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Fundaj promove o lançamento da exposição "Japson de Almeida: Fragmentos de um Olhar" no dia 9 de outubro
A Coordenação Geral do Centro de Documentação e de Estudos da História Brasileira - Cehibra, vinculada à Diretoria de Memória, Educação, Cultura e Arte (Dimeca) da Fundação Joaquim Nabuco (Fundaj), lança, no próximo dia 9 de outubro, às 9h, a exposição fotográfica "Japson de Almeida: Fragmentos de um Olhar".
O acervo doado à Fundaj é composto por imagens produzidas pelo fotógrafo Japson Macedo de Almeida durante o século XX, documentando o estado de Alagoas, além de outros municípios, como o Recife. Em uma de suas fotografias, é possível ver o Cinema São Luiz iluminando a Rua da Aurora, possivelmente em noite de exibição. Utilizando a técnica fotográfica analógica (negativos fotográficos e dispositivos em preto e branco e coloridos), o acervo inclui panoramas e vistas aéreas inéditas. Além disso, Japson também se aventurou no campo cinematográfico, produzindo documentários, e chegou a ter seu próprio cinema de bairro, o Cine Real.
A exposição é uma parceria do Centro de Documentação com a Biblioteca Blanche Knopf. No último dia da mostra, 16 de outubro, será realizada a assinatura do termo de doação, com a presença da presidenta da Fundação Joaquim Nabuco, a professora doutora Márcia Angela Aguiar, e dos familiares do artista, um dos mais emblemáticos de seu estado e do Nordeste.
Ainda no dia 16, ocorrerá o lançamento do livro que leva o mesmo nome da exposição. A obra reúne imagens que documentam a passagem dos anos e a evolução de Maceió, da década de 1950 até os anos 1970. São 49 fotografias em preto e branco que nos transportam a um momento crucial no desenvolvimento da capital alagoana.
“A aquisição deste acervo de relevância histórica, enriquecerá ainda mais o patrimônio institucional, uma vez que ele dialoga com as demais coleções já pertencentes à Fundaj, e após o seu tratamento técnico, ele será disponibilizado ao público, desempenhando um relevante papel nas pesquisas sobre a sociedade, seus fatores culturais e históricos de nossa região”, ressaltou Veronilda Santos, Coordenadora Geral do Cehibra, em exercício.
“É muito interessante receber um acervo de outro estado do Nordeste. Representações imagéticas do litoral, praias, pescadores e sua gente vão diretamente ao encontro da missão da Fundação, que é cobrir essa região diversa. Quando recebemos um acervo como esse, nosso patrimônio se torna mais diverso e plural. São fotografias de um lugar muito interessante”, comentou Albertina Lacerda, pesquisadora da Fundaj e curadora da exposição.