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Fundaj realiza exposição “Agô”
A Fundação Joaquim Nabuco (Fundaj), por meio do Museu do Homem do Nordeste (Muhne), equipamento cultural vinculado à Diretoria de Memória, Educação, Cultura e Arte (Dimeca), abrirá na segunda-feira (6) a exposição AGÔ (“pedir licença ou permissão”), da fotógrafa Roberta Guimarães. As imagens integram o acervo da Fundação, por doação da autora. A mostra faz parte da programação do 31º Simpósio Anual do ICOFOM LAC e do 46º Simpósio Anual do ICOFOM, dois importantes eventos, de âmbito internacional no campo da museologia, que serão realizados entre 6 e 10 de novembro, em parceria com o Muhne. A exposição será aberta às 18h, na Galeria Massangana, campus Gilberto Freyre da Fundaj, em Casa Forte.
Roberta Guimarães explica que “a mostra se soma a outras coleções e objetos da instituição, que documentam, celebram e investigam a cultura afro-diaspórica, criada no Brasil, tanto no passado quanto no presente”. Com o tema Xangô pernambucano, a exposição nasce, segundo o seu curador Raul Lody, a partir de um mergulho da fotógrafa, na estética do sagrado e de uma ampla etnografia visual das tradições nagô (povo que vive na Nigéria, Benin e Togo, de língua Iorubá). “É um espaço para manifestar o repúdio contra os preconceitos e todas as formas de intolerância religiosa. AGÔ é um verdadeiro reconhecimento das muitas Áfricas, que particularizam e dignificam o nosso ethos de brasileiros”, justificou Lody.
A mostra reúne 30 fotografias. Roberta Guimarães conta que o que a levou a pensar sobre o Xangô pernambucano, foi a aproximação com os livros do moçambicano Mia Couto, particularmente, quando leu o conto “O Embondeiro que Sonhava Pássaros”, do livro “Cada Homem é uma Raça”, e o encontro com um amigo, filho de santo, que portava um Ojá (pano usado na cabeça para proteção) e um ileke de Oxum (colar de contas sagrado usado pelos iniciantes do Candomblé). Tempo depois, a fotógrafa o convidou para participar de um ensaio.
”Esses encontros me deram a possibilidade de adentrar na comunidade de terreiro e descobrir o quanto ela é cativante. Pela complexidade dos rituais, pela relação de proximidade entre homens e deuses, pela dedicação dos filhos de santo, pela beleza das celebrações, pela solidariedade entre o povo de santo e, principalmente, pela energia sentida dentro do ilê”(terreiro),
Serviço:
Exposição AGÔ - Fotógrafa - Roberta Guimarães
Dia/Hora: 6/11, às 18h
Local - Galeria Massangana/Museu do Homem do Nordeste (Muhne)