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Ciência brasileira
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| Rezende: convergência entre as políticasindustrial e tecnológica |
Em entrevista ao jornal do Inmetro Na Medida, o ministro Sérgio Rezende fala sobre os programas do governo para a área de C&T; e o que significará para o País a implantação do Centro de Nanometrologia do Instituto.
NM: O que o Brasil deve priorizar na área de Ciência e Tecnologia?
Sergio Rezende: O governo Lula está priorizando quatro eixos: a expansão do Sistema Nacional de Ciência e Tecnologia, incluindo a formação dos recursos humanos, a recuperação da infra-estrutura das universidades, a modernização dos institutos tecnológicos, e a política industrial tecnológica de comércio exterior. Esta é a primeira vez que nós temos uma política industrial focada em inovação. O terceiro eixo é o desenvolvimento de ciência e tecnologia para a inclusão social. Por exemplo, a inclusão digital. Há várias iniciativas do governo para que camadas mais pobres da população possam ter acesso a computadores e à Internet. O quarto eixo compreende segmentos estratégicos para o País, como os programas nuclear e espacial brasileiros e o desenvolvimento da Amazônia e do Nordeste.
NM: O que significa para o País, como estratégia competitiva, a criação do Centro de Nanometrologia do Inmetro?
Sergio Rezende: A Política Industrial tem como um de seus principais focos o que nós chamamos de atividade área-exportadora do futuro. A Nanotecnologia é uma delas. Por conta disso, lançamos, em setembro, o Programa Nacional de Nanotecnologia (PNN). O programa prevê mais investimentos em pesquisa. A criação do Centro de Nanometrologia do Inmetro é uma das principais ações do PNN. A Nanometrologia é um dos meios para produzirmos mais inovação para a industria. O nosso desafio nesse campo é muito grande porque outros países já estão muito avançados. O PNN visa acelerar nossa atuação nesta área.
NM: Qual o principal déficit em relação ao desempenho tecnológico do Brasil?
Sergio Rezende: O afastamento entre a política científica e a política industrial. Até hoje não foi feita esta convergência. Uma das prioridades da nossa gestão é fazer com que a política científica tecnológica seja executada integrada com a política industrial. Para isso, o governo Lula, através do Fundo Nacional de Desenvolvimento Tecnológico (FNDCT), já destinou a área de tecnologia R$ 1.850.000,00 bilhão, que foram repassados às universidades, institutos e centros de pesquisa. Em 2006, o MCT deverá receber mais R$ 850 milhões.
NM: O Inmetro está fazendo grande esforço para promover o entrosamento entre a academia e a indústria. Como o senhor avalia este esforço?
Sergio Rezende: Na gestão do professor João Jornada, o Inmetro está fazendo um grande progresso ao contratar pesquisadores de alto gabarito. O Brasil precisa de profissionais com experiência em pesquisa para aproximar a academia da indústria. A iniciativa do Inmetro contribui de maneira decisiva para atingirmos a convergência entre as políticas industrial e tecnológica.
