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Sugestão de Leitura: “Justiça Informacional como prática de Ciência Aberta: uma análise das revistas científicas do diretório Miguilim”
A mestranda Gabriela Garibaldi da Cruz, do Programa de Pós-Graduação em Gestão da Informação da Universidade do Estado de Santa Catarina (PPGInfo-Udesc), defendeu a dissertação intitulada “Justiça Informacional como prática de Ciência Aberta: uma análise das revistas científicas do diretório Miguilim”.
O trabalho foi orientado por Franciéle Garcês, professora adjunta da Universidade Federal de Rondônia (UNIR), e coorientado por Priscila Sena, pesquisadora do Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (Ibict), que também atuam como professoras colaboradores do PPGInfo-Udesc.
A pesquisa investiga como os princípios da Justiça Informacional — que buscam garantir equidade no acesso e no uso da informação — estão presentes em revistas científicas brasileiras da área de Comunicação e Informação que adotam práticas de Ciência Aberta. Para o mapeamento das publicações, Gabriela utilizou o Diretório das revistas científicas eletrônicas brasileiras (Miguilim), serviço de informação criado e coordenado pelo Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (Ibict). O Diretório agrega dados das revistas científicas e dos portais de revistas brasileiros que se encontravam dispersos em diferentes plataformas. Atualmente o Diretório reúne dados de mais de 4.900 revistas científicas e 280 portais de revistas nacionais, funcionando como um importante repositório de informações sobre a produção científica brasileira.
A partir da análise de 39 revistas com classificação Qualis A1 a A4 referente ao quadriênio 2017-2020, a autora observou que nenhuma delas cumpre integralmente com todos os qualificadores oriundos dos oito princípios da Justiça Informacional. O oitavo princípio, em especial, não foi atendido por nenhuma das publicações avaliadas.
Entre as conclusões, Gabriela destaca a necessidade de disseminar e implementar um guia de boas práticas que auxilie as revistas científicas a incorporar os princípios da Justiça Informacional e a fortalecer a adesão aos valores da Ciência Aberta. A dissertação também apresenta um panorama das abordagens do tema no campo biblioteconômico-informacional e propõe um modelo de integração entre os movimentos da Justiça Informacional e da Ciência Aberta, reforçando o acesso à informação como um direito de todas as pessoas.
Leia a dissertação completa: