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Sudam, em parceria com o PNUD, lança estratégia de fortalecimento dos APLs da Amazônia
A Superintendência do Desenvolvimento da Amazônia (Sudam), em parceria com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), apresentou, no dia 11 de junho, ao setor produtivo, cooperativas, pesquisadores, gestores públicos e organizações da sociedade civil uma iniciativa que visa construir uma estratégia para fomentar e fortalecer os Arranjos Produtivos Locais (APLs) e da sociobiodiversidade nos estados que compõem a Amazônia Legal.
O projeto identificará os arranjos produtivos com maior potencial econômico, social e ambiental, além de propor soluções para desafios enfrentados pelos produtores, que vão desde dificuldades logísticas à falta de assistência técnica.
A apresentação da estratégia marca a segunda etapa do projeto. A primeira consistiu em um diagnóstico que mapeou os principais arranjos produtivos da sociobiodiversidade e os desafios na Amazônia. A próxima etapa será de escuta e construção coletiva, envolvendo produtores, cooperativas, associações, instituições de pesquisa e demais atores que integram as cadeias produtivas.
O produtor de açaí na região das ilhas de Abaetetuba Pedro Furtado, que participou do evento, afirma que a estratégia pode fortalecer a integração entre os diferentes elos da cadeia produtiva e gerar resultados concretos para quem atua diretamente na produção. Para ele, a iniciativa chega em um momento importante para aproximar produtores, técnicos e instituições que atuam na sociobiodiversidade amazônica.
Furtado aponta como principal demanda a ampliação da assistência técnica permanente nas comunidades ribeirinhas. “Muitas vezes a assistência acontece de forma pontual e não tem continuidade. Acreditamos que, com esse novo modelo, teremos um acompanhamento mais prolongado e efetivo”.
A mesma expectativa é compartilhada por Mairna Costa Dias, responsável pela área de sustentabilidade da Federação das Cooperativas da Agricultura Familiar do Baixo Tocantins. Ela avalia que a iniciativa pode contribuir para superar gargalos históricos enfrentados pelas cooperativas. “Vai ajudar porque muitos dos desafios que enfrentamos podem ser resolvidos por meio do diálogo e das parcerias. Temos trabalhado junto às universidades e centros de pesquisas para buscar soluções e acreditamos que essa estratégia pode fortalecer ainda mais esse caminho”.
Para o coordenador geral de Desenvolvimento Sustentável da Sudam, Henrique Sauma, o projeto representa um esforço de articulação coletiva para promover o desenvolvimento regional. “A Sudam cumpre sua função de conectar atores e construir soluções conjuntas. Em uma região com as dimensões da Amazônia, ninguém consegue avançar sozinho. Quanto mais alinhados estiverem sociedade civil, governos e instituições, maiores serão as chances de transformar essa estratégia em resultados concretos”.
Nos próximos meses, a iniciativa avançará para a definição de prioridades, metas, indicadores e instrumentos de apoio aos APLs. Também serão elaboradas propostas de governança, monitoramento e financiamento, além da realização de consulta pública para incorporar contribuições de representantes dos diferentes territórios amazônicos. A expectativa é que a estratégia contribua para elevar o nível de organização e competitividade dos principais APLs da sociobiodiversidade, fortalecendo a geração de renda, a inclusão social e a conservação ambiental nos nove estados da Amazônia Legal.