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COOPERAÇÃO INTERNACIONAL
ANSN projeta novos acordos bilaterais após participação na Conferência Geral da AIEA
Na avaliação de Alessandro Facure, encontros bilaterais abriram caminho para Memorandos de Entendimento e começaram a inserir a ANSN no cenário internacional.
O diretor-presidente da Autoridade Nacional de Segurança Nuclear (ANSN), Alessandro Facure, avaliou como “muito proveitosa” a participação da delegação brasileira na 69ª Conferência Geral da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), realizada em Viena, Áustria, entre 15 e 19 de setembro.
Segundo Facure, o principal objetivo da presença da ANSN foi apresentar oficialmente a nova autoridade reguladora ao mundo, visando consolidar a credibilidade e a imagem do Brasil no campo nuclear. “Tive a oportunidade de comunicar pessoalmente ao diretor-geral da AIEA, Rafael Grossi, que o Brasil deu este passo histórico ao criar um órgão regulador independente. Isso imediatamente muda a perspectiva internacional em relação ao País”, afirmou.
A delegação da ANSN contou também com os diretores Ailton Fernando Dias (Instalações Nucleares e Salvaguardas) e Lorena Pozzo (Instalações Radioativas e Controle), além da coordenadora-Geral de Relações Internacionais, Viviane Simões, e do chefe de Gabinete, Ricardo Guterres.
Ao longo da Conferência, o grupo reuniu-se com diferentes vice-diretores-gerais da AIEA, incluindo os responsáveis por Segurança Nuclear e Salvaguardas, além do próprio Grossi. Facure destacou ainda as reuniões bilaterais com China, França, Estados Unidos e Espanha, que abriram caminho para futuros Memorandos de Entendimento e acordos de cooperação. “Foram encontros estratégicos que devem gerar desdobramentos concretos em benefício da regulação nuclear brasileira”, observou.
Na avaliação do diretor-presidente, os próximos passos incluem a elaboração de um relatório consolidando os resultados da participação. “Esse documento será divulgado a todos e servirá de base para um acompanhamento aberto e transparente dessa agenda internacional, garantindo que os avanços se traduzam em benefícios para os servidores e para a atuação regulatória brasileira”, concluiu.