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Hidrogênio: energia viável
O pesquisador do Inmetro Sérgio Pinheiro de Oliveira, da Divisão de Metrologia Mecânica (Dimec), da Diretoria de Metrologia Científica e Industrial (Dimci), fez parte da delegação brasileira que compareceu à 4a reunião do Comitê de Implementação e Ligação (Implementation and Liaison Committee - ILC) da Parceria Internacional para a Economia do Hidrogênio (International Partnership for the Hydrogen Economy - IPHE), que ocorreu na cidade do Rio de Janeiro.
O IPHE é formado por Brasil, União Européia e mais 15 países, tendo como objetivo a discussão, o desenvolvimento de projetos técnico-científicos conjuntos, a implantação de projetos demonstrativos e a criação de um mercado produtor/consumidor de produtos, serviços e inovações na área do hidrogênio energético, de modo que a partir de 2020 tenha sido implementada nos países-sócios do IPHE a economia do hidrogênio – ou seja, que o hidrogênio para aplicações de energia elétrica e calor seja uma opção economicamente viável para a matriz energética destes países. O ILC é o comitê técnico-científico do IPHE, estando dividido em 7 comitês técnicos temáticos.
Anteriormente o MME convidara o Inmetro para coordenar o capítulo 7 do Roteiro para a Estruturação da Economia do Hidrogênio no Brasil, disponível para download em
http://www.mme.gov.br/site/menu/select_main_menu_item.do?channelId=2590
.O Roteiro Brasileiro teve a coordenação geral do Ministério das Minas e Energia, sendo um documento do Governo Federal onde são analisadas a situação atual, a visão de futuro, as barreiras para a consecução da visão de futuro e as ações a serem implementadas para a implantação da economia do hidrogênio no Brasil. O pesquisador Sérgio participou da reunião do ILC/IPHE na qualidade de coordenador do capítulo 7 do Roteiro Brasileiro assim como co-autor do Scoping Paper (capítulo) de Regulations, Codes and Standards do ILC/IPHE, que, na sua versão completa, encontra-se disponível para visualização e download em http://www.iphe.net/Scopingpapers.htm. Este resultou de consenso entre especialistas das 17 representações de países existentes no ILC/IPHE.O interesse para o Inmetro participar dos comitês técnicos brasileiro e internacional citados decorre do fato do hidrogênio ser um combustível renovável, inesgotável e não poluente, além do apoio às energias renováveis estar previsto na Política Industrial, Tecnológica e de Comércio Exterior (PITCE) do Governo Brasileiro. O Roteiro Brasileiro enfatiza a decisão do País de se estruturar em diversos temas, os quais foram divididos em 7 capítulos:
- 1: desenvolvimento do mercado de hidrogênio, a cargo do Ministério das Minas e Energia;
- 2: produção de hidrogênio (reforma do etanol, eletrólise da água, reforma do gás natural, gaseificação de biomassa, conversão biológica, processo fotovoltaico e bioprodução), a cargo do Laboratório de Hidrogênio da Unicamp;
- 3: logística do hidrogênio (transporte, armazenamento e distribuição), a cargo do Cenpes/Petrobrás;
- 4: sistemas de conversão (células a combustível de óxido sólido, poliméricas e de etanol direto; e motores de combustão interna), a cargo do Laboratório de Hidrogênio da Coppe/UFRJ;
- 5: aplicações do hidrogênio como vetor energético (geração distribuída; transporte urbano, coletivo e de carga; armazenamento de energia; e comunidades isoladas), a cargo do Lactec/UFPR;
- 6: desenvolvimento tecnológico (formação de recursos humanos, incentivos para P&D;, capacitação laboratorial, redes estruturadas de P&D; e de informação), a cargo do Ministério da Ciência e Tecnologia;
7: metrologia (científica, industrial e legal), normalização, regulamentação técnica, avaliação da conformidade, regulação, fiscalização, segurança do hidrogênio e meio ambiente, a cargo do Inmetro.