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Debate discute a participação dos Institutos Federais em pesquisas e ações sobre desastres
Com o objetivo de dar visibilidade às experiências já desenvolvidas de extensão, formação e atuação da Rede Federal em prevenção, preparação e resposta a desastres, foi realizado o segundo debate virtual, para contribuir na sistematização de recomendações voltadas ao fortalecimento do papel dos Institutos Federais na prevenção, preparação e resposta a desastres.
No último encontro realizado no dia 30 de abril, participaram Tatiana Máximo Almeida Albuquerque, docente do Instituto Federal de Sergipe (IFS) e Fernando Luis Hillebrand, docente do Instituto Federal do Rio Grande do Sul (IFRS).
A série é organizada a partir de pesquisa desenvolvida por Janaina Alencar Mota e Silva, docente do Instituto Federal de São Paulo (IFSP), pesquisadora associada ao Projeto COPE e doutoranda do Programa de Pós-Graduação em Desastres, pela Unesp/Cemaden.
Na pesquisa publicada na Revista Geografia, da Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho” (Unesp- São José dos Campos (SP), Janaina Alencar elaborou um levantamento nacional inédito sobre impactos de desastres em institutos federais e iniciativas da Rede Federal, relacionadas à temática da Redução do Risco de Desastres (RRD). A pesquisadora vem sendo a moderada desse ciclo de debates com os Institutos Federais.
Os debates e encaminhamentos produzidos serão reunidos pelo Projeto Capacidades Organizacionais de Preparação para eventos Extremos (COPE) e e disponibilizados como subsídio para futuras ações de extensão, ensino, pesquisa e articulação institucional.
Experiências do IF de Sergipe na validação de dados do Monitor das Secas
Tatiana Máximo Almeida Albuquerque, docente do Instituto Federal de Sergipe (IFS) abordou “O papel dos Institutos Federais para a Redução de Desastres: entre escassez e o excesso de água”. Fez um breve panorama sobre os impactos da seca e apresentou a situação da seca em Sergipe. “Há três pilares de preparação para a seca: o monitoramento e previsão de alerta precoce; a avaliação de vulnerabilidade/resiliência e de impactos; o planejamento e medidas de mitigação e resposta”, enfatiza a pesquisadora.
Apresentou a experiência do Instituto Federal de Sergipe (IFS) de participar com a validação de dados climatológicos da região no Monitor de Secas do Brasil, que traz a representação de seca de todos os estados do Brasil, por meio de um mapa elaborado, mensalmente, em um processo colaborativo e participativo. Mostrou o aprimoramento e ampliação dessa validação pelo IFS, por meio de trabalhos de pesquisa de estudantes de graduação e de pós-graduação do instituto.
“É de suma importância a participação do meio acadêmico no processo de gestão de riscos de secas do estado.” Destaca Tatiana Albuquerque e complementa: “Além de fornecer mais produtividade e consistência de resultados, mapeando as áreas de maior risco com seus respectivos impactos, isso facilitará a tomada de decisão de políticas públicas mais efetivas.” E finaliza: “Os alunos do meio acadêmico aprendem a aliar a teoria apresentada nas aulas à prática, observando e conhecendo a realidade das regiões de estudo, lidando com as adversidades, desenvolvendo ferramentas para melhores resultados, entre outras contribuições para a sociedade”.
Experiência da Bacia Escola do Rio Rolante: gestão integrada dos desastres e dos recursos hídricos
Fernando Luis Hillebrand, docente de graduação e pós-graduação do Instituto Federal do Rio Grande do Sul apresentou as experiências da Bacia Escola do Rio Rolante, tanto na Densificação da Rede Hidrometeorológica Local (utilizando as réguas linimétricas, as sondas de nível de água, as estações meteorológicas automatizadas); o Alerta Rolante, com a demanda de representantes das comunidades e o Monitoramento dos locais com risco de escorregamentos rotacionais.
Nas ações de ensino, pesquisa e extensão desenvolvidas na Bacia Escola, o pesquisador Hillebrand destacou alguns pontos importantes: a divulgação e orientações sobre a utilização do “Alerta Rolante” durante a programação em rádios locais e a capacitação com alunos do ensino médio. “Também damos apoio às ações da Defesa Civil Municipal, voltadas à formação de Núcleos Comunitários de Proteção e Defesa Civil (NUPDECs) nas comunidades”, aponta o docente, informando que é feita a utilização dos dados obtidos na Bacia Escola em Trabalhos de Conclusão de Curso (TCC) do Curso de Análise e Desenvolvimento de Sistemas do Instituto Federal do Rio Grande do Sul.
“Além da pesquisa, o Instituto Federal tem o papel de organização e articulação junto às comunidades, aos produtores rurais, as associações urbanas, ajudando na melhor comunicação na temática científica.”, conclui o professor do IFRS.
Para acessar a íntegra desse debate, é só acessar o link : https://www.youtube.com/live/cS3LY7nnlfU
O terceiro e último encontro do ciclo de debates virtuais está agendado para o próximo dia 13 de maio de 2026, às 10 horas. Para participar é só acessar o Canal YouTube da Série de Debates do Cemaden, pelo link:
https://www.youtube.com/live/XGIWCEJbMak?si=dBSzQLX0IWeuhk_G
Fonte: Ascom/Cemaden (MRO)