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Rede Dríade cria grupo de estudos sobre preservação digital de acervos de gênero e das comunidades LGBTQIAP+
A Rede de Estudos e Práticas em Preservação Digital (DRÍADE) anunciou a criação de um novo grupo de estudos dedicado à preservação digital de acervos de gênero e das comunidades LGBTQIAP+. A iniciativa amplia as frentes de pesquisa da rede ao concentrar esforços na salvaguarda de memórias e trajetórias que, historicamente, foram alvo de tentativas de apagamento. O grupo será liderado pelo coordenador da Rede Cariniana, Miguel Ángel Márdero Arellano.
Criada pelo Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (Ibict) como parte das iniciativas da Rede Cariniana, a DRÍADE tem como objetivo reunir pesquisadores, profissionais e instituições para desenvolver, compartilhar e implementar conhecimentos, metodologias e tecnologias voltadas à preservação digital. A rede funciona como um espaço colaborativo de debates, pesquisas e ações estratégicas voltadas à garantia da longevidade e do acesso contínuo a documentos digitais, contribuindo para o avanço de políticas públicas e práticas institucionais no Brasil e no exterior.
O grupo “Preservação Digital de Acervos de Gênero e das comunidades LGBTQIAP+” tem como foco os acervos relacionados à diversidade de gênero e às memórias LGBTQIAP+ no Brasil e no mundo. A proposta é estudar iniciativas já existentes, tanto institucionais quanto comunitárias, que disponibilizam materiais para consulta e pesquisa, além de discutir estratégias de preservação dessas coleções.
Os conteúdos analisados incluem materiais documentais, bibliográficos e artísticos que registram a memória, a história e a produção cultural de pessoas LGBTQIAP+. Esses acervos digitais incluem desde memes e registros de exposições virtuais até cartilhas, relatórios de direitos humanos e coleções digitais de fontes primárias sobre questões sociais, políticas e de saúde dessas comunidades.
Entre os temas de pesquisa previstos estão a análise da produção bibliográfica recente sobre o tema, o estabelecimento de contatos com produtores e preservadores desses acervos, o estudo de estratégias de conservação e preservação digital e a aplicação de metodologias alternativas de pesquisa. Os resultados das discussões desenvolvidas pelo grupo deverão ser apresentados no evento semestral da Rede Dríade, previsto para o mês de junho.
Como participar
Pesquisadoras, pesquisadores e profissionais interessados em integrar a Rede Dríade são convidados a conhecer a dinâmica de pesquisa, as publicações desenvolvidas e a aplicação dos estudos em projetos da área. Informações detalhadas sobre as linhas de pesquisa e grupos de estudo estão disponíveis no portal da Rede Cariniana.
Cada linha de pesquisa ou grupo de estudo é liderado por um pesquisador especialista na temática e conta com até 20 participantes. As atividades incluem reuniões mensais entre líderes e integrantes, além de encontros regulares dos líderes com a coordenação da Rede Cariniana. Os grupos possuem autonomia para organizar suas atividades. As pessoas participantes passam a integrar o Diretório de Grupos de Pesquisa do CNPq e, ao final de cada semestre, recebem declaração de participação.
Entre os compromissos previstos estão a participação nas reuniões, com possibilidade de até duas faltas justificadas por semestre, a apresentação de avaliações e avanços conforme orientação do líder do grupo e o engajamento nas atividades da rede, incluindo eventos e projetos colaborativos. Também é obrigatória a participação nas ações relacionadas ao Dia Mundial da Preservação Digital, voltadas à conscientização sobre a importância do tema.
Pessoas interessadas em integrar o novo grupo podem entrar em contato pelo e-mail cariniana@ibict.br
Mais informações estão disponíveis em: https://cariniana.ibict.br/grupos-de-pesquisa/