Pará
A Teia Estadual dos Pontos e Pontões de Cultura do Pará, realizada entre os dias 16 e 18 de janeiro, em Belém, teve como tema “Cultura Viva, Cidadania Climática e Mobilização Social”. As atividades foram no Parque da Cidade, palco da COP30, a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima.
A programação contou com rodas de debates simultâneas, que abordaram assuntos como a relação entre as políticas Cultura Viva e Aldir Blanc; a PNCV como eixo estratégico do Plano Nacional de Cultura; o Projeto de Lei da Política Paraense Cultura Viva (PPVC) e a transversalidade, pluralidade e diversidade dos Pontos de Cultura do Pará.
Já as apresentações culturais e mostras artísticas ficaram por conta da Orquestra Jovem da Amazônia, do Ponto de Cultura Iaçá, do Cordão de Pássaro Colibri de Outeiro, do Grupo Acena, com o Coletivo Tamborimbó, do Grupo Folclórico Os Arucarás (dança verequete e carimbó), do Ponto de Cultura Boi Bumbá Flor do Campo, do Ponto de Cultura Palhaços Trovadores (Espetáculo Mulher Calada) e do Ponto de Cultura Sereias do Mar.
Um dos principais encaminhamentos do evento foi a eleição da delegação do Pará para a Teia Nacional Cultura Viva, composta por 30 delegados e delegadas, com garantia de cotas de políticas afirmativas e distribuição equitativa entre as regiões do estado. Também foi realizada a eleição dos 14 novos representantes (titulares e suplentes) da Comissão Paraense de Pontos e Pontões de Cultura, instância de articulação e diálogo com o poder público. Essas atividades fizeram parte do IV Fórum Paraense de Pontos e Pontões de Cultura, realizado dentro da programação da Teia.
Teia Pará 2026 - Cultura Viva, Cidadania Climática e Mobilização Social / IV Fórum Paraense de Pontos e Pontões de Cultura
Onde: Belém - Parque da Cidade
Quando: 16 e 18 de janeiro de 2026
Quantas pessoas inscritas: 113 delegados inscritos e 80 ouvintes
Quem realizou o encontro: Secretaria de Cultura do Estado do Pará, Comissão Paraense de Pontos e Pontões de Cultura, Conselho Estadual de Cultura, Pontão de Formação e Educação Cultural Matrizes Amazônicas, Pontão de Cultura Associação Musical da Amazônia, Rede Ajuricaba e Pontão Ninho do Colibri.
Representantes do MinC presentes: Leandro Anton, coordenador-geral de Articulação da Cultura Viva, e Sandra Cipriano, coordenadora-geral de Culturas Tradicionais e Populares

- Fotos: Pontão Matrizes Amazônicas
Delegação eleita para a 6ª Teia Nacional:
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Dulcideia Conceição Palheta - Ponto de Cultura Iaçá (Belém)
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Eduardo Nazaré Vieira Pereira - Associação Balé Folclórico da Amazônia Brasil (Belém)
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Domingos Ramos Jorge Salles - Pontão de Cultura AMA (Belém)
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Cláudia Maria dos Santos Peniche - Ponto de Cultura Canto do Uirapuru (Belém)
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Lorena Nunes de Araújo - Panã Panã Avoá da Terra Firme (Belém )
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Naiara Jaques de Almeida - Coletivo de Ativismo Indígena da Região Metropolitana de Belém -Tekó (Ananindeua)
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Vitor Samuel Pereira de Moraes - Ponto de Cultura Agência VP (Belém)
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Aline Vieira - Casa Preta Amazônia (Belém)
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Laurene Costa Ataíde - Pontão de Cultura Ninho do Colibri (Belém)
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Maria de Nazaré Alvino - Associação de Mulheres Empreendedoras de Floresta do
Araguaia (Floresta do Araguaia)
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Fábio de Oliveira Barbosa - Puxirum Criativo (Santarém)
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Raphael Lukas Ferreira Ribeiro - Instituto Território das Artes (Santarém)
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Marlena Pinheiro Soares - Instituto Regatão Amazônia (Santarém)
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Joyce Kelly Viana da Silva - Instituto Sociocultural Obasyle (Santarém)
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Jairon Barbosa Gomes - Associação dos Artistas Plásticos de Marabá (Marabá)
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Ivanildo Ferreira de Oliveira - CasaLab Hub Criativo (Parauapebas)
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Rebecca Máxima de Souza Lopes - Instituto de Desenvolvimento Social Coração Valente (Parauapebas)
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Deize Almeida Botelho - Pontão de Formação e Educação Cultural Matrizes Amazônicas (Marabá)
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Ivan Carlos Farias Sarmento - Ponto de Cultura Vaca Velha (São Caetano de Odivelas)
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Tatiane de Sousa Araújo - Associação Cultural Pequena Dama (Breu Branco)
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Gleldson Feitosa Santa Rosa - Boi Bumbá Luz do Luar (Tucuruí)
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Geidson Castro Valente - Grupo Folclórico Topa Tudo (Tucuruí)
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Rosemary Marvão - Associação dos Artistas Plásticos (Salinópolis)
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Jhone Matos da Silva - Filhos do Gurupi (Ulianópolis)
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Darcielly da Silva Cardoso - Malungo Centro de Capoeira Angola (Coletivo Cametá)
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Admilton Ribeiro Lima - Grupo Miriã (Acará)
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Joana Rita Abreu da Silva Fagundes - Instituto de Tradições Culturais Nina Abreu (Abaetetuba)
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Patrícia Simonely Costa - Maravaia da Diversidade (Altamira)
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Josivaldo Barbosa Ribeiro - Empreendedoras da Floresta (Afuá)
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Andra Lúcia Chaves Ataíde - Coletivo Mamorana (Afuá)
Propostas aprovadas no fórum estadual:
Tema central: Pontos de Cultura pela Justiça Climática
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Desburocratizar e implementar linhas de financiamento e fomento permanentes, indicando percentuais nas leis de incentivo fiscal para projetos culturais de base comunitária, visando garantir a sustentabilidade socioambiental.
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Encontrar mecanismos para implantação de energias renováveis aos Pontos e Pontões.
Eixo 1 – Plano Nacional de Cultura Viva para os próximos 10 anos
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Formação de Gestão Cultural, mentorias e assessorias continuadas para os fazedores e fazedoras de cultura, em âmbitos estadual e municipal, para fortalecimento territorial, letramento sociopolítico, sociodigital e educação para a liberdade.
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Programa de formação de pessoas indígenas em contexto urbano e nos territórios indígenas, quilombolas, ribeirinhos, povos de terreiro, bem como todas as comunidades tradicionais para atuar na PNCV.
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Criar o GT Participação Social com intuito de dar continuidade a construção do debate participativo e permanente.
Eixo 2 – Governança da Política Nacional de Cultura Viva
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Constituir a CNPdC como Conselho Nacional de Pontos e Pontões de Cultura, que deve assumir a cogestão estratégica da Política de Cultura Viva. Com isso, tendo mecanismos de controle, transparência e monitoramento da PNCV.
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Sistema de Cadastro Único Nacional dos pontos e pontões através de plataforma do governo federal, gestão de fomento por entes federados.
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Criar mecanismos de diálogo entre agentes, pontos, pontões e comitês de cultura utilizando linguagens acessíveis para facilitar a comunicação com a sociedade civil.
Eixo 3 – Cultura Viva, Trabalho e Sustentabilidade da Criação Artística
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Reformular a MEI tradicional, incorporando a categoria MEI cultural/Estatuto das Trabalhadora e Trabalhadores da Cultura com o teto de faturamento ampliado, CNAEs específicos da cultura (comunitária, tradicional, popular e criativa), e reconhecimento formal como trabalhadora e trabalhador da cultura nas políticas públicas, considerando a sazonalidade do trabalho cultural.
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Instituir políticas públicas permanentes que apoiem a comercialização contínua de produtos e serviços dos Pontos e Pontões de Cultura e criem programas de compras públicas com prioridade e cotas para os Pontos e Pontões, permitindo nos editais o uso de recursos para circulação, feiras, formação, logística, divulgação e plataformas de venda, garantindo geração de renda coletiva e sustentabilidade econômica.
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Instituir políticas públicas permanentes que garantam, por meio da gestão compartilhada, entre Pontos e Pontões de Cultura, poder público (União, estados e municípios) e instâncias da Cultura Viva, a democratização do uso de equipamentos públicos como espaços culturais comunitários permanentes, reconhecendo-os como referências territoriais e assegurando infraestrutura mínima, acessibilidade e continuidade das ações culturais.
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