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Projeto Ecossistema SESAI realiza terceira oficina de modelagem de processos para fortalecer sistema de gestão de obras e saneamento indígena
O projeto Ecossistema SESAI realiza, entre os dias 11 e 13 de maio, em Brasília (DF), o terceiro ciclo de oficinas de modelagem de processos voltado à gestão de obras de engenharia e saneamento na saúde indígena. O encontro ocorre na sala multiuso do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) e reúne representantes de Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEIs), pesquisadores e gestores públicos.
A iniciativa é desenvolvida pelo Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (Ibict), em parceria com a Secretaria Especial de Saúde Indígena (SESAI), e tem como objetivo estruturar um sistema de gerenciamento de informações voltado a projetos e obras de saneamento e edificações nos territórios indígenas.
As oficinas têm como foco o mapeamento de fluxos de trabalho, a padronização de processos e a construção colaborativa de metodologias voltadas ao aprimoramento da gestão de obras executadas nos Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEIs). Nesta terceira etapa, representantes de doze distritos da região Norte compartilham experiências, desafios e estratégias adotadas na implementação de projetos locais, contribuindo para a construção coletiva do sistema.
Na mesa de abertura, Bruno Cantarella, diretor do Departamento de Projetos e Determinantes Ambientais da Saúde Indígena, destacou que a estruturação da área de saneamento é estratégica para a prevenção em saúde, impactando diretamente na redução da mortalidade infantil e de doenças diarreicas em comunidades indígenas.
Thiago Braga, diretor do Ibict, ressaltou o caráter de “pesquisa cidadã” do projeto e enfatizou a importância da informação como elemento central para o desenvolvimento de políticas públicas e melhoria das condições de vida da população.
O coordenador-geral de Saúde Ambiental da SESAI, Rômulo Henrique da Cruz, relembrou os três anos de trajetória da iniciativa e destacou o avanço técnico alcançado ao longo da parceria entre as instituições. Segundo ele, o sistema deve entrar em operação até o final deste ano, consolidando uma nova etapa para a gestão das obras de saneamento indígena.
De acordo com Milton Shintaku, coordenador de Tecnologias para Informação (COTEC) do Ibict, o desenvolvimento do sistema é baseado nas necessidades dos usuários e na metodologia de “cocriação de valor”, construída a partir da escuta dos profissionais que atuam diretamente nos territórios. “Não adianta fazer o melhor sistema do mundo se ele não for utilizado. Precisamos construir algo que seja útil para quem está na ponta e que também ofereça respaldo e segurança aos trabalhadores”, afirmou.
Como resultado prático das oficinas, estão sendo elaborados seis volumes de orientações técnicas, reunindo fluxos, procedimentos e recomendações para execução das obras. O terceiro ciclo concentra esforços na construção e validação do Volume 4, dedicado aos processos alternativos, como execução e contratação direta, incluindo pontos de atenção, controle de riscos e soluções desenvolvidas pelos próprios DSEIs.
Com a conclusão desta etapa, o projeto avança na consolidação de uma infraestrutura informacional voltada à gestão de obras e saneamento indígena, buscando ampliar a eficiência administrativa, fortalecer a transparência dos processos e contribuir para a melhoria das condições de saúde nas comunidades indígenas brasileiras.