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Ibict participa do 9º Seminário de Informação em Arte com palestra sobre preservação digital em museus
Nos dias 8 e 9 de outubro de 2025, o Instituto Cervantes, no Rio de Janeiro, sediou o 9º Seminário de Informação em Arte, que teve como tema central “Arte e Acervos em Mutação: desafios contemporâneos das Bibliotecas de Arte”. O evento, promovido pela REDARTE/RJ – Rede de Bibliotecas e Centros de Informação em Arte do Estado do Rio de Janeiro, em parceria com o Instituto Rio, reuniu profissionais da informação, da arte e da cultura para discutir os impactos das tecnologias digitais sobre os acervos e práticas informacionais.
Com foco na transformação dos acervos e nas novas formas de acesso e preservação, o seminário buscou promover reflexões críticas e o intercâmbio de experiências diante dos desafios contemporâneos enfrentados por bibliotecas e centros culturais. A programação esteve alinhada às metas 11.4 e 11.7 da Agenda 2030 da ONU, que tratam da preservação do patrimônio cultural e do acesso inclusivo a espaços públicos.
O Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (Ibict) esteve presente no evento com a participação de Miguel Arellano, coordenador da Rede Brasileira de Serviços de Preservação Digital (Rede Cariniana), que ministrou a palestra “Estratégias de Acesso e Preservação Digital em Museus”.
Durante sua apresentação, Arellano ressaltou que a tecnologia digital passou a ocupar uma posição central na experiência humana e, por isso, é indispensável para pensar o futuro do acesso à cultura e da preservação do patrimônio. “A tecnologia digital tornou-se agora uma parte essencial do que significa ser humano”, afirmou.
Miguel Arellano destacou que garantir o acesso contínuo a acervos digitais exige mais do que infraestrutura técnica e requer também engajamento público, salvaguarda do conhecimento sobre o patrimônio, infraestrutura de pesquisa, ações de marketing cultural e planejamento estratégico.
Para lidar com os desafios da preservação de obras de arte digitais, Arellano apresentou quatro abordagens principais: Armazenamento: envolve a coleta e conservação de software e hardware original; Emulação: uso de programas que recriam o ambiente original no qual a obra foi criada; Migração: atualização de sistemas e formatos para garantir legibilidade futura; e Reinterpretação: reencenação da obra em um novo contexto ou meio, respeitando sua essência.
O coordenador também abordou a complexidade da natureza dos objetos digitais e a constante evolução das mídias de armazenamento, enfatizando que a preservação digital deve ser compreendida como um conjunto de ações voltadas à proteção, cuidado e manutenção dos acervos, além da capacidade de reparar ou restaurar registros protegidos com medidas técnicas e colaborativas.