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El Niño
Pesquisadores fazem recomendações para redução de riscos nas redes de ensino brasileiras
A Nota Técnica “El Niño 2026-2027: Orientações para a preparação das redes de ensino brasileiras” — elaborada por pesquisadores especialistas em Educação para Redução de Riscos e Desastres (ERRD) do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), em parceria com o Instituto Alana — aborda aspectos relacionados aos riscos, às ameaças climáticas, às vulnerabilidades e às capacidades necessárias ao fortalecimento das estratégias de adaptação climática no contexto escolar. Os pesquisadores destacam que o enfrentamento das mudanças climáticas e a gestão de riscos de desastres devem integrar, de forma permanente, o planejamento e a gestão educacional.
As recomendações são direcionadas a gestores públicos da Educação e a profissionais responsáveis pelo planejamento, pela coordenação e pela implementação de políticas educacionais. O objetivo é contribuir para o fortalecimento das estratégias de adaptação às mudanças climáticas em escolas e comunidades escolares, além do aprimoramento da governança para a redução de riscos de desastres, considerando os possíveis impactos associados ao El Niño 2026/2027.
Processo educativo integral e participativo contribui para prevenção e segurança nas comunidades escolares
A Educação para Redução de Riscos de Desastres (ERRD) é uma abordagem voltada à construção de conhecimentos sobre as causas e as consequências dos riscos de desastres socioambientais e climáticos. Busca desenvolver, nas comunidades escolares, conhecimentos, habilidades e atitudes que contribuam para a prevenção, a mitigação, a preparação, a resposta e a recuperação diante de situações de emergência.
Segundo os pesquisadores, trata-se de um processo educativo integral, contínuo e participativo, que contribui para o fortalecimento da capacidade de resiliência das comunidades escolares. A abordagem não se limita à resposta aos eventos adversos, mas também contempla ações permanentes de prevenção e redução de riscos.
Ações de preparação nas redes de ensino
De acordo com a análise apresentada na Nota Técnica, o planejamento e a adoção de medidas de preparação para possíveis impactos associados ao El Niño devem integrar as estratégias de gestão de riscos das redes de ensino.
Conforme o monitoramento da temperatura do Oceano Pacífico Tropical, o El Niño apresentou rápido fortalecimento, alcançando anomalia de aproximadamente 1,8 °C, em agosto de 2026. As projeções da NOAA (National Oceanic and Atmospheric Administration) indicam que o fenômeno poderá atingir intensidade muito forte no trimestre setembro–novembro. Além disso, o período de máxima intensidade foi antecipado e está, atualmente, previsto para o trimestre outubro–dezembro de 2026. Esse cenário reforça a necessidade de implementação imediata de ações de prevenção e preparação nas redes de ensino.
Ondas de calor, secas, inundações, alagamentos, tempestades, vendavais e outros eventos extremos podem afetar a saúde, o bem-estar, a segurança e o direito à educação, demandando ações de prevenção, preparação e resposta adequadas às características de cada território. A ocorrência e a intensidade desses eventos, entretanto, não são determinadas exclusivamente pelo El Niño e podem variar entre as regiões do país.
As recomendações apresentadas na Nota Técnica apoiam as redes de ensino na preparação para possíveis impactos associados ao El Niño 2026/2027 e, simultaneamente, apresentam estratégias de adaptação das escolas às mudanças climáticas que ser aplicadas para além desse fenômeno específico.
A adoção dessas medidas, considerando as particularidades de cada território, pode contribuir para o fortalecimento das capacidades locais de prevenção e mitigação de riscos, preparação para situações de emergência, atuação coordenada e recuperação diante de possíveis impactos.
A Nota Técnica “El Niño 2026-2027: Orientações para a preparação das redes de ensino brasileiras” está disponível no site do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden).
Fonte: Ascom/Cemaden (MRO)