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MONITORAMENTO DE SECAS E IMPACTOS NO BRASIL – SETEMBRO/2025
Monitoramento de Secas
A. ÍNDICE INTEGRADO DE SECA (IIS3): SETEMBRO/2025

- IIS 3 e IIS 6
De acordo com o Índice Integrado de Secas (IIS) referente ao mês de setembro, observa-se, em comparação a agosto, uma redução no número de municípios em situação de seca severa ou extrema na escala de seis meses — de 460 para 248. Em contrapartida, considerando o período acumulado dos últimos três meses, o número de municípios nessa mesma condição aumentou, passando de 110 para 455. Esse contraste evidencia um agravamento do déficit hídrico de curto prazo, indicando o surgimento ou intensificação recente das condições de seca, sobretudo na região da Bacia do Paraná, com destaque para áreas dos estados de São Paulo e Mato Grosso do Sul. Os mapas do IIS, apresentados em ponto de grade, mostram ainda a ocorrência de áreas com seca extrema nos estados de São Paulo, Bahia e no Triângulo Mineiro, entre outras regiões do país.
Quer saber como anda a situação da seca no seu município? Acesse o Mapa Interativo de Secas do CEMADEN e consulte os dados dos últimos 12 meses para qualquer município do Brasil: CEMADEN: Mapa Interativo
B. ÍNDICE INTEGRADO DE SECA (IIS3): PREVISÃO - OUTUBRO/2025

- IIS3 - Previsto
A projeção do Índice Integrado de Seca (IIS-3) para o final de outubro de 2025 indica redução no número de municípios com seca moderada a extrema, sinalizando uma tendência de atenuação da situação de seca em todo o país.
C. MONITORAMENTO DA SECA EM ÁREAS INDÍGENAS: SETEMBRO/2025

- Monitoramento em terras indígenas
Com base no monitoramento de secas em terras indígenas, observa-se uma redução no número de áreas potencialmente afetadas por seca de intensidade moderada a extrema entre os meses de agosto e setembro. Essa tendência de melhora relativa acompanha o cenário geral de suavização das condições de seca verificado no período.
D. MONITORAMENTO DA SECA EM ASSENTAMENTOS RURAIS: SETEMBRO/2025

- Monitoramento de Seca nos Assesntamentos Rurais
Entre agosto e setembro, o número de assentamentos rurais em condições de seca entre as categorias severa e extrema registrou uma redução de 15,2%, passando de 376 para 319 localidades.
E. MONITORAMENTO DA SECA EM UNIDADES DE CONSERVACAO: SETEMBRO/2025

- Monitoramento de Secas nas Unidades de Conservação
Entre agosto e setembro, observou-se uma redução nas áreas potencialmente afetadas por seca nas categorias moderada e extrema. Contudo, apesar dessa tendência de melhora, 72 Unidades de Conservação permanecem em situação de seca moderada a severa.
F. MONITORAMENTO DOS IMPACTOS DA SECA: VEGETAÇÃO E AGRICULTURA
Estimativa das Áreas Agroprodutivas Afetadas por Município: SETEMBRO/2025

- Monitoramento de Secas em Áreas Agroprodutivas
G. MONITORAMENTO DOS IMPACTOS DA SECA: RECURSOS HÍDRICOS
Em setembro, o Sistema Cantareira — principal fonte de abastecimento da Região Metropolitana de São Paulo — apresentou seca hidrológica moderada, segundo o Índice Bivariado de Seca Precipitação-Vazão (TSI). Também no Sudeste, as bacias afluentes às UHEs Furnas (rio Grande) e Três Marias (rio São Francisco), em seca desde março, também estão classificadas com intensidade moderada. A bacia do rio Paraíba do Sul apresenta seca variando de fraca a severa, enquanto as dos rios Doce, São Mateus e Jequitinhonha (UHEs Irapé e Itapebi) registram condição moderada. No Centro-Oeste, a bacia afluente à UHE Serra da Mesa (rio Tocantins) voltou a apresentar seca em abril e atualmente está em condição severa. As bacias afluentes às estações fluviométricas de Porto Murtinho e Ladário (rio Paraguai) também enfrentam seca severa. Entre o Sudeste e o Sul, a bacia do rio Paraná apresenta seca variando de fraca a extrema, exceto nas sub-bacias de Salto Caxias e Salto Santiago (rio Iguaçu), que permanecem em normalidade. Já as bacias afluentes às UHEs Foz do Chapecó e Barra Grande (rio Uruguai) e Passo Real (rio Jacuí) mantêm a normalidade desde junho. Na região Norte, as bacias dos rios Madeira (UHE Santo Antônio) e Xingu (UHE Belo Monte) seguem em condição normal, enquanto as afluentes à UHE Tucuruí (rios Araguaia e Tocantins), situadas entre o Norte e o Centro-Oeste, apresentam seca entre fraca e moderada. No Nordeste, as bacias das UHEs Sobradinho (rio São Francisco) e Boa Esperança (rio Parnaíba) registram seca severa. As previsões para os próximos 30 dias indicam que as condições hidrológicas nas bacias monitoradas devem oscilar entre estabilidade e leve melhora, impulsionadas por chuvas próximas à média histórica. A melhora tende a concentrar-se nas bacias dos rios alto Paraguai, Jequitinhonha e em parte do rio Iguaçu (bacia do Paraná). Nas áreas mais críticas — baixo Paraná (incluindo Itaipu e o trecho do rio Paranapanema), baixo Paraguai (afluente à estação de Porto Murtinho), São Francisco, cabeceira do Tocantins e Parnaíba — a tendência é de estabilidade, com precipitações suficientes para romper a inércia hídrica dos últimos meses e favorecer a recuperação gradual das vazões e reservatórios.
H. PREVISÃO SAZONAL E SUB-SAZONAL PARA O BRASIL
Em outubro de 2025, o Oceano Pacífico permanece em neutralidade, sem configuração clara de El Niño ou La Niña, embora a temperatura da superfície do mar na região do Niño 3.4 esteja levemente abaixo da média e as águas subsuperficiais indiquem tendência de mudança. A expectativa para o trimestre outubro-novembro-dezembro é de transição para La Niña, com 71% de probabilidade. As previsões sazonais ainda apresentam divergências sobre a distribuição das chuvas no Brasil, revelando grande incerteza, mas há consenso em apontar precipitações acima da média em Minas Gerais, Goiás e Mato Grosso, além de maior concordância nos cenários para a região Sul. Já as projeções subsazonais sugerem chuvas abaixo da média no final de outubro no norte do Pará e do Amazonas, enquanto, nas demais áreas do país, não há sinal climático definido.
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REGISTRO DE IMPACTOS : Gostaria de contribuir registrando ocorrência de eventos de secas no seu município? Sua informação é bem-vinda, mesmo ocorrências de pequenos impactos são de extrema importância. Você pode enviar suas informações pelo link: REGISTRO DE IMPACTOS DE SECAS .
Para mais informações fale conosco: secas@cemaden.gov.br