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Seminário de Abertura da Jornada da Terra 2025 debate caminhos sociais e territoriais para enfrentar a crise climática
A Fundação Joaquim Nabuco (Fundaj), por meio da Diretoria de Pesquisas Sociais (Dipes), realizará o Seminário de Abertura da Jornada da Terra 2025, que neste ano tem como tema Escutar a Terra e Descolonizar o Futuro: mudanças climáticas e diálogos de saberes. O evento acontece na próxima quinta-feira, 22 de maio, das 8h30 às 13h, na Sala Calouste Gulbenkian, no campus Gilberto Freyre da Fundaj, em Casa Forte.
O seminário reunirá lideranças quilombolas, indígenas, representantes da agricultura familiar, do Legislativo e da comunidade científica, com o objetivo de promover o diálogo entre saberes tradicionais, políticos e acadêmicos na construção de caminhos possíveis para desconstruir os padrões que sustentam a crise climática e descolonizar o porvir com base nas práticas e resistências territoriais.
“A proposta é construir um espaço de escuta, diálogo e articulação entre diferentes saberes e territórios, para traçar caminhos coletivos em direção à equidade ecossocial”, afirma Edneida Cavalcanti, pesquisadora da Fundaj e coordenadora-geral do Centro de Estudos em Dinâmicas Sociais e Territoriais (Cedist), da Dipes/Fundaj).
A mesa de abertura contará com a presença da presidenta da Fundaj, Márcia Angela Aguiar, representantes da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), da Universidade Federal Rural de Pernambuco, do Instituto Agronômico de Pernambuco (IPA) e do Centro Sabiá.
Em seguida, será realizado o debate sobre a temática Escutar a Terra e Descolonizar o Futuro: mudanças climáticas e diálogos de saberes, com as participações de Fábio Pedrosa, professor da Universidade de Pernambuco (UPE) e coordenador do Laboratório de Inovação para Mudanças Climáticas e Sustentabilidade (LIMCS), da Universidade Católica de Pernambuco (Unicap)); Rosa Amorim, deputada estadual, militante do Movimento dos Sem Terra (MST) e presidenta da Comissão de Meio Ambiente da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe); Wyne Nogueira de Souza, representando o Povo Xukuru de Ororubá e doutoranda em Educação Contemporânea pela UFPE; e Adeildo Paraíso da Silva (pai Ivo de Xambá), babalorixá do Terreiro Xambá e doutor honoris causa pela UFPE. A mediação será de Edneida Cavalcanti. O evento é aberto ao público e terá entrega de certificado aos participantes.
Sobre a Jornada
Iniciada exatamente um mês após o Dia da Terra (22/04), a Jornada da Terra 2025 é uma ação em rede, construída de forma colaborativa por instituições públicas, movimentos sociais, povos indígenas, comunidades quilombolas, pesquisadores, educadores, artistas e demais sujeitos sociais comprometidos com a justiça socioambiental. Em 2023 e 2024, a articulação foi conduzida pela Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE), e a proposta é que a organização da jornada siga sendo compartilhada, circulando entre as diversas instituições participantes, fortalecendo a colaboração mútua e ampliando o alcance das ações em rede.
Trata-se de um processo de mobilização e articulação que tem como objetivo central enfrentar a crise climática por meio da valorização de saberes diversos e da reconstrução das relações entre seres humanos, seres mais-que-humanos, natureza e território — reconhecendo que também somos natureza, profundamente conectados aos ecossistemas que habitamos.
Serviço:
Seminário de abertura da Jornada da Terra 2025
Data: 22 de maio de 2025
Horário: das 8h30 às 13h
Local: Sala Calouste Gulbenkian. Campus Gilberto Freyre da Fundaj
Avenida 17 de Agosto, 2187, Casa Forte Recife-PE
Programação
8h30 – Acolhida e mística de abertura
9h - Mesa de abertura (Fundaj, UFRPE, UFPE, Centro Sabiá, IPA)
9h30 – Mesa de Diálogo
Mediação: Edneida Cavalcanti – Pesquisadora da Fundaj
Participantes:
Fábio Pedrosa – Professor da Universidade de Pernambuco e da Universidade Católica de Pernambuco (LIMCS/Unicap)
Rosa Amorim – MST; presidenta da Comissão de Meio ambiente da Alepe
Wyne Nogueira de Souza –Povo Xukuru de Ororubá
Adeildo Paraíso da Silva (Pai Ivo de Xambá) – Babalorixá do Terreiro Xambá
11h – Lanche com vivência ou intervenção cultural
11h30 – Roda de conversa a partir das contribuições dos palestrantes: “Descolonizar o futuro: que caminhos estamos trilhando?”
13h – Encerramento coletivo
Síntese afetiva e política do encontro, com convite à continuidade em rede