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Ibict moderniza infraestrutura de rede com tecnologia em fibra óptica
O Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (Ibict), em conformidade com suas diretrizes estratégicas de suporte à infraestrutura nacional de Ciência e Tecnologia (C&T), concluiu a atualização tecnológica de seu enlace de comunicação. Assim, a transição da camada física entre o Data Center institucional e o backbone da Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP) foi convertida integralmente para fibra óptica, substituindo tecnologias legadas de cabeamento metálico.
De acordo com Alexandre Faria de Oliveira, responsável pela Coordenação-geral de Tecnologias de Informação e Informática – (CGTI), este trabalho resultou de uma parceria técnica da CGTI e a Divisão de Produção de Redes (DIRED), com apoio da Coordenação de Administração (COADM), e a execução da RNP, cuja atuação foi essencial para a modernização dos acessos à infraestrutura do Ibict. “A iniciativa compõe o conjunto de ações de atualização tecnológica em curso no Instituto, assegurando que a infraestrutura de TIC esteja alinhada às demandas de alto desempenho do ecossistema nacional de pesquisa, desenvolvimento e inovação”.
Esta atualização técnica expande a capacidade nominal de tráfego de dados de 1 Gbps para até 10 Gbps (Gigabits por segundo), estabelecendo um novo patamar de escalabilidade para a rede. “O incremento na largura de banda e a redução da latência inerente à fibra óptica resultam em ganhos diretos para a comunidade científica, otimizando a interoperabilidade e a disseminação de grandes volumes de dados através dos sistemas institucionais”.
Para o coordenador, a expansão da largura de banda constitui um pilar fundamental para o fortalecimento das capacidades de Inteligência Artificial (IA) no Ibict. Nesse contexto, a alta disponibilidade de tráfego viabiliza o processamento de Modelos de Linguagem (LLMs), proporcionando maior agilidade tanto no treinamento quanto na inferência de modelos que operam sobre vastos repositórios de informação científica; possibilita também a análise de dados em larga escala, com ganho de performance em algoritmos de machine learning que demandam a movimentação de datasets massivos entre nuvens de pesquisa e o Data Center; além de permitir a oferta de serviços de IA em tempo real, com redução drástica da latência em ferramentas inteligentes de busca, classificação e mineração de textos científicos para usuários finais.
Adicionalmente, a modernização da infraestrutura gera benefícios mensuráveis para a rede de pesquisa, como a otimização do throughput, com aumento substancial na taxa de transferência de dados, essencial para serviços de alta demanda e fluxos de trabalho de IA; o fortalecimento da resiliência sistêmica, com maior estabilidade e redução de ruídos eletromagnéticos, garantindo a integridade dos sistemas críticos; e a alta performance em serviços de rede, refletida na melhoria do tempo de resposta e no desempenho global das plataformas de informação científica.