figura 116: Mapa com 
  encontro de faixas 
  direcionais ::::::::::::::: 136
 Figura 117: Smbolo da 
  deficincia visual :::::::: 139
 Figura 118: Smbolo da 
  baixa viso ::::::::::::::: 140
 Figura 119: Smbolo da 
  audiodescrio :::::::::::: 140
 Figura 120: Smbolo do co 
  guia :::::::::::::::::::::: 141
 Figura 121: Smbolo da 
  surdocegueira ::::::::::::: 142

 Terceira Parte

 Figura 122: O uso da 
  comunicao hptica ::::::: 243
<P>
 Figura 123: Descrio de 
  ambiente na comunicao 
  hptica ::::::::::::::::::: 245
 Figura 124: Treinador 
  passeia com co-guia :::::: 259
<P>
 Sumrio Geral

 Primeira Parte

 Apresentao da coleo :::: 1
 Prefcio ::::::::::::::::::: 3
 Apresentao do guia ::::::: 6
 Notas preliminares ::::::::: 9

 Primeira seo ::::::::::::: 13
 1. Iniciando a nossa 
  conversa :::::::::::::::::: 13
 2. Entendendo alguns 
  conceitos ::::::::::::::::: 14
 2.1 Deficincia 
  Visual ::::::::::::::::::: 15
 2.2 Orientao e 
  Mobilidade ::::::::::::::: 26
 2.3 Ampliando conceitos na 
  rea de OM :::::::::::::: 28
 3. Conhecendo as tcnicas 
  de Orientao e 
  Mobilidade ::::::::::::::: 39
 3.1 Guia Vidente :::::::: 40
 3.1.1 Posio bsica :::: 40
 3.1.2 Troca de lado ::::: 43
<P>
 3.1.3 Mudana de 
  sentido ::::::::::::::::::: 45
 3.1.4 Passagem 
  estreita :::::::::::::::::: 47
 3.1.5 Aceite ou recusa 
  de ajuda :::::::::::::::::: 49
 3.1.6 Subir e descer 
  escada :::::::::::::::::::: 51
 3.1.7 Passagem de 
  portas :::::::::::::::::::: 55
 3.1.8 Sentar-se em 
  cadeiras :::::::::::::::::: 56
 3.1.9 Sentar-se em 
  auditrios ou assentos 
  perfilados :::::::::::::::: 57
 3.1.10 Entrando em 
  carros :::::::::::::::::::: 59
 3.2 Autoprotees :::::::: 61
 3.2.1 Autoproteo 
  Inferior ::::::::::::::::: 62
 3.2.2 Autoproteo 
  superior :::::::::::::::::: 63
 3.3 Rastreamento ::::::::: 65
 3.3.1 Rastreamento com a 
  mo ::::::::::::::::::::::: 65
 3.4 Enquadramento e 
  Tomada de Direo ::::::: 66
<P>
 3.5 Familiarizao de 
  ambientes ::::::::::::::::: 68
 3.6 Localizao de objetos 
  cados :::::::::::::::::::: 70
 3.7 Pr-bengala :::::::::: 72
 3.8 Bengala longa :::::::: 73
 3.8.1 Finalidade :::::::: 74
 3.8.2 Comprimento da 
  bengala longa ::::::::::::: 74
 3.8.3 Tipos de bengala 
  longa ::::::::::::::::::::: 76
 3.8.4 Tipos de 
  ponteira :::::::::::::::::: 77
 3.8.5 Padronizao das 
  bengalas longas por 
  cores ::::::::::::::::::::: 79
 3.8.6 Reconhecimento e 
  manipulao da bengala 
  longa ::::::::::::::::::::: 81
 3.8.7 Higienizao da 
  bengala longa ::::::::::::: 82
 3.8.8 Abrir e fechar a 
  bengala longa ::::::::::::: 83
 3.8.9 Acomodao da 
  bengala longa ::::::::::::: 84
 3.8.10 Tipos de 
  Empunhaduras ::::::::::::: 87
 3.9 Tcnica de Bengala 
  Longa ou de Hoover :::::: 89
 3.9.1 Tcnica de 
  varredura ::::::::::::::::: 90
 3.9.2 Deteco de 
  explorao de objetos com 
  a bengala longa ::::::::::: 91
 3.9.3 Tcnica de bengala 
  longa em diagonal ::::::::: 93
 3.9.4 Tcnica de bengala 
  longa em lpis :::::::::::: 95
 3.9.5 Rastreamento com 
  tcnica em diagonal ::::::: 97
 3.9.6 Tcnica de 
  toque ::::::::::::::::::::: 98
 3.9.7 Tcnica de 
  deslize ::::::::::::::::::: 100
 3.9.8 Tcnicas de toque e 
  rastreio :::::::::::::::::: 101
 3.9.9 Tcnica de toque e 
  deslize ::::::::::::::::::: 102

 Segunda Parte

 3.9.10 Passagem por 
  portas :::::::::::::::::::: 105
 3.9.11 Subir escadas :::: 105
 3.9.12 Descer escadas ::: 108
 3.9.13 Escadas 
  rolantes :::::::::::::::::: 109
 3.9.14 reas 
  residenciais :::::::::::::: 113
 3.9.15 Solicitando ajuda 
  ou informao ::::::::::::: 114
 3.9.16 Travessia de ruas 
  em reas residenciais ::::: 116
 3.9.17 Travessia de ruas 
  com sinais :::::::::::::::: 118
 3.9.18 Acesso aos 
  elevadores :::::::::::::::: 120
 3.9.19 Familiarizao de 
  transporte :::::::::::::::: 122
 3.9.20 Tcnica do 
  abandono (Drop-Off) ::: 129
 3.10 Piso ttil :::::::::: 130
 3.10.1 Formas de 
  utilizao do piso ttil 
  na Orientao e 
  Mobilidade ::::::::::::::: 137
 4. Smbolos de 
  acessibilidade mais 
  utilizados na Deficincia 
  Visual ::::::::::::::::::: 139
<P>
 Segunda seo :::::::::::::: 149
 Orientao e Mobilidade: a 
  construo de novas 
  trajetrias ::::::::::::::: 149

 Notas ::::::::::::::::::::: 185

 Terceira Parte

 Aspectos relevantes da 
  Orientao e Mobilidade 
  na infncia, na famlia e 
  no Ensino Fundamental: 
  quem, quando, como e por 
  qu? :::::::::::::::::::::: 187
 A Orientao e Mobilidade 
  e o aluno com Deficincia 
  Mltipla ::::::::::::::::: 215
 Orientao e Mobilidade na 
  Surdocegueira :::::::::::: 231
 Um parceiro de quatro 
  patas: conhecendo um pouco 
  sobre co-guia :::::::::::: 251
<18>
<trompendo barreiras>
<t+1>
 Apresentao da coleo

  O Instituto Benjamin Constant (IBC), desde 1947, promove cursos de
Formao Continuada na rea da deficincia visual e, desta forma, 
capacita profissionais para atuarem com esse pblico.
  Durante esse perodo, ampliamos a nossa atuao e hoje oferecemos 
oficinas e cursos de curta durao e de aperfeioamento em diversas temticas 
da deficincia visual, sempre com o objetivo de disseminar conhecimento, 
com vistas a contribuir no processo de incluso educacional e/ou social da 
pessoa cega, com baixa viso ou surdocega.
  Nesses eventos so utilizados diferentes recursos pedaggicos -- 
entre eles apostilas, artigos e textos acadmicos --, desenvolvidos pelos 
profissionais que atuam ou j atuaram no IBC.
<P>
  A fim de possibilitar o amplo acesso a esse conhecimento para 
professores, pesquisadores, estudantes e diversos profissionais da 
sociedade civil -- uma vez tendo sistematizado mtodos, tcnicas e 
materiais de ensino utilizados nos eventos de formao --, o IBC 
passa a publicar os seus materiais a partir de 2019.
   importante lembrar que as publicaes so materiais utilizados 
por nossos professores nos cursos e oficinas realizados pelo IBC, 
sendo instrumentos de apoio em sala de aula. Convidamos todos a 
conhecer a programao de cursos de Formao Continuada disponvel no 
site da instituio.
  Esperamos que a presente publicao contribua para a prtica dos 
profissionais que atuam na rea da deficincia visual.

 Elise de Melo Borba Ferreira
 Jeane Gameiro Miragaya
 Valria Rocha Conde Aljan

<19>
<P>
 Prefcio

  H mais de quatro dcadas o IBC realiza um trabalho de excelncia na
educao e reabilitao de pessoas com deficincia visual na rea de 
Orientao e Mobilidade (OM), bem como na formao de profissionais 
para atuarem nessa atividade.
  Ao longo desses anos, porm, foram poucos os textos produzidos por
professores do IBC sobre o tema. Um dos mais importantes foi 
*Orientao e Mobilidade: projeto ir e vir*, de autoria do prof. 
Antonio Menescal, publicado pelo extinto Centro Nacional de Educao 
Especial (CENESP) e ao qual sempre recorremos quando temos dvida 
sobre alguma tcnica de OM.
  O Guia Prtico de Orientao e Mobilidade do Instituto Benjamin 
Constant, apesar do nome, no  apenas mais um guia de OM.  a 
realizao de um sonho de 
 todos ns professores de Orientao e 
Mobilidade do IBC que sempre desejamos publicar um texto que no 
apenas descrevesse as tcnicas de OM, mas que, por meio de uma 
linguagem acessvel, pudesse auxiliar todas as pessoas interessadas
em OM, e que fosse o registro de nossas atividades.
  Que alegria ver concretizado esse sonho e ainda poder prefaci-lo!
  Parabns ao Grupo de Estudos e Pesquisa em Orientao e Mobilidade
(GEPOM) por essa publicao que, com certeza, ir auxiliar no s os 
profissionais de OM, mas tambm pais e responsveis de pessoas com 
deficincia visual.
  Para alm das tcnicas de OM, o presente Guia tambm apresenta 
textos complementares que abordam temas de extrema importncia e que tornam 
essa publicao ainda mais completa. Aproveitem ao mximo cada um deles.
<P>
  Para terminar, no posso deixar de registrar o meu orgulho de vocs,
colegas do GEPOM. Vocs concretizaram brilhantemente o sonho de todos 
ns professores de Orientao e Mobilidade do Instituto Benjamin Constant.

 Valria Aljan
 Professora do Ensino Bsico, 
  Tcnico e Tecnolgico
 Instituto Benjamin Constant

<20>
<P>
 Apresentao do guia

  Este Guia  resultado do trabalho desenvolvido pelo Grupo de 
Estudos e Pesquisa em Orientao e Mobilidade (GEPOM), criado em 
2019, tendo como membros professores de Orientao e Mobilidade (OM) 
que atuam na habilitao e reabilitao de pessoas com deficincia 
visual no Instituto Benjamin Constant (IBC).
  Pretendemos com este Guia ampliar as informaes acerca da OM, com
experincias e adaptaes realizadas pelo Grupo na nossa prtica 
profissional e compartilhar de forma didtica os conhecimentos 
bsicos dessa atividade, objetivando alcanar um maior nmero de 
pessoas que possam auxiliar sujeitos com deficincia visual (DV) a 
terem maior independncia e autonomia em sua locomoo, podendo, 
dessa forma, 
<P>
 exercerem sua cidadania e seu direito de ir e vir.
  Confeccionar um guia prtico que permita o acesso a informaes e 
s tcnicas de guia vidente, de autoproteo e de bengala longa em 
uma linguagem simples no substitui a necessidade de formao para 
futuros profissionais da rea. No pretendemos com esse material 
aprofundarmos conceitos relacionados  DV.
  O Guia destina-se a professores e aos demais profissionais que 
atuam na rea da DV e/ou que tenham interesse por ela.  de 
fundamental importncia a participao de todos nesse processo de 
ensino-aprendizagem, para melhor desenvolvimento da independncia e 
autonomia dessa pessoa, proporcionando sua incluso social, escolar e 
laboral.
  Contamos com a participao de colaboradores que resgataram a 
histria da OM no IBC, no intuito de preserv-la e difundi-la. 
Tivemos tambm a participao de outros colaboradores que abordaram 
temas atuais, relevantes e necessrios  incluso da pessoa com 
mltipla deficincia sensorial visual e com surdocegueira.
  Desejamos a todos uma boa leitura!

 Grupo de Estudos e Pesquisa em 
  Orientao e Mobilidade 
  (GEPOM)

<21>
<P>
 Notas preliminares

 Logomarca do Grupo

 Grupo de Pesquisa e Estudos em 
  Orientao e Mobilidade -- 
  GEPOM

  Nossa Logomarca foi criada com letras pretas em caixa alta, em 
formato basto e estilizadas. Nela, a letra O possui culos escuro na parte
superior, e o ltimo trao da letra M  maior que os demais, fazendo
aluso a uma bengala longa, e no final de sua extremidade tem um
crculo caracterizando uma ponteira roller.

 Explicao do Personagem

  Neste Guia criamos um personagem, o Ben, que auxiliar voc, leitor,
na compreenso de alguns conceitos utilizados em Orientao e 
Mobilidade. O nome dele  uma homenagem ao Prof. Benjamin Constant
Botelho de Magalhes, professor de Matemtica e terceiro diretor do
Imperial Instituto dos Meninos Cegos, fundado em 1854. Em 1891, o
Instituto teve seu nome alterado para Instituto Benjamin Constant.
Em breve outros personagens sero criados para nos auxiliar a contar
um pouco mais da nossa experincia na rea de Orientao e Mobilidade.
Aguardem novidades!

  Descrio do personagem: O Ben  um menino jovem, de pele branca
e cabelos curtos e castanhos, veste uma camisa branca com uma estampa
frontal fazendo aluso ao Sistema Braille, cala azul e sapatos
escuros. Usa culos escuros e uma bengala longa com ponteira roller.

<R+>
 _`[Ao longo de todo o livro,  utilizada uma chamada em que se l: 
"OM Importante", cujas letras "O" e "M" so estilizadas; a letra "O" 
possui culos escuros, e a letra "M" tem o ltimo trao mais longo, 
simulando uma bengala longa com um crculo na ponta, como se fosse 
uma ponteira roller._`]
<R->

<22>
<P>
<P>
 Primeira Seo

<23>
 1. Iniciando a nossa conversa

  A Orientao e Mobilidade  uma rea relativamente recente e em 
sistematizao no Brasil. Ainda so poucos os estudos nessa rea to 
importante para a conquista da autonomia, da independncia e da 
cidadania da pessoa com DV, promovendo sua incluso social.
  Conforme documento publicado pelo Ministrio da Educao (MEC) em
1995 (BRASIL, 1995) e ratificado em 2001 (BRASIL, 2001), a educao 
do aluno com DV deve considerar a complementao curricular 
especfica por meio dos seguintes contedos: Orientao e Mobilidade, 
Atividade da Vida Diria, Escrita Cursiva e Soroban. Alm dessa 
complementao curricular, 
<P>
 o Sistema Braille deve ser 
 contemplado, 
caso o aluno seja considerado educacionalmente cego. Neste guia, o 
nosso enfoque ser especificamente as questes relacionadas  OM.
  No IBC, a OM  realizada desde a dcada de 1980. Ao longo desse 
perodo, ministramos cursos e capacitaes na rea, alm de publicar 
diversos artigos sobre o tema.

 2. Entendendo alguns conceitos

  Antes de abordarmos a OM como uma rea de conhecimento,  necessrio
conhecermos quem  a pessoa que utilizar essas tcnicas e suas 
especificidades.
<P>
 2.1 Deficincia Visual

  A DV  compreendida como a cegueira, baixa viso (1) ou viso 
monocular (2), podendo ser congnita ou adquirida.
  A cegueira  a alterao de uma ou mais funes da viso que afeta 
de modo irremedivel a capacidade de perceber cor, tamanho, distncia, 
forma, posio ou movimento em um campo mais ou menos abrangente 
(BRASIL, 2007).
 ::::::::::::::::::::::::::::::::::
<R+>
 (1) Decreto no 5296 de 2004. Disponvel em: 
~,http:www.~
  planalto.gov.brccivil{-03{-~
  ato2004-20062004decreto~
  d5296.htm~, Acesso em: 27 out. 2021
 (2) Lei n.o 14.126, de 22 de maro de 2021. Disponvel em: 
http:www.planalto.gov.br~
  ccivil{-03{-ato2019-2022~
  2021LeiL14126.htm#~
  kart1~, Acesso em: 27 out. 2021
<R->

<24>
  A baixa viso, tambm conhecida como ambliopia, viso subnormal ou
viso residual,  complexa devido  variedade e  diversidade de 
comprometimento das funes visuais com a reduo da acuidade e/ou do 
campo visual que interferem ou limitam a execuo de tarefas e o 
desempenho nas mais diversas atividades (BRASIL, 2007).
  As classificaes mais utilizadas na rea da DV so:
<R+>
  Legal: realizada, preferencialmente, por um mdico oftalmologista 
e corresponde  definio de Cegueira Legal, garantindo direitos 
previstos na legislao  pessoa com deficincia.
  Educacional: realizada por professores ou outros profissionais com 
formao na rea da DV para avaliar se o aluno utilizar o Sistema 
Braille ou a leitura em tinta com fonte adequada (atendendo s 
necessidades educacionais especficas de cada aluno), recursos 
pticos e no pticos e/ou recursos de informtica para a leitura e 
escrita. Essa classificao considera os aspectos funcionais da 
viso.
  Desportiva: tambm  realizada por um mdico oftalmologista com 
experincia na rea de classificao de atletas com deficincia.
<R->
  Uma vez compreendida as diversas classificaes na rea da DV, e 
para auxiliar a sociedade a lidar de maneira adequada com pessoas com 
deficincia visual, a Comisso de Acessibilidade do IBC elaborou em 
2013 um documento baseado no trabalho de Robert Atkinson, Diretor do 
Instituto Braille da Amrica, nos Estados Unidos. A partir da verso 
em portugus do referido documento, o GEPOM fez algumas adaptaes 
objetivando trabalhar 
<P>
em uma perspectiva no negacionista da 
deficincia (IBC, 2021).
<R+>
 1. Trate as pessoas com deficincia visual com naturalidade. Saiba 
que elas podem estar interessadas no que voc gosta de ver, de ler, de ouvir e 
falar.
 2. Procure no limitar a pessoa com deficincia visual mais do que a 
prpria deficincia o faz, impedindo-a de realizar o que sabe, pode e 
deve fazer sozinha.
 3. Evite generalizar aspectos positivos ou negativos de uma pessoa 
com deficincia visual estendendo-os a outras pessoas. Lembre-se que 
cada uma possui suas caractersticas individuais e os preconceitos se 
originam na generalizao de qualidades, positivas ou negativas, 
consideradas por cada um.
<25>
 4. Chamar algum por palavras pejorativas como "cego" ou "ceguinho", 
dentre outras, poder expressar um sentimento falso e piegas ou 
constituir ofensa.
 5. Ao falar com uma pessoa com deficincia visual mantenha o tom de 
voz moderado; o fato de ela no ver no significa que no oua bem.
 6. A manifestao de pena e exagerada solidariedade pela pessoa com 
deficincia visual deve ser evitada. Esta deve ser compreendida e 
aceita com equidade.
 7. Evite se referir  cegueira, mesmo logo aps a perda da viso, 
como desgraa, pois, com a orientao profissional adequada, seus 
efeitos podero ser minimizados dependendo de sua determinao, do 
apoio familiar, da comunidade onde vive, dentre outros fatores. 
Deficincia no  doena.
 8. Contenha-se em exclamar "maravilhoso", "extraordinrio", ao ver a 
pessoa com deficincia visual consultar o relgio, manipular o 
telefone ou assinar o nome; ela aprende e passa a 
<P>
  executar isso com 
naturalidade, da mesma forma que voc executa.
 9. Ao falar de "sexto sentido" e de "compensao da natureza", em se 
tratando de deficincia, perpetuam-se conceitos equivocados; o que a 
pessoa com deficincia visual realiza  fruto do aprendizado 
contnuo, ou simples desenvolvimento de recursos mentais presentes em 
todas as pessoas.
 10. Conversando sobre a deficincia visual com quem no v, use a 
palavra cego com naturalidade e mantenha a linguagem sem se preocupar em 
trocar a palavra ver por ouvir.
 11. Ao acompanhar a pessoa com deficincia visual evite empurr-la 
ou pux-la com rigidez; basta deix-la segurar o seu brao, que o 
movimento de seu corpo lhe dar a orientao de que ela precisa.
 12. Atravessar um cruzamento com uma pessoa com deficincia visual em
diagonal pode faz-la 
<P>
  perder a orientao; tente seguir em linha reta.
 13. Sempre oferea ajuda  pessoa com deficincia visual que esteja 
querendo atravessar a rua ou tomar conduo; ainda que seu 
oferecimento seja recusado ou mesmo mal-recebido por algumas delas, 
esteja certo de que a maioria lhe agradecer o gesto.
<26>
 14. Ao conduzir uma pessoa com deficincia visual evite rod-la ao 
posicion-la para sentar, basta colocar a mo dela no espaldar ou no brao da 
cadeira, que isso lhe indicar sua posio.
 15. Ao conduzir uma pessoa com deficincia visual em um ambiente que 
lhe  desconhecido, oriente-a de modo que ela possa locomover-se com 
maior independncia.
 16. A suposio de que toda pessoa com deficincia visual pode 
localizar a porta onde deseja entrar ou o lugar onde queira ir, 
contando os passos  um engano. Estes no podem servir de referncia, 
pois cada pessoa tem uma dimenso de passo, em funo do comprimento 
de seus membros inferiores.
 17. Quando encontrar uma pessoa com deficincia visual que j 
estiver acompanhada, abstenha-se de peg-la pelo outro brao e no 
lhe fique dando avisos. Deixe-a ser orientada somente por quem a 
estiver acompanhando inicialmente.
 18. Certifique-se ao dizer " direita", " esquerda", tendo como 
referncia a pessoa com deficincia visual, pois muitos se enganam ao 
tomarem como referncia a prpria posio e no a da pessoa com 
deficincia visual que caminha em sentido contrrio ao seu.
 19. O pedestre com deficincia visual costuma ser muito observador; 
ele desenvolve meios e modos de saber onde est. Ao sair de casa ele 
faz o que todos deveriam fazer: informa-se sobre o caminho a seguir 
para chegar a seu destino. Na primeira vez poder confundir-se, mas 
depois raramente se enganar; salincias, depresses, rudos e odores 
caractersticos, serviro para sua melhor orientao.
 20. Portas e janelas meio abertas constituem obstculos perigosos. 
Onde houver alguma pessoa com deficincia visual deixe-as sempre 
fechadas ou bem encostadas  parede, quando abertas.
 21. Deixe o caminho livre de objetos por onde as pessoas com 
deficincia visual costumam passar.
 22. Quando quiser falar com a pessoa com deficincia visual, 
dirija-se diretamente a ela, pois ela no necessita de um intrprete.
<27>
 23. Anuncie-se ao entrar no recinto onde haja pessoas com 
<P>
  deficincia visual; isso auxilia a sua identificao.
 24. Informe sua sada quando estiver conversando com uma pessoa com 
deficincia visual, principalmente se houver algo que a impea de 
perceber seu afastamento; ela pode dirigir-lhe a palavra e ver-se na 
situao desagradvel de falar sozinha.
 25. Aperte a mo da pessoa com deficincia visual ao encontr-la ou 
ao despedir-se dela; o aperto de mo  uma forma de comunicao e representa um
ato de cordialidade.
 26. Apresente o seu visitante com deficincia visual a todas as 
pessoas presentes em um determinado ambiente; assim procedendo, voc 
facilitar a possvel incluso dele ao grupo.
 27. Identifique-se ao encontrar uma pessoa com deficincia visual, 
pois perguntas como "Sabe quem sou eu?", "Veja se adivinha quem sou", 
mesmo que seja 
<P>
  por brincadeira, so sempre constrangedoras.
 28. Evite a comunicao por gestos e mmica, em um ambiente onde 
haja pessoa com deficincia visual, essa atitude caracteriza um ato 
de excluso.
 29. Sempre pea permisso para fotografar, gravar ou filmar uma 
pessoa com deficincia visual.
 30. No se constranja em alertar a pessoa com deficincia visual 
quanto a qualquer inadequao no seu vesturio.
 31. Durante as refeies, informe a pessoa com deficincia visual 
com relao  posio dos alimentos colocados em seu prato, bem como 
 posio dos talheres e copos na mesa, evitando assim qualquer incidente.
 32. No tenha constrangimento ou desconfiana em receber ajuda, 
aceitar colaborao por parte de alguma pessoa com deficincia 
visual; o conhecimento  inerente a todos.
<R->
  Essas orientaes tm o objetivo de informar como interagir com 
pessoas com deficincia visual.

<28>
 2.2 Orientao e Mobilidade

  Genericamente, a OM pode ser definida como um conjunto de tcnicas
utilizadas pelas pessoas com deficincia visual para caminharem com 
autonomia, independncia e segurana, utilizando as pistas sensoriais e os 
pontos de referncia presentes no ambiente.
  Na DV esse binmio (orientao -- mobilidade) deve ser concebido de
maneira indissocivel, a partir de duas capacidades bsicas 
essenciais: a orientao, que  uma capacidade aprendida; e a 
mobilidade, uma capacidade inata do indivduo. Para Felippe (2018, p. 8),

<M|l >
a Orientao para a pessoa com deficincia visual  o aprendizado
no uso dos sentidos para obter informaes do ambiente. Saber
onde est, para onde quer ir e como fazer para chegar ao lugar
desejado. A pessoa pode usar a audio, o tato, a cinestesia 
(percepo dos seus movimentos), o olfato e a viso residual (quando
tem baixa viso) para se orientar.
<M>

  O processo de orientao tem como princpio trs questes 
fundamentais: Onde estou? Para onde vou? (Onde est o meu objetivo) 
Como fao para chegar ao local desejado? Essas trs questes so 
conhecidas como o tringulo da OM.
  Ainda de acordo com Felippe (2018, p. 8):

<M|l >
a Mobilidade  o aprendizado para o controle dos movimentos de
forma organizada e eficaz. A pessoa com deficincia visual pode se
movimentar com a ajuda de uma outra pessoa -- guia vidente; usando
seu prprio corpo -- autoprotees; usando uma rtese (3) -- bengala
longa; usando um animal -- co-guia; usando a tecnologia -- ajudas
eletrnicas.
<M>

  Dessa maneira, para as pessoas com deficincia visual, Orientao e 
Mobilidade  o aprendizado do uso dos sentidos remanescentes, com a 
finalidade de obter informaes sensoriais, propiciando-lhes uma 
locomoo com autonomia, segurana e independncia.

 2.3 Ampliando conceitos na 
  rea de OM

  O entendimento de conceitos relacionados ao corpo e ao espao 
 ::::::::::::::::::::::::::::::::::
 (3) Conforme a Portaria Ministerial n.o 362 (BRASIL, 2012) "rteses 
so colocadas junto a um segmento do corpo, garantindo-lhe um melhor 
posicionamento, estabilizao e/ou funo".
<29>
 uma condio fundamental para que as pessoas com deficincia visual 
compreendam e executem as tcnicas de OM com independncia e segurana. Assim, 
alguns conceitos relevantes para o aprendizado sero apresentados a seguir.
<R+>
 a) Conceitos corporais: relacionam-se ao conhecimento que a pessoa 
tem do seu corpo. Esses conceitos esto relacionados a outros como:
  Imagem corporal:  a maneira como a pessoa se percebe em relao ao
espao e ao outro, independentemente da posio em que ela esteja.
  Esquema corporal:  a conscincia corporal utilizada com 
intencionalidade na relao com o ambiente.
 b) Conceitos ambientais:
  Sentido:  a orientao mvel, como da direita para a esquerda, de 
baixo para cima, de frente para trs, de trs para frente, 
<P>
  sentido horrio, sentido anti-
  -horrio.
  Direo: est relacionada ao que diz respeito  posio 
horizontal, vertical, norte, sul, leste, oeste.

 OM Importante

 Um exemplo so as ruas de mo dupla ou ruas de mo nica. Na rua de 
mo dupla a direo  a mesma, mas os sentidos so diferentes e na 
rua de mo nica a direo e os sentidos so iguais.
 Mesmo que a rua tenha uma curva no significa que mudou de direo, apenas o sentido.

 _`[Figura 1 "Rua de mo dupla". Na parte superior, l-se: "Rua de mo 
dupla -- caladas". Abaixo, centralizados, na horizontal, esto as 
imagens de prdios e caladas de uma lado e de 
<P>
  outro, e, no meio, h 
setas em sentidos distintos._`]
<R->

 Fonte: IBC, 2015.

<30>
<R+>
  Distncia: na OM o conceito de distncia est relacionado  
separao entre o sujeito e o objetivo a ser alcanado.
  Pista: so os estmulos do ambiente percebidos pelos rgos dos 
sentidos que fornecem informaes necessrias para facilitar a 
localizao no espao.

 OM Importante

 Pistas:

 _`[Figura 2 "Pista verbal (4)", em que Ben est em p com a 
 ::::::::::::::::::::::::::::::::::
 (4) Todas as ilustraes foram produzidas por Jlio Matoso 
especialmente para este material, exceto
quando informado o contrrio.
  mo esquerda prxima a um copo com gua sobre uma mesa. Acima  direita, 
com letras maisculas pretas em um balo de fala, l-se: "GUA"._`]

  Pistas verbais: so informaes fornecidas por meio da comunicao 
verbal com o objetivo de orientar a pessoa com deficincia visual.

 _`[Figura 3 "Pista olfativa" em que Ben est em p com o dedo 
indicador direito apontado para um cesto de pes sobre uma mesa. 
Sobre os pes, uma fumaa que chega ao nariz do Ben. Na parede  
esquerda, com letras pretas maisculas uma placa, em que
se l: "Padaria"._`]

<31>
  Pistas olfativas: so aquelas percebidas pelo olfato, como o 
cheiro caracterstico
de um ambiente.
<P>
 _`[Figura 4. "Pista sonora", em que Ben est com a bengala longa na 
posio vertical  direita de um semforo com sinalizao sonora._`]

  Pistas sonoras: so aquelas percebidas pela audio.

 _`[Figura 5. "Pista cinestsica" em que Ben com a bengala longa na 
diagonal sobre um quebra-molas._`]

  Pistas cinestsicas: so mudanas percebidas pelo movimento 
corporal.

 _`[Figura 6. "Pista ttil", em que Ben boquiaberto com os dedos da 
mo direita contrados prximos a uma vela acesa sobre uma mesa._`]

<32>
  Pistas tteis: so as informaes percebidas por meio da pele.
<R->

<R+>
 _`[Figura 7. "Ponto de referncia", em que Ben usa a bengala longa 
em um bairro com uma igreja entre duas casas._`]

  Ponto de referncia: qualquer objeto que seja fixo e permanente no 
tempo e no espao. Deve ser de fcil localizao e ter uma 
caracterstica prpria que o diferencie de outros objetos do ambiente.
  Mapa mental:  a representao mental do espao, realizada a 
partir das pistas e dos pontos de referncia, associados aos sentidos 
remanescentes de maneira a facilitar a locomoo do indivduo.
  Sentidos remanescentes: na DV so considerados sentidos 
remanescentes o resduo visual, caso haja, a audio, o tato, o olfato, o paladar, 
a cinestesia, a propriocepo e o sistema vestibular que se 
mantiveram preservados.

 OM Importante

 No caso da criana com deficincia visual, esses sentidos devem ser
estimulados desde o nascimento, sob a orientao da equipe
multidisciplinar. Nas pessoas que perderam ou esto perdendo a viso
na adolescncia ou idade adulta, esses sentidos tambm devem ser
estimulados.

<33>
  Audio:  um dos principais sentidos remanescentes na deficincia 
visual. Ela  responsvel pela identificao, localizao e 
discriminao do som. Ela proporciona a percepo de distncia e 
profundidade e auxilia na localizao de ambientes e objetos, 
facilitando a orientao da pessoa em espaos internos e/ou externos.
<P>
 OM Importante

 No caso da perda visual, total ou parcial, os demais sentidos devem 
ser estimulados, porm isso no caracteriza a compensao de um pelo 
outro. Assim como os demais, a audio deve ser estimulada pelas 
pessoas que convivem com a pessoa com deficincia visual, pois esse 
sentido requer desenvolvimento e aprendizado, facilitando a aquisio 
de conceitos importantes como elementos sonoros (trnsito), sons de 
objetos caindo em diferentes pisos etc.

  Tato: a pele  o maior rgo do corpo humano e nos fornece 
informaes trmicas, mecnicas e dolorosas por meio do sentido do 
tato. Diferentemente dos demais sentidos, esse nos obriga a entrar em 
contato com o objeto a ser percebido. H dois tipos de tato: o tato 
discriminativo ou fino que est presente na palma da mo e na sola 
dos ps e nos permite identificar com preciso os objetos; e o tato 
grosseiro que est presente em todo o corpo, permitindo, 
majoritariamente, as sensaes trmicas e dolorosas, sendo lento
e impreciso.
  Olfato:  o sentido responsvel pela identificao e discriminao 
dos cheiros.

 OM Importante

 O olfato auxilia na identificao e discriminao de alguns 
ambientes, como padaria, salo de beleza, postos de gasolina, dentre 
outros, devido ao cheiro caracterstico desses lugares.

<34>
  Paladar:  o sentido que nos permite reconhecer os sabores e 
sentir a textura dos alimentos, porm ele no  um sentido utilizado 
nas tcnicas de OM. 
<P>
  Esse sentido deve ser estimulado em outras 
atividades, sobretudo com crianas.
  Viso:  a percepo do mundo exterior por meio dos olhos. Em 
algumas pessoas com deficincia visual essa percepo pode estar 
diminuda (resduo visual). Esse resduo deve ser identificado, 
estimulado e utilizado nas tcnicas de OM a partir da interveno de 
um profissional da rea, no decorrer do treinamento.
  Propriocepo e cinestesia: propriocepo  a capacidade de 
reconhecer a posio do nosso corpo e cada uma de suas partes sem a 
necessidade do sentido da viso, enquanto a cinestesia  a sensao 
ou percepo do movimento do corpo favorecendo a postura e o caminhar.
  Sentido vestibular:  um conjunto de estruturas localizadas no 
ouvido interno, que detectam os movimentos do corpo e que 
<P>
  contribuem para a manuteno do equilbrio.
<R->

  Ressaltamos que no treinamento de OM os sentidos remanescentes devem
ser estimulados em conjunto para facilitar a percepo corporal da 
pessoa
com deficincia visual no espao e com os elementos do ambiente.

 3. Conhecendo as tcnicas de 
  Orientao e Mobilidade

  As tcnicas de OM se dividem em tcnicas de mobilidade dependente e
tcnicas de mobilidade independente. Nas tcnicas em que h 
mobilidade dependente a pessoa com deficincia visual caminha 
acompanhada de um guia (guia vidente), enquanto nas tcnicas de 
mobilidade independente (autoprotees e bengala longa) essa pessoa 
se orienta e caminha utilizando recursos de Tecnologia Assistiva 
(bengala longa, co-guia) quando necessrio. Em ambas as tcnicas a
pessoa deve prezar pela sua autonomia e segurana.

 3.1 Guia Vidente

  Nessa tcnica, conforme o prprio nome j indica, a pessoa com 
deficincia visual ser conduzida por uma pessoa vidente em ambientes 
internos e/ou
<35>
externos, sejam eles conhecidos ou no. Tem como objetivo favorecer a 
captao de informaes sobre o ambiente, auxiliando, assim, no 
desenvolvimento sensorial e conceitual e no domnio espacial e corporal.
  Ao abordar a pessoa com deficincia visual, o guia vidente deve 
aproximar o seu cotovelo ao antebrao desta e assumir a posio bsica.

 3.1.1 Posio bsica

  Ao iniciar a locomoo com uma pessoa com deficincia visual, o 
guia vidente deve posicionar-se aproximadamente a um passo  frente e a 
pessoa com deficincia visual deve segurar na altura do cotovelo, de 
quem a conduz, com o seu brao flexionado a 90 graus e prximo ao seu 
corpo. Uma outra forma de conduo  a pessoa com deficincia visual 
segurar no punho ou apoiar a mo no ombro do guia vidente (caso haja 
muita diferena de altura entre o guia e a pessoa com deficincia 
visual). Desta forma ela perceber os movimentos de quem a est guiando.
  Vale ressaltar que o guia vidente dever dar informaes verbais 
importantes, sobre obstculos, pontos de referncia e outras, de 
forma a auxiliar a pessoa com deficincia visual na elaborao do 
mapa mental.
  O guia vidente e a pessoa com deficincia visual devem permanecer em
contato o tempo todo, visto que os movimentos corporais do guia iro 
auxili-la na compreenso do espao em que ela esteja.

<R+>
 _`[ Figura 8. "Tcnica de Guia Vidente -- posio bsica na altura do 
cotovelo -- foto de perfil". Uma pessoa com deficincia visual, 
posicionada um pouco mais atrs e ao lado, segura no cotovelo do guia 
vidente  sua frente._`]

 Fonte: Acervo pessoal.

<36>
 _`[ Figura 9. "Tcnica de Guia Vidente -- posio bsica -- foto 
frontal". Ambos em p, guia vidente  frente e pessoa com deficincia 
visual um pouco atrs._`]

 Fonte: Acervo pessoal.

 _`[Figura 10. "Tcnica de Guia Vidente -- posio bsica -- close no 
posicionamento da mo". A mo de uma pessoa com deficincia visual 
segurando o cotovelo do guia vidente._`]
<R->

 Fonte: Acervo pessoal.
<P>
 3.1.2 Troca de lado

  Para essa tcnica o guia vidente ou a pessoa com deficincia visual 
dever informar a mudana de lado. A pessoa com deficincia visual 
dever, com a mo livre, rastrear as costas do guia vidente at 
localizar o outro brao e segur-lo na altura do cotovelo com a mo 
livre. A partir de ento passa para o lado desejado. O brao dela 
dever ficar estendido  frente, de forma que a manter um passo
de distncia do guia vidente.
  Na troca de lado, a pessoa com deficincia visual no deve perder o 
contato com o guia vidente e este deve atentar-se que essa tcnica 
dever ser realizada quando houver obstculos no trajeto que 
apresentem algum risco de acidente para a pessoa com deficincia 
visual ou por motivo de desconforto ou incmodo no lado em que ela 
esteja segurando.

<37>
<R+>
 _`[Figura 11. "Tcnica de Guia Vidente -- troca de lado -- foto de 
perfil". Ambos em p, guia vidente com pessoa com deficincia visual 
segurando em seu cotovelo._`]

 Fonte: Acervo pessoal.

 _`[Figura 12. "Tcnica de Guia Vidente -- troca de lado evidenciando o 
rastreamento nas costas do guia vidente". Pessoa com deficincia 
visual segurando com uma das mos o cotovelo do guia vidente, e a 
outra mo desliza pelas costas dele._`]

 Fonte: Acervo pessoal.

 _`[Figura 13. "Tcnica de Guia Vidente -- troca de lado evidenciando o 
contato permanente com o guia vidente". Aps deslizar a mo pelas 
costas do guia vidente, a pessoa com deficincia visual segura com o 
cotovelo da esquerda com a mo esquerda, e o da direita com a mo 
direita._`]

 Fonte: Acervo pessoal.

<38>
 _`[Figura 14. "Tcnica de Guia Vidente -- troca de lado finalizao 
da tcnica". Pessoa com deficincia visual segura o cotovelo direito do 
guia vidente  frente com ambas as mos._`]

 Fonte: Acervo pessoal.

 _`[Figura 15. "Tcnica de Guia Vidente -- troca de lado completa". 
Pessoa com deficincia visual segura com uma das mos o cotovelo do 
guia vidente  frente._`]
<R->

 Fonte: Acervo pessoal.

 3.1.3 Mudana de sentido

  Essa tcnica  utilizada quando o guia vidente ou a pessoa com 
 deficincia visual decide voltar ao local onde estavam. Ser preciso 
que um deles d a pista verbal. O guia vidente e a pessoa com 
deficincia visual devem fazer um giro de 180 no sentido 
anti-
 -horrio de maneira que a pessoa com deficincia visual no
faa movimentos desnecessrios.
  A tcnica consiste em, aps a pista verbal, o guia vidente e a 
pessoa com deficincia visual ficarem um de frente para outro e 
depois retornarem  posio bsica sem perder o contato fsico.

<39>
<R+>
 _`[Figura 16. "Tcnica de Guia Vidente -- mudana de sentido -- 
ambos virados para esquerda". Ambos em p, uma pessoa com deficincia 
visual ao lado do guia vidente, segurando em seu cotovelo._`]

 Fonte: Acervo pessoal.

 _`[Figura 17. "Tcnica de Guia Vidente -- mudana de sentido -- foto 
evidencia o contato permanente entre o guia vidente e a pessoa com 
deficincia visual". Pessoa com deficincia visual de frente para o 
guia vidente, com cada uma das mos, segura os antebraos._`]

 Fonte: Acervo pessoal.

 _`[Figura 18. "Tcnica de Guia Vidente -- mudana de sentido -- 
ambos virados
para direita". Pessoa com deficincia visual segura com uma das mos 
o cotovelo do guia vidente  frente._`]

 Fonte: Acervo pessoal.
<R->

<40>
 3.1.4 Passagem estreita

  A tcnica de passagem estreita  realizada quando no h espao 
suficiente para o guia vidente e a pessoa com deficincia visual 
ficarem lado a lado, como ao pas-
 sarem por portas, corredores 
 estreitos, dentre outros motivos. O guia vidente dever sinalizar 
verbal e corporalmente (pista cinestsica), posicionando o brao
que a pessoa com deficincia visual est segurando para trs do seu 
corpo, de maneira que a pessoa com deficincia visual perceba o seu 
movimento. Esta dever esticar o cotovelo e posicionar-se a um passo 
atrs do guia vidente. Ao final da passagem estreita, ambos retornam 
 posio bsica.

<R+>
 Figura 19. _`[no adaptada._`] Tcnica de Guia Vidente -- Passagens 
estreita -- foto evidencia a flexo do brao do guia vidente nas 
costas, e a pessoa com deficincia visual com a mo esquerda no punho 
e a direita no ombro do guia.

 Fonte: Acervo pessoal.

 Figura 20. _`[no adaptada._`] Tcnica de Guia Vidente -- Passagens 
estreita -- ambos passando por uma porta estreita enfileirados.

 Fonte: Acervo pessoal.

<41>
 OM Importante

 Em algumas situaes de passagens muito estreitas, a pessoa com 
deficincia
visual dever posicionar-se ao lado do guia vidente, de forma que
ambos consigam caminhar lateralmente, como na tcnica de sentar-se
em assentos perfilados (vide a subseo 3.1.9 -- Sentar-se em 
auditrios
ou assentos perfilados)
<R->

 3.1.5 Aceite ou recusa de 
  ajuda

  A pessoa com deficincia visual ao parar para atravessar uma rua, 
esperar um carro ou txi, deve manter uma postura firme e braos 
relaxados, pois h a possibilidade de as pessoas, ao tentarem ajudar, 
puxarem-na pelo brao ou pela bengala longa e s depois perguntarem 
se ela precisa de ajuda.
  Assim, se a pessoa com deficincia visual sentir algum tocar no 
seu brao com o objetivo de conduzi-la, sem que ela deseje ajuda, deve 
permanecer parada, elevar seu brao em direo ao ombro oposto e, com 
a mo livre, segurar a mo do eventual guia vidente. Mantendo-se 
parada, solta a mo e dispensa a ajuda. Caso necessite de auxlio, 
deve tomar a posio bsica de guia vidente.

<R+>
 Figura 21. _`[no adaptada._`] Tcnica de aceite ou recusa de ajuda 
-- foto evidencia o guia vidente puxando o brao da pessoa com 
deficincia visual.

 Fonte: Acervo pessoal.

<42>
 Figura 22. _`[no adaptada._`] Tcnica de aceite ou recusa de ajuda 
-- foto evidencia a pessoa 
<P>
  com deficincia visual se desvencilhando 
para assumir a posio bsica.
<R->

 Fonte: Acervo pessoal.

 3.1.6 Subir e descer escada

  Ao aproximar-se de uma escada, o guia vidente deve informar as 
caractersticas da escada  pessoa com deficincia visual e a 
inteno de subir ou descer.
  Tanto ao subir como ao descer, o guia vidente dever posicionar-se 
um degrau  frente fazendo uma breve pausa para que a pessoa com 
deficincia visual localize o degrau e d incio  subida ou descida. 
Essa pausa tambm deve ser repetida ao incio e ao final do trajeto.
  D preferncia a subir ou descer pelo lado direito e utilizar o 
corrimo, caso haja. No havendo corrimo, o guia vidente deve optar pelo lado 
mais seguro.

<43>
  Subir escadas

<R+>
 Figura 23. _`[no adaptada._`] Tcnica de Guia Vidente -- subir 
escadas -- guia vidente segurando o corrimo faz uma pausa para que a 
pessoa com deficincia visual se enquadre para iniciar a subida.

 Fonte: Acervo pessoal.

 Figura 24. _`[no adaptada._`] Tcnica de Guia Vidente -- subir 
escadas -- guia vidente segurando o corrimo e pessoa com deficincia 
visual, em posio bsica, sobe ficando sempre um degrau atrs.

 Fonte: Acervo pessoal.

 OM Importante

 Embora no haja consenso entre os profissionais de OM quanto  
utilizao do corrimo nas 
  tcnicas de subida e descida de escadas 
com o Guia Vidente, optamos por apresentar as duas formas de 
utilizao da escada.

<44>
 Figura 25. _`[no adaptada._`] Tcnica de Guia Vidente -- subir 
escadas -- guia vidente sobe o primeiro degrau e faz uma pausa para 
percepo da pessoa com deficincia visual, ambos seguram o corrimo.

 Fonte: Acervo pessoal.

 Figura 26. _`[no adaptada._`] Tcnica de Guia Vidente -- subir 
escadas -- guia vidente e pessoa com deficincia iniciam a subida.

 Fonte: Acervo pessoal.

  Descer escadas

 Figura 27. _`[no adaptada._`] Tcnica de Guia Vidente -- 
<P>
  descer escadas -- guia vidente segura o corrimo com a mo direita e a 
pessoa com deficincia visual se posiciona no lado esquerdo.

 Fonte: Acervo pessoal.

<45>
 OM Importante

 Assim como ocorre na subida de escadas, durante a descida, o guia 
vidente e pessoa com deficincia visual seguram o corrimo ao mesmo 
tempo.

 Figura 28. _`[no adaptada._`] Tcnica de Guia Vidente -- descer 
escadas -- guia vidente e pessoa com deficincia visual descem 
segurando o corrimo com a mo direita.

 Fonte: Acervo pessoal.
<R->
<P>
 3.1.7 Passagem de portas

  Ao avistar a porta, o guia vidente dever dar as caractersticas 
desta  pessoa com deficincia visual (lado de abertura, tipo de 
porta, de maaneta) e, logo isso, colocar seu brao na posio de 
passagem estreita. A pessoa com deficincia visual dever manter 
contato com o brao do guia vidente at encontrar a maaneta; aps 
encontr-la, fecha a porta e volta  posio bsica.
  Quando necessrio, o guia vidente poder indicar a necessidade de 
troca de lado antes de passar pela porta e colocar a mo da pessoa com 
deficincia visual na maaneta.

<46>
<R+>
 Figura 29. _`[no adaptada._`] Tcnica de Guia Vidente -- passagem 
por portas -- guia vidente faz postura de passagem estreita e pessoa 
com deficincia visual assume a posio e com a mo livre localiza
a maaneta.
<R->

 Fonte: Acervo pessoal.

 3.1.8 Sentar-se em cadeiras

  O guia vidente se desloca at a cadeira, posicionando a pessoa com 
deficincia visual de frente para o objeto. Esta deve fazer a 
varredura do assento com o dorso da mo, o rastreio da cadeira com a 
perna e, aps esses procedimentos, senta-se.

<R+>
 Figura 30. _`[no adaptada._`] Tcnica de Guia Vidente -- sentar em 
cadeiras -- guia vidente posiciona a pessoa com deficincia visual de 
frente para o assento e coloca uma das mos no encosto da cadeira.

 Fonte: Acervo pessoal.

<47>
 Figura 31. _`[no adaptada._`] Tcnica de Guia Vidente -- sentar em 
cadeiras -- pessoa com deficincia visual senta-se sem perder o 
contato com a cadeira.
<R->

 Fonte: Acervo pessoal.

 3.1.9 Sentar-se em auditrios 
  ou assentos perfilados

  Ao chegar ao auditrio, o guia vidente deve descrever as 
caractersticas da sala  pessoa com deficincia visual. Aps 
encontrar assentos disponveis, ele se posiciona na fileira onde eles 
esto e informa  pessoa com deficincia visual a cadeira em que ela 
poder sentar-se, devendo conduzi-la at ela. O guia vidente entra na 
fileira  frente da pessoa e os dois caminham lateralmente at a
cadeira disponvel. Quando chegarem  cadeira vazia, o guia vidente 
para e avisa a pessoa que ela pode se sentar. Esta deve fazer a 
varredura com o dorso da mo para verificar as condies do encosto e 
do assento. Na sada, o guia vidente sai  frente da pessoa com deficincia visual.

<R+>
 Figura 32. _`[no adaptada._`] Tcnica de Guia Vidente -- cadeiras 
perfiladas -- localizao da fileira.

 Fonte: Acervo pessoal.

<48>
 Figura 33. _`[no adaptada._`] Tcnica de Guia Vidente -- cadeiras 
perfiladas -- rastreio e localizao do assento vazio.

 Fonte: Acervo pessoal.

 Figura 34. _`[no adaptada._`] Tcnica de Guia Vidente -- cadeiras 
perfiladas -- varredura do assento.

 Fonte: Acervo pessoal.

 Figura 35. _`[no adaptada._`] Tcnica de Guia Vidente -- cadeiras 
perfiladas -- foto 
  evidencia a sada de cadeiras perfiladas, em que o 
guia vidente deve sair primeiro.
<R->

 Fonte: Acervo pessoal.

<49>
 3.1.10 Entrando em carros

  O guia vidente informa as caractersticas do carro, conduz a pessoa 
com deficincia visual at a porta e coloca a mo dela na maaneta. A 
pessoa com deficincia visual abre a porta em sua totalidade, 
mantendo uma das mos sobre a porta e a outra no teto do automvel e, 
logo aps, faz a varredura do assento com a mo que estava segurando 
a porta. Para que possa entrar no carro  preciso utilizar a mo que 
estava no teto na posio de autoproteo superior, podendo assim 
entrar e sentar-se. Depois de certificar-se de que a pessoa com
deficincia visual recolheu a mo, o guia vidente 
<P>
 poder fechar a porta ou perguntar  pessoa se ela mesma o deseja 
faz-lo.

<R+>
 Figura 36. _`[no adaptada._`] Tcnica de Guia Vidente -- entrando em 
carros -- identificao da maaneta.

 Fonte: Acervo pessoal.

 Figura 37. _`[no adaptada._`] Tcnica de Guia Vidente -- entrando em 
carros -- localizao do teto do carro.

 Fonte: Acervo pessoal.

<50>
 Figura 38. _`[no adaptada._`] Tcnica de Guia Vidente -- entrando 
em carros -- varredura do assento.

 Fonte: Acervo pessoal.

 Figura 39. _`[no adaptada._`] Tcnica de Guia Vidente -- 
<P>
  entrando em carros -- foto evidencia a entrada da pessoa com deficincia 
visual no carro com uma mo na porta e outra no teto do carro.

 Fonte: Acervo pessoal.

<51>
 Figura 40. _`[no adaptada._`] Tcnica de Guia Vidente -- entrando 
em carros -- pessoa com deficincia visual sentada no carro fechando 
a porta.
<R->

 Fonte: Acervo pessoal.

 3.2 Autoprotees

  Nessa tcnica, a pessoa com deficincia visual pode utilizar todos 
os seus segmentos corporais (cabea, tronco, membros superiores e 
inferiores) para estabelecer relaes espaciais e direcionais, bem 
como para se proteger e assim fazer contato com pessoas e 
<P>
 objetos. As autoprotees podem ser utilizadas em conjunto com outras tcnicas de 
OM, como o guia vidente e a bengala longa, e com outros recursos de tecnologia assistiva.

 3.2.1 Autoproteo inferior

  Essa tcnica possibilita a proteo da parte inferior do corpo.  
usada em reas internas e ambientes familiares. A pessoa com 
deficincia visual deve posicionar o brao e o antebrao  frente do 
corpo em diagonal com a mo apontada para baixo. O dorso da mo fica 
voltado para fora a uma distncia de, aproximadamente, 20 cm do 
corpo, o suficiente para evitar o contato com obstculos que estejam  sua frente.

<52>
<R+>
 Figura 41. _`[no adaptada._`] Tcnica de autoproteo Inferior -- 
pessoa com deficincia visual realizando a tcnica de 
<P>
  autoproteo inferior com antebrao protegendo rea do abdmen.

 Fonte: Acervo pessoal.

 OM Importante

 Alertamos a importncia dessa tcnica ser realizada tanto com a mo 
direita, quanto com a mo esquerda, pois a maioria das pessoas tem o 
hbito de s realiz-la com o seu membro superior dominante.
<R->

 3.2.2 Autoproteo superior

  Essa tcnica possibilita a proteo da parte superior do corpo.  
usada em reas internas e ambientes familiares. A pessoa com 
deficincia visual flexiona o brao e o cotovelo acima do nvel do 
ombro, de maneira a proteger a parte superior de seu corpo (rosto e 
tronco). O antebrao deve estar a, mais ou menos, 20 cm de distncia 
do rosto, a mo direcionada para o lado oposto, dorso da mo voltado 
para fora do corpo e dedos semiflexionados.

<53>
<R+>
 Figura 42. _`[no adaptada._`] Tcnica de autoproteo superior -- 
pessoa com deficincia visual realizando a tcnica de autoproteo 
superior com antebrao protegendo trax e cabea.

 Fonte: Acervo pessoal.

 OM Importante

 Devemos explicar que em algumas situaes pode haver a necessidade de
realizar conjuntamente as tcnicas de autoproteo superior e inferior.

 Figura 43. _`[no adaptada._`] Tcnica de autoproteo -- pessoa com 
deficincia visual 
<P>
  realizando a tcnica de autoproteo superior e 
inferior ao mesmo tempo.
<R->

 Fonte: Acervo pessoal.

<54>
 3.3 Rastreamento

  A pessoa com deficincia visual pode utilizar essa tcnica para se 
locomover no ambiente interno a partir de uma linha guia ou para identificar um 
determinado objeto. Essa tcnica pode ser utilizada em conjunto com outras 
tcnicas.

 3.3.1 Rastreamento com a mo

  A pessoa com deficincia visual deve estar de p e paralela  linha 
guia com o brao em diagonal e  frente do corpo e os dedos 
semiflexionados e apontados para baixo. Essa tcnica deve ser 
realizada, preferencialmente, com os dedos anelar e mnimo em contato 
contnuo com o objeto e/ou a 
 linha guia a ser rastreada, o que 
permite detectar a linha guia, o obstculo ou o objeto com a mo.

<R+>
 Figura 44. _`[no adaptada._`] Tcnica de rastreamento -- a pessoa 
com deficincia visual utiliza uma das mos para rastrear uma parede.

 Fonte: Acervo pessoal.

<55>
 Figura 45. _`[no adaptada._`] Tcnica de rastreamento -- a pessoa 
com deficincia visual utiliza uma das mos para rastrear uma parede, 
foto evidencia a ponta dos dedos semiflexionados.
<R->

 Fonte: Acervo pessoal.

 3.4 Enquadramento e tomada 
  de direo

  Essa tcnica  importante, pois auxilia a pessoa com deficincia 
<P>
 visual a se situar no espao, 
estabelecendo uma linha reta para 
alcanar mais facilmente o seu objetivo. Embora sejam tcnicas 
distintas, na prtica, elas so utilizadas de maneira combinada.
  No enquadramento, a pessoa com deficincia visual deve encostar os 
ombros, as costas ou os calcanhares na linha guia, ou objeto 
significativo no ambiente (porta, mesa ou outros), a partir disso 
traar uma linha perpendicular imaginria e caminhar em direo ao 
seu objetivo, que  a tomada de direo.
  O alinhamento com os dedos dos ps  utilizado para subir ou descer
escadas ou em meios-fios.

<R+>
 Figura 46. _`[no adaptada._`] Tcnica de enquadramento e tomada de 
direo -- a pessoa com deficincia visual se enquadra num ponto de 
referncia 
<P>
  (porta) para localizar um objeto (cadeira).

 Fonte: Acervo pessoal.

<56>
 Figura 47. _`[no adaptada._`] Tcnica de enquadramento e tomada de 
direo -- a pessoa com deficincia visual fazendo uso da autoproteo 
inferior, localiza a cadeira.
<R->

 Fonte: Acervo pessoal.

 3.5 Familiarizao de ambientes

  Essa tcnica permite  pessoa com deficincia visual ter o maior 
nmero de informaes acerca de um determinado ambiente. Ela deve ser 
realizada com o auxlio de uma pessoa que conhea o espao (vidente ou com 
deficincia visual) e fornea as pistas verbais sobre ele.
  Para a explorao, a pessoa com deficincia visual estabelece um 
<P>
ponto de partida (preferencialmente a porta principal de acesso ao 
ambiente), faz o enquadramento paralelo  linha da parede ou objeto 
(linha guia) e inicia o rastreamento da linha guia circundando todo o 
ambiente no seu permetro at retornar ao ponto de partida.
  Aps a familiarizao do ambiente, deve-se fazer o mtodo do 
cruzamento, caracterizado quando a pessoa com deficincia visual 
utiliza o ponto de partida j estabelecido, faz o enquadramento e 
cruza at o lado oposto. Durante esse cruzamento em linha reta, a 
pessoa deve usar as autoprotees superior e inferior.
  Na familiarizao do ambiente, a pessoa com deficincia visual deve 
receber todas as pistas relevantes do ambiente e, ao final, ser capaz 
de fazer o mapa mental do espao apresentado. Essa tcnica permite 
que a pessoa com 
<P>
deficincia visual se sinta includa no espao  
medida que estabelece relaes com ele.

<57>
<R+>
 Figura 48. _`[no adaptada._`] Tcnica familiarizao de ambientes 
-- a pessoa com deficincia visual se enquadra no ponto de 
referncia.

 Fonte: Acervo pessoal.

 Figura 49. _`[no adaptada._`] Tcnica familiarizao de ambientes 
-- a pessoa com deficincia visual percorre todo o permetro 
identificando os mobilirios que compem o espao.
<R->

 Fonte: Acervo pessoal.

 3.6 Localizao de objetos 
  cados

  Ao ouvir que um objeto caiu no cho, a pessoa com deficincia visual
deve localizar, pela pista sonora, o local onde o item caiu e se 
direcionar at ele fazendo a varredura com os ps em movimentos 
circulares, de forma a traz-lo em direo a seu corpo. Uma vez 
localizado, a pessoa agacha, utilizando a autoproteo superior e 
pega o objeto.

<58>
<R+>
 Figura 50. _`[no adaptada._`] Tcnica localizao de objetos cados 
-- pessoa com deficincia visual faz uma varredura com p at localizar o objeto.

 Fonte: Acervo pessoal.

 Figura 51. _`[no adaptada._`] Tcnica localizao de objetos cados 
-- pessoa com deficincia visual se abaixa realizando a tcnica de 
autoproteo superior e localiza o objeto com o dorso da mo.

 Fonte: Acervo pessoal.
<P>
 OM Importante

 Nessa tcnica, algumas adaptaes podem e devem ser feitas, como 
solicitar ajuda quando se tratar de objetos que rolam e pisos que 
abafem o som (carpete, tapete, emborrachados etc.). A pessoa com 
deficincia visual deve pedir ajuda priorizando sempre sua 
integridade fsica. Idosos e pessoas com dificuldades de locomoo 
tambm devem fazer o mesmo.
<R->

<59>
 3.7 Pr-bengala

  A pr-bengala se caracteriza como um recurso de Tecnologia 
Assistiva, sendo utilizada prioritariamente por crianas, objetivando 
a independncia na locomoo. Os objetos mais utilizados so o 
raqueto, bambols, carrinhos de bonecas, rodos e vassouras, dentre 
outros brinquedos educativos de empurrar. A pr-bengala tambm pode 
ser adaptada para pessoas adultas que apresentam comprometimentos 
motores e/ou cognitivos e no conseguem utilizar a bengala longa 
funcionalmente.

<R+>
 Figura 52. _`[no adaptada._`] Pr-bengala -- foto de brinquedos que 
podem ser utilizados como pr-bengala.
<R->

 Fonte: Acervo pessoal.

 3.8 Bengala longa

  A bengala longa  um recurso de Tecnologia Assistiva utilizado 
especificamente por pessoas com deficincia visual (cegas ou baixa 
viso) ou surdocegueira, servindo como um prolongamento do corpo 
desse sujeito. Ela  um basto que auxilia na locomoo, sendo um 
anteparo e favorecendo a deteco de obstculos diversos.
<P>
 3.8.1 Finalidade

  Proporcionar  pessoa com deficincia visual ou surdocegueira um 
modo de locomoo com segurana, eficincia e independncia, tanto em 
ambientes familiares como desconhecidos.

<60>
 3.8.2 Comprimento da bengala 
  longa

  O tamanho da bengala longa  personalizado sendo determinado pela
estatura, tipo fsico e extenso do passo. Normalmente se usa como 
medida de referncia uma linha reta que vai da parte inferior do osso 
esterno (osso localizado na parte da frente do corpo, entre as 
costelas) at o solo.

<R+>
 Figura 53. _`[no adaptada._`] Bengala longa -- foto eviden-
  cia a 
importncia da altura da 
<P>
  bengala longa de acordo com seu usurio.

 Fonte: Acervo pessoal.

 OM Importante

 Ao adquirir uma bengala longa devemos observar o seu tamanho, pois 
elas so encontradas em metros ou polegadas dependendo do seu fabricante,
conforme descrito no Quadro 1, a seguir:

 _`[Quadro 1 "Tamanhos de bengala longa (metros e polegas)", adaptado 
em duas partes:
 1) metro; 2) Polegadas (aproximadamente 2,54 cm)
 1,10 m; 42
 1,15 m; 44
 1,20 m; 46
 1,25 m; 48
 1,30 m; 50
 1,35 m; 52._`]
<R->

 Fonte: Elaborado pelos autores.

<61>
 3.8.3 Tipos de bengala longa

<R+>
  Bengala telescpica:  confeccionada em fibra de carbono ou fibra 
de vidro, sendo muito leve e frgil. Quando fechada, mede 
aproximadamente 25 cm.  utilizada, preferencialmente, em ambientes 
internos.

 Figura 54. _`[no adaptada._`] Bengala longa -- bengala telescpica.

 Fonte: Acervo pessoal.

  Bengala dobrvel:  confeccionada em alumnio, o que proporciona 
leveza. Geralmente, possui seis gomos sendo o ltimo com revestimento
fosforescente de 15 cm, e  a mais utilizada por pessoas com deficincia
visual devido a sua praticidade.
<P>
 Figura 55. _`[no adaptada._`] Bengala longa -- bengala dobrvel.

 Fonte: Acervo pessoal.

<62>
  Bengala inteiria:  confeccionada em alumnio. Possui 1 metro de
comprimento e a parte inferior tem revestimento fosforescente de 15 
cm. Atualmente,  pouco utilizada.

 Figura 56. _`[no adaptada._`] Bengala longa -- bengala inteiria.

 Fonte: Acervo pessoal.

 3.8.4 Tipos de ponteira

  Ponteira fixa ou tradicional: ponteira reta com extremidades 
arredondadas e confeccionadas em nylon. Fixam-se  bengala por meio 
de rosca, gancho ou encaixe.

 Figura 57. _`[no adaptada._`] Tipos de ponteira -- ponteira fixa de 
encaixe.

 Fonte: Acervo pessoal.

  Ponteira roller: ponteira reta com extremidades arredondadas e
confeccionada em nylon. Possui um rolamento em torno do prprio eixo e
favorece a locomoo da pessoa com deficincia visual pois mantm 
contato permanente com o solo.

<63>
 Figura 58. _`[no adaptada._`] Tipos de ponteira -- ponteira roller 
de encaixe.

 Fonte: Acervo pessoal.

  Ponteira rolling ball: ponteira em formato de uma esfera com cerca 
de 5 cm de dimetro, possui um rolamento em torno do prprio eixo e 
favorece a locomoo da pessoa com deficincia 
<P>
  visual pois mantm 
contato permanente com o solo.

 Figura 59. _`[no adaptada._`] Tipos de ponteira -- rolling ball de 
encaixe.

 Fonte: Acervo pessoal.

 OM Importante

 A ponteira rolling ball  pouco utilizada no Brasil. Observamos em 
nossos atendimentos que essa ponteira atende s necessidades de 
pessoas com leses de punho ou alteraes de marcha.
<R->

<64>
 3.8.5 Padronizao das 
  bengalas longas por cores

  No Brasil, h mais ou menos uma dcada (2010), as bengalas tm sido
categorizadas por cores para favorecer a identificao dos usurios 
quanto aos diferentes graus de deficincia visual 
<P>
 (cegueira, baixa viso ou 
surdocegueira).
  Existem trs cores de bengala longa para essas pessoas:

<R+>
  Cego: bengala branca com o ltimo gomo amarelo ou vermelho;

 Figura 60. _`[no adaptada._`] Padronizao da bengalas longa por 
cores -- bengala longa branca com ltimo gomo amarelo.

 Fonte: Acervo pessoal.

 Figura 61. _`[no adaptada._`] Padronizao da bengalas longa por 
cores -- bengala longa branca com ltimo gomo vermelho.

 Fonte: Acervo pessoal.

<65>
  Baixa viso: todos os gomos da bengala so verdes;

 Figura 62. _`[no adaptada._`] Padronizao da bengalas longa 
<P>
  por cores -- bengala longa verde.

 Fonte: Acervo pessoal.

  Surdocego: bengala com gomos vermelhos e brancos alternados.

 Figura 63. _`[no adaptada._`] Padronizao da bengalas longa por 
cores -- bengala longa vermelha e branca alternado.

 Fonte: Acervo pessoal.
<R->

 3.8.6 Reconhecimento e 
  manipulao da bengala longa

  Ao iniciar as tcnicas de bengala longa, faz-se necessrio que a 
pessoa com deficincia visual faa o reconhecimento e manipulao 
daquela. Durante esse reconhecimento, a pessoa com deficincia visual 
deve identificar cada uma de suas partes: cabo ou luva, parte em que 
se segura a bengala longa; os gomos, parte dobrvel ou retrtil, 
dependendo do modelo da bengala longa; e a ponteira, que pode ser 
fixa, roller ou rolling ball.

<66>
 OM Importante

<R+>
 A manuteno da bengala longa dobrvel  necessria para evitar o 
risco de incidentes, como o rompimento e o ressecamento do elstico. Portanto, 
 fundamental que a pessoa com deficincia visual saiba realizar 
pequenos reparos em sua bengala longa.
<R->

 3.8.7 Higienizao da bengala 
  longa

  Como a bengala longa  um objeto que est sempre em contato com o
solo, a sua higienizao  fundamental, devendo ser realizada toda 
vez que a pessoa com deficincia visual retornar para casa.
<P>
 3.8.8 Abrir e fechar a bengala 
  longa

  Para abrir a bengala longa, a pessoa com deficincia visual deve se 
atentar para que o objeto esteja na linha mdia do seu corpo, na altura do 
seu tronco, com o cabo virado para cima. O usurio deve encaixar o 
primeiro gomo no cabo e, dessa forma, os demais se encaixaro 
automaticamente. Para se certificar de que a bengala est aberta e os 
gomos corretamente encaixados, a pessoa com deficincia visual deve 
dar um leve toque com a bengala no cho, encostando a ponteira no 
solo, e, ao fechar, manter o mesmo posicionamento junto ao corpo,
evitando que esta esbarre nas pessoas ou em outros objetos do 
entorno. Ento, deve desencaixar o cabo do primeiro gomo, assim como 
os demais, at que a bengala esteja totalmente fechada e finalizar 
envolvendo todos os gomos do elstico.

<67>
<R+>
 Figura 64. _`[no adaptada._`] Abrir bengala longa -- segurando no 
cabo/luva, encaixar no segundo gomo e soltar os demais na linha mdia 
do corpo.

 Fonte: Acervo pessoal.

 Figura 65. _`[no adaptada._`] Fechar bengala longa -- segurando na 
luva, desencaixar do segundo gomo, dobrando e virando o gomo solto 
para baixo.

 Fonte: Acervo pessoal.

 Figura 66. _`[no adaptada._`] Fechar bengala longa -- prender todos 
os gomos com elstico.

 Fonte: Acervo pessoal.
<R->

<68>
 3.8.9 Acomodao da bengala 
  longa

  Estar atento  acomodao da bengala longa evita diversos 
contratempos. Saber como ela est (aberta ou fechada) e onde est 
localizada minimiza o risco de acidentes de quem a usa e de outras 
pessoas que estejam no ambiente.

<R+>
  Em p: A bengala longa deve ser colocada na vertical junto ao 
corpo, com a ponteira apoiada entre os ps.

 Figura 67. _`[no adaptada._`] 
  Acomodao da bengala longa -- em p.

 Fonte: Acervo pessoal.

  Sentado: A bengala longa  colocada entre as pernas, na diagonal e
apoiada em um dos ombros.

 Figura 68. _`[no adaptada._`] 
  Acomodao da bengala longa -- 
<P>
  sentado -- apoiado o cabo/luva no ombro.

 Fonte: Acervo pessoal.

<69>
 Figura 69. _`[no adaptada._`] 
  Acomodao da bengala longa -- 
sentado -- com a parte do cabo/luva dobrada.

 Fonte: Acervo pessoal.

  Em lugar acessvel: Bengala longa aberta apoiada em um canto ou
pendurada em cabide.

 Figura 70. _`[no adaptada._`] 
  Acomodao da bengala longa -- 
bengala longa aberta apoiada em um canto.

 Fonte: Acervo pessoal.

<70>
 Figura 71. _`[no adaptada._`] 
  Acomodao da bengala longa -- 
<P>
  bengala longa aberta pendurada em cabide.

 Fonte: Acervo pessoal.

  Dobrada: Embaixo da cadeira, dentro da bolsa, dentro da mochila 
(saco plstico).

 Figura 72. _`[no adaptada._`] 
  Acomodao da bengala longa -- 
bengala longa fechada acomodada debaixo da coxa da pessoa com 
deficincia visual, sentada.

 Fonte: Acervo pessoal.
<R->

<71>
 3.8.10 Tipos de empunhaduras

  A empunhadura  a forma como a bengala longa  segurada. Esta pode
ser realizada de duas maneiras distintas:
<P>
  Empunhadura de lpis

  Essa empunhadura  menos utilizada na prtica diria, sendo aplicada
sempre nas tcnicas de subir escadas e deteco de meio-
 -fio. Os dedos 
indicador e polegar envolvem a bengala longa da mesma forma como 
seguramos um lpis.

<R+>
 Figura 73. _`[no adaptada._`] Tipos de empunhadura da bengala longa 
-- empunhadura de lpis.
<R->

 Fonte: Acervo pessoal.

  Empunhadura de toque

  Essa  a empunhadura mais utilizada, pois permite maior conforto, 
agilidade e firmeza durante o manuseio da bengala longa.
  A pessoa com deficincia visual deve apoiar na palma da mo o cabo 
da bengala longa. O dedo indicador fica sobre o corpo da bengala 
longa e os dedos polegar, mdio, anular e mnimo envolvem-na como um 
todo.

<72>
<R+>
 Figura 74. _`[no adaptada._`] Tipos de empunhadura da bengala longa 
-- empunhadura de toque com dorso da mo voltado para frente.

 Fonte: Acervo pessoal.

 Figura 75. _`[no adaptada._`] Tipos de empunhadura da bengala longa 
-- empunhadura de toque com dorso da mo virado para fora.

 Fonte: Acervo pessoal.
<R->

 3.9 Tcnica de bengala longa ou 
  de Hoover

  Esse conjunto de tcnicas tem esse nome devido a uma homenagem ao
primeiro-tenente e mdico oftalmologista do Valley Forge Hospital, 
Dr. Richard Hoover, que props estudar as dificuldades de locomoo 
dos ex-combatentes cegos de guerra. Ao estudar sobre a cegueira e a 
mecnica da marcha, Hoover criou um mtodo revolucionrio empregando 
um instrumento que lembrava um
<73>
basto, mas que possua funo, material e comprimento diferenciado. 
Na literatura, as tcnicas de bengala longa so chamadas tambm de 
Tcnicas de Hoover.

 3.9.1 Tcnica de varredura

  Essa tcnica proporciona  pessoa com deficincia visual uma 
explorao imediata e completa do solo na rea prxima ao seu corpo.
  A pessoa desliza a ponta da bengala longa para frente, que deve 
estar apoiada no cho, e retorna at a linha dos ps descrevendo 
semicrculos.

<R+>
 Figura 76. _`[no adaptada._`] Tcnica de bengala longa -- 
<P>
  tcnica de varredura -- pessoa com deficincia visual estica o brao  frente.

 Fonte: Acervo pessoal.

<74>
 Figura 77. _`[no adaptada._`] Tcnica de bengala longa -- tcnica 
de varredura -- pessoa com deficincia visual
desliza fazendo semicrculos at aproximar dos seus ps

 Fonte: Acervo pessoal.
<R->

 3.9.2 Deteco e explorao de 
  objetos com a bengala longa

  Ao tocar em algum objeto, a pessoa aproxima a bengala longa e a 
coloca na posio vertical (empunhadura de lpis) em relao a ele.
Sem perder o contato com o objeto, desliza a mo livre sobre o corpo 
da bengala longa at toc-lo e identific-lo. Essa 
<P>
 tcnica deve ser 
realizada, preferencialmente, com o dorso da mo para a explorao do 
objeto e associada  proteo superior.

<75> 
<R+>
 Figura 78. _`[no adaptada._`] Tcnica de bengala longa -- tcnica 
de deteco e explorao de objetos -- pessoa com deficincia visual 
detecta o objeto.

 Fonte: Acervo pessoal.

 Figura 79. _`[no adaptada._`] Tcnica de bengala longa -- tcnica 
de deteco e explorao de objetos -- pessoa com deficincia visual 
posiciona a bengala longa na vertical e desliza a mo por ela.

 Fonte: Acervo pessoal.

<76>
 Figura 80. _`[no adaptada._`] Tcnica de bengala longa -- tcnica 
de deteco e explo-
  rao de objetos -- pessoa com 
<P>
  deficincia visual 
com o dorso de uma das mos explora o objeto.

 Fonte: Acervo pessoal.

 OM Importante

 Para a segurana e orientao do aluno, ressaltamos que a explorao 
do objeto deve ser usada somente quando necessrio, e sempre que 
possvel, a pessoa com deficincia visual deve solicitar ajuda e 
utilizar essa tcnica com cautela.
<R->

 3.9.3 Tcnica de bengala longa 
  em diagonal

  A pessoa com deficincia visual deve segurar a bengala logo abaixo 
do cabo fazendo uso da empunhadura de lpis ou de toque. A bengala deve 
ficar na diagonal, logo  frente do corpo, e a mo da pessoa  altura 
da cintura.
  Essa tcnica pode ser utilizada para seguir uma linha guia. Nesse 
caso deve-se segurar a bengala longa do lado oposto  linha guia.
  Dependendo do piso, pode-se conduzir a bengala longa em deslize 
(mantendo-se a ponteira apoiada no cho) ou mant-la suspensa (no 
mais do que 3 cm) e tocar a ponteira no cho a cada 3 ou 4 passos.

<77>
<R+>
 Figura 81. _`[no adaptada._`] Tcnica de bengala longa em diagonal 
-- pessoa com deficincia visual apoia a ponteira na linha guia e 
segura com empunhadura de lpis um pouco abaixo do cabo/luva da 
bengala longa.

 Fonte: Acervo pessoal.

 Figura 82. _`[no adaptada._`] Tcnica de bengala longa em diagonal 
-- pessoa com deficincia visual apoia a ponteira na 
<P>
  linha guia e segura com empunhadura de toque um pouco abaixo do cabo/luva da
bengala longa.

 Fonte: Acervo pessoal.

<78>
 OM Importante

 Essa tcnica s  utilizada em ambientes internos, pois no garante 
a segurana da pessoa com deficincia visual e a deteco de obstculos do lado
oposto  linha guia.
<R->

 3.9.4 Tcnica de bengala longa 
  em lpis

  A pessoa com deficincia visual deve posicionar a bengala longa em 
frente ao seu corpo, na linha mdia e na posio vertical, erguendo a 
ponta da bengala longa a poucos centmetros do solo, realizando, 
esporadicamente, alguns toques no cho para verificar a distncia 
entre o solo e a ponta da bengala.

<R+>
 Figura 83. _`[no adaptada._`] Tcnica de bengala longa em lpis -- 
pessoa com deficincia visual segura a bengala longa na linha mdia 
do corpo e realiza pequenos toques no cho.

 Fonte: Acervo pessoal.

<79>
 OM Importante

 A empunhadura de lpis pode ser utilizada em ambientes internos e 
conhecidos pelo usurio devido ao pequeno alcance da bengala longa, 
dada a proximidade com o corpo da pessoa com deficincia visual. Ela 
tambm pode ser empregada todas as vezes que a pessoa estiver sendo 
conduzida por um guia vidente.

 Figura 84. _`[no adaptada._`] Tcnica de bengala longa em lpis -- 
pessoa com deficincia visual segura a bengala longa na 
<P>
  linha mdia do corpo e  conduzida por guia vidente.
<R->

 Fonte: Acervo pessoal.

 3.9.5 Rastreamento com tcnica 
  em diagonal

  A pessoa com deficincia visual se posiciona de frente para a 
direo desejada, paralelamente ao objeto a ser rastreado. Com a bengala
longa na tcnica em diagonal, a pessoa toca levemente a ponteira da 
bengala no objeto ou no ponto de convergncia do objeto com o solo 
(ex.: o rodap), evitando o afastamento do objeto rastreado para no 
perder o contato com ele.

<80>
<R+>
 Figura 85. _`[no adaptada._`] Tcnica de bengala longa -- 
rastreamento com tcnica em 
<P>
  diagonal -- ponteira tocando no objeto de
rastreio.

 Fonte: Acervo pessoal.

 Figura 86. _`[no adaptada._`] Tcnica de bengala longa -- 
rastreamento com tcnica em diagonal -- ponteira tocando no ponto 
convergente.
<R->

 Fonte: Acervo pessoal.

<81>
 3.9.6 Tcnica de toque

  Essa  a tcnica mais utilizada na locomoo da pessoa com 
deficincia visual. Nela ocorre a coordenao p/bengala, visando minimizar o
risco de acidentes pela deteco das informaes existentes no 
ambiente. A tcnica permite perceber diferentes tipos de pisos, 
texturas, mudanas de nvel, como escadas, rampas, meios-fios, bem 
como a antecipao dos objetos que esto abaixo da linha da cintura, 
como mveis, pias e elementos presentes nos ambientes externos, como 
postes, rvores, dentre outros.
  Fazendo uso da empunhadura de toque, a pessoa com deficincia visual
deve posicionar sua mo na direo da linha mdia (umbigo) e afastada 
dele, com o dorso da mo voltado para fora. A movimentao da bengala 
longa  determinada pela ao do punho, realizando um movimento em 
forma de semicrculo no cho, de um lado para outro do corpo, de modo 
que o toque da bengala longa no ultrapasse a linha dos ombros. Ao se 
deslocar, a ponteira no deve se elevar muito do solo. A pessoa com 
deficincia visual deve sempre tocar o solo com a bengala  sua 
frente e do lado oposto ao p do movimento. Assim, aps a varredura, 
a pessoa comea a andar alternando bengala e p. Caso a pessoa erre
o passo, deve continuar andando e tocar duas vezes a bengala 
<P>
 longa do mesmo lado para reorganizar a coordenao p/bengala.

<R+>
 Figura 87. _`[no adaptada._`] Tcnica de bengala longa -- tcnica 
de toque -- ponteira tocando o lado esquerdo e o p direito  frente.

 Fonte: Acervo pessoal.

<82>
 Figura 88. _`[no adaptada._`] Tcnica de bengala longa -- tcnica 
de toque -- ponteira tocando o lado direito e o p esquerdo  frente.
<R->

Fonte: Acervo pessoal.

 3.9.7 Tcnica de deslize

  A pessoa usa os mesmos procedimentos da tcnica de toque, mas mantm
a ponteira da bengala em contato permanente com o solo, deslizando-a 
para a esquerda e para a direita.

<R+>
 OM Importante

 Essa tcnica  mais utilizada em ambientes internos, por ter pisos 
mais regulares; j em ambientes externos, por ter como caractersticas 
mais depresses e irregularidades no piso,  mais funcional a tcnica 
do toque.
<R->

 3.9.8 Tcnicas de toque e 
  rastreio

  Essa tcnica se diferencia do toque pois a pessoa com deficincia 
visual se posiciona paralelamente ao objeto a ser rastreado, tomando 
uma linha de direo.  uma das tcnicas mais comuns por proporcionar 
maior segurana, uma vez que a pessoa com deficincia visual mantm o 
contato com a linha guia (objeto rastreado), permitindo a localizao 
de portas, entradas e objetos que estejam prximos  linha guia.

<83>
<R+>
 Figura 89. _`[no adaptada._`] Tcnica de bengala longa -- tcnica 
de toque e rastreio -- pessoa com deficincia visual localiza uma 
porta.
<R->

 Fonte: Acervo pessoal.

 3.9.9 Tcnica de toque e 
  deslize

  Essa tcnica  utilizada para encontrar uma pista no solo, da qual 
a pessoa com deficincia visual tem um conhecimento prvio.
  A pessoa faz um toque de cada lado, como na tcnica de toque, em 
seguida faz um deslize no centro, entre os dois pontos onde tocou, 
voltando a tocar aps o deslize no lado que tocou pela ltima vez.

<R+>
 Figura 90. _`[no adaptada._`] Tcnica de bengala longa -- tcnica 
de toque e deslize -- 
<P>
  evidenciando a coordenao p-bengala.

 Fonte: Acervo pessoal.

<84>
 Figura 91. _`[no adaptada._`] Tcnica de bengala longa -- tcnica 
de toque e deslize -- evidenciando a coordenao p-bengala.

 Fonte: Acervo pessoal.

 Figura 92. _`[no adaptada._`] Tcnica de bengala longa -- tcnica 
de toque e deslize -- evidenciando deslize no centro (linha mdia do 
corpo).
<R->

 Fonte: Acervo pessoal.

               xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxo

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