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ABIN e FGV discutem perspectivas de risco geopolítico na América do Sul
Para debater as dinâmicas de competição entre grandes potências e o combate ao crime transacional e seus efeitos sobre a América do Sul, a Agência Brasileira de Inteligência (ABIN) e a Fundação Getúlio Vargas (FGV) promoveram evento do Sistema Brasileiro de Inteligência (Sisbin) em São Paulo/SP.
Durante a mesa de abertura, o diretor-geral da ABIN, Luiz Fernando Corrêa, defendeu o conceito de complementaridade entre Defesa, Segurança Pública e Inteligência Econômica, entre outros subsistemas de Inteligência estratégica, para fortalecer o desafio de integração efetiva entre os órgãos. "Somos complementares dentro de um Sistema que tem papel relevante a ser cumprido: produzir conhecimento estratégico em alto nível", declarou Corrêa.
O diretor da Escola de Relações Internacionais da FGV, Matias Spektor, apontou a relevância de métodos de avaliação de riscos na formação de profissionais em meio a transformações geopolíticas, destacando o papel da Inteligência.
"A Atividade de Inteligência nos últimos anos ganhou dimensão nova, produto de um novo sistema internacional, que tem muito mais conflito, e demanda dos profissionais capacidade de avaliação de riscos que não se conhecia tempos atrás", avaliou o diretor da FGV.
No painel sobre "Transformações Geopolíticas na América do Sul", autoridades do Ministério das Relações Exteriores (MRE) e do Exército debateram sobre cooperação e desafios estratégicos para a Defesa nacional. "Não existe Inteligência se não for estratégica e se não for integrada", comentou o general de brigada Gelson de Souza, 7º Subchefe do Estado-Maior do Exército (EME).

- Sisbin debate dinâmicas de competição entre grandes potências e o combate ao crime transacional e seus efeitos sobre a América do Sul
Quanto às dinâmicas da competição entre as grandes potências na América do Sul, especialistas discutiram temas como minerais críticos, datacenters e geopolítica da Inteligência Artificial e infraestruturas críticas. O coordenador do Grupo de Análise de Estratégia Internacional e Geopolítica da Escola de Segurança Multidimensional da USP, Alberto Pfeifer, apresentou sobre o embate estratégico pelo controle e financiamento das infraestruturas críticas na América do Sul. "A infraestrutura crítica se tornou um vetor do jogo geopolítico", disse Pfeifer.

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Por fim, os debates sobre combate ao crime transnacional apresentaram a temática do “narcoterrorismo” e os impactos para o Brasil da designação de organizações criminosas como terroristas.
Participaram do evento representantes do Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP), Ministério Público do Estado de São Paulo (MPSP), Embraer, Marinha do Brasil, Advocacia-Geral da União (AGU), Polícia Rodoviária Federal (PRF), Comissão de Valores Mobiliários (CVM), Tribunal Regional Federal (TRF), Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), Febraban, Receita Federal, Anvisa, Anatel, ANTT, Antaq, Ministério Público de Contas do Estado de São Paulo (MPC-SP), Prefeitura de São Paulo, Prefeitura de Campinas, Polícia Militar de São Paulo, Polícia Civil de São Paulo, Associação Brasileira das Indústrias de Materiais de Defesa e Segurança (ABIMDE), Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), Universidade de São Paulo (USP), entre outros.
