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MONITORAMENTO DE SECAS E IMPACTOS NO BRASIL – JULHO/2026
A. ÍNDICE INTEGRADO DE SECA (IIS3 por pixel e por município): JULHO/2026
B. MONITORAMENTO DA SECA EM ÁREAS INDÍGENAS: JULHO/2026
Em relação às condições de seca em áreas indígenas, destaca-se um aumento no número total de territórios classificados em nível de seca severa em relação a junho (de 3 para 17). Destaca-se a persistência do quadro crítico no DSEI Kaiapó do Pará (PA), no território de Tucumã, bem como a intensificação das condições de seca em áreas anteriormente classificadas como sob seca moderada, que passaram à condição de seca severa em julho. Esse agravamento ocorreu principalmente em polos dos DSEIs Alto Rio Negro (AM), Parintins (AM), Kaiapó do Pará (PA), Tocantins (TO) e Araguaia (MT e TO).
Os principais polos que intensificaram de moderada para severa foram:
- DSEI Parintins (AM): Nova Esperança.
- DSEI Kaiapó do Pará (PA): Redenção.
- DSEI Tocantins (TO): Formoso do Araguaia e Santa Fé do Araguaia.
- DSEI Araguaia (MT e TO): Confresa e Santa Terezinha.
- DSEI Alto Rio Negro (AM): Cauburis.
O único polo que apresentou melhora, passando de seca severa para moderada, foi:
- DSEI Kaiapó do Pará (PA): Tucumã.
C. MONITORAMENTO DA SECA EM ASSENTAMENTOS RURAIS: JULHO/2026
Em relação aos assentamentos rurais, também houve uma inntensificação no número de assentamentos com condição de seca severa, passando de 2 no mês de junho para 44 no mês de julho. Além disso os assentamentos com condição de seca severa quase triplicaram, foram de 102 (junho) para 309 em julho. A intensificação concentrou-se principalmente nos estados do Pará, Tocantins, Mato Grosso, Rondônia e Amazonas, evidenciando a expansão espacial das condições de déficit hídrico sobre os projetos de assentamento da Amazônia Legal e da região de transição com o Cerrado.
D. MONITORAMENTO DA SECA EM UNIDADES DE CONSERVAÇÃO: JULHO/2026
Em relação às Unidades de Conservação, observou-se uma intensificação das condições de seca entre junho e julho de 2026. O número de unidades classificadas em condição de seca severa aumentou de 7 para 14 no período. O agravamento ocorreu principalmente em unidades localizadas nos estados do Pará, Tocantins, Mato Grosso e Amazonas, refletindo a evolução de áreas anteriormente classificadas como sob seca moderada para seca severa.
E. MONITORAMENTO DOS IMPACTOS DA SECA EM ÁREAS AGROPRODUTIVAS: JULHO/2026
Com relação aos possíveis impactos da seca em áreas destinadas às atividades agrícolas e/ou pastagens, o Índice Integrado de Secas indica que 154 municípios apresentaram pelo menos 40% de suas áreas agropecuárias potencialmente impactadas no mês de julho de 2026, representando um aumento de 103 municípios em relação a junho de 2026.
Desse total, 111 municípios apresentaram mais de 80% da área agropecuária potencialmente afetada, com destaque para o estado do Tocantins (51 municípios), seguido pela Bahia (17), Alagoas (12) e Sergipe (11). Além disso, 51 municípios apresentaram entre 60% e 80% da área agropecuária potencialmente afetada, distribuídos principalmente entre Sergipe (12), Tocantins (11), Bahia (9) e Amazonas (8). Por fim, 53 municípios enquadraram-se na faixa de 40% a 60% da área agropecuária potencialmente afetada, concentrando-se principalmente na Bahia (12), Tocantins (7), Alagoas (7), Sergipe (7) e Goiás (3).
F. MONITORAMENTO DOS IMPACTOS DA SECA: RECURSOS HÍDRICOS
A abaixo apresenta a caracterização da seca nas principais bacias hidrográficas do país com base no Índice de Seca Bivariado Precipitação-Vazão (TSI).
G. PREVISÃO SAZONAL E SUBSAZONAL PARA O BRASIL
Estamos no início de um ciclo de El Niño. Neste início de agosto de 2026, o Oceano Pacífico apresenta aquecimento acima da média, e os ventos alísios se encontram enfraquecidos em toda a extensão do Pacífico Tropical. A região com maiores anomalias de Temperatura da Superfície do Mar (TSM) é a região do Niño 1+2, no Pacífico Leste, mais próxima à costa do Peru e Equador, onde as anomalias na última semana atingiram 3,3 °C. As regiões Niño 3, Niño 3.4 e Niño 4 apresentaram respectivamente anomalías de 2,4, 1,8 e 0,3 °C. Este episódio irá se estender até o trimestre fevereiro-março-abril de 2027 (FMA/2027) pelo menos. Os modelos divergem na previsão da máxima anomalia de TSM durante este evento. O modelo do Centro Alemão é o mais extremo, prevendo anomalias superiores a +4,5 °C na região do Niño 3.4. O modelo do Centro Meteorológico do Reino Unido é o mais moderado, prevendo anomalias em torno de 2,5 °C. Todos os modelos preveem que este episódio deva se enquadrar na categoria de um El Niño muito forte. A previsão sazonal multimodelo nacional, resultado da cooperação entre CPTEC/INPE, INMET e FUNCEME, indica, para o trimestre agosto-setembro-outubro de 2026 (ASO/2026), chances para chuva abaixo da média em praticamente todo o território nacional, à exceção da região Sul. As temperaturas são previstas acima da média em todo o Brasil. As previsões subsazonais do Centro Europeu (ECMWF) indicam chances para chuvas abaixo da média até o final de agosto em grande parte do Brasil Central (regiões Centro-Oeste e Sudeste).





