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El Niño
Boletim do Painel El Niño - N° 02 - Julho de 2026, apresentando potenciais impactos e orientações
Em junho de 2026 foi confirmada a configuração do El Niño. Os modelos indicam probabilidade de 100% de permanência do fenômeno até, pelo menos o início de 2027, com alta probabilidade de ocorrência de um El Niño muito forte, quando as anomalias/desvios de temperatura da superfície do mar (TSM) no Oceano Pacífico Equatorial poderão ficar acima de 2,0°C, entre a primavera e o verão de 2026. Com isso, a previsão para o trimestre agosto-setembro-outubro (ASO) de 2026 indica, de forma geral, chuvas acima da média em áreas da Região Sul e chuvas abaixo da média no centro-norte do País.
Diante desse cenário, a colheita do milho segunda safra e do algodão nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste tende a ser favorecida, assim como a colheita das culturas de inverno na Região Sudeste. Na Região Sul, as chuvas acima da média podem beneficiar o desenvolvimento das culturas de inverno, dependendo da fase fenológica, mas o excesso de chuvas pode favorecer a ocorrência de doenças fúngicas, além de dificultar os tratos culturais e a colheita. Ainda, as condições indicam alta probabilidade de temperaturas acima de média no segundo semestre que podem aumentar os riscos de onda de calor e a ocorrência de incêndios florestais.
Por isso, o INMET, o INPE, o CEMADEN, a ANA, o SGB, a SEDEC e o CENSIPAM reforçam a necessidade do acompanhamento contínuo das condições meteorológicas e hidrológicas para o monitoramento de possíveis impactos em diversas áreas da economia brasileira. Reforça-se também o acompanhamento das recomendações e ações de autoproteção da Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil.