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III Seminário Internacional GO FAIR Brasil foi realizado em Goiânia com apoio do Ibict
Encontro promovido no Hub Goiás, em 19 de junho, fortaleceu o debate sobre gestão de dados de pesquisa, ciência aberta e infraestrutura para uma Internet FAIR de dados e serviços.
O III Seminário Internacional GO FAIR Brasil reuniu, no dia 19 de junho de 2026, no Hub Goiás, em Goiânia, pesquisadores, gestores, profissionais da informação, estudantes e representantes de instituições comprometidas com o avanço da ciência aberta e da gestão de dados de pesquisa no país.
Promovido após o IX WIDaT, o evento contou com o apoio do Programa de Pós-Graduação em Ciência da Informação da Universidade Federal de Goiás (PPGCI/UFG) e do Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (Ibict).
A edição teve como destaque a participação de dois autores do artigo que formalizou os Princípios FAIR (Findable, Accessible, Interoperable and Reusable), publicados em 2016: Abel Packer, do SciELO, e Luiz Olavo Bonino da Silva Santos, da Universidade de Twente, na Holanda. O seminário também contou com a presença da Dra. Sandra Milena Roa-Martinez, da Universidade de Cauca, na Colômbia.
A participação desses pesquisadores conferiu dimensão internacional ao encontro e aproximou a comunidade científica brasileira dos debates que vêm orientando políticas, infraestruturas e práticas de gestão de dados de pesquisa em diferentes países.
De acordo com a coordenadora do GO FAIR Brasil e presidente do evento, professora Luana Sales, do Ibict, a programação evidenciou o papel estratégico da iniciativa na articulação de redes temáticas, na formação de competências e no apoio a instituições interessadas em estruturar práticas de FAIRificação de dados de pesquisa.
"A iniciativa atua na construção de uma comunidade nacional voltada à implementação progressiva de uma Internet FAIR de Dados e Serviços, capaz de ampliar a colaboração científica, a transparência da pesquisa e a geração de inovação”, afirmou Luana Sales.
O seminário também reafirmou que a adoção dos Princípios FAIR depende não apenas de soluções tecnológicas, mas também de mudanças organizacionais, da formação continuada e do reconhecimento da gestão de dados como parte integrante do próprio processo de pesquisa.