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Muhne recebe exposição, palestra e feirinha orgânica no Dia Mundial do Meio Ambiente
Sustentabilidade, agricultura familiar e produção orgânica, redução de sacolas de uso único e reflexão sobre o veneno que está em nosso alimento são temas que estão na programação da Jornada da Terra 2025. Numa ação realizada no Dia Mundial do Meio Ambiente (05/06), a Diretoria de Pesquisas Sociais (Dipes) e o Museu do Homem do Nordeste (Muhne) da Fundação Joaquim Nabuco (Fundaj), promovem programação gratuita e para todos os públicos na próxima quinta-feira. As atividades acontecerão das 6h30 às 16h, nos jardins e hall do Muhne, no campus Gilberto Freyre da Fundaj, em Casa Forte.
A primeira atividade do dia será a “Feira Viva, Terra Limpa: traga sua sacola retornável!”, das 6h30 às 10h, na área externa do Muhne. A ação vai ser coordenada pelo Educativo do Museu e pelo Grupo de Estudos, Sistematização e Metodologia em Agroecologia (GEMA) do Instituto Agronômico de Pernambuco (IPA), com a presença de Silvana Lemos.
Com foco no enfrentamento à poluição plástica, a iniciativa tem o objetivo de estimular a consciência coletiva sobre os impactos ambientais e sociais do uso de descartáveis plásticos, especialmente em contextos de alimentação e comercialização de alimentos.
Exposição e palestra
Das 8h30 às 16h, o Muhne também recebe a exposição fotográfica “Bora Viver Sem Veneno?”, que vai reunir imagens e textos sobre os males provocados pelo uso e consumo de agrotóxicos. A mostra é uma realização do Centro Nordestino de Medicina Popular (CNMP) de forma itinerante e expõe 25 imagens legendas e 10 painéis de textos que pensam o alimento como, além do sustento, cultura, cuidado e resistência. A ação tem o apoio de Misereor e parceria da Campanha Nacional Permanente Contra os Agrotóxicos e pela Vida.
Produzidas nas regiões Metropolitana do Recife, Zona da Mata, Agreste e Sertão do São Francisco, as imagens buscam pensar a saúde humana a partir da qualidade do que comemos e as relações com a terra, com os saberes tradicionais e com os modos de produção impostos pelo modelo agroindustrial. Às 9h, o Museu do Homem do Nordeste vai promover uma roda de conversa com Celerino Carriconde, médico e fundador do Centro Nordestino de Medicina Popular (CNMP), com facilitação de Tarcísio Quinamo, pesquisador aposentado da Fundaj e apoio do educativo do Muhne sobre a temática.
Sobre a Jornada
A Jornada da Terra 2025 é uma ação em rede, construída de forma colaborativa por instituições públicas, movimentos sociais, povos indígenas, comunidades quilombolas, pesquisadores, educadores, artistas e demais sujeitos sociais comprometidos com a justiça socioambiental. Em 2023 e 2024, a articulação foi conduzida pela Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE), e a proposta é que a organização da jornada siga sendo compartilhada, circulando entre as diversas instituições participantes, fortalecendo a colaboração mútua e ampliando o alcance das ações em rede.
Trata-se de um processo de mobilização e articulação que tem como objetivo central enfrentar a crise climática por meio da valorização de saberes diversos e da reconstrução das relações entre seres humanos, seres mais-que-humanos, natureza e território — reconhecendo que também somos natureza, profundamente conectados aos ecossistemas que habitamos.