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GNV sem dúvida
Em primeiro lugar, devemos esclarecer que a unidade correta e mundialmente utilizada para medir a capacidade real de qualquer cilindro e para qualquer gás monofásico é a capacidade volumétrica de água que é medida durante a sua fabricação e gravada na ogiva do cilindro em litros, conforme requerem todas as normas nacionais e internacionais. A unidade metro cúbico é adotada tão somente no sistema de abastecimento do posto na hora em que o gás está sendo medido para cobrança. Porque?
1 - Conforme explicado acima, o volume fisicamente disponível para enchimento é aquele informado na ogiva, em litros de água, pois a capacidade em metros cúbicos varia em função de vários fatores.2 - Realmente, conforme a pressão de abastecimento do posto, pode-se encher menos ou mais um mesmo cilindro. A ANP (Agência Nacional de Petróleo) regulamenta como pressão máxima de abastecimento 220 bar.
3 - Outro fator muito importante é que o cilindro fica por vezes com óleo, proveniente dos compressores, em seu interior durante a carga. Este óleo ocupa espaço útil, ou seja, aquele volume inicial disponível diminui.
4 - O atrito molecular do gás proveniente da velocidade de enchimento também pode provocar aquecimento reduzido assim a capacidade de armazenamento de gás no cilindro.
5 – Por ocasião da primeira carga é comum a presença de ar no interior do cilindro que também é um redutor de capacidade, fato este que tende a ser eliminado nas cargas subsequentes.
6 – Mas talvez um fator que poucos dão-se conta é a temperatura de enchimento. Basta verificar a norma da ABNT NBR 13200 e ver como é complexo e variável o volume de gás de um cilindro em função da temperatura de enchimento. Lá podem ser vistos vários gráficos e fórmulas que no final levam à conclusão de que encher um cilindro à 20ºC e o mesmo à 40ºC por exemplo, pode apresentar resultados bastantes diferentes no volume de gás acondicionado do cilindro.
São por esses motivos que quando falamos em volume de cilindro, devemos falar em litros de água, e não em metro cúbico, que não é errado, mas que exige uma série de acertivas para tornar-se verdadeira.
(Fonte: profissionais do mercado de GNV)