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Fundaj sediou encontro sobre formação de educadores museais, no Derby
A Fundação Joaquim Nabuco (Fundaj), por meio da Unidade de Artes Visuais da Diretoria de Memória, Educação, Cultura e Arte (Dimeca), em parceria com o Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Pernambuco (IFPE), realizou, nesta sexta-feira (23), a mesa redonda “Formação de Educadores de Museus e Instituições Culturais: trajetórias, desafios e perspectivas”.
Sediado na Sala Aloísio Magalhães, no Derby, o encontro reuniu estudantes do curso técnico em Artes Visuais do IFPE e educadores de instituições de preservação e difusão cultural do Recife parceiras, incluindo a Fundaj — representado pela Unidade de Artes Visuais e pelo Museu do Homem do Nordeste (Muhne) —, o Museu de Arte Moderna Aloísio Magalhães (MAMAM) e o Paço do Frevo.
Com o objetivo de discutir os caminhos para a formação dos educadores museais. Para a educadora Julia Moura, da Unidade de Artes Visuais da Fundaj, o fato de a instituição ter participado da residência é muito significativo justamente pela troca entre os profissionais e o público e os educadores em formação. “A gente está contribuindo para esse lugar de bagagem, de agregar a eles. Então, é importante essa saída do IFPE, desse espaço de conforto, e a ida à Fundaj, ao Paço e ao Mamam, que são espaços que já estão mais abertos para receber o público”, disse.
A mesa redonda contou com uma exposição de Manoela Lima, professora do Departamento de Antropologia e Museologia da UFPE. A museóloga trouxe um levantamento do histórico da educação em instituições culturais no Brasil em diálogo com a Política Nacional de Educação Museal (PNEM). Na sequência, o coordenador do Educativo do MAMAM, Leandro de Oliveira, apresentou os desafios enfrentados por educadores no processo formativo.
Maria Juliana de Sá, professora do curso técnico em Artes Visuais do IFPE e coordenadora da Residência, foi a terceira a se apresentar, discutindo a metodologia do programa, que possibilitou aos alunos aprenderem a teoria ao mesmo tempo em que desenvolviam a prática junto aos Educativos das instituições. Para ela, falar sobre a residência é especial justamente por ela permitir a mescla da perspectiva acadêmica à prática da educação museal in loco. “Essa formação não podia acontecer apenas com uma responsável (que seria eu como docente), mas também com os coordenadores dos Educativos dessas instituições ”, afirmou Maria Juliana.
A mesa redonda seguiu com um debate sobre o impacto da Residência a partir da perspectiva dos educadores das instituições. Julia Moura, da Fundaj; Leandro de Oliveira, do MAMAM; e Erick Nunes, do Paço do Frevo, compartilharam suas experiências como orientadores dos estudantes em cada um dos museus. Os alunos Maria Julia e Vinicius, do IFPE, encerraram a mesa redonda destacando o impacto da ação da instituição de ensino nas suas formações enquanto arte-educadores. A Unidade de Artes Visuais e o Muhne são vinculados à Diretoria de Memória, Educação, Cultura e Arte (Dimeca) da Fundaj.