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Em nova Nota Técnica, Cemaden alerta para aumento de ondas de calor no Brasil nas últimas décadas e possíveis impactos do El Niño
O Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) publica hoje (22/5) uma nova Nota Técnica (nº 645/2026) que demonstra o aumento contínuo na frequência de ondas de calor no Brasil nas últimas quatro décadas. O documento destaca que a ocorrência desses eventos extremos tem se intensificado em todos os estados brasileiros desde o início dos anos 2000 e tende a se agravar em anos de El Niño, como o esperado para o biênio 2026-2027.
Historicamente, o Brasil apresenta uma média de 8 a 14 ondas de calor por ano, com destaque para as regiões Sul e Sudeste. Contudo, dados recentes mostram o crescimento das ocorrências em todos os estados, especialmente os das regiões Norte e Nordeste. Além disso, os anos de 2023, 2024 e 2025 foram os mais quentes já registrados globalmente e com os maiores quantitativos de ondas de calor no Brasil. Em 2024, por exemplo, Amapá atingiu o recorde de 31 ondas de calor em um único ano. Outros recordes incluem o Distrito Federal, com 28 ondas em 2019, e o Mato Grosso do Sul, que detém a maior média histórica nacional, com 14,3 eventos anuais desse tipo entre 1979 e 2025.
O estudo utiliza a definição da Organização Meteorológica Mundial (WMO), que classifica um evento como onda de calor quando a temperatura máxima chega ao patamar dos 10% de registros mais elevados na média de 30 anos de dados (neste caso, de 1991 a 2020) por ao menos três dias consecutivos. A base de dados de temperaturas para a análise provém do Global Unified Temperature, com dados de estações meteorológicas de toda a América do Sul.
As notas técnicas anteriores sobre o El Niño 2026/2027 podem ser consultadas nos seguintes links: