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Oficina de Máscaras para Teatro encerra edição com cortejo e experimentação cênica na Fundaj
A Fundação Joaquim Nabuco (Fundaj), por meio da Unidade de Artes Visuais da Diretoria de Memória, Educação, Cultura e Arte (Dimeca), concluiu, na última terça-feira (10), a Oficina de Máscaras para Teatro, conduzida pela educadora Julia Moura. Ao longo de cinco encontros, a atividade reuniu participantes interessados em compreender a máscara como linguagem teatral, articulando teoria, prática corporal e processos de criação artística.
A proposta formativa, realizada no campus Ulysses Pernambucano, no Derby, percorreu diferentes etapas, desde a abordagem teórica sobre o uso das máscaras no teatro até exercícios de experimentação cênica. Antes mesmo de ganharem forma material, as máscaras começaram a ser construídas no corpo, a partir do gesto, da criação de personagens e de jogos de improvisação que estimularam foco, escuta e interação coletiva.
"Se eu fosse definir a oficina em uma palavra, seria experimentação. Cada participante pôde experimentar o próprio relacionamento com a máscara e com a construção do personagem, desde o trabalho corporal até a criação e pintura da máscara”, afirmou Julia Moura. Segundo ela, o percurso buscou integrar expressão corporal, imaginação e técnica, ampliando o repertório dos participantes.
A confecção das peças foi realizada em etapas. Inicialmente, foram produzidas as bases a partir dos moldes dos próprios rostos. Em seguida, o grupo aprendeu a técnica do papel machê, material utilizado para modelar volumes e expressões. Bochechas, traços e detalhes foram incorporados, e, por fim, a fase de pintura e acabamento.
Para Julia, a oficina também teve um papel de difusão de conhecimento. “A máscara teatral é uma linguagem pouco conhecida. As pessoas conhecem a máscara, mas muitas vezes não sabem como confeccioná-la nem qual é a sua relação com o teatro. A oficina foi uma forma de difundir esse conhecimento e fortalecer a criação coletiva”, destacou.
Entre os participantes esteve Breno Pereira, palhaço e produtor cultural, que ressaltou a experiência como um momento de ampliação de conhecimento. “Foi uma experiência muito interessante e muito divertida. Realizar essa formação sobre máscaras às vésperas do Carnaval foi especial, porque é um momento em que a sociedade já está em contato com a máscara. Mas aqui pudemos enxergá-la de outra perspectiva: a do teatro, da brincadeira cênica, do corpo e da voz”, afirmou.
O encerramento da oficina ocorreu às vésperas do Carnaval, com a finalização das máscaras, a incorporação de figurinos e a apresentação dos personagens criados. Em bloco, o grupo percorreu os espaços da Fundaj e, posteriormente, seguiu para a rua, compartilhando com o público o resultado do processo formativo.