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Ibict vai participar de seminário sobre direito à memória e salvaguarda de culturas indígenas
O Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (Ibict) participa, no próximo dia 29 de abril, às 10h, do Seminário “Direito à Memória: Experiências de Salvaguarda de Línguas e Culturas Indígenas”, que será realizado de 27 a 29 de abril de 2026, no Centro Audiovisual do Museu Nacional dos Povos Indígenas, da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), em Goiânia.
O evento marca uma década de cooperação técnica entre o Museu Nacional dos Povos Indígenas/Funai e a UNESCO, dedicada à salvaguarda da diversidade cultural indígena no Brasil. Ao longo desse período, foram desenvolvidas iniciativas voltadas à documentação linguística e cultural, à produção de materiais didáticos e à inovação em tecnologias digitais, reforçando a preservação do patrimônio como elemento central do direito à memória e da autodeterminação dos povos indígenas.
Mais do que um balanço das ações realizadas desde 2015, o seminário propõe uma reflexão sobre os desafios éticos e metodológicos da preservação cultural, destacando experiências de documentação participativa que conciliam rigor técnico e protagonismo das comunidades indígenas. A iniciativa também aponta para o fortalecimento de redes colaborativas entre instituições de pesquisa, museus e povos indígenas, com foco na gestão autônoma e na proteção de seus patrimônios culturais.
A participação do Ibict ocorre na mesa “Tecnologias digitais e preservação do patrimônio linguístico e cultural indígena”, que aborda o papel estratégico das ferramentas digitais na organização, preservação e difusão de acervos culturais. A mesa será mediada por Felipe Lucena (MNPI/Funai) e contará com a presença de Miguel Arellano, coordenador da Rede Cariniana/Ibict, e Kadidja Valéria Reginaldo de Oliveira, pesquisadora da mesma rede, além de representantes de outras instituições.
Durante o debate, serão apresentadas experiências que demonstram como o uso de plataformas digitais e repositórios contribui para a salvaguarda de línguas, saberes tradicionais e documentos históricos, sempre respeitando protocolos éticos e culturais que asseguram às comunidades indígenas o controle sobre o acesso aos seus conhecimentos. Iniciativas como a plataforma Japiim e a adoção de sistemas como AtoM e Tainacan exemplificam o potencial dessas tecnologias para a organização de acervos e a restituição digital do conhecimento às comunidades de origem.