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ARTE
Mostra na Fundaj apresenta processos de videoperformance desenvolvidos em oficina da Unidade de Artes Visuais
A Unidade de Artes Visuais da Fundação Joaquim Nabuco (Fundaj) realizou a mostra de processos “Videoperformance e Investigação Corporal”, na Sala de Videoarte Cristina Tavares, no Campus Ulysses Pernambucano, no Derby. A atividade reuniu participantes da oficina e público em geral em um momento de exibição e troca em torno das produções desenvolvidas ao longo da formação.
A mostra foi resultado da oficina “Entre Imagem e Movimento”, que promoveu um período de imersão voltado à investigação das relações entre corpo, espaço e imagem. Durante o processo, os participantes desenvolveram, de forma coletiva, experimentações no campo da videoarte, articulando práticas de criação e reflexão.
Durante a mostra, foram apresentados os processos “Quebracorrente, nós entre nós”, de Aline Sou e Ias Minne Souza; e “O Cativeiro”, de Renata Mendes, Íris Samandhi, Lili Morgana e Soul Nascimento. Além das obras exibidas, a oficina também resultou na produção “Trisal”, de Íris Cláudia Anjos, Tallula e Marcílio Santos.
Além da exibição, o encontro abriu espaço para discussões sobre aspectos técnicos e conceituais envolvidos nas obras, como edição, montagem e construção narrativa no audiovisual experimental.
De acordo com Julia Moura, arte-educadora da Fundaj, a proposta da mostra esteve centrada na partilha dos processos e no diálogo entre os participantes e o público. “É muito relevante esse contato com o grupo, eles se verem em cena, se assistirem, dialogarem entre si sobre essas criações que foram feitas, e também esse contato com o público externo, esse olhar sobre as obras e os processos. É um momento de troca, de experiências e de partilha. É uma mostra de processos, não há nada finalizado, é tudo processual”, afirmou.
“Se ver na câmera foi libertador. Se ver no panfleto com algo que fizemos, ver o trabalho materializado é muito interessante. Ter esse local onde podemos produzir e apresentar, a gente valoriza e se sente valorizado. Para mim, foi muito interessante”, disse a artista Ias Minne Souza, uma das participantes da oficina.