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Presidenta da Fundaj participa de debate regional para construção da Estratégia Brasil 2050
A presidenta da Fundação Joaquim Nabuco (Fundaj), professora doutora Márcia Angela Aguiar, participou nesta sexta-feira (4) de um painel no seminário Diálogos para Construção da Estratégia Brasil 2050, realizado no Centro de Convenções de Pernambuco, em Olinda. Organizado pela Secretaria Nacional de Planejamento (Seplan) do Ministério do Planejamento e Orçamento (MPO) em articulação com o Governo do Estado de Pernambuco, o evento busca promover um espaço de construção coletiva dos caminhos para um desenvolvimento mais sustentável, inclusivo e inovador para o país nos próximos anos.
Virgínia de Ângelis, secretária Nacional de Planejamento do MPO, ressaltou a importância do espaço de diálogo construído no evento e a expectativa do impacto dele nas gerações futuras. “Falar de desafios tão complexos, de passivos históricos que nós temos, requer união de esforços, e é isso que buscamos com o evento”, afirmou. No painel formado para apresentar as visões de futuro de diferentes representações da sociedade civil e instituições, a presidenta da Fundação Joaquim Nabuco (Fundaj), a professora doutora Márcia Angela Aguiar fez uma reflexão sobre os desafios da atualidade.
“Nós vivemos em um contexto desafiador. Vivemos uma mudança de tempo profunda com confluência de diferentes crises: econômica, política, ambiental e também de paradigmas”, afirmou a presidenta da Fundaj. Na sua fala, ela também citou, enquanto fragilidades a serem superadas no Brasil, as desigualdades sociais estruturais, a descontinuidade de políticas públicas de natureza democrática e a subutilização da inteligência nacional.
Os diferenciais do país que podem alavancar o desenvolvimento nacional também foram mencionados pela presidenta da Fundação, como a diversidade sociocultural, os recursos naturais e o sistema público de pesquisa, cultura e educação. “Instituições como a Fundação Joaquim Nabuco, que tem pesquisa social, acervo cultural, formação e inovação, podem desempenhar um papel articulador entre Estado e sociedade. No caso do Nordeste, temos visto uma crescente articulação entre universidades públicas, fundações estaduais e institutos federais como um exemplo de esforços conjuntos que beneficiam o terriitório inteligência territorial em ação”, destacou Márcia Angela Aguiar.
Além da presidenta da Fundaj, estiveram presentes no painel Alfredo Gomes, reitor da Universidade Federal de Pernambuco; Socorro Cavalcanti, reitora da Universidade de Pernambuco; Tania Bacelar, conselheira do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social Sustentavel (CDESS) e sócia da Ceplan Consultoria Econômica e Planejamento; Maria Alice Melo, ativista indígena do povo Xukuru do Ororubá, integrante da Rede Reimaginando Futuros e conselheira jovem do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF); Cláudio Nascimento, co-fundador da Rede Brasileira de Cidades Humanas, Inteligentes, Criativas e Sustentáveis; Bernadete Lopes, representante do Quilombo Ilha de Mercês; e Marcos Roberto Dubeux, empresário do Grupo Cone.