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ABIN atualiza “Protocolo de Prevenção de Ameaças do Extremismo Violento”
A ABIN lançou nesta sexta-feira – 1º agosto – nova versão do “Protocolo de Prevenção de Ameaças do Extremismo Violento”, guia da Agência destinado a orientar a atuação no enfrentamento de ações extremistas. A atualização do documento foi lançada durante edição do “ABIN Convida”, ciclo de debates promovido pelo órgão com acadêmicos e especialistas externos para debater temas de interesse.
O Protocolo apresenta uma metodologia objetiva para tratar do extremismo violento, incluindo o fenômeno do extremismo ideologicamente motivado e as ações executadas em escolas – ambos com registros crescentes no Brasil nos últimos anos.
“O Protocolo é um projeto que evoluiu e agora está mais maduro, com várias atualizações. O trabalho foi feito para que tenhamos uma linguagem comum de análise do fenômeno do extremismo, sendo uma ferramenta avançada e adequada para orientar as ações”, explicou o diretor-adjunto da ABIN, Rodrigo de Aquino.
As atualizações incluíram pontos como o aumento de movimentos de deslegitimação do Estado e ataques em escolas. Apenas nos dois últimos anos, entre 2023 e 2024, foram registrados 60% do total de ocorrências em colégios dos últimos 20 anos.

- Protocolo é uma "ferramenta avançada e adequada para orientar ações", destaca diretor-adjunto da ABIN
A diretora do Departamento de Inteligência Externa (Diex) da ABIN, Ana Martins Ribeiro, destacou que nos últimos anos o Brasil registrou um alto crescimento do extremismo violento. “Houve um aumento de ideologias de deslegitimação do Estado ao mesmo tempo em que aumentou a violência em escolas”, destacou. “O momento é um ponto de inflexão sobre como a Inteligência deve lidar com a questão”, complementou.
Debates
A edição do “ABIN Convida” na qual o Protocolo foi lançado teve o extremismo e a desinformação como temas centrais. O professor da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) Odilon Caldeira Neto traçou um histórico do fascismo no Brasil. Segundo o pesquisador, o país vive uma terceira fase do que ele chama de “neofascismo”.
“Esse momento é marcado por novas formas de articulação e pelo fenômeno das redes sociais, que permite uma mediação transnacional. A ‘plataformização’ é uma característica central”, salientou Odilon.

