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Programação acessível do Cinema da Fundação em maio traz vencedor do Oscar e Festival Internacional
Cinema de qualidade, acessível e educativo é uma das opções ofertadas pelo Cinema da Fundação no mês de maio, com as novas sessões do Programa de Educação e Acessibilidade. Durante o mês, as Sala Museu e Derby receberão seis sessões gratuitas e abertas ao público.
Vencedor do Oscar de Melhor Animação em 2025, “Flow”, de Gints Zilbalodis, será o filme inaugural da programação de maio, marcando o retorno das sessões acessíveis aos domingos, que ocorrerão mensalmente. A obra produzida na Letônia será exibida com diminuição de ruídos, som reduzido e maior iluminação, além dos tradicionais recursos de acessibilidade (audiodescrição, Língua Brasileira de Sinais - Libras e Legenda para Surdos e Ensurdecidos - LSE via aplicativo Ping Play). A circulação na sala também é liberada, caso necessária.
O programa também trará três sessões acessíveis especiais conectadas a dois outros projetos: a Exposição Lá Vem Elas, e o Assim Vivemos - Festival Internacional de Filmes sobre Deficiência. As sessões exibirão três diferentes filmes da programação do festival: “Dentro de mim” (Tailândia, 2015), “Quem é o último” (Belarus, 2018) e “Uma menina em 10x10” (Myanmar, 2017). Os filmes trazem temáticas afins ao tópico central da exposição: a luta de mulheres com deficiência por acessibilidade, autonomia e inclusão nos espaços culturais e urbanos.
A exibição dos filmes contará com audiodescrição e Libras, e será seguida de visita guiada à exposição, que ficará em exposição por um mês na Galeria Waldemar Valente, ao lado da Sala Museu do Cinema da Fundação. Túlio Rodrigues, monitor de acessibilidade do Cinema da Fundação, destacou a importância de associar o cinema às demais iniciativas.
“Essa construção de três projetos diferentes — exposição, Festival e Cinema da Fundação — só potencializa o que entendemos como o processo de acessibilidade e educação nesse contexto escolar e de educação não formal. Isso traz a temática das mulheres com deficiência e a acessibilidade como mediação e possibilita que a Fundação promova uma discussão de uma educação anticapacitista”, pontuou.
No mês de maio, as narrativas audiovisuais femininas também serão foco das Sessões Escola, que trazem cine-debates para escolas públicas e privadas, com dois filmes pernambucanos inéditos no cinema. O doc ficcional “Corpo Político, Corpo-Mãe”, de Anina Dias, e “Corpo Político, Corpo-Mãe” serão exibidos com recursos de acessibilidade, enquanto o “O Bem Virá” entrará em breve na programação regular do Cinema da Fundação. Ambas as sessões contarão com a presença das diretoras das respectivas obras.
É possível reservar vagas para escolas ou grupos através do e-mail acessibilidade.cinema@fundaj.gov.br.
Programação completa do Programa de Educação e Acessibilidade - mês de maio
04/05, domingo
14h30
Cinema do Museu/Casa Forte
Sessão acessível
Flow, Gints Zilbalodis, Letônia, 85 min, Livre
Sinopse: O mundo parece estar chegando ao fim. O gato é um animal solitário, mas como sua casa é devastada por uma grande enchente, ele encontra refúgio em um barco povoado por diversas espécies, e terá que se unir a eles apesar de suas diferenças. No barco solitário navegando por paisagens místicas e transbordantes, eles passam pelos desafios e perigos da adaptação a este novo mundo.
06/05, terça
19h30
Cinema do Museu/Casa Forte
Sessão acessível + Visita guiada na Exposição Lá Vem Elas
Festival Assim Vivemos - Quem é o último, Siarhei Isakov, Belarus, 60 min, Livre
Sinopse: O filme retrata um projeto teatral no qual crianças com e sem autismo atuam juntas no palco, mostrando como os professores trabalham e como conseguem unir crianças com diferentes necessidades emocionais, físicas e mentais. No filme, conhecemos quatro personagens, Kastus, Misha, Vlada e Maxim, estudando e ensaiando com dedicação ao teatro.
09/05, sexta
14h30
Cinema da Fundação/Derby
Sessão Escola: Corpo Político, Corpo-mãe, Anina Dias, Brasil, 30 min, Livre
Sinopse: O curta-metragem aborda o conflito de uma jovem feminista que engravida duas vezes na clandestinidade da Ditadura Militar do Brasil. Ela se vê obrigada a deixar a sua primeira filha de dois anos com os avós e seguir grávida com o marido para o exílio em Paris.
15/05, quinta
14h30
Cinema do Museu/Casa Forte
Sessão acessível + Visita guiada na Exposição Lá Vem Elas Festival Assim Vivemos - Uma menina em 10x10, Mai May Sakarwah, Mary, Yu Par Mo Mo, Myanmar, 29 min, Livre
Sinopse: Ngu Wah Hlaing foi abandonada por sua mãe quando era um bebê por causa de sua deficiência. Uma monja e sua filha, que é uma mulher transgênero, a adotaram e a amam. Atualmente, Ngu Wah Hlaing tem 11 anos de idade, mas não sabe ler e escrever porque é recusada pelas escolas devido à sua deficiência.
20/05, terça
14h30
Cinema do Museu/Casa Forte
Sessão acessível + Exposição Lá Vem Elas Festival Assim Vivemos - Dentro de mim, Sophon Shimjinda, Tailândia, 22 min, 12 anos
Sinopse: Cherry é uma mulher transgênero com deficiência. Ela deseja o amor de um homem, embora possa comprar satisfação física em um bar. Mas o que ela mais anseia é o amor de sua mãe e de seu pai.
28/05, quarta
14h30, Cinema do Museu/Casa Forte
Sessão escola: O Bem Virá, Uilma Queiroz, Brasil, 80 min, 12 anos
Sinopse: Treze mulheres, treze ventres, treze esperanças, uma foto. E uma busca pelas mulheres que, em 1983, em uma seca no sertão do Pajeú pernambucano, lutaram pelo direito à sobrevivência, num contexto em que ser mulher era se limitar à função de administrar a miséria.