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Inmetro participa de debate sobre inteligência artificial e inovação em saúde no Rio de Janeiro
Os desafios para avaliar a confiabilidade da inteligência artificial na saúde marcaram a participação do Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro) no ConvergeLab Open Health Summit 2026, realizado nos dias 22 e 23 de outubro, no Rio de Janeiro. O encontro reuniu representantes da indústria farmacêutica, da ciência, de empresas de tecnologia, do governo e de investidores para discutir inovação no setor.
O coordenador do Centro de Inteligência Artificial (CIAI) do Inmetro, Charles Prado, representou o Instituto na programação dedicada à inteligência artificial confiável e à qualidade dos dados. No dia 23, apresentou a palestra “Podemos confiar na IA em saúde? O papel da qualidade de dados e da metrologia”.
Durante a apresentação, Charles destacou que a confiança nessas tecnologias depende de evidências, testes e métodos de avaliação. Segundo o pesquisador, a metrologia, ciência das medições, contribui para verificar o desempenho dos sistemas e identificar limitações que podem afetar seu uso na análise de exames e no desenvolvimento de medicamentos.
“A gente não confia só porque a gente assume que é confiável. A gente vai procurar sempre evidências para isso”, afirmou. O pesquisador explicou que esse trabalho envolve criar protocolos de avaliação e estabelecer parâmetros para verificar os resultados produzidos pela inteligência artificial.
Prado também ressaltou que um bom desempenho durante o treinamento de um sistema não significa que ele responderá da mesma forma em todas as situações. A qualidade e a diversidade das informações utilizadas precisam ser consideradas para que a tecnologia possa ser avaliada de acordo com sua aplicação.
Como exemplos da atuação do Inmetro, o coordenador citou trabalhos em cooperação com institutos de metrologia da Alemanha e dos Estados Unidos. As iniciativas incluem estudos sobre dados de eletrocardiogramas e avaliação de soluções de IA utilizadas na reconstrução de imagens de ressonância magnética.
A programação do ConvergeLab Open Health Summit discutiu ainda a proteção de informações sensíveis, o compartilhamento de infraestrutura científica e novas formas de colaboração entre instituições de pesquisa e empresas. O debate teve como eixo ampliar o uso da inteligência artificial e dos dados na inovação em saúde, preservando a privacidade, a segurança e a propriedade intelectual.