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DESINTRUSÃO
Com participação da ABIN, atuação conjunta impõe prejuízo de mais de R$ 97 milhões ao garimpo na Terra Indígena Kayapó
Ao longo dos três meses de atuação de mais de 20 órgãos federais na região, todos os alvos propostos inicialmente para a operação foram fiscalizados, além de centenas de outros descobertos ao longo das ações. O prejuízo ao garimpo alcançou R$ 97,3 milhões nesta etapa da operação, envolvendo os seguintes resultados:
• Estruturas de garimpo e maquinários clandestinos inutilizados: 967 barracos, 117 acampamentos, 406 motores, 25 escavadeiras hidráulicas;
• 686 ações de campo: terrestres, aéreas e fluviais;
• Queda de 96% dos alertas de garimpo desde o início da operação;
• 95% de redução nos alertas de desmatamento;
• 22,8 mil litros de óleo diesel inutilizados;
• 257 kg de cocaína e 238 kg de pasta-base apreendidos nas rodovias federais da região;
• 4 caminhões carregando 217 m³ de madeira ilegal apreendidos.
Além disso, os rios da região, como o Rio Fresco, já mostram sinais de recuperação ambiental, com melhoria na qualidade da água após a remoção de dragas. A contaminação de cursos d’água por metais como mercúrio é especialmente preocupante por prejudicar a pesca, fundamental para a alimentação das populações indígenas da região.
A ABIN participa da OD-TIKAY desde o seu planejamento. Durante a fase de mobilização da base operacional em Cumaru do Norte, o órgão coordenou atividades de Inteligência e assessorou a coordenação da operação e os órgãos parceiros por meio de comunicados diários e semanais nos meses de maio, junho e julho.
Finalizada a atual fase da OD-TIKAY, os resultados da operação serão mantidos e monitorados por meio de efetivos de órgãos federais que atuarão na região. Plano de sustentabilidade do pós-desintrusão será apresentado pelo Ministério dos Povos Indígenas (MPI).
Realizada em atendimento a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) na Ação de Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 709, a operação de proteção do território e do povo que nela habita contou com a mobilização de diversos órgãos federais, que atuaram na região a partir de bases avançadas e de retaguarda montadas nos municípios do sudeste do Pará.
A TI Kayapó divide-se entre os municípios paraenses de São Félix do Xingu, Ourilândia do Norte, Cumaru do Norte e Bannach. Sexta maior TI do Brasil, é ocupada pelo povo Kayapó, autodenominado Mebengôkre, e indígenas isolados.

