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ABIN realiza 1º Seminário de Inteligência Estratégica e Biodefesa
A não proliferação de armas de destruição em massa e o controle de tecnologias sensíveis foram alguns dos temas debatidos no 1º Seminário Nacional de Inteligência Estratégica e Biodefesa, promovido pela ABIN nos dias 19 e 20 de maio.
Representantes de dez órgãos reuniram-se na sede da Agência, em Brasília/DF, para discutir o papel da Inteligência na defesa química, biológica, radiológica e nuclear – conhecida pela sigla QBRN. Mais de 40 profissionais de órgãos integrantes do Sistema Brasileiro de Inteligência (SISBIN) participaram.
A proposta do evento foi aproximar órgãos governamentais atuantes nas mais diversas áreas para a troca de conhecimentos e experiências. O objetivo é aperfeiçoar a atuação do Estado no controle de substâncias potencialmente utilizáveis em armas de destruição em massa, em ações terroristas ou contra a produção agropecuária do país.
Integração
O diretor-adjunto da ABIN, Ronaldo Belham, destacou a importância do seminário para a integração dos órgãos do SISBIN em torno do tema.
Belham explicou que a não proliferação e a biodefesa ganharam maior atenção na lista de temas acompanhados pela ABIN no início dos anos 2000. Em 2004, a Agência e o Ministério de Ciência, Tecnologia, Inovação e Comunicações (MCTIC) criaram o Pronabens , programa voltado ao controle de exportação de bens sensíveis pelo Brasil.
Inteligência
O coordenador de Análise de Tecnologias Sensíveis e Desarmamento da ABIN, Eriton Lincoln Pompeu, afirmou que o Fórum Econômico Mundial considera a proliferação de armas de destruição em massa o segundo principal risco mundial em 2016. As mudanças climáticas globais ocupam a primeira posição.
Na ABIN, o controle de tecnologias sensíveis abrange ações em três frentes de trabalho. A primeira é a não proliferação de armas de destruição em massa e o controle de exportação de tecnologias sensíveis. A segunda é a prevenção ao uso de agentes QBRN por organizações terroristas. A terceira área é a de proteção contra a introdução de patógenos que possam impactar a saúde da sociedade ou a produção agropecuária.
Também fizeram parte das discussões no seminário as atividades do Programa Nuclear Brasileiro, o controle de explosivos no país e a segurança alimentar.