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Fundaj recebe professores da GRE Recife Norte para capacitação profissional
A Fundação Joaquim Nabuco (Fundaj) recebeu, na quinta-feira (19), professores de Língua Portuguesa da rede estadual de ensino para a Formação Continuada de Professores do Ensino Médio no campus Gilberto Freyre, em Casa Forte. Organizada pela Gerência Regional de Educação (GRE) Recife Norte da Secretaria de Educação e Esportes de Pernambuco, a ação de capacitação foi realizada nos turnos da manhã e da tarde, ocupando tanto a Sala Calouste Gulbenkian quanto o 1ª andar do Museu do Homem do Nordeste (Muhne).
Com o tema “Relações étnico-raciais nas práticas de linguagem: ‘Diversidade não se constrói, se celebra!’”, a capacitação envolveu a apresentação de iniciativas da Coordenação de Ações Educativas e Comunitárias do Muhne com escolas e organizações parceiras, e uma roda de diálogo sobre possibilidades de abordagem da temática em sala de aula. O encontro contou ainda com uma visita dos profissionais à exposição “Elas: onde estão as mulheres nos acervos da Fundaj?”, em exibição no 1ª andar do Muhne.
De acordo com Edna Silva, coordenadora de Ações Educativas e Comunitárias do Muhne, essa aproximação com os professores da rede estadual fortalece os processos de mediação, seja com a vinda dos docentes para o museu ou com a ida do Educativo do Muhne para as escolas. “Apresentar nossas práticas híbridas e o nosso universo é trilha cujo caminho tem muita perspectiva de dar certo. É o que acontece quando unimos interesses em prol do bem comum, que é estudar melhor as políticas públicas na educação e os processos de aprendizagem. Ganha todo mundo: a Fundaj, que é vinculada ao Ministério da Educação, e os docentes”.
Daniele Nunes, professora técnica de Língua Portuguesa da GRE Recife Norte e facilitadora da capacitação, destacou como significativa a escolha da Fundação Joaquim Nabuco para sediar o encontro e do Museu do Homem do Nordeste para receber os professores em uma visita mediada. “A exposição ‘Elas’ está sendo fundamental para que a gente possa vivenciar essa capacitação com os professores porque ela oferece a valorização da diversidade, da mulher e, sobretudo, os aspectos étnico-raciais”, avaliou a professora.
Para os professores de Língua Portuguesa que participaram da capacitação, o momento foi ímpar. “Além de termos esse ganho cultural, nós ainda pudemos expor os sentimentos que vêm do papel de professor nesse universo político em que estamos imersos”, conta o professor Leonardo Ferreira. Para Ednardo de Oliveira a escolha do Museu foi um diferencial: “Essa formação é um momento importante porque ela junta dois eixos bem interessantes, que são a arte e o conhecimento; e tudo em um lugar só, que é o Museu”.