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DESINTRUSÃO
ABIN participa de megaoperação contra garimpo na Terra Indígena Sararé
A Agência Brasileira de Inteligência (ABIN) está participando da megaoperação na Terra Indígena (TI) Sararé, em Mato Grosso, iniciada pelo Governo Federal, para retirar garimpeiros que têm promovido a exploração ilegal de ouro dentro do território. O garimpo ilegal é o principal alvo da megaoperação, contudo toda e qualquer ilicitude será combatida nas incursões.
A ABIN é responsável pela coordenação das ações de Inteligência da operação, provendo consciência situacional à Casa Civil da Presidência da República, ao Comando da Operação e aos órgãos participantes.
A atuação da Agência tem como foco a identificação de situações que possam representar obstáculos às atividades das forças de segurança e fiscalização. O trabalho é desenvolvido junto aos órgãos parceiros que compõem o Sistema Brasileiro de Inteligência (Sisbin).
TI Sararé
A TI abriga uma população de 201 indígenas do povo Nambikwara, distribuída em sete aldeias. Sua extensão perpassa a área dos municípios mato-grossenses de Conquista D’Oeste, Nova Lacerda e Vila Bela da Santíssima Trindade. O território foi homologado em 1985 e, nos últimos anos, tem enfrentado conflitos decorrentes da exploração ilegal do garimpo.
O ouro possui alto valor de mercado e seu potencial econômico tem chamado a atenção de invasores que, atentos à valorização, enxergam no metal uma boa saída para o enriquecimento ilícito. Atualmente, a TI Sararé conta com 4.200 hectares atingidos, de um total de 67 mil hectares, conforme dados do Censipam – Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia, órgão vinculado ao Ministério da Defesa.
O processo de desintrusão é conduzido de forma transversal, com participação de diversos órgãos federais. Além da ABIN, participam o Ministério dos Povos Indígenas, a Funai, o Ministério da Defesa, a AGU, o Ibama, a Polícia Federal, a Polícia Rodoviária Federal, a Força Nacional de Segurança Pública, a Casa Civil da Presidência da República e o Censipam.
A Agência realiza trabalhos dessa natureza há mais de dez anos, apoiando as operações de desintrusão das TIs Marawatsede (2013), Awá-Guajá (2014) e Apyterewa (2016), bem como aquelas determinadas pelo Supremo Tribunal Federal no julgamento da Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 709, entre os anos de 2023 e 2026.
