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Parceria entre Inmetro e Parque Científico e Tecnológico do Sul da Bahia busca combater o comércio ilegal de pau-brasil
Um acordo entre o Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro) e o Parque Científico e Tecnológico do Sul da Bahia visa o desenvolvimento de uma ferramenta científica para identificar a origem da madeira de pau-brasil. A proposta utiliza a técnica de quimiotipagem por espectrometria de massas, já implementada pelo Inmetro para identificação de espécies madeireiras.
O acordo está inserido no âmbito do Programa de Pesquisa e Desenvolvimento em Silvicultura de Espécies Nativas (PP&D-SEN), iniciativa da Coalizão Brasil Clima, Florestas e Agricultura para alavancar a atividade no país. O projeto conta com apoio do Bezos Earth Fund.
Explorado intensamente desde o período colonial, o pau-brasil está atualmente classificado como Em Perigo de Extinção (EN) tanto no Brasil (pelo Ministério do Meio Ambiente) quanto internacionalmente (pela International Union for Conservation of Nature). A espécie também integra o Anexo II da Convenção sobre o Comércio Internacional de Espécies da Flora e Fauna Ameaçadas de Extinção (Cites). Mesmo com sua comercialização limitada ao cultivo legal, ainda são comuns os casos de madeira nativa sendo vendida como se fosse proveniente de plantios. Atualmente, a espécie ainda sofre grande pressão internacional, principalmente para a produção de arcos de violino de alta qualidade.
Para fortalecer a fiscalização, o projeto pretende desenvolver um método capaz de diferenciar a madeira de pau-brasil nativo da plantada, contribuindo com a rastreabilidade da cadeia produtiva e o combate ao comércio ilegal.
Sobre o acordo
Com duração prevista de 30 meses, a iniciativa inclui etapas como coleta de amostras e análises laboratoriais, gerando também dissertações de mestrado e doutorado, além de produtos tecnológicos. O projeto conta ainda com a colaboração do Jardim Botânico do Rio de Janeiro (JBRJ) e outras Xilotecas brasileiras.