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Fundação Casa de Rui Barbosa promove II Seminário Internacional sobre Cultura Viva Comunitária durante a Teia Nacional dos Pontos de Cultura
A Fundação Casa de Rui Barbosa integra a programação da 6ª Teia Nacional dos Pontos de Cultura, realizada entre os dias 19 e 24 de maio, em Aracruz, promovendo o II Seminário Internacional “Cultura Viva Comunitária: Uma Escola Latino-americana de Políticas Culturais”. O encontro acontece nos dias 21 e 23 de maio, no SESC Aracruz, reunindo gestores públicos, pesquisadores, ativistas, lideranças comunitárias, representantes de Pontos de Cultura e articuladores culturais de diferentes países da América Latina e Ibero-América.
Promovida pelo Ministério da Cultura, a Teia Nacional é o principal encontro da rede Cultura Viva no país e reúne Pontos e Pontões de Cultura de todas as regiões brasileiras. Com o tema “Pontos de Cultura para a Justiça Climática”, a edição de 2026 propõe reflexões sobre meio ambiente, bem viver e o papel estratégico das iniciativas culturais comunitárias diante da emergência climática.
Realizada no contexto da Teia Nacional, a iniciativa dá continuidade ao percurso internacional iniciado em abril de 2025, na Cidade do México, durante o “Seminário Internacional Cultura Viva Comunitária: uma escola latino-americana de políticas culturais”.
“Essa segunda edição representa a continuidade de um processo internacional de articulação entre redes, movimentos culturais, pesquisadores, gestores públicos e experiências comunitárias de diferentes países da América Latina. A partir da experiência iniciada no México, buscamos consolidar um espaço permanente de intercâmbio e formulação política sobre Cultura Viva Comunitária, fortalecendo a integração e o reconhecimento da cultura de base comunitária como dimensão estratégica para a democracia, para a soberania cultural e para o futuro das políticas culturais no continente”, afirma o presidente da Fundação Casa de Rui Barbosa, Alexandre Santini.
A nova edição amplia o diálogo entre experiências culturais comunitárias, redes de cooperação internacional e políticas públicas construídas a partir dos territórios latino-americanos.
A proposta consolida um espaço internacional permanente de reflexão, intercâmbio e formulação política em torno da Cultura Viva Comunitária, fortalecendo a integração entre governos, movimentos culturais, universidades, redes de gestão cultural e organizações comunitárias do continente. O seminário também aprofunda os debates sobre o papel estratégico da cultura diante das crises globais, da emergência climática e das disputas contemporâneas em torno da soberania cultural, ambiental e tecnológica.
A programação integra representantes do Brasil, Argentina, Colômbia, Espanha e outros países ibero-americanos, em um movimento que reafirma a Cultura Viva Comunitária como uma das principais experiências político-culturais da América Latina nas últimas duas décadas.
Ao longo de seus 15 anos, o movimento se consolidou como uma ampla rede de articulação cultural capilarizada em diferentes territórios do continente, inspirando políticas públicas em países como Argentina, Colômbia, Uruguai, Paraguai, Peru, Equador, Costa Rica, Chile, México e Espanha. No Brasil, a Política Nacional Cultura Viva e os Pontos de Cultura se tornaram referências internacionais na formulação de políticas culturais baseadas na autonomia, no protagonismo social e na potência das comunidades organizadas em torno da cultura.
Outro destaque da programação é a realização da reunião do Laboratório Nômade, plataforma regional de pensamento crítico e ação coletiva promovida pela RGC – Redes de Gestão Cultural, pela Trànsit Projectes e pelo Instituto Latino-Americano de Cultura Viva Comunitária. A atividade acontece em formato híbrido e conecta Pontos de Cultura do Brasil a ativistas, pesquisadores e gestores culturais de diferentes países da Ibero-América.
O Laboratório reúne atualmente mais de 60 participantes de 13 países e busca construir contribuições para uma agenda internacional voltada à justiça climática, soberania digital, cooperação cultural regional e fortalecimento das culturas como bens comuns e direitos fundamentais. Entre os objetivos do grupo estão a incidência nos debates da conferência mundial Mondiacult 2025 e na atualização da Carta Cultural Ibero-americana, que completa 20 anos em 2026.
A participação da Fundação Casa de Rui Barbosa na Teia Nacional reforça o compromisso institucional com a produção de conhecimento em políticas culturais, a cooperação internacional e o fortalecimento das redes de cultura de base comunitária como dimensão estratégica para a democracia, a diversidade cultural e o bem viver na América Latina.
Além do seminário internacional, a Fundação também participa, na quarta-feira, 20 de maio, do eixo “Cultura Viva Educativa – Ensino, pesquisa e extensão na cultura de base comunitária”, na mesa “Cooperação internacional da Cultura Viva Educativa”, realizada no SESC Praia Formosa. A agenda reúne debates sobre cooperação internacional, direitos culturais, valorização de mestras e mestres, além de pesquisa, monitoramento e avaliação da Cultura Viva.
Na atividade, Alexandre Santini participa da mesa “Cooperação internacional da Cultura Viva Educativa”, ao lado de Diego Benhabib, do Programa IberCultura Viva; Joe Giménez, da Rede Educativa IberCultura Viva; e Franco Rizzi, da FLACSO Argentina, em debate mediado por Giselle Dupin.
A realização do II Seminário Internacional “Cultura Viva Comunitária: Uma Escola Latino-americana de Políticas Culturais” é uma realização da Fundação Casa de Rui Barbosa (MinC) e do Instituto Latino-Americano de Cultura Viva Comunitária (ILACVC) em parceria com o Programa IberCultura Viva, da RGC – Redes de Gestão Cultural, da Trànsit Projectes, e de redes, movimentos e organizações culturais comunitárias da América Latina e da Ibero-América.
Programação
II Seminário Internacional “Cultura Viva Comunitária: Uma Escola Latino-americana de Políticas Culturais”
Quinta-feira, 21 de maio
Salão Vila Velha – SESC Aracruz
14h às 16h | Painel 1 – Uma Escola Latino-Americana de Políticas Culturais: Cultura Viva Comunitária e a formação em gestão cultural
O debate aborda os processos de formação, pesquisa e produção de conhecimentos construídos nas últimas duas décadas a partir dos novos paradigmas de políticas culturais desenvolvidos na América Latina, tendo a Cultura Viva Comunitária como uma de suas principais referências.
Participam Márcia Rollemberg, secretária de Cidadania e Diversidade Cultural do Ministério da Cultura e presidenta do Programa IberCultura Viva; Angel Mestres, da Trànsit Projectes, de Barcelona; Emiliano Fuentes Firmani, da Redes de Gestión Cultural (Argentina); Flor Minici, secretária técnica do IberCultura Viva; Deborah Rebello Lima, do Consórcio Universitário Cultura Viva; Susana Kaingang, do Ponto de Cultura Kanhgág Jãre; e Silvany Euclênio, do Pensar Africanamente. A mediação será de Marcelo das Histórias.
16h às 18h | Painel 2 – Cultura Viva Comunitária: todas as vozes pela unidade latino-americana
A atividade propõe reflexões sobre o papel da Cultura Viva Comunitária diante de um cenário global marcado por crises, guerras híbridas e ataques à soberania dos territórios. O debate reúne experiências de organização comunitária e políticas culturais desenvolvidas em cidades e países latino-americanos.
Participam Jandira Feghali; João Pontes, diretor da Política Nacional Cultura Viva; Fabrício Noronha, secretário de Cultura do Espírito Santo; Lucenith Castillo, do Movimento de Cultura Viva Comunitária da Colômbia; Eduardo Balán, do El Culebrón Timbal, da Argentina; Vicenta Moreno, diretora de Fomento Regional do Ministério da Cultura da Colômbia; e Alessandra Ribeiro, do Ponto de Cultura Fazenda Roseira. A moderação será de Alexandre Santini, presidente da Fundação Casa de Rui Barbosa.
Sábado, 23 de maio
Salão Vila Velha – SESC Aracruz
11h às 13h30 | Laboratório Nômade – Contribuições da Cultura Viva para o Manifesto do Laboratório Nômade: Pontos de Cultura, justiça climática e soberania digital
A atividade autogestionada, realizada em formato híbrido, promove o diálogo entre integrantes do Laboratório Nômade, Pontos de Cultura, governos locais e representantes de redes culturais latino-americanas para construir contribuições voltadas à justiça climática, soberania digital e fortalecimento das culturas como bens comuns.
A programação inclui apresentação do Manifesto do Laboratório Nômade, com participação de Fabrício Noronha, secretário de Cultura do Espírito Santo; Ivana Bentes, pró-reitora de Extensão da UFRJ; Angel Mestres, da Trànsit Projectes; e Alexandre Santini, presidente da Fundação Casa de Rui Barbosa.
Também participam dos debates Marcelo das Histórias, do Instituto Latino-Americano de Promoção da Cultura Viva Comunitária; Eduardo Balán, do El Culebrón Timbal, da Argentina; Susana Kaingang, do Ponto de Cultura Kanhgág Jãre; e Talles Lopes, da Mídia Ninja. A mediação será de Emiliano Fuentes Firmani, da RGC – Redes de Gestão Cultural, da Argentina.