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ANSN participa de debate com imprensa internacional sobre transição energética e energia nuclear
Facure: "Transição energética não será construída com uma única tecnologia, mas com uma matriz diversificada, segura e baseada em evidências"
O diretor-presidente da Autoridade Nacional de Segurança Nuclear (ANSN), Alessandro Facure, participará, nesta sexta-feira (3), do Encontro com a Imprensa Internacional, promovido pela Associação de Imprensa Estrangeira (AIE Brasil). O evento reunirá representantes do governo, do setor produtivo e especialistas para discutir os desafios da transição energética e a contribuição da energia nuclear para o desenvolvimento sustentável do país.
Facure integrará o painel "Transição Energética e Energia Nuclear", ao lado do secretário especial do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), Roberto Garibe, e de Christiano Brandão, representante do Consórcio Santa Quitéria. O debate será mediado por jornalistas da imprensa internacional credenciados no Brasil.
A iniciativa faz parte da série Encontros com a Imprensa Internacional, promovida pela AIE com o objetivo de aproximar correspondentes estrangeiros dos principais temas estratégicos do país, ampliando a compreensão internacional sobre questões relacionadas ao desenvolvimento econômico, infraestrutura, sustentabilidade e políticas públicas.
Na avaliação do presidente da AIE Brasil, Sergio Caringi, o momento exige uma discussão qualificada sobre o papel da energia nuclear no cenário global.
"Em um cenário marcado por desafios geopolíticos, segurança energética e descarbonização, a energia nuclear ganha importância como fonte estável e de baixa emissão de carbono, complementando a expansão da energia eólica e solar. O encontro reforça o compromisso da AIE em promover debates qualificados sobre temas de interesse nacional e de relevância para a comunidade internacional", afirmou.
Alessandro Facure destacou que a transição energética exige uma visão integrada, baseada na complementaridade entre diferentes fontes de energia e sustentada por instituições regulatórias sólidas. Segundo o diretor-presidente da ANSN, a energia nuclear ocupa uma posição estratégica nesse cenário por oferecer geração contínua, baixa emissão de carbono e segurança energética, contribuindo para a expansão das fontes renováveis intermitentes.
"A transição energética não será construída com uma única tecnologia, mas com uma matriz diversificada, segura e baseada em evidências. Para que esse potencial se concretize, é indispensável contar com uma regulação técnica, independente e previsível, capaz de assegurar os mais elevados padrões de segurança e fortalecer a confiança da sociedade", afirmou.
Facure acrescenta que a criação da ANSN "representa justamente esse compromisso do Estado brasileiro com uma governança regulatória moderna, transparente e alinhada às melhores práticas internacionais".