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ANSN participa de reunião na AMAZUL sobre projeto de microrreator nuclear brasileiro
Equipe técnica da ANSN na Amazul, para reunião do projeto do microrreator nuclear brasileiro - Foto: Ana Paula Artaxo/ANSN
A Autoridade Nacional de Segurança Nuclear (ANSN) participou, no dia 6 de outubro, em São Paulo, de uma reunião promovida pela AMAZUL, que marcou o início do processo de licenciamento do projeto de desenvolvimento e teste de tecnologias nacionais para microrreatores nucleares (MRN).
O coordenador-geral de Reatores da ANSN, Daniel Palma, destacou a importância desse tipo de reunião de harmonização ainda em uma fase pré-licenciamento: “Nessa reunião com a AMAZUL foi possível conhecer as intenções do operador, sanar dúvidas, alinhar expectativas e pactuar as fases do rito de licenciamento conforme as normas vigentes, aplicando uma abordagem gradual, de acordo com o tipo de empreendimento proposto”, afirmou.
O projeto, intitulado “Arranjo Experimental de Unidade Crítica para o Desenvolvimento de Tecnologias para o Microrreator Nuclear Brasileiro”, foi apresentado por Adolfo Braid, diretor-executivo da Terminus Pesquisa e Desenvolvimento em Energia, que atua como coexecutora da iniciativa.
A empresa proponente é a Diamante Geração de Energia, tendo como parceiras de execução as Indústrias Nucleares do Brasil (INB) e a própria Terminus.
A iniciativa prevê a construção de uma Unidade Crítica — modelo reduzido de reator nuclear — a ser instalada no prédio que abriga o reator Argonauta, no Instituto de Engenharia Nuclear (IEN/CNEN), localizado no campus da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).
Solução inovadora para a geração de energia elétrica limpa e segura, o microrreator nuclear é modular e transportável, podendo fornecer energia a pequenas cidades, hospitais, indústrias e regiões isoladas.
Com orçamento de R$ 50 milhões — dos quais R$ 30 milhões são provenientes da Finep —, o projeto foi contemplado no programa Finep Mais Inovação, na categoria Energias Renováveis/Sustentáveis, voltada ao fomento de soluções de baixo carbono.
O material apresentado trouxe uma visão abrangente sobre a abordagem científica e os desafios tecnológicos envolvidos no desenvolvimento do microrreator nacional.
A chefe da Divisão de Avaliação de Segurança da ANSN, Nelbia Lapa, e o chefe da Divisão de Engenharia Nuclear (DINUC) do IEN/CNEN, Francisco José de Oliveira Ferreira, levantaram questões técnicas sobre o projeto, que foram esclarecidas durante a reunião pelos representantes da Terminus.
“O acompanhamento do projeto desde seu início de desenvolvimento permite um processo regulatório de acompanhamento do atendimento dos requisitos de segurança exigidos para uma instalação nuclear”, ressaltou Nelbia.
Durante o encontro, a equipe da ANSN ressaltou a importância da iniciativa da AMAZUL em envolver o órgão regulador desde as etapas iniciais do desenvolvimento. A reunião contou com a presença de profissionais da Gerência Técnica, da Gerência de Gestão do Conhecimento e do diretor-presidente da AMAZUL, Newton Costa, além de representantes da Universidade Federal do ABC (UFABC).
Integram o consórcio AMAZUL, UFABC, a Universidade Federal do Ceará (UFC), a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), a Diretoria de Desenvolvimento Nuclear da Marinha (DDNM), o Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (IPEN/CNEN) e o Instituto Nacional de Telecomunicações (INATEL).