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Brasil está preparado para enfrentar a ameaça do terrorismo nos Jogos Olímpicos
A ABIN, responsável pelo eixo Inteligência na segurança dos Jogos Olímpicos Rio 2016, e os demais órgãos integrantes do Sistema Brasileiro de Inteligência (SISBIN) estão prontos para garantir a segurança e prevenir o evento da ameaça do terrorismo. A Agência utilizará a experiência adquirida em competições anteriores – como a Copa do Mundo de 2014 – e já tem delineadas as principais ações a serem executadas.
“A ABIN vem trabalhando na prevenção ao terror em grandes eventos desde 2007, com os Jogos Pan-Americanos. De lá para cá, já passamos por uma série de competições esportivas e eventos internacionais com total segurança”, afirma o diretor-geral da ABIN, Wilson Roberto Trezza.
A Agência e os órgãos parceiros fazem trabalho sistemático de detecção, identificação e acompanhamento de pessoas e grupos ligados a organizações extremistas. Integram a lista de ações o intercâmbio de informações com serviços estrangeiros e a capacitações de profissionais de setores estratégicos.
“O trabalho de prevenção ao terrorismo na área de Inteligência é uma ação contínua, ela não para. Durante um grande evento, existe uma mobilização maior. Mas não estamos começando a trabalhar agora, a prevenção vem sendo feita há um longo tempo”, explica o diretor-geral.
ABIN e órgãos parceiros estão executando série de ações para garantir a segurança dos Jogos Rio 2016
Ameaças
A ABIN monitora ameaças à segurança dos Jogos Olímpicos ininterruptamente. Relatório de Avaliação de Fontes de Ameaças concluído recentemente mostra elevação no nível de ameaças ligadas ao terror. O registro de ataques em países estrangeiros e o aumento no número de adesões à ideologia do Estado Islâmico dentro e fora do Brasil são as razões.
“Ao mostrar que esse nível de ameaça se elevou, nós não estamos dizendo que o Brasil vai sofrer um ataque terrorista nos próximos meses ou durante as Olimpíadas. Estamos dizendo que a ameaça aumentou e é preciso que o país atente para isto e adote medidas adequadas para garantir a prevenção”, declara Trezza. “Não estamos considerando a probabilidade de um ataque iminente”, complementa.